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jan

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2016 no Blog

Oooii genteee!! Faz tempo que não posto nada por aqui. Ultimamente o pessoal tem me acompanhado no snapchat, me vendo na vida real, sem maquiagem, cozinhando, lavando louça (ainda não inventaram o pé do pirilimpimpim pra eu não ter que fazer isso), treinando, desabafando e até de toalha na cabeça hahahhaha

A verdade é que eu fui tomada por um nível de ansiedade com as novidades dos últimos meses. Isso levou minha energia, meu sono, meus dinheiros e, bom.. todo mundo aqui já teve um período assim na vida! Como eu sempre digo: ninguém é feliz 100% do tempo, todos os dias!  Maaasss, aproveitei que não estava postando nada pra dar uma olhada no blog e..tcham tcham tcham tchaaaaammmm…algumas coisas vão mudar por aqui! Ano novo, blog novo!

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Claro que eu vou continuar escrevendo sobre mim, minhas provas, sobre o avanço do meu quadro de lesão e tudo mais. Porém, vai ter muito mais coisas agora! Pra começar, já estamos trabalhando pra mudar a carinha do blog, com nova logo e também novo layot! Logo logo estará prontinho pra vocês curtirem.

O que mais teremos de novidades em 2016?

Novas seções

Sim, vamos dividir os posts em novas sessões, pra facilitar que vocês encontrem o que desejam!

Vídeos de exercícios

“Bandonei”  os vídeos e vou contar o motivo. Quando decidi filmar e postar vídeos aqui, a razão era única: ajudar as pessoas. Quem me acompanha desde o primeiro post aqui, em fevereiro de 2014, sabe que, eu observei muitos deficientes sedentários e, a maioria, não tinha acesso a uma academia e profissionais ao menos interessados (porque preparados, há uma minoria no país) em trabalhar com os malacabados. Assim, pensei que aproveitando meus 10 anos de experiência em atividade física, junto com a capacitação e estudo de profissionais da educação física que me cercam, poderíamos propagar conhecimento e motivar todo mundo a se mexer.

Porém, pegar esses vídeos todos pra me prejudicar! Pois é! Ao invés de dar nome aos bois, eu decidi parar de postar. Porém, notei que, já que a coisa já tava cagada pro meu lado, os únicos prejudicados eram aqueles que sempre me pediam ajuda. Entãããooo, nesse ano, voltaremos  a todo vapor com vídeos  e dicas, orientados por profissionais da Educação Física, formados e capacitados!

Receitas

Posto muitas receitas no instagram e o passo a passo no snapchat. Mas quem não tem esses aplicativos acaba perdendo a receita. Então, postarei tudo aqui também!

Entrevistas

Esse é um projeto que eu tinha desde o início: entrevistas pessoas aqui pro blog. Afinal, ninguém aguenta só me ler e me ouvir. Mas, muita gente que eu procurei me dava a seguinte resposta: “Espera mais um pouco, eu quero emagrecer mais”. Ou não me mandava foto, ou não finalizava a entrevista… E essa parte do blog ficou parada.

Mas, esse ano voltaremos contudo! Priorizarei os deficientes, claro! Afinal, o foco do blog é esse! Porém, temos muitos leitores que são tem deficiência e também tem histórias de sucesso ao abandonar cigarro, sedentarismo e esses também tem muito pra dividir conosco. Afinal, andando ou não, todo mundo luta por sua saúde!

Colaboradores

No início do blog, contamos com alguns colaboradores da área da saúde, em posts e matérias específicas. Afinal, já falei pra vocês que minha área de formação é Educação. Então, pra falar de informações técnicas com propriedade, nada melhor que médicos, nutricionistas e educadores físicos. E eles estarão aqui!

Fan page

Pra quem não sabe, temos uma fan page no facebook. O link pra ela está na nossa página principal aqui do blog! Lá eu posto muita coisa que não está em nenhuma outra rede social, nem no meu face pessoal, nem no instagram, nem aqui. Há dicas de provas, matérias interessantes sobre saúde publicada por outros sites e, quem não está por lá, está perdendo todo esse conteúdo!

Vocês!

Eu também quero saber sobre o que vocês gostariam de ler! Então, nossa caixa de mensagens aqui do blog e o email estão abertos pra suas opiniões, necessidades e colaboração!

Ao longo dos meses, acompanhe nossas novidades! Espero vocês por aqui! bjss :*

 

08
dez

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#VemComADani e com o Fred

Genteeeee, olha a novidade boa, delícia e maravilhosa (não só pra mim, mas pra vocês também!)

Graças a vocês, eu recebi muito  amor e carinho e conseguirei comprar a handbike de alumínio, que era o objetivo da campanha #VemComADani.

Todo mundo que me acompanha sabe que eu não tenho cadeira de atletismo pra fazer as provas de triahtlon. A equipe Esporte Para Todos, de Taubaté, gentilmente me empresta a cadeira deles pra eu fazer as provas.  Porém, além de a cadeira ser grande pra mim (eu esqueci de crescer e tenho bracinhos de Tiranossauro), eu não posso usar a cadeira pra treinar, só pras provas. Isso atrapalha meu desempenho. Mas eu iria pensar numa solução sóóóó lá pro final do ano que vem.

Mas, aconteceram algumas mudanças e eu vou precisar da cadeira já no início do ano de 2016. Aí bateu o desespero…

Sabendo da história toda, o querido jogador Fred, da Seleção Brasileira e do Fluminense, resolveu me ajudar!

O Fred doou uma camisa do Fluzão, e ainda autografou, pra eu poder rifá-la e conseguir comprar a cadeira.

 

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A cadeira é da mesma marca da handbike, Top End. Mas custa um pouco menos! (obrigada Senhor) E claro, que eu não vou comprar vermelha, né?!hahahaha (não vem com essas rodas, gente! As rodas são à parte. A minha virá com as rodas básicas)

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“Tia Daniiiii, eu quero é ver a camisa do Fluzão”.  Olha que linda!

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“E como faz pra participar da rifa, se eu não moro na sua cidade?”

Fácil! É só entrar no link abaixo, escolher quantos número quiser e comprar a rifa! O sorteio acontece online. E o site manda email pra todo mundo avisando do sorteio (pelo menos é o que tá escrito lá).

http://www.rifadigital.com.br/vemcomadani-e-com-o-fred

Você que ama futebol, você que torce pro Flu, você que tem um amigo/namorado/pai/namorada/mãe que torce ou é fã do Fred, ou você que quer me ajudar, é só clicar!!! 🙂 Bóra participar?

OBRIGADA FRED!!!

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25
nov

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Desafio 30 Dias

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Sumemu, gente! Como eu disse la no instagram, embolostrei! Sei porque, como e quando.  E resolvi criar vergonha na minha cara de bola de boliche!

Como aconteceu e por que aconteceu? Simples. Eu furei a dieta. Viajei pra competir, não consegui levar opções da dieta pra tantos dias. Na primeira viagem, fiquei 1 dia indo, 1 dia voltando e 3 dias em hotel. No hotel não havia opções da minha dieta. Na semana seguinte, viajei de novo e também não havia opções da minha dieta.

Verdade seja dita, na primeira dessa duas viagens, depois de sair do hotel às 10h da manhã, fazer a prova e chegar no hotel ás 19h, faminta e cansada, tinha festival de massas como jantar. E o que eu fiz? Mergulhei de cabeça nas massas. Não satisfeita, resolvi jacar com classe e comer sobremesa. Cheia de açúcar. Não satisfeita, eu quis sobremesa todos os dias. Eu não enfiei o pé na jaca. Enfiei logo minhas 4 rodas nela, atolei e lá fiquei a viagem toda.

“aaaahhh, tia Dani, mas você fez uma prova de triathlon. Você pode.”  Posso nada! Por causa da minha lesão medular alta (tenho lesão C7), meu metabolismo é mais lento que lesma dando ré! E, justamente porque eu fiz a prova, a semana antes e a depois (que eu tinha mais um triathlon) e a posterior à segunda prova, foram de treinos mais leves. E a regra é clara: comeu e não gastou? Embolostrou!

No dia seguinte à segunda prova, dei uma palestra e, após soltar o microfone, compareci ao jantar que também fazia parte do evento. Comi como se não houvesse amanhã, porque no dia anterior “aaaahhh tia Dani, você fez um triathlon”. Cheguei em casa passando mal e assim fiquei até 3h da manhã! Arrepiava. Não suava frio porque não transpiro. Não dormia, sentia vontade de vomitar.

Naquela madrugada do terror, eu resolvi que ia parar de graça e ia parar de furar a dieta! Comecei a reler algumas coisas que li no início do meu processo de mudança para a dieta low carb e decidi, por mim mesma, desafiar-me. Qual a vantagem de furar a dieta, passar mal, ficar inchada, e mais pesada pras provas? Daquele dia, até a última prova do ano, eu teria 28 dias, então resolvi fazer um desafio de 30 dias, pra emagrecer o que eu engordei (ou pelo menos um pouco).

Na manhã seguinte, decidi compartilhar minha meta nas redes sociais. Primeiro, porque as pessoas iriam me cobrar (e sim, me cobram!). Segundo, porque talvez mais pessoas topassem se juntar a mim e, um animando o outro, poderia ser muita gordura (que não significa muitos quilos) eliminada. Logo, eu comecei a receber muitas mensagens, de pessoas que toparam  o desafio e iriam fazer o mesmo! Achei o máximo!

O mais engraçado é que, no mesmo instante, e toda vez que falo que to fazendo o Desafio 30dias, recebo várias mensagem pedindo “me manda o que você está fazendo”. Ta bom!

Em que consiste o Desafio 30 dias? Consiste em VOCÊ NÃO FURAR A SUA DIETA POR 30 DIAS! É isso? Sim, é isso! Eu não vou furar a minha dieta e você não vai furar a sua. Fim! Eu vou fazer o meu treino e você vai fazer o seu, pra queimarmos a gordura estocada e termos mais saúde e qualidade de vida! Sem neura, sem segredos e sem fórmulas mágicas mirabolantes.

“ah, tia Dani. Mas eu não tenho uma dieta. Qual é a sua?” Aí é que está! A minha é minha! Pra minha lesão medular, pro meu metabolismo, pro tanto de treino que eu faço. Se você não tem a sua, tenho vários nutricionistas bons e a minha endócrino, pra te indicar!

“Nossa tia Dani, como você é má”. Não gente, não sou má! Simplesmente não sou nutricionista e não posso te falar pra fazer uma coisa, se eu não tenho formação pra isso.

Mas, pra vocês não ficarem me xingando daqueles nomes lindos que murcham qualquer jardim, eu falarei um pouco sobre a minha dieta, que tá mais pra estilo de vida. “Então porque você furou?”  Porque eu não sou neurótica!hahahaha

Há alguns (poucos) meses, decidi retirar mais algumas coisas da minha alimentação e partir pra dieta low carb. O que eu tirei da minha alimentação? O pouco açúcar que restava (joguei no lixo tudo que ainda tinha no armário da cozinha e comecei a ler mais rótulos ainda) e o pouco de farinha branca que restava na minha vida. Além disso, decidi baixar bastante a quantidade de carboidrato que eu coloco no prato. Até a quantidade de macarrão integral e arroz integral eu diminui pra menos da metade do que eu comia, tirei o pão integral e a aveia do café da manhã e dos lanches da tarde, e tirei o macarrão ou arroz do jantar. Também evito batata inglesa. A batata doce é indigesta pra mim.

Além disso, pra alegria do meu paladar, acrescentei gorduras boas na minha dieta. Elas incluem óleo de coco, leite de coco, abacate, pasta de amendoim, azeite, manteiga (não margarina), mais ovos, mais castanhas, gordura natural das carnes e até creme de leite e bacon. Mas bacon não dá câncer? O bacon artesanal, sem aquele montão de conservantes, não.

Mas você tá comendo gordura pra perder gordura? Sim, estou! Quem me acompanha no snapchat há algum tempo viu que deu resultado quando mostrei os resultados dos meus exames com a Dra Paula Leal. Parou de dar certo quando eu me entupi de farinha branca e açúcar nas viagens. Agora, voltei pra minha vida.

É fácil fazer essa dieta? Quem me acompanha no snap há alguns meses viu que as primeiras 5 semanas são o terror de qualquer pessoa! Eu sentia cansaço, mal humor, sonolência e queria comer tudo da geladeira, a geladeira, o pneu da cadeira de rodas, a cortina, o lençol…tudo mesmo! Depois das primeiras semanas, o corpo se adapta às novas fontes de energia e fica bem mais tranquilo! Todo mundo viu o que eu estava comendo todos os dias, e como foi delicioso, depois que passei do período de adaptação.

E quais os benefícios disso?

fonte: @coachtecomendes
fonte: @coachtecomendes

 

E o que posso comer?

fonte: @coachtecomendes
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@coachtecomendes

Nossa, mas que difícil! Na verdade, não é difícil! Nós fomos educados  de outra maneira. Mas pergunte à sua avó como era quando ela era criança e o que eles comiam. Nós temos que voltar a comer daquele jeito! Muitos legumes, verduras, carne. Naquela época, não tinha refrigerante, não tinha comida congelada, bolacha recheada, coisas em caixinhas. Comida com prazo de validade de 1 ano? 2 anos? Fala sério!

Nossa, como você ta radical! Tão radical que eu comi um montão de doces na viagem. Mas, estou tentando refinar ainda mais minha mudança de hábitos, que começou há 10 anos. E por que tudo isso? O que mais me motivou foram duas amigas que saíram vitoriosas do câncer e mudaram sua alimentação. Comecei a ler e pesquisar e descobrir os malefícios de algumas coisas, que nem são alimentos, como o açúcar, por exemplo.

E por onde eu posso começar?

por onde começar paleo

 

Como início de leitura e aprendizado, sugiro os seguintes instagrams, que levam aos sites e snapchats deles:

@coachtecomendes

@doutorbarakat

@laranesteruk

E o blog do Doutor Souto: http://www.lowcarb-paleo.com.br/

03
nov

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Entenda a Campanha #VemComADani

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Gente, estamos na reta final da Campanha e tenho recebido muitas perguntas sobre ela. Esse post é uma forma de explicar tudim e deixar tudo transparente pra todos vocês, que tem me ajudado com tanto carinho!

Por que eu preciso de uma handbike nova

A minha handbike é de ferro. Ela pesa 3x mais do que a hand de alumínio, usada pelas outras atletas. Além disso,  ela não atende às especificações da UCI (Federação Internacional) pra grandes provas internacionais. Com a minha handbike atual, não posso participar de provas internacionais oficiais, nem de paraciclismo, nem de paratriathlon.

Recompensas

As recompensas são uma forma de agradecer a cada um pela ajuda!

O site que hospeda a campanha exige que a gente dê nome a cada uma das recompensas. E eu daria nome de que? De provas de corrida, claro! Lembrando que as recompensas são cumulativas. Então, a última recompensa (A corrida mais longa, a ajuda de valor mais alto) recebe todas as recompensas dos valores acima!! Quanto mais você doar, mais recompensas ganha.

A Corrida da Caixa foi minha primeira prova da vida, em 2009. Não dava pra começar a dar nomes às recompensas, e deixá-la de fora! Aqui, a recompensa é  o seu  nome na lista que publicarei aqui no blog, ao final da campanha.

Meia Maratona do Rio – foi a minha primeira Meia, em 2010! Escolhi o nome da prova pra segunda recompensa. E essa é um cartão que escreverei a mão, pra cada pessoa que escolher contribuir aqui.

Revezamento Bertioga-Maresias foi minha última prova em pé! Uma prova muito especial e inesquecível! A recompensa aqui, além das acima, é um moleskine personalizado, pra você anotar todos os seus gastos com provas e ver se dá pra fazer mais uma inscrição!rsrs

A Golden Four é uma prova especial, pois eu esperei pra corrê-la por 3 anos (quem me acompanha sabe de toda a história) e aqui, além das recompensas acima, vem uma camiseta de corrida 🙂

A Maratona de NY é um sonho pra todo corredor, inclusive pra mim! Era pra ter feito esse ano, mas com a minha handbike atual, e com o dólar nas alturas, não deu. Se você escolher colaborar na recompensa desse nome, vc ganhará um mês de planilha personalizada da Fun Sports. Se você já corre, uma ótima oportunidade de melhor seu desempenho com a ajuda dos meus treinadores. E se você não corre, nem caminha, e ta morando na preguiça, taí sua chance de sair do sofá e começar uma atividade física orientada por profissionais. É só contribuir no valor dessa recompensa!

O Circuito do Sol é uma das recompensas mais legais, porque aqui você vai mesmo ganhar uma inscrição de corrida! Além de ganhar a camiseta e a planilha personalizada da Fun Sports (e todas as demais recompensas acima), você ainda poderá escolher uma das etapas do Circuito do Sol em 2016! Organizada pela O2, essa prova acontece em 4 cidades diferentes, então você pode escolher a que fica mais perto de você ou a que você quer conhecer. E se você for empresário, pode sortear a inscrição entre seus funcionários e incentivar o esporte e a qualidade de vida dentro da sa empresa!

A recompensa Maratona de Boston  leva esse nome por ser tão especial pra todos os corredores. Afinal, todo mundo quer índice pra estar lá! E se você contribuir no valor dessa recompensa, além de todas as acima, eu ainda irei até você, pra dar a palestra Por Uma Vida Saudável Sobre Rodas, na sua empresa ou na instituição que você escolher. Adequada a todo tipo de público, eu falo o que eu aprendi nesses 3 anos de cadeira e como isso pode ajudar você na vida pessoal e profissional. Além disso, falo como a corrida salvou minha vida 3 vezes e como a atividade física influencia nossa vida em todos os campos. Deve ser uma palestra boa, porque quem assiste bate palma no final rsrsrs

Comrades.  A recompensa leva esse nome pois é uma ultramaratona, uma prova desafiadora e recompensadora. O valor da doação condiz com isso, pois a recompensa é eu estampar o nome da sua empresa na handbike nova e leva-la comigo pra onde eu for, mostrando que você, empresário, apoia o paradesporto e uma atleta que se esforçará pra levar sua marca pro degrau mais alto do pódio!

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Valores

A Campanha toda está no valor de 35mil reais. A que se destina?

A handbike de alumínio que será comprada, é da marca Top End, modelo Force RX. Ela é americana e custa 5,5 mil dólares. Então, transformamos esse valor em reais. Além disso, ainda terei que arcar com as taxas de importação, que infelizmente não são baixas.

Ainda, o site Kickante cobra a porcentagem deles pra hospedar a campanha. Atingindo ou ultrapassando o valor de 35mil reais, o Kickante cobra 12% do valor.

Caso eu nao atinja os 35mil até o fim do prazo, eles cobram 17% do valor, pra eu retirar o que foi arrecadado.

Ou seja, o melhor negócio é bater ou ultrapassar a meta, pra que paguemos uma taxa menor pra eles!

Se sobrar dinheiro

Me perguntaram: “Dani, e se conseguirmos ultrapassar os 35mil? O que você vai fazer com o resto do dinheiro que sobrar?”

Bom gente, como vocês sabem, meu esporte é o triathlon! Usamos a handbike pro ciclismo e a cadeira de atletismo na corrida. E eu não tenho cadeira de atletismo! Eu uso uma emprestada, da equipe de Taubaté, que é de ferro e eu só posso pegar em dias de prova. Ou seja, eu não treino a corrida!

Se sobrar dinheiro, eu vou guardar pra comprar essa cadeira! Também será de alumínio, da marca Top End, a mesma marca da handbike. O valor da cadeira é 3,5mil dólares.

O que você vai fazer com a handbike que tem hoje?”

Essa foi outra pergunta que eu ouvi. Perguntaram “por que você não vende e coloca o dinheiro na campanha?”

Pelo simples fato de que eu ganhei a minha handbike atual! Ela vale 2mil reais. O combinado era eu devolver pra quem me deu, assim que eu conseguisse uma hand melhor. Assim, eles poderiam dar pra outra pessoa.

Porém, conversando com eles, decidimos fazer o seguinte:

Pernas

Todos sabem que eu sou madrinha do Projeto Pernas de Aluguel. São corredores voluntários que empurram crianças deficientes nas provas de corrida. Eu vou doar a handbike pro Pernas! Assim, eles poderão rifar. Com o dinheiro da rifa, poderão comprar mais triciclos, pra levar mais crianças pras provas. E assim, um cadeirante que não tenha condições de comprar uma handbike igual à que eu tenho hoje, poderá ganhá-la na rifa, tendo pago muito menos, ou ainda ganhando de algum amigo que comprou a rifa pra ajudar.

Me ajudando a ter a minha handbike nova, você poderá ajudar muito mais gente!

Já pensou nisso?

Quer colaborar? Clica aqui!

http://www.kickante.com.br/campanhas/vem-com-dani-0

E se você ainda não assistiu o vídeo da campanha, é só clicar lá no kickante mesmo, ou assistir por aqui  🙂

 

22
out

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3 anos de vida!!!

Eu queria achar outra música pra começar esse post, mas vou ter que usar a mesma do post de um ano atrás:

“É hooojeee o diiiiaaaaaaa, daaaa aaaaleegriiiaaaaaa”

Sim, hoje completo 3 anos de vida, de vida nova, da minha chance de recomeçar, de me reinventar!

Pra quem é novo por aqui:

Eu era assim
Eu era assim
UTI -  Outubro/2012
Aí eu fiquei assim
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Agora eu sou assim!

Se eu disser pra vocês que foi tudo lindo, maravilhoso, perfeito, estarei mentindo! O começo, a adaptação à nova realidade, é muito difícil pra todo mundo. Tanto pra quem vai pra cadeira, quanto pra família.

No entanto, como eu sempre digo desde o início, eu escolhi viver e não só sobreviver. Eu simplesmente não quis ver a minha vida passar pela janela. Eu quis vivê-la!

Hoje, farei aqui confissões que nunca fiz a ninguém, além de Deus.

De quando sofri o acidente, e até hoje, meu m12036890_1085906698086682_5735296305632359685_naior sonho é voltar a andar, pra poder voltar a correr. Foi isso que me moveu e é isso que me move a cada dia. Estar ali nas provas, enquanto todo mundo corre, enquanto eu ouço as passadas dos outros corredores no asfalto, e eu me movo com os braços, não é fácil. Mas eu prefiro isso, do que não estar mais ali!

Quando mexi meu pé direito pela primeira vez, não escondi de ninguém. Eu estava com apenas 13 dias de acidente Foi uma mexida mínima, quase invisível, mas que me encheu de ânimo! E ali, naquela hora, pensei “Daqui um ano já estarei correndo de novo”.  Quando eu fiquei em pé pela primeira vez, sem precisar da órtese, mesmo que apoiada e apenas por 5 segundos, pensei “Daqui uns 6 meses eu estarei correndo de novo”. 3 anos se passaram e eu ainda estou aqui, na cadeira de rodas e sem correr. A perna direita responde a alguns movimentos, sem muita amplitude. Mas uma perna, um pouco fraca, não é suficiente pra andar. Eu preciso das duas. E a esquerda tá com preguiça de trabalhar hoje. Ela entrega atestado médico diariamente, já faz 3 anos! Tenho tentado fortalecer meu tronco. Pra frente e pra trás ta melhor. Mas pros lados, eu ainda pareço o João do Posto. E eu preciso do core todinho, pra poder andar. 12122410_1091699610840724_6946487073752616231_n

Então, há um tempo atrás, eu pensava que hoje, já estaria andando e correndo de novo. Mas não estou! Isso mostra que a paciência que eu tive que aprender a desenvolver nesse tempo, ainda não é suficiente. Eu tenho que ser ainda mais paciente!

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Também me ensinou que não dá pra ter tudo na vida e nós temos que ser felizes com o que temos. Se eu sou feliz? Muito! E que convive comigo sabe disso! Eu entrei no liquidificar e saí, viva, inteira e pronta pra curtir a vida adoidado. Sabe aquele ditado besta “Deus disse: desce e arrasa”? Então, no meu caso, Deus disse “Sai desse monte de lata retorcida e vai ser feliz, minha filha!” Me considero feliz e vivo muito mais intensamente agora do que antes. Viajo mais, passeio mais, dou menos valor ao dinheiro e mais às experiências vividas, dou menos valor à aparência física (apesar de odiar minha barriga de tetra e minhas pernas moles, e uma mais grossa que a outra) e mais à saúde. Conheci muito mais gente, muitas pessoas legais que me ensinaram muito.

Eu enxergo muito mais os meus defeitos, e também levo alguns puxões de orelhas às vezes, sobre coisas que eu preciso melhorar. Mas eu tento sorrir mais pra vida! Mais do que eu já sorria! Meu apelido na época de corrida era Dani Sorriso. Engraçado é ver algumas pessoas hoje, novas na minha vida, me chamando da mesma forma, sem saber de nada do que aconteceu antes (vida pré-cadeira fica esquisito, né?!).

Eu costumo dizer que tristeza e depressão não resolvem problemas. Então, eu me permito ficar triste sim! Faz parte da vida. Mas não deixo que isso tome muito meu tempo, ou pior, que roube o meu tempo de outras coisas!

11902326_1095673897126547_3336178662199218584_nO fato de não andar não impediu que eu corresse atrás de alguns sonhos. Um deles foi, finalmente, entrar pro triathlon. E como triathlon é esporte de louco, eu entrei e fiquei e ninguém mais me tira de lá!hahahaha Foi a mesma coisa completar a prova de triathlon do que seria quando eu planejava completar andando? Não, não foi! Mas eu quis fazer, mesmo que fosse tudo diferente. E talvez tenha sido melhor, porque eu fiquei muito tempo esperando e pude curtir cada minutinho. E também, tinha muito mais gente torcendo pra eu conseguir, pelo menos, completar!hahaha

Foto para a Campanha Outubro Rosa desse ano
Foto para a Campanha Outubro Rosa desse ano

Uma das grandes frustrações da minha vida é não ter completado uma maratona com as pernas. Planejo fazer uma com a handbike? Mas é claro! Ia fazer esse ano, mas não tenho mais onde enfiar prova! A não ser que alguém saiba de alguma Maratona de Natal (se alguém souber, me avisa!). Num dos meus grupos de whatsapp, estamos eu e mais dois disputando pra ver quem chega vivo no final do ano, de tanta prova! Então, acho que a maratona com a hand vai ficar pro ano que vem. Mas, vai ser igual, fazer com a handbike do que seria com as pernas? Claro que não! Óbvio que não! O triathlon não foi e a maratona vai ser menos parecida ainda! Isso não quer dizer que não vou fazê-la. E também não quer dizer que eu viva sem esperanças. No dia do IronMan, postaram uma velhinha, de 89 anos que completou uma maratona. Eu olhei a foto e pensei “Nem que eu tiver 89 anos, eu vou completar uma maratona ‘andando’ “(pq eu quero é completar correndo, né?!).

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E eu não desisti de buscar, caçar e perseguir meus outros sonhos.  Um deles é a handbike nova (se Deus quiser, vamos conseguir. Se você quer me ajudar, clica aqui http://www.kickante.com.br/campanhas/vem-com-dani-0 ) .  Outro é ter um carro, pra não depender de mais ninguém pra levar handbike, cadeira de atletismo, cadeira de rodas e eu, pras provas! Mas, tive que aprender que é uma coisa de cada vez. E como eu disse pra uma amiga hoje, nem tudo é nada hora que a gente quer! Tudo tem a hora certo, o tempo certo. Não o nosso tempo, mas o de Deus!

Eu ainda continuo com o mesmo pensamento sobre o tipo de vida que eu quero ter. Porque tem gente que não cria lembranças pra si mesmo. Eu quero uma vida cheinha de lembranças, de risadas, de bons momentos, eu quero uma vida colcha de retalhos, que a gente constrói aos poucos, vai costurando os pedacinhos, fura o dedo, a linha acaba, a gente pega outra de outra cor, para pra cortar mais retalhos, vai fazendo um pouquinho por dia, um pedacinho de cada vez. E nesses 3 anos, eu comecei a costurar a minha. Furei o dedo várias vezes, tive que trocar a linha várias vezes. Coloquei uns retalhos lá na barra, porque não quero olhar pra eles todos os dias. Mas não posso esquecer que eles existiram e olhar pra eles me faz lembrar o que aprendi. Mas o meinho da minha colcha, aquela parte que a gente olha todo dia quando vai deitar…aahh, esse ta coloridinho, cheeeeeio de pedacinhos vibrantes, bem vivos e alegres, do jeito que eu gosto! Do jeito que tem que ser!

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01
out

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Ser amiga de um cadeirante é…

Não sei quem é o autor do texto!

Recebi da minha amiga Dri. Tem uns exageros e tem muitas verdades nesse texto lindo!

Enjoy!

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SER AMIGA DE UM CADEIRANTE É…

Ser amiga de um cadeirante é compreender, de fato, que o mundo possui muito mais desafios do que imaginamos. É educar o seu cérebro para uma mente muito mais inclusiva. É entender que se o seu amigo cadeirante não consegue frequentar determinado local, ali não é bom o suficiente, mesmo quando você está falando da sua própria casa. É se descabelar quando escuta a palavra “escara”, porque só quem tem um amigo cadeirante de verdade entende o real significado dessa palavra. É saber que espasmos não representam um ataque cardíaco. É odiar passeios desnivelados, obstáculos e tapetes.

     Ser amiga de um cadeirante é aprender o porquê de você não poder estacionar nas vagas reservadas para pessoas com deficiência nem por um minuto. Ah, é inclusive aprender porque o termo correto é: pessoa com deficiência. É aperfeiçoar todos os dias a arte da paciência: entenda, ele levará o triplo do tempo para entrar e sair do carro, e nesse momento você aprenderá o prazer de poder ajuda-lo.
     Ser amiga de um cadeirante é aprender que você não precisa falar com voz de bebê e nem cheia de pudores, pisando em ovos, muito menos que tem que ficar rindo o tempo todo para ele. Você pode ser quem você é. Pode, se necessário, chorar, gritar, brigar, “pedir colo”, criticar e tudo mais…é incrível! Eles não quebram pelo simples fato de vocês terem uma relação normal. E acreditem… muitas vezes eles possuem um senso de humor bem mais aguçado que o seu.
     Ser amiga de um cadeirante é pisotear todos os dias sobre seus próprios preconceitos. É tornar seu amigo um “objeto” de estudo, porque você quer saber dele todas as dúvidas que todo mundo tem. É correr desesperadamente até ele para contar todas as vezes que você: ver, encontrar, conhecer, conversar com qualquer deficiente. É contar para qualquer pessoa nova que você conheça que você tem um amigo cadeirante. É saber de todos os eventos da cidade que abordem sobre a dignidade da pessoa com deficiência e se tornar um “consultor” sobre o assunto, porque todo mundo quer tirar dúvidas com você. É comprar briga. É trabalhar o tempo inteiro com logísticas.
     Ser amiga de cadeirante é andar com seu amigo por aí e por um minuto analisar o mundo ao seu redor e se perguntar: “Por que estão todos encarando?”, já que na maior parte do tempo até mesmo você esquece a deficiência dele.
     Ser amiga de cadeirante é percorrer a linha tênue da autonomia e da dependência. É pedir constantemente: “Me conta de novo a sua história?”, pelo simples fato de ser a história mais emocionante que você conhece. É se emocionar, com a alma, em todas as conquistas dele. Ser amiga de um cadeirante é, todos os dias, ter um choque de realidade ao reclamar da sua vida e se lembrar das inúmeras dificuldades que ele suporta. É ter um exemplo. É agradecer a Deus todos os dias, pelos mais variados motivos, pela vida dele.
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02
set

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Vem Com A Dani

Oi gente!

Pra quem começou a me acompanhar e “me ler” agora, aqui vai um resuminho da minha história e meu pedido de ajuda!

Meu nome é Danielle, tenho 29 anos. Era professora de inglês, além de amar correr e ter orgulho de ser meia maratonista. Há 3 anos, sofri um acidente de carro, fraturei a sétima vértebra da cervical e fiquei tetraplégica. Correr era, e ainda é, a minha maior paixão. Quando eu passei na linha de chegada pela primeira vez, percebi que eu queria fazer isso pro resto da minha vida. Mas não pense que o sonho acabou depois do acidente. Há 1 ano e meio, ganhei uma handbike dos meus amigos e nesse momento, começa a minha nova história. Entrei para o paraciclismo, ganhei a meia maratona de Buenos Aires 2014 e, por ter sido campeã da Wings for Life 2014 na categoria cadeirante feminina, me tornei embaixadora da prova, representando nosso país na Wings For Life 2015 em Verona, na Itália.
Hoje, sou a 3° no ranking nacional no paraciclismo. Recentemente entrei para o paratriatlhon e tenho muito orgulho de dizer que sou a 1ª mulher cadeirante triatleta de nosso país. Mas minha handbike é de ferro e não atende as especificações da UCI pra grandes provas internacionais. Sozinha, eu não consigo comprar uma handbike de alumínio, pra continuar vivendo o sonho da corrida e pra melhorar meu desempenho, representando o Brasil lá fora. A minha escolha foi viver e não sobreviver. E o esporte é o que me motiva. Vem comigo e me ajude a continuar vivendo esse sonho. #VemComADani

http://www.kickante.com.br/campanhas/vem-com-dani-0

Quem puder contribuir, ficarei extramente grata (e tem recompensas!!!).

Compartilhem! Venham comigo nessa!

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01
set

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Finalmente triatleta!

Essa história começa há alguns anos. Pra ser mais exata, há 3 anos atrás! Pois é, antes do acidente eu já estava treinado pro triathlon. Eu nadei a vida toda. E quando comecei a correr, tinha parado de nadar há poucos meses. Nos últimos treinos de corrida, alguns amigos conseguiam bikes emprestadas pra eu poder treinar depois de correr. E a prova dos sonhos (uma das, porque eu sonho e não tenho miséria com isso) estava se aproximando… Mas eu sofri o acidente um mês antes, e o sonho foi por água abaixo.

Quando eu estava com 6 meses de acidente, já tinha voltado do Sarah e tudo, reunimos alguns amigos e, um deles, o mega triatleta Rafael Falsarella, sentou do meu lado e disse uma única frase que impregnou na minha mente até hoje.

Mais um ano se passou e, já nadando bastante, eu ganhei a handbike dos meus amigos de corrida. E pensei “o sonho não morreu!”. Já em contato com a equipe de Paratriathlon, no ano passado descobri que seria um pouco mais difícil do que eu imaginava, pois não tenho a cadeira de atletismo, necessária para a etapa de corrida. Desanimar? Jamais! Continuei treinando, né?!

Quando o paraciclismo entrou na minha, e eu fui pra equipe de Taubaté, sentei na cadeira de atletismo pela primeira vez na vida (o post da saga da Dani Horácio ta aqui http://daninobile.com.br/123-testando-cadeira-de-atletismo/ ). Aíííí, olha eu sonhando com o triathlon de novo!

Mas, como a minha paciência ta sendo testada, aprimorada, lapidada eeeee trollada depois da cadeira, a primeira prova de 2015 caiu no mesmo dia da Copa Brasil de Paraciclismo. E eu…não pude ir!! Como eu sempre digo, “tem pobrema, não”. Na hora, eu fiquei chateada, mas não era pra ser! Eu não ia dar conta dessa cadeira do mal no fim de um triathlon.20150823_072101

 

Mas, como quem espera sempre alcança, chegou o grande dia! Aaaaaaaaaeeeeeeeeeeeeee!!!!!!! Eu treinei por meses e meses pra nadar e pedalar no mesmo dia, e alguns dias ainda ia no parque tocar a cadeira. Mas nunca era um treino de transição, eram atividades separadas, com descanso, banho, comida (muita! a monstra aqui é boa de boca) no meio. Mas, eu fui com a cara e com a coragem. E começou a saga de “como buscar a cadeira de atletismo em Taubaté e ir, de busão, pra Caraguatatuba, com cadeira de rodas, cadeira de atletismo, handbike e mala..sozinha! Todo mundo sabe que eu sou meio doida e eu resolvi até que ia fazer duas viagens. Mas resolvi pedir ajuda no nosso grupo (santo whatsapp). A galera não mediu esforços e, graças aos contatos do nosso técnico, um triatleta top (que inclusive foi campeão geral da prova), o Guilherme Gil, se prontificou a levar a cadeira pra mim lá pra Caraguá. Graças a Deus e a ele, eu tinha 3 rodas a menos pra carregar!

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Booooooom, chega de enrolar! Vamos pra prova!

Parte 1 – natação: Que gelo aquele marzão! Mas eu estava tão nervosa que 5minutos depois nem lembrava mais. O pessoal do staff leva a gente em cadeiras anfíbias até metade do caminho pra largada. Depois já vamos nadando e ficamos lá esperando. Claaaro que eu sobrei sem cadeira, então um moço me carregou no colo (que chato). Assim que ele me colocou na água (fingindo que eu era levinha), o Tiago, paratleta de Caragua, ja me deu a mão e foi me carregando. Começaram a vir as primeiras ondas e eu lembrei que já estava de óculos (uso lente de pessoa mega míope) e enfiei a cabeça na água. Mew, que medo de só enxergar tudo marrom! Já faz mais de um ano da travessia que eu fiz. Eu sabia, mas nada como enfiar a cabeça na água e ter certeza que você vai enxergar só a sua mão ou nem isso. Vontade de fazer xixi e péééééé….deram a largada.  Deixei a galera top das galáxias ir na frente. Eu faria com calma.

Nadei meio metro e o óculos já embaçou. Eu nem conseguia ver a primeira bóia. Decidi grudar no caiaque, dar aquela lambida básica no óculos e vambora. Ainda perguntei pro moço do caiaque “eu sou a última?” (eu tinha certeza do “sim”) e, pra minha surpresa, ele disse “vocês dois”. Quem me conhece, sabe o que passou na minha cabeça nessa hora. E eu comecei a nadar enlouquecidamente. Mas só até colocar a cabeça pra fora pra respirar e toda a água do oceano Atlântico me entrar guela abaixo. Pára, né! Nada direito, mulher!  Apesar de o mar estar sujo e mexido, era mais raso do que esperava! Então, toda hora que eu perdia a  bóia de vista, era só me erguer ereta que eu não morria afogada. Na verdade, apesar de estarmos uns 500m mar adentro, dava pé!

Nessas horas, já tinham soltado mais uma bateria de atletas. O mar ficou lotado, mas quando fui da segunda pra terceira bóia, ficamos eu e mais duas pessoas. Essa parte foi a mais difícil, porque tínhamos que nadar na diagonal e a correnteza me levava pro outro lado. Mas eu estava tão feliz de estar conseguindo e só ter bebido água uma vez, que eu não sentia nenhum cansaço. Foi tão maravilhoso. E quando eu avistei a chegada da natação, só conseguia pensar “jura mesmo que eu estou aqui, na minha primeira e tão sonhada prova de triathlon?” . E foi com esse pensamento que eu saí  da água, sorrindo e feliz. E eu não fui a última a sair, como eu achava que aconteceria. Na verdade, já deixei minha casa com esse pensamento, pra não me frustrar. Mas fui surpreendida por mim mesma.

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Transição 1: Como era a primeira prova e eu não estava desesperada, demorei. Eu quis colocar tênis. Ainda bem, pois salvou meu pé na parte da bike. E quis prender bem o cabelo, pra não pegar na roda da hand e eu ficar careca na prova. Nisso, todos os meninos saíram da transição da bike. Como eu não tinha handler, apareceu um árbitro pra colocar meu pé no suporte da bike. Mas logo o Rodrigo (técnico de Caragua, que me ajudou muito na prova) veio correndo pra ajudar também. Partiu!

Parte 2 – ciclismo.Eu pensava em fazer os 20km em 1h. A primeira volta não foi fácil, confesso. Eu achei que essa seria a parte mais fácil, porque eu to mais acostumada. Como diria Chaves: ” que burra! Dá zero pra ela”.
Eram 3 voltas. Na primeira, minha perna esquerda deu muito trabalho! Batia no parafuso (igual a Golden Four). Eu não queria ficar roxa de novo, tentava arrumar e ela caía pro lado, pra fora. A faixa da perna chegou a sair 2 vezes.  Eu passei boa parte do tempo pedalando mal, tentando arrumar essa teimosa.

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A segunda volta foi bem melhor que a primeira. Nessa hora, alguns dos meninos cadeirantes  e alguns outros paratletas já estavam na corrida. Fiquei um pouco tensa com meu tempo, mas eu estava ali  pra terminar.

Nessa volta, também já havia algumas bikes convencionais na pista. Eu tentava ficar bem no cantinho pra não atrapalhar o pessoal que buscava pódios no geral. Como a segunda volta foi melhor, achei que a terceira seria molezinha.  Mas, como diz aquele ditado “fui surpreendida novamente”. Na curva do último retorno, não sei porque atá agora, mas eu caí. A curva era pra esquerda e eu caí pra direita, tamanho excesso de coordenação motora que eu tenho! Bati o braço direito no chão, a perna também. A perna esquerda bateu na hand e os pés, se não fossem os tênis, teria raspado no asfalto quente. Veio uma moça pra me levantar e eu ri e falei “calma, moça, sozinha você não consegue me desvirar”  e ri! Veio mais alguém, eles me desviraram, aquele monta de bike passando por mim e ela perguntou “sua perna já estava assim?” Eu olhei e tava tudo sangrando e ralado. Confesso que pensava que minha sensibilidade era melhor. Mas agradeci por não ter sentido dor naquela hora. A moça perguntou “Quer parar e limpar?” Ta doida, é? Ta louca, é? hahahaha  Eu não cantei isso pra ela, mas pensei. Só disse que não, que depois a gente via isso. Eu já tinha perdido tempo demais.

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Tentei terminar essa volta, mas já não estava mais concentrada. Tentava ir mais rápido, por causa do tempo que eu tinha programado. Mas eu fiquei meio mole depois da queda. Fechei o ciclismo 2minutos acima do que eu tinha me programado.

Transição 2: Aqui começou a burrice da criatura= eu. Assim que eu cheguei na transição, o Rodrigo e mais um professor de Caragua estavam lá pra me ajudar a transferir da hand pra cadeira de atletismo. Eu já tinha deixado um gel em cima da cadeira, pra tomar. Mas eu estava tão passada com a queda, que nem água eu beberia (apesar de ter deixado a garrafinha ali) se o Rodrigo não tivesse falado. Pensei em levar a garrafinha pra tomar um gel no percurso, mas ela caiu no chão quando eu fui sair da transição. Nessa hora, a cadeira também não saiu do lugar! O freio ficou preso. Pra minha sorte, o Mais Bonito Fernando Aranha veio, com ferramentas. Ele e o Rodrigo soltaram um pouco o freio e eu falei que iria daquele jeito mesmo. E fui, com freio enganchando, sem água e sem tomar gel.

Parte 3 – Corrida:
Eu sabia que aqui o bicho ia pegar. Mas não imaginei que fosse tanto.
Minha habilidade com essa cadeira é -5. Eu nao consigo respirar direito nessa posição. Eu sabia que já estaria cansada e o sol iria fritar meus miolos.
A primeira volta foi melhor do que eu esperava. Eu conseguia tocar a cadeira, os atletas convencionais e os poucos paratletas que ainda estavam na prova, me gritavam, me animando. As pessoas que assistiam também me gritavam.

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Porém, fui muito mirim e cometi o erro ridículo de não tomar nenhum gel na corrida. Isso quase me custou a prova! Eu pensava “quando tiver água eu tomo”. A água chegava e eu não tinha tempo de colocar o gel na boca, pegar água e tocar a cadeira. Nessas horas eu queria ser um polvo, mas só tinhas duas mãos. E uma já não é aquelas coisas. Eu pegava a água, bebia metade e jogava metade na cabeça. Eu não transpiro, por causa da lesão, e eu estava fervendo.

Nos últimos 500m eu via tudo preto. Fechei o olho e fui tocando a cadeira. Eu chorava e pensava “Eu vou mesmo terminar minha prova de triathlon?” “Meu sonho está tão perto. Eu vou mesmo conseguir”. Eu estava muito emocionada e isso não deve ter ajudado. Faltando 100m, e depois de novo nos 50m, eu quase desmaiei! Mas eu só pensava: “eu desmaio depois da linha de chegada! Eu vou terminar esse negócio!” Aquelas duas curvas, pelo amor de Deus! Nessa altura, o Hilton já estava do meu lado, ciente do meu estado, me animando. Quando eu avistei a linha de chegada, bem ali na minha frente, eu comecei a chorar de novo e tirei forças sabe deus de onde, pra tocar a cadeira com toda a força que eu ainda tinha e cruzar a linha de chegada!

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Sim, eu consegui! Realizei meu sonho! Não no tempo que eu gostaria, mas eu fiz! E ao cruzar a linha de chegada, eu senti a mesma coisa do dia que terminei a minha primeira prova de corrida: Eu quero fazer isso pro resto da minha vida!! Posso ter passado mal, por burrice minha, cansei, quase desmaiei, mas só  conseguia pensar o que penso agora: quando é a próxima?

Depois de cruzar a linha de chegada, o Hilton já me levou direto pra tenda, onde eu quase desmaiei de verdade. Já bebi um monte de água gelada, jogaram água na minha cabeça, tomei os 2 sachês de gel que estavam no bolso, colocaram gelo na minha nuca e nos pulsos. Além de ter comido e hidratado, o corpo esfriou na sombra e com o gelo em mim. Em poucos minutos eu estava melhor. Eu só conseguia abraçar o Hilton, o Frango e o Clehomens. Logo a Andrea trouxe minha cadeira e duas bananas. Graças a Deus eu tive ajuda dela e do Wagner pra levar minhas coisas de volta pra pousada (apesar de terem roubado minha touca, deixada na transição. Pelo menos não levaram os óculos de natação).

Logo, já chamaram meu nome pra premiação. E nesse dia, eu me tornei a primeira mulher cadeirante triatleta do Brasil!

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Não vou mentir pra vocês que eu estava uma pilha de nervos. E tenho que agradecer imensamente a TODOS  os paratletas que estavam ali e à equipe do Paratri. Ficamos todos na mesma pousada. Sumiu a braçadeira que segura a roda da minha hand (nunca tenho uma prova sem tensão com a minha filha), e o Frango foi caçar bicicletaria na cidade. Os meninos me ajudaram a montar as coisas. Dantas me dando várias dicas de mar. Motorzinho e um outro atleta ficaram até mega tarde, depois do congresso, montando a cadeira de atletismo comigo (que veio desmontada), a linda da Tamiris fez 800 viagens pra levar meus equipamentos pra transição, o mais bonito Aranha parou de almoçar pra buscar chaves pro Gil desmontar a cadeira. Fora o tanto de encorajamento, força, risada que rechearam meu final de semana. Todos da equipe do Paratri foram muito incríveis! Agradeço ao Rodrigo e aos meninos pela ajuda imprescindível nas transições. E a Andrea por me socorrer no final.

Nessa prova, também conheci muita gente legal, fiz várias amizades (até no banheiro do congresso, né Sophia!!), reatei amizades que estavam perdidas e recebi apoio de muita gente! Pessoas que eu conhecia, como  a Márcia, que tirou várias fotos minhas, mas de muitas pessoas que eu não conhecia, mas viam meu nome no número de peito e gritavam, aplaudiam, como que me empurrando no final. Esse apoio todo foi incrível, inesquecível e fundamental pra eu conseguir terminar a prova.

Tenho muito que melhorar, muito que treinar pra baixar meu tempo e muito que batalhar pra conseguir equipamentos melhores. Mas, apesar de todos os perrengues, eu realizei o meu sonho! Curti cada minuto de alegria e de dor. E vou te contar? Se fosse fácil, não teria tanta graça 🙂

 

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19
ago

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Golden Four Asics SP 2015

Demorei, né?! Eu queria que fosse um post tão lindo, tão especial, que nada do que eu pensava ou escrevia eu achava bom! Aí, eu resolvi parar de enrolar e deixar o coração falar. E desde quando o coração fala de corrida? Desde quando esse é o maior amor da minha vida!

Meu dia começou numa madrugada, tipo 4h30 da manhã. Eu gravei um snapchat falando que queria fazer um vídeo maravilhoso, mas eu só sentia sono. Não dormi à noite de ansiedade. Tomei café, me troquei e gravei, no espelho da casa da Vivi, um vídeo idiota, da “dancinha de quem vai correr”, carinhosamente comentado pelos amigos, em todas as redes sociais, com coisas do tipo “Não bate bem”, pra pior! É muito amor! (Se vc não viu, ta lá no instagram, ou aqui https://www.facebook.com/daniellenobileporumavidasaudavelsobrerodas/videos/vb.222842451253982/480201232184768/?type=2&theater  – se for pra zoar, faça na minha cara, pra gente rir junto :p  )

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Tem que ser muito amiga, pra chegar no local da prova quase 2h antes, só por causa da handbike, né?! Pois é!  A Vivi fez isso! Ela e o Cadu. Tenho amigos que valem ouro. Aí, veio o Edu, pra me ajudar a regular a hand. O suporte de pé tava desmontado, o velocímetro não tava funcionando… Ele e a Fabi ficaram me ajudando, e logo foram chegando Maurício, Sindo, Marcolinhos, Dani… a turma foi aumentando! Dei várias voltas ali na avenida pra tentar regular o suporte, mas meu joelho esquerdo tava pegando num parafuso do freio. Fizemos da melhor forma, pra pegar só nas curvas fechadas (eu já não aguentava mais tentar…tava uma pilha!).

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Alinhamos pra largada, Dani, Mauro, eu e outros deficientes. O pessoal da Iguana veio checar se estava tudo pronto e…lá fomos nós! Já na largada, todo mundo resolveu entrar na minha frente. Quem era cadeirante e quem não era. Quase atropelei um visual e seu guia! Perdi velocidade ali e o coração veio na boca. Mas logo ali na frente, ficamos só eu e o Mauro. Na primeira subida, a surpresa! Minha coroa não queria mudar! Lembram daquela subida que eu falo que é a subida do inferno? Aquela que eu acabei indo de ré na prova de 2014? Foi bem ali! Imagina meu desespero. Pelo menos consegui colocar na coroa do meio e subi morrendo. Nessa hora, eu o Mauro, lado a lado morrendo. E eu vi meus sachês de gel caindo do meu bolso. E não podia fazer nada se eu que tinha colocado metade pra fora, pra ficar mais fácil de puxar… inteligeeeeeente! No meio da subida, um moço (acho que era deficiente de membro superior, porque corria sem guia) nos passou. Depois da subida, troquei a coroa mudando a correndo com a mão. E passamos o atleta. Mas eu também não vi mais o Mauro.

O motoqueiro que ia à nossa frente, me ofereceu um gatorade, mas eu falei pra ele que só ia querer  gel, que entregam lá pelo km12.. Ele me disse “Vou ficar só mais um pouquinho com você.” Ele acompanharia os atletas que fossem à frente. Continuei, eu e o motoqueiro que virou meu anjo da guarda, até lá pelo km 6 ou 7. Acho que é ali que a gente faz a primeira volta e começa a voltar. Só quando eu comecei a voltar, foi que eu vi os primeiros atletas da elite vindo.  Aí eu pensei “vou tentar não deixar eles me passarem até o viaduto”. O viaduto foi a segunda subida. E se eu morri pra ir, eu também ia morrer pra voltar rsrsrs  E quando eu estava chegando perto do viaduto, foi um dos momentos mais legais da corrida. Porque, se eu larguei 10minutos antes e to voltando, quer dizer que a maioria dos corredores está indo! E nessa hora é uma festa! É o momento que eu recebo mais força do pessoal. A turma grita, quem me conhece grita meu nome, batem palma, e eu me encho de ânimo pra continuar a prova. E eu realmente recebi muito carinho nessa hora! Fui chegando perto do viaduto, e comecei aquela subida martírio, sem conseguir colocar a coroa leve. Mas, serviu de comparativo pra mim, pois eu soube que, mesmo demorando muito e minha velocidade caindo pra 5 ou 6km/h, eu dei conta de subir. E a galera me animando!  Mas na hora de descer, foi um sufoco! O meu motoqueiro e mais o que vinha à frente da elite, foram na minha frente, buzinando alucinadamente, porque eu vinha muito rápido, mas a galera que estava no sentido contrário, não respeitava  a faixa e estava subindo pela descida. Ou seja, quase rolaram vários atropelamentos, eu tendo que frear bruscamente pra não passar por cima de ninguém. Tinha gente que subia de cabeça baixa, olhando pro chão e não desviava. Ali virou um pequeno tumulto. Sorte que passou rápido. Mas, na hora de virar à direita pra entrar na USP… um ciclista entrou bem na minha frente, na hora que fiz a curva, e quase causa um acidente. Graças a deus que minha mão não falhou nessa hora e eu consegui frear a tempo!

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Entrei na USP e comecei a sofrer um pouco com o asfalto irregular. A handbike ficava quicando sem parar e eu não conseguia pegar velocidade, com medo de virar. Conversei com o Mauro depois da prova, e ele disse que sofreu com a mesma coisa. Passei no tapete dos 10km com 35min. Fiquei feliz demais! Não era meu melhor tempo, porém, em vista das subidas, eu estava dentro do que programei. E pensei que atingir minha meta (entre 1h15 e 1h20) seria fácil e que talvez que conseguisse fazer abaixo disso! aaahhh, bobinha! Gente, do km 10 até o 15, parecia que tinha um elefante nas minhas costas e uma carreta puxando a hand pra trás. Eu simplesmente não rendia e fui ficando muito cansada! Mas ali, eu fui muito bem guardada pelo meu motoqueiro anônimo! Os cones que fechavam o percurso ainda fechavam a rua pros carros não passarem. E eu simplesmente não sabia onde virar, com o sol nos meus olhos e o elefante nas minhas costas. E o moço da moto ia me guiando.  Pegou um saquinho de gatorade pra mim e também avisou o moço do gel que eu ia precisar. O moço já ficou posicionado pra eu passar. Como só tinha eu, deu até pra agradecer quando ele perguntou se eu queria que abrisse o gel pra mim!

Quando comecei a voltar, eu vi a elite vindo. Pensei “será que eu vou conseguir não deixar eles me ultrapassarem?” com aquela sensação de espanto dentro de mim. Mas, meu objetivo era me divertir e fazer o meu tempo! Foi pra isso que eu fui. O que viesse seria lucro! Lá pelo km 15, eu ainda brinquei com o motoqueiro “e você, pensando que ia correr com os quenianos hoje! Nunca pensou que iria abrir caminho pra uma aleijadinha! Ainda mulher!” Nós rimos muito e ele foi me guiando no percurso, até que, finalmente chegar no km16 e o elefante descer das minhas costas! No km 18, a gente já estava na reta, e tive um deja vu quando olhei no relógio que fica na avenida. Eu fiz a mesma coisa no ano passado, e calculei a hora que eu gostaria de passar na chegada. Mas, vou falar uma coisa pra vocês: se eu freasse a hand do nada, eu dormiria ali mesmo, no meio do percurso! Me bateu um cansaço e um sono arrebatadores. Força, muié! No km 19, eu vi o Rodrigo, meu treinador de quando eu andava. Ele estava lesionado e foi acompanhar a nossa turma de Ribeirão. Falei meu tempo pra ele e ele ficou todo feliz, gritando “vai que falta pouco”. E ali na frente, estava a Fer tirando fotos, e me zuando.

E quem me esperava agora? Sim! a descidinha feliz e a subidinha do inferno! A última subida da prova. E claro, obvio, lógico que o casal que estava caminhando ali, me passou sorrindo, porque eu tava a 5km/h morrendo! Mas esqueci da parte do morrendo quando acabou a subida e o motoqueiro falou no rádio “6290, 6290. Ela vai ser a primeira”. Chorei! Chorava e sorria. Sorria e chorava. E foi assim que passei pelas poucas pessoas que já estavam do lado de fora do jockey, que me aplaudiram. E foi assim que eu entrei no jockey, sorrindo e chorando.

E quando faltavam 500m, olhei meu cronômetro 1h14! Ia dar pra fazer o tempo que eu queria! Aquelas tartaruguinhas no chão não me deixaram lutar pra fazer 1h14 alto. Mas eu passei sob o pórtico com 20150802_0811541h15! O tempo que eu tinha programado pra mim! E ouvir o locutor chamar meu nome foi muito incrível! Eu só consegui frear e a hand e chorar. Chorar e chorar, porque eu tinha sido a primeira atleta a cruzar a linha de chegada da prova que eu mais amo! Ali eu atingi uma felicidade que eu não sei descrever! 2 anos. Foi o tempo que eu sonhei com essa prova. E mais um ano depois eu fui a primeira a cruzar a linha de chegada! Eu só tinha que agradecer a Deus por ter ficado viva, por estar ali, por ter ganhado minha hand e ter conseguido correr aquela prova e baixado 37minutos com relação ao tempo do ano passado. Não consigo colocar em palavras o que eu senti e o que estou sentindo agora.

Claro que não sou idiota pra achar que fiz o melhor tempo da prova! Assim que eu saí da hand e, com a ajuda da Chris, passei pra cadeira, os quenianos começaram a chegar. Como os deficientes largam antes, descontando esse tempo, os atletas convencionais fora muuuito mais rápidos que eu. Mas isso importa pra você? Nem pra mim! Eles correm com as pernas, são profissionais, estão ali pra fazer a prova da vida deles do jeito deles! E eu estava ali pra fazer a prova da minha vida, do meu jeito. E fiz! Foi meu melhor tempo em meia maratona? Não! Mas foi a minha melhor meia maratona!

Depois que sIMG-20150802-WA0004aí da hand, consegui receber o carinho de várias pessoas que estavam ali na chegada, tirei muitas fotos, ouvi muitas coisas lindas, conheci muita gente legal e vi muita gente que eu gosto. Conforme o pessoal ia terminando a prova, eu ia revendo meus amigos, conversando e recebendo feedback de muitas pessoas que assistiram minha palestra, no dia anterior. E vou falar uma coisa: não há preço que pague tudo que eu passei ali!

Muita gente veio me falar que, durante a prova e nos momentos de cansaço, lembrava das minhas últimas palavras na palestra: “Quando estiver cansado, seja minhas pernas e corra por mim.” Muita gente dedicou seus RP pra mim naquele dia! Chorei muito de emoção quando ouvi isso! Como irei agradecer a todos vocês por isso? Jamais poderei! Cada abraço, cada palavra, cada conversa, cada foto, cada grito durante a prova, cada aplauso, foram e são muito valiosos e inesquecíveis pra mim!

O que eu trouxe na bagagem pra casa? Um roxo enorme no joelho, uma medalha linda, um troféu lindo, um monte de recordações pra minha colcha de retalhos da vida. E a certeza de que eu estava no lugar certo, debaixo da linha de chegada, fazendo o que eu mais amo na vida: correr!

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06
ago

3

Expo Golden Four Asics SP 2015

Gente, é taaaanta coisa pra falar, que eu nem sei por onde eu começo! Juro!

11695898_1049197961757556_1303694907299877345_nVou voltar no tempo, pro começo desse ano, quando recebi o convite da organização da Golden Four, pra ser palestrante nesse ano. Eu iria falar sobre a Minha História com a Golden Four Asics. Nem preciso falar que só não pulei de alegria porque não pulo! Mas eu já estava esperando ansiosamente por novas informações, enquanto a corrida não chegava. Fiquei em êxtase total quando saiu o informativo sobre a Expo e meu nome tava lá, bem depois do Dr. Drauzio Varella! Eu já tratei de enfiar meu livro na mala, pra tentar um autógrafo.

Nas duas provas anteriores que fiz em Sampa, eu tinha ficado parada na marginal na ida. Então, por puro e total medo de isso acontecer (e aconteceu! Fiquei 1 hora parada e não fiz nem metade do que eu queria na sexta), decidi sair de casa na sexta-feira. Quando cheguei, o Edu já estava lá pra me buscar, junto com toda a minha tropa: cadeira, minha filha handbike e mala (to conseguindo carregar uma mala cada vez menor, apesar das roupas de frio). Fui direto pra loja da Vivian Bógus, que agora me patrocina com roupas da linha fitness. Já peguei a calça nova e o top que eu usaria na prova. Também escolhemos uma blusa pra eu dar a palestra, porque já faz uns 2 anos que eu não compro roupa “de sair” (mais alguém tem mais roupas de academia do que outra coisa?).

Eu já estava sem dormir há 2 semanas. Imagina se eu dormi naquela noite! No sábado, eu não via a hora de chegar logo na Expo! A Fabi passou pra me buscar e lá fomos nós. Já no estacionamento, comecei a encontrar os amigos. Eu adoro buscar kit de corrida! Assim, eu tenho 2 dias pra ver o pessoal que faz tempo que eu não vejo. Verdade seja dita, pouca gente que eu vi sábado, consegui encontrar domingo, depois da prova. E já na entrada da Expo, estava aquela placa linda dos 21k. E esse ano ela era azul! Ali eu já vi que as coisas seriam maravilhosas no meu final de semana.

Eu e a Fabi rodamos aquela Expo toda, pegando kit, tentando trocar minha camiseta (que veio tamanho vestido, pra mim, que pareço um Minion),vendo algumas coisas, encontrando as pessoas e tirando fotos. Mas eu estava bem preocupada com a palestra. E vou falar pra vocês o motivo. Eu tinha tempo limite pra falar! E todo mundo que quando eu começo a falar, eu não para nunca mais na minha vida! E eu também não queria chorar, porque eu sempre choro quando falo da Golden Four.

Encontrei o Marcelo (de Assis Marques), meu amigo querido, que ia dividir o palco comigo e também contar a história dele. Então, combinamos que ele falaria primeiro, assim eu usaria o tempo que sobrasse. Depois disso, eu e Fabi sentamos num cantinho pra devorar o kit lanche, porque minha pressa era tanta, que eu nem deixei minha amiga almoçar!

Logo, começou a palestra do Drauzio Varella. Como o pessoal disse lá, ele parece nosso avô (e realmente tem a idade do meu). Calmo, tranquilo. Muito engraçado. Falou várias verdades sobre saúde, necessidade de fazer atividade física e que, essa história de que correr faz mal é tudo balela. Na minha opinião, é lorota pra vender mais remédio ao invés de vender tênis! A única coisa que ele disse, e que incomodou alguns corredores,é que ninguém gosta de levantar super cedo pra treinar. E tem muita gente que gosta sim, porque rende mais de manhã do que à noite. Mas eu sou do time que dorme mais um pouquinho e rende mais depois das 18h rsrs

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Gente, a palestra dele foi uma muvuca de tanta gente! Todo mundo juntinho, apertadinho, pra tentar ouvi-lo falar. E ele também levou a Adriana Aparecida, medalha de prata no Pan de Toronto. Quando ela estava terminando de falar, eu já estava explodindo de vontade de ir ao banheiro (e todo mundo sabe que lesado medular não consegue segurar). Eu só pensava que se não fosse naquela hora, não conseguiria ir antes da minha palestra. Aí veio a notícia de que o Drauzio não esperava tantas pessoas e percebeu que não daria tempo de autografar os livros, visto que ele tinha outro compromisso. Mas e meu livro? O Edu já tirou o livro da minha mão e eu fugi pro banheiro. Sorte a minha, pois quando saí, tinha uma fiiiiila pra entrar. Soube que meu livro desapareceu com o pessoal da Iguana Sports, lá pra dentro do camarim do Drauzio. E voltou autografado, cheio de carinho! <3

Ta. Nossa vez de subir. Minha e do Marcelo. Enquanto todo mundo tietava a Adriana, eu aproveitei e também fui. Ela é muita linda e me disse “Segura a medalha”. Coração da gente dispara, né! Desci, e fomos, Marcelo e eu, na mesa de som. Maaas, cadê nossas apresentações? Esperamos 10 minutos pra descobrirem quem estava tomando conta delas com a vida. Mentira, só tava num pen drive. Mas, foram 10 minutos que duraram 10 séculos. Eu só pensava que não ia ter sentido falar, falar, sem mostrar fotos. Sorte que a Adriana estava lá, no palco, enquanto o pen drive chegava.

Eu subi crente que o Marcelo ia falar primeiro. Mas deram dois microfones pra nós. Eu só dei uma olhadinha pros banquinhos e vi apenas nossos amigos (meus e dele) e mais algumas pessoas. Aí, na televisão bem na minha frente, aparece minha foto! Gelei! Assim, a sangue frio, sem avisar, sem preliminar? O moço me entregou o passador de slides, e eu comecei a falar. Percebi que quando eu disse assim “vocês devem estar se perguntando o que uma pessoa na cadeira de rodas veio falar sobre corridas”, um monte de gente que estava nas filas virou o rosto e começou a olhar pra mim. E assim que eu comecei, foi vindo gente, vindo gente, e mais gente pra me ouvir.

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Eu tentava não parecer uma metralhadora, mas também não podia ficar totalmente zen, pra contar meus 3 anos de história com a Golden Four. Era muita história pra pouco minuto. Mas eu fui contando, contando… Tinha gente rindo, tinha gente chorando, a Dani tirando foto (mas na verdade estava filmando, ainda bem que só me contou depois). Umas duas vezes me deu vontade de chorar, mas eu engoli o choro, pra não passar vergonha bem ali.

Eu não ensaiei falar nada. Coloquei as fotos da história pra serem meu guia e fui contando. Depois que eu desci, pensava “poxa, não falei isso”, “eu devia ter falado aquilo”. Mas em nenhuma palestra minha eu faço diferente do que fiz ali. Eu simplesmente falo da minha cabeça, que é onde a história e as emoções estão guardadas. Engraçado que, várias vezes, enquanto eu falava, eu via as situações na minha frente. Eu, sentada na cama do hospital, vendo as fotos da Golden Four 2012 no facebook. Vários amigos dedicando as medalhas pra mim. E eu ali, digitando igual cata-milho, porque nem os dedos funcionavam direito (não que hoje eu não apague 200 vezes as letras que eu aperto trocadas sem querer. Mas em quase 3 anos, melhorou muito!). Depois, 2013, eu vendo, de novo, as fotos, enquanto eu pensava em como eu poderia estar la. E que só ir pra assistir ia ser sofrimento demais.

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Depois eu comecei a falar sobre as etapas do ano passado. E parecia que via, ali na minha frente, aquela subida dos infernos, e a hand dando ré, na minha estréia. E ouvia a galera me passando e eu ouvindo os passos de cada um no asfalto. Lembrei até das sombras das árvores no caminho. E aí a minha chegada, e a minha alegria em pegar a medalha. Eu nem acreditava. (a etapa SP 2014, eu contei aqui http://daninobile.com.br/golden-four-uma-das-maiores-emocoes-da-minha-vida/ )

Depois, parece que eu via Ivone atrás de mim, me empurrando, enquanto a Gi e o Vandi traziam a hand desesperados. A Márcia parando a van e nos resgatar. Eu também vi o chão quando eu caí de cara na largada. E ouvia a voz do Gustavo, meu ciclista anjo, falando pra eu me acalmar, enquanto o gel estourava na minha blusa, a hand quebrada e eu chorando sem parar. E depois a busca por ele, pra agradecer! (a etapa BSB 2014, eu contei aqui http://daninobile.com.br/2-anos-depois-golden-four-asics-brasilia/).

Eu fui lembrando e falando o que vinha na minha memória e no meu coração. Todas aqueles momentos, que eu resumi em 25 minutos. Pois é, passei do tempo! Só soube depois, que a Dani me falou! E enquanto eu falava, eu via os amigos e amigas chegando pra me ouvir, me dando tchauzinho, me mandando beijinho. E a reação das pessoas. Aí, no final, todo mundo bateu palma. Acho que quando batem palma é porque não foi tão ruim assim hahahahaha

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Quando o Marcelo começou a dar a palestra dele, eu já estava tão relaxada, que só curti. E até consegui fazer pose pra foto e piadinhas quando as pessoas tinham perguntas. Mas a surpresa maior ainda foi o pós-palestra. O feedback dos outros atletas foi muito incrível! Muita gente vindo conversar comigo, tirar fotos. E eu também recebi muitas mensagens lindas nas redes sociais! Eu não tenho nem como agradecer a cada pessoa que esteve ali presente, e cada palavra de carinho que eu recebi. Vocês tornaram o meu dia incrível!

Depois disso, eu destruí o lanche que a Dani levou pra mim (quem contou pra ela que eu sou uma draga, eu não sei. Mas ela sabia que eu ia descer do palco morrendo de fome). Finalmente fui personalizar minha camiseta e fui a última a subir na maca pra fazer a massagem. Ouvi do senhor que me atendeu que eu tava com as costas podres. Mas o mais legal foi ouvir do pessoal da massagem “Nossa, eu amei sua palestra. A gente estava trabalhando, mas ouvindo tudo que você falava aqui do fundo”.

Não preciso nem dizer que eu estava mega master radiante. Cheguei na casa da Vivi, abri meu tênis lindo que ganhei da Asics, arrumei tudo pra corrida e…. não dormia nem pagando mil reais!!

Quer saber como foi a prova? Amanhã eu conto! Esse post já ficou gigante demais!rsrs

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