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jun

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Exoesqueleto

Bom, vamos lá! Eu ia me abster de mais comentários, além do que já publiquei ontem à noite, no Instagram e no Facebook.

Porém, estou recebendo muitas mensagens, inbox, etc, etc, questionando mais palavras acerca das minhas percepções. Principalmente após sair a matéria do meu querido Jairo Marques, sobre o  assunto, antes da aparição relâmpago do exoesqueleto. (Pra quem não leu, aqui vai o link  http://http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2014/06/11/1824/ )

Vejam bem, eu não sou contra a ciência, pelo amor de Deus! Pelo contrário! Eu espero, desejo, anseio que as pesquisas avancem para que eu e todos os outros cadeirantes possamos andar e recobrar outras funções, “bagunçadas” pela lesão medular. Afinal, não é só não andar. E eu já falei muito sobre isso em posts passados. São dores, funções neurológicas perdidas, e muito mais.

Porém, não acredito que o exoesqueleto vá fazer algum de nós voltar a andar. Muito menos ter a sensibilidade reestabelecida (pra não se queimar na areia quente ou no chuveiro quente, nem congelar no mar gelado, nem sentar em algo que nos machuque e  cause feridas de pressão).Sem pensar em nossos nervos, tendões, articulações, ossos, músculos e tudo mais envolvido no simples ato de andar. Não é uma coisa motora apenas.

E vamos e convenhamos, Fifa, Dilma, Copa do Mundo e seja la quem mais for o responsável pela aparição do exoesqueleto na abertura da Copa. Foram R$33 milhões de dinheiro público gastos  na pesquisa, milhares de cadeirantes, familiares e pessoas ao redor do mundo, esperando os 25metros que o cadeirante iria andar, e esperando o chute inicial da Copa. Fomos reduzidos a 2 segundos de aparição, quando o Juliano Alves encostou na bola, no canto do gramado, enquanto a tela era dividida com o ônibus da Seleção chegando. Falta de respeito e consideração com todos nós e com a pesquisa! Pra depois o Galvão Bueno falar aquele monte de coisas que eu denomino como “sem comentários”, porque tenho classe e não quero escrever aqui tudo que eu pensei na hora!Galvão, então…Ninguém ta preso, não! Cadeira de rodas não é cadeia! exosesqueleto

Disseram que o exoesqueleto era muito pesado e iria estragar a grama do jogo…uhum! E aquela bola psicodélica/pseudo-palco pesa quanto? 20kg? Até o derrière segurado de J-lo pesa menos que nosso robocop! Mas a gente podia ficar lá no cantinho! Em entrevista à TV, Nicolelis, falou sobre o tempo reservado pra eles: “A Fifa nos informou que nós teríamos 29 segundos para realizar um experimento dificílimo. Nunca ninguém fez uma demonstração em exoesqueleto229
segundos de robótica. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Foi um esforço dramático de todas essas pessoas que estão aqui. E nós realizamos em 16. Pelo visto, a Fifa não estava preparada para filmar um experimento que vai ser histórico”. Dos 16 segundos, só apareceram 2 na TV. Apesar do peso todo, ele foi mais rápido que o The Flash.

Li um comentário na Internet (porque ontem esse trem bombou e eu que estou atrasada escrevendo só hoje, porque precisava me acalmar), e concordo plenamente com a pessoa que disse que quando seu filho ficar doente e precisar de vacina, são os cientistas e as pesquisas que começaram ha anos atrás, que desenvolveram o remédio e a vacina que ele vai tomar pra ficar bom, não os jogadores que ganham milhões (com todo respeito aos meninos)

exoesqueleto1Eu estava bem descrente do exoesqueleto (o “estava” não quer dizer que mudei de ideia e to apaixonada por ele) Vi uns vídeos que Nicolelis publicou ontem na página dele no Facebook. O pessoal suspenso pelo elevador, sendo segurado pelas mãos por outros cientistas, com os pés mal tocando o chão. Tentei falar com o Juliano Alves, nosso amigo cadeirante que fez a demonstração ontem. Mas eu mandei mensagem em cima da hora. Queria saber a sensação de carregar aquele trem todo. Será que dói o bumbum pra sentar e descansar (minha pressão vai la no dedão do pé quando eu levanto. Eu preciso sentar e descansar)? E, convenhamos, como você entra com aquilo no carro? Se tem cadeira de rodas que não passa na porta do banheiro, como eu entro (e uso) o banheiro com aquele trem todo? Apostar corrida ta fora de cogitação, né?

Conversei com o Gustavo Pamplona, um amigo meu (eu nem ia colocar o sobrenome aqui. Queria preservar o sossego do menino)  Pesquisador da USP, na área de Neurociências (Física aplicada à Medicina). Ele comparou o exoesqueleto a um computador. O primeiro computador é de 1946  e pesava 3 toneladas. Ele fazia apenas o que uma calculadora comum faz hoje (daquelas do 1,99). Quase 70 anos depois, carregamos nosso computador na palma da mão. A pesquisa do Nicolelis é um protótipo. Especulando, com o passar do tempo pode ficar menor, mais leve. Muita pesquisa pode ser feita, o processamento dos sinais do cérebro e a comunicação com a parte metálica, poderá ser melhor e mais rápida. É uma questão de tempo e pesquisa.  Na opinião dele, é uma pesquisa promissora e original. Ele me pediu um pouco mais de paciência.

Sem dúvidas, o Nicolelis deu a cara pro mundo bater. Pelo menos ele é corajoso.

Claro que esse Homem de Ferro que não voa (que pena!) vai demorar anos pra sair do laboratório. Será que nós estaremos vivos a ponto de ver isso? A ponto de ver um Robocop funcional e funcionando, nos auxiliando nas tarefas do dia a dia? Outras pesquisas tem sido feitas (e foram divulgadas na internet semanas atrás), como o uso de eletrodos. E ainda tem as células-tronco.  A tecnologia avança. Muito mais rápido hoje do que há anos atrás. Talvez juntando uma descoberta de um, com a tecnologia do outros as coisas melhorem pro lado dos malacabados e realmente avancem na solução do problema como um todo, não em partes dele.

O fato é que eu não quero ser um Robocop. E você? Espero que a gente não precise optar por isso. Ser ou não ser? Essa é sempre a questão!

09
jun

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Musculação para crianças e adolescentes – por Leonardo Lima

Pessoal, é com muita alegria que venho anunciar uma parceria com nosso blog, que trará ainda mais informações pros nossos treinamentos e pro dia a dia.

Conheci o Mestre Leonardo Lima quando fui à Porto Alegre, para a Convenção Brasil. Lá, além de aprender muito, tive o privilégio de tornar-me sua amiga e agora parceira, com o intuito de divulgar conhecimento e incentivar a prática de atividade física.

Para sua primeira participação no blog, ele fala sobre um assunto bem atual:  musculação para crianças e adolescentes. Bóra!

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Apesar de estarmos no século XXI, ainda existem pessoas, e entre elas até professores de Educação Física, que teimam na proibição de crianças e adolescentes quando se trata de praticar musculação.
Uma das frases que mais escuto é: “A musculação vai fechar a epífise dos ossos e atrapalhar o crescimento” e quando pergunto quem falou isso as respostas são sempre a mesma “Ouvi falar” ou “Dizem”.
Ora, “Ouvi Falar” e “Dizem” não são estudiosos de Anatomia, e nunca vi nenhum artigo deles.
Em português não existem muitos trabalhos científicos sobre os efeitos da musculação em crianças, mas entre os que eu conheço, cujas fontes cito abaixo, não encontraram nenhuma prova que possa proibir uma criança ou adolescente de praticar musculação.
Pelo contrário, nos resultados da pesquisa de LOPES, Andrei Guilherme (2002) consta: “Por outro lado, pôde ser observada uma alteração significativa nos resultados dos testes antropométricos e motores realizados nas crianças da amostra, onde foi possível constatar um incremento nas capacidades físicas necessárias para o dia a dia”
Aliás, temos um problema, não em relação à criança, mas sim em relação aos pais, que levados pela enxurrada de informações sem bases científicas impedem seus filhos de praticar uma atividade muito benéfica no desenvolvimento das habilidades motoras dos seus filhos.
E mais alguns benefícios que crianças e adolescentes podem ter na prática da musculação foram listados por RISSO et all (1999):
1) aumento da força muscular
2) melhora nos testes motores de aptidão física e performance
3) melhoria no desempenho esportivo
4) diminuição de ocorrência de lesões
5) melhoria no desempenho atlético
6) manutenção da saúde
7) redução do estresse emocional
8) redução no tempo de recuperação de lesões
9) auxiliar na prevenção de doenças músculo-esqueléticas
10) aumento da auto-estima, imagem e consciência corporal
11) melhora nas medidas de composição corporal
12) diminuição da pressão sanguínea de adolescentes hipertensos
13) melhoria nos níveis de lipídios sanguíneos
14) diminuição da gordura corporal

No trabalho de Andrei Guilherme Lopes foi feito um exame radiológico dos cotovelos e joelhos das crianças selecionadas, devidamente autorizado pelos pais, depois as crianças passaram por um período de 4 semanas de adaptação ao treinamento e logo a seguir, 12 semanas de treinamento de força com 80% da carga máxima avaliada pelo teste de repetição máxima proposta na literatura por Roberts & Weider 1995.
Após esse período, as crianças repetiram as avaliações radiológicas e foram comparados os resultados pré e pós-treinamento de força, ficou claro que não houve alterações das epífises dos ossos longos.
O que pode realmente atrapalhar o crescimento seria uma lesão na epífise dos ossos longos, e é mais fácil uma criança se lesionar jogando bola com seus amigos do que numa sala de musculação sob uma supervisão competente.

No entanto, qualquer criança ou adolescente normal corre, salta e arremessa e nem por isso deixa de crescer, o problema está no excesso, na orientação inadequada e até na falta de atividade física, pois é ela que acelera o crescimento longitudinal, a espessura dos ossos, a liberação da testosterona e do hormônio de crescimento.
Esses benefícios são ainda mais evidentes na musculação. Fatos comprovado na literatura por Risso et all 1999, Weineck 1999 e Fleck & Kraemer 1999.
É lógico que não quero dizer que as crianças e adolescentes possam sair por aí fazendo musculação de qualquer jeito, alguns cuidados devem ser tomados e em primeiro lugar está a avaliação médica. A criança deve estar física e psicologicamente preparada.
Em segundo luMother with daughtergar temos que encontrar academias onde os equipamentos possam ser adequados ao tamanho das crianças e que disponham de profissionais capacitados a ensinar as técnicas corretas de execução dos exercícios.

Algumas questões precisam ser levadas em consideração antes que a criança ou adolescente inicie um programa de treinamento de força:
Estar fisicamente e psicologicamente preparada para treinar.
Qual programa ela deve seguir.
Conhecer as técnicas corretas dos exercícios.
Os assistentes conhecem os procedimentos de segurança.
A criança/adolescente conhece os procedimentos de segurança.
O equipamento se ajusta a criança/adolescente.
O programa de força é equilibrado, ou seja, participa de atividades cardiovasculares e pratica outros esportes.
Cada sessão de treinamento dura de 45 à 60 minutos com a realização de três sessões por semana. O período de adaptação deverá ser de aproximadamente 4 semanas.

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Orientações básicas para progressão dos exercícios de força para crianças de acordo com a faixa etária.
de 5 a 7 anos: exercícios básicos com pouco ou nenhum peso desenvolvendo o conceito de uma sessão de treinamento; ensinar as técnicas dos exercícios; utilizar o peso do corpo para alguns exercícios; exercícios com parceiros e cargas leves; volume baixo de treinamento.
de 8 a 10 anos: aumentar gradualmente o número de exercícios; praticar técnica de todos os levantamentos; iniciar incremento gradual, progressivo e de carga nos exercícios; manter exercícios simples; aumentar o volume de treino lentamente; monitorar a tolerância ao stress no exercício.
de 11 a 13 anos: ensinar todas as técnicas básicas dos exercícios; aumentar o peso gradativamente nos exercícios; enfatizar a técnica nos exercícios; introdução de exercícios avançados com pouca ou nenhuma carga.
de 14 a 15 anos: programa de força mais avançado progressivamente; incluir componentes específicos do esporte; enfatizar a técnica e aumentar o volume.
de 16 anos ou mais: nível inicial de programas para adultos depois que toda a experiência anterior tenha sido ganha.
Obs.: Se uma criança em uma determinada faixa etária não tem experiência anterior a progressão deve ser iniciada em níveis anteriores, e depois para níveis mais avançados conforme a tolerância ao exercício, a destreza e o entendimento permitirem. (FLECK & KRAEMER, 1999).
Para que programa de força tenha sucesso deve ficar claro para os praticantes e assistentes as expectativas e objetivos realistas, evitando, por exemplo, criar a perspectiva do aumento do volume muscular em crianças que ainda não possuam maturação para tal “acontecimento” fisiológico. Também alertá-las para evitarem a concorrência com outros colegas de treino, pois as adaptações ocorrem em ritmos diferentes. Deve ficar claro que o propósito do treinamento é estimular o potencial genético de cada um em relação a aptidão física.”
Finalmente, a musculação para criança e adolescente é uma atividade física, que embora os estudos provem que ela seja até benéfica, ainda é tratada como vilã do crescimento por pais e professores de educação física mal informados, e apenas a informação correta é capaz de derrubar esse tabu, portanto, passe o conhecimento adiante.

Fontes:
LOPES, Andrei Guilherme. Possíveis alterações epifisárias em função do treinamento de força muscular em pré-puberes. 2002. Monografia (Curso de Educação Física) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina. 2002. 38p.
MACHADO, Dalmo Roberto Lopes. Maturação esquelética e desempenho motor em crianças e adolescentes. 2004. 91 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
FLECK, Steven J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular – 2ª edição – Porto Alegre – R.S. – Editora Artes Médicas Sul Ltda – 1999;
MCARDLE, William D., Katch I. Frank & Katch L. Victor. – Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano – Ed. Guanabara Koogan S. A. – 4ª edição – Rio de Janeiro R.J. 1998;
ZATSIORSKY, Vladimir M. – Ciência e Prática do Treinamento de Força – São Paulo – S.P. – Phorte Editora

leo limaLeonardo Lima

Formado em Educação Física, Bacharel em Teologia/Filosofia. Pós-graduado em Treinamento Desportivo e Fisiologia do Exercício. Mestre em Fisiologia Humana e pós-graduado em Biomecânica e Avaliações. Professor acadêmico, palestrante de cursos e preparador físico. CREF. 023984 – G-SP

08
jun

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Matéria no G1 sobre a falta de rampas

Galera cadeirante, estamos começando a ser ouvidos!

Essa semana, publiquei uma foto no Instagram e no Facebook, sobre um problema que enfrentei ao tentar acesso às Lojas Renner. A foto é essa e a legenda que eu usei, reproduzi abaixo.

renner

Parabéns Lojas Renner do Ribeirão Shopping! A parte de esportes é embaixo, o caixa é em cima e a rampa é invisível!  #cadeirante  #wheelchair #acessibilidade #fail#LojasRenner #Renner #notazero

Alguém viu! E publicaram uma matéria no G1! É um “passinho” pequeno (com o perdão do trocadilho). Mas, se de grão em grão a galinha enche o papo, talvez de rodadinha em rodadinha, consigamos melhorar as coisas pras nossa vida sobre rodas.

O link da reportagem tá abaixo:

http://http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/06/cadeirante-reclama-de-falta-de-rampas-em-loja-da-renner-em-ribeirao-preto.html

05
jun

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#90treinos

Gente, to recebendo um montão de mensagens, perguntando o que é a hashtag #90treinos que eu tenho usado em algumas fotos do Instagram. Então eu vim contar a história todinha pra vocês!

#90treinos

Há um punhado de dias atrás, eu estava conversando com a Fer e nós traçamos um objetivo para ambas, que terá êxito (I believe!) dia 7 de setembro. O que é, por enquanto é segredo! Eu não conto nem se vocês me amarrarem e algemarem pra ser torturada pelo Brad Pitt e pelo Tom Cruise! (né!). No meio do caminho, conversei com minha comadre Paty e escolhemos um “meio do caminho” pro dia 3 de agosto.

A verdade é a seguinte. Depois do objetivo traçado, a Fer decidiu montar uma planilha de 80 treinos pra ela, pra ser cumprida até lá. Eu, como sou gulosa, decidi que faria 90 treinos. No fim das contas, ela acabou trocando os 80 dela por 90 também e estamos usando a hashtag #90treinos.

Às vezes eu esqueço de usar a #  e às vezes eu esqueço até de tirar foto no treino, como ontem, que eu estava cansada e com sono, mas fui lá e fiz (menos uns 2 exercícios de abdominal, porque eu também estava com pressa, além de tudo).

Mas por que eu resolvi contar tudo isso pra vocês, além de matar as curiosidades todas? Pra mostrar que é fácil e que você também pode fazer seus #90treinos. Do que você precisa? De 6 coisas:

1 – Ter um objetivo. Pode ser uma prova que você quer fazer, ou tantos kg que quer emagrecer.

2 – Estabelecer um prazo. Escolha uma data que não dê pra fugir ou adiar.

3 – Traçar um plano de ação. Conversar com seu treinador (e também com seu nutri) e ver como farão

4 – Força de vontade

5 – Força de vontade

6 – Força de vontade. Sim, tem dias que não é fácil. Tem dias que sinto sono, tem dias em que sinto uma preguiça master blaster, tem dias que passo mal o dia inteiro porque minha pressão baixou. Todo mundo tem um motivo pra ficar lá paradão no sofá, na cama, na cadeira e não mudar a vida pra melhor. Então VOCÊ PRECISA QUERER! Se você quiser de verdade, você vai começar.

Então, cadeirante ou andante, bóra pros seus #90treinos ?

90treinos

02
jun

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1 fim de semana. 1 monte de presentes!

Na verdade, eu nem sei como começar esse post! De verdade! Tá tudo um turbilhão na minha cabeça, de frases, de sensações, de tudo.

A história dele começa quando eu descobri, um pouco depois do acidente, que existia handbike. Um monte de gente me prometeu ajudar a conseguir uma, mas nada acontecia de verdade, porque uma hand não surge das profundezas do oceano do nada. Até que teve um momento que eu pensei “tá, a handbike é só um sonho. Deixa ele aí quieto um pouco.”  E o tempo passou!

No fim de abril, como vocês devem ter lido aqui no blog, eu fiz a Meia 10415683_806298232714198_8641449677357327547_nMaratona da Corpore, com uma adaptação de hand emprestada de um amigo. Aí tudo começou de novo! Uma amiga minha, a Fer Balster, me chamou inbox perguntando se eu aceitaria uma handbike de presente, pois ela e mais algumas pessoas estavam se juntando pra me dar uma. A primeira reação? Chorei! A segunda coisa que fiz? Agradecer! E a terceira (depois de rir e chorar umas oitenta vezes)? Escolher a cor. Quem me conhece, sabe
que nem tem escolha: azul, da cor do céu, do mar, do meu edredom, da minha cadeira de rodas…

1920156_806429419367746_4412539326127279055_nA espera seria de 40 dias, até a hand ser entregue. Meus amigos escolheram uma corrida em SP, pra estar todo mundo junto e me dar. Nesse tempo, eu guardei o máximo de segredo possível. Contei pra minha mãe (mãe é mãe). Faltando uns 10 dias, eu contei pros meus treinadores da assessoria de corrida. Semana passada eu contei pras minhas comadres. Contamos pra mais um amigão super atleta, que tem um pick up, e ele disse “vou te levar nas corridas aqui de Ribeirão”. Na última semana, eu já tinha contado pra alguns amigos próximos, que perguntavam o que ia fazer no final de semana. Eu não aguentava e falava. Já tava me dando comichão esse trem não chegar nunca!

1486707_796188687058314_927124667943925457_nMas, pro meu desespero, na semana da corrida, o tempo fechou, esfriou, e a previsão pra São Paulo era de chuva e frio. Juro, gente, que eu pensei em não vir (saí da corrida, enchi a pança de mil comidas e to aqui escrevendo). Todo mundo sabe que eu morro de dor no frio, que eu não esquento de jeito nenhum (to morrendo de dor agora) e eu não queria sofrer. Resolvi vir, mesmo, de verdade, na sexta-feira. Na mala gigante, só roupa de frio. E eu fui linda pra corrida! Uma calça peruana super grossa por baixo da legging preta, duas meias grossas (que não resolveram nada), uma blusa fina (a preta de sempre, que eu uso por cima das blusas de corrida pra treinar) e 3, sim três casacos. Eu engordei uns 10 kg nas fotos. Mas o importante era ficar quente. Ah, usei luvas! Bem eu, que sou super paquitona, parecia um trembolho, porém um trembolho quente!

Acordei e nem queria sair da cama. 5h30 da manhã tava frio e nublado. O Paulo me pegou 6h30, pra largada 7h15, pra eu passar o mínimo de frio possível la parada no Ibira, e correr o menor risco de sentir dor. Tomei 300 remédios da dor antes da prova, pra prevenir. Tinha tanta roupa que os braços mal mexiam.

Chegamos no ibira e…kd as hands? O moço que ia trazer, o Dinho da Handventus (nosso Mago design das handbikes), se perdeu no meio daquelas ruas fechadas pra prova (nós também nos perdemos). 10 minutos antes da largada começou a chover! Eu só pensava “jura mesmo que eu viajei tudo isso, acordei cedo e to congelada pra ficar debaixo da marquise?” . Aí, a Fer chegou do meu lado e perguntou “quer deixar pra la?” Eu só respondi pra ela o que eu tinha acabado de pensar. A Fer saiu correndo pra ajudar o Dinho a montar as hands.

Deram a largada, Paulo e eu sem as hands, Pedro sem o triciclo. Eita nóis. Se não corrêssemos, não poderíamos mais correr (com o perdão da brincadeira). Íamos voar pro tapete, quando a Fer surgiu com a minha hand. Força tarefa pra eu subir no meu cavalo alado e voar pro pórtico de largada. Força tarefa pra me descer da calçada, os moços do tapete desesperados pra gente passar. O Paulo viria atrás com a hand dele (mas não o vi mais, porque o pneu dele furou com os poucos buracos do percurso..sem comentários).

Partimos! A emoção era tanta, meu coração vibrava mais que bateria de escola de samba no desfile das campeãs. Eu não sabia se ria ou chorava enquanto pedalava. Mas eu mal sabia mexer nas marchas. Como diriam: “qué dizê”, eu não sabia mexer nas marchas! A hand tava pesada demais na reta e eu achei estranho. E como eu tenho excesso de coordenação motora, eu descobri como deixá-la mais pesada. Mais leve, nada. Fiz 2km assim, meio que na empolgação, no desespero, com o Erivaldo (do Klabhia) me ajudando na subidinha, enquanto eu estava bem perdida ali.

Finalmente, por um milagre, eu descobri como diminuir a marcha. Calma gente, não demorei porque sou Kinder Ovo! Demorei porque as marchas e o freio foram colocados do meu lado esquerdo, o meu lado bobo. A minha mão é bem mais fraca ali. Então, eu tinha que ficar tentando mudar com a mão direita, enquanto eu olhava pros buracos, enquanto eu tentava não atropelar outros corredores, enquanto eu pedalava, enquanto eu conversava com o Erivaldo, enquanto eu sorria e agradecia as pessoas que me gritavam pra dar força no percurso. Mas deu certo.

Pra não ficar chato, narrando km por km, eu vou tentar resumir o luxo radioso de sensações, como diria Arnaldo Antunes declamando Eça de Queiroz em “Amor I love you”.

Eu estava muito emocionada mesmo. E a cada km eu encontrava mais e mais gente que eu gosto. A Fer me achou no meio da corrida, junto com o Dinho, que tentaram arrumar meu corpinho na hand. Mas tem tanto ajuste pra ser feito nela (porque eu sou meia porção, mas o Dinho não sabia que ainda vinha faltando pedaço) que eu achei melhor ficar como estava. As pessoas que eu conheço gritavam pra me dar força.

10363359_713721328666483_7235866843267025671_nNas subidas, o Erivaldo me ajudava muito! Nas descidas, vou te falar! Meus dedos tremiam tanto, porque eu não tenho força na mão esquerda e o freio estava muito duro (freio novo deve ser igual tênis novo. Precisa de uns km pra amaciar). Sabe o ditado “nóis capota mais num breca”. Se eu não brecasse eu atropelaria alguém, além de capotar. Então eu apertava o freio com toda a força. Na subida e na reta eu só tinha dois pensamentos: 1 – eu sou retardada? Por que eu exagerei tanto nos treinos de musculação essa semana? Que dor no bíceps. Que dor no trapézio. O que eu tinha na cabeça, @$!@#!, %@#$?? (sim, eu usei palavrões comigo mesma). Pensamento  2 – eu sou retardada? eu sou uma franga fracota! O que eu tenho na cabeça de vir pedalar 10km com tanta subida? Meu Deus, eu tenho que treinar muito! Eu tenho que mudar meu treino todo! @$@#@$@, !$!$!#@#%@.Vai franga!…..  É, foi isso. Eu sou uma pessoa bem tranquila comigo mesma.

Nas curvas, capítulo a parte! O Erivaldo gritava “abre bem”. Mas teve uma curva que tinha espaço pra eu abrir, mas não tinha espaço pra eu virar a hand e voltar. Resultado? Ultrapassei a barreira de cones e brequei bruscamente (e já não sobrou dedo depois disso) em cima dos carros que estavam no trânsito da avenida. Fui salva pelo Erivaldo, que deu ré puxando a hand e me ajudando a virar.

Tinha km que eu ria, tinha km q eu chorava, mas não podia exagerar, porque nem tinha como secar as lágrimas. Mil coisas foram passando na minha cabeça, como um filme, enquanto eu corria (de novo! Isso aconteceu na Meia da Corpore em abril). Mas agora tinha a ver com todas as pessoas maravilhosas que estavam me ajudando, como elas entraram na vida, como elas entraram no meu coração, como cada uma estava presente no meu dia a dia e como elas foram incríveis em fazer isso por mim. Poderiam ter escolhido qualquer outra pessoa. E eu tinha que fazer jus a tudo isso, em retribuição.

Muitas pessoa1904185_232621930280651_7020497081938878933_ns desconhecidas também me ajudaram. Em uma subida tipo Everest, um senhor ajudou o Erivaldo a me dar impulsos sem fim. Quando eu desci esse pico do Everest (e deixei o Erivaldo pra trás, por falta de dedos pra frear mais), encontrei o senhor de novo, que me ofereceu água, me ajudou quando eu parei a hand no meio da subida pra trocar a marcha (parei porque meus bíceps lindos não estavam cooperativos e a mão direita ocupada com a marcha). Muitas pessoas gritavam e batiam palmas no percurso. E eu tenho que agradecer a todas elas! Muitos senhorzinhos estavam correndo e vê-los ali dá muita energia pra nós.

10376917_632246220200307_3520038049093320128_nTenho muito a agradecer ao Erivaldo, que no final, ia abrindo caminho (sim, o homem corre! parece um guepardo) pra que eu pudesse passar sem atropelar ninguém. Passar pela Bia e a turma da Klabhia também dá uma força incrível e uma alegria muito grande!!!

A Fer me achou de novo no finalzinho e me deu muito gás e felicidade ver a minha amiga linda ali e saber que por causa dela e do Itimura (dois anjos sem asas), eu estaria ali, pertinho do meu sonho de correr com os pés de novo, mas correndo como eu posso agora.

 

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E eu passei a linha de chegada! Mais uma! Uma das mais emocionantes! Numa corrida que tinha tudo pra dar errado e deu tudo certo, porque eu corri com e graças a pessoas maravilhosas e especiais. Tirei as luvas. Os dedos da mão esquerda tremiam sem parar e doíam muito. Mas o sorriso não saía do rosto.

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10403592_795875303756327_6987827692609407767_nE no final, encontrei mais amigos, foi foto pra lá e foto pra cá! A moça dos torrones (lembram que eu amo torrones?) veio com a sacola cheia pra mim e como gulosa que sou, ganhei vários. O tio da água, uma gracinha de senhor, veio dar parabéns, trouxe água, foi com a Fer buscar as medalhas. Ganhei um monte de abraços das pessoas que eu gosto. Um monte de amigos quis fazer um test drive na hand!

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Ah, querem saber meus outros presentes além da handbike? A Fer me deu um capacete lindo (o que eu usei hoje).O outro? Lembram da foto que postei no Insta, falando que eu não conseguia usar o kettlebel da academia porque tinha 8kg? Então, o Paulo Cesar, junto com amigos dele (que eu não conheço) me deram um kettlebel de 6kg! Lindo! Vou postar a foto no Insta!! Paulo e meninos, muito obrigada!!

Mas os maiores presentes que eu poderia querer são meus amigos. Desde meu acidente, eu fortaleci amizades e ganhei tantos amigos, mais do que muita gente poderia querer. E através deles, só coisa boa aconteceu na minha vida! Coisas materiais que eu e minha família nunca conseguiríamos prover. E coisas que o dinheiro não pode comprar, muitas coisas! Muitas delas que eu recebi aos montes hoje. E só posso dizer OBRIGADA!

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27
maio

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Máquina de remo – boa pra mim e pra você

Bom, sempre venho aqui e falo de novidades, das minhas paixões recém-descobertas e das minhas peripécias.

Hoje não podia ser diferente. Vim falar do meu recém-novo-amor: a máquina de remo.

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Testei essa máquina no Instituto Saúde em Evidência, em São José dos Campos, quando fui aprender sobre o Core 360º para cadeirantes. Lá, há duas dessas, utilizadas diariamente no treinamento de alunos e professores. 

Máquinas de remo fornecem um treino cardiovascular. Ao mesmo tempo, exercício em uma máquina de remo trabalha todos os principais grupos musculares, incluindo os braços e pernas, costas e músculos abdominais. Remo é relativamente simples de aprender e requer pouco ou nenhum treinamento.  

Treinar em uma máquina de remo é uma atividade de baixo impacto e exercita as articulações e os músculos em um fluxo suave e constante para que não haja impactos bruscos nos tornozelos ou joelhos. A máquina de remo é útil para terapia de reabilitação após uma lesão, porque usa capacidade de movimento de todo o corpo, mas não usa sustentação de peso e é  preferível à esteira ou equipamento de suporte de peso.

Quando eu vi esse negócio, achei que seria uma sem gracesa imensa. Mas quando dei a primeira remada, e ouvi o barulhinho da água, foi um amor, imenso amor! Eu queria fazer todos os dias.

Alguns dias eu remIMG-20140512-WA0013ei sozinha. E num dia de treino de crossfit, dividi as máquinas com os meninos. Precisávamos dar a maior velocidade, intercalando com barra, flexões e agachamentos. Quatro vezes!

 

Pra quem for ver os vídeos, não esqueçam que minha perna direita ajuda! A esquerda caía pro lado. Tentamos amarrar, mas o laço saía e me atrapalhava mais ainda..então, deixamos como estava. Em alguns momentos eu não conseguia coordenar o movimento dos braços e das pernas (porque eu tenho excesso de coordenação motora, gente!) Então, eu preferia deixá-las esticadas e só usar os braços mesmo.

O assento não tem encosto. Então, pra cadeirante usar, precisa ter um pouco de controle de tronco. E eu não podia fazer o movimento completo das costas, ou caía estatelada pra trás e não voltava nunca mais! Ou seja, era o tempo todo lembrando e trabalhando o corpo inteiro!

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Infelizmente, nem todas as academias contam com uma. E eu vou ficar sonhando com essa delícia até julho, quando eu voltar pra São José dos Campos. Se você passa por uma dessas na academia onde treina, pare de olhar pra ela de rabo de olho e boca torta. Sente-se e teste! É demais!

(Gente, copiem o link e colem no navegador, que dá pra ver!! As imagens estão meio ruins porque meu celular é ipobre! mas dá pra ver!! bjsss)

http://youtu.be/5kjlEPwxLnY

http://youtu.be/mpK2fObYO1A

 

22
maio

2

Kettlebell

Você já viveu uma paixão platônica? Olhava de longe, queria muito…E quando se concretizou, virou amor?

10308070_797548020255886_4346001554342410403_nPois é, foi assim comigo e com o Kettlebell. O vi primeiro na internet, em fotos de amigos e reportagens sobre esporte. Então chegou a modalidade na academia e eu, sonhando com aquelas alças nos pesos coloridos. Passava a maior vontade de fazer. Mas seria impossível fazer a aula, que envolve muitos agachamentos. Agachamentos que, obviamente, estão fora de questão no momento! E eu ficava assim, nessa paixão platônica.

Pra quem não conhece, o Kettlebell é uma peça de ferro fundido com uma alça de mesmo material , hoje, utilizado especificamente como um acessório de treinamento. Com exercícios balísticos e de alta complexidade, deve ter seu uso orientado por profissional capacitado. Seu treinamento progressivo possibilita gasto calórico elevado, estabilidade articular, melhora da coordenação, postura, flexibilidade, simetria e resistência a lesões, entre outros. O Kettlebell também é um esporte, com praticantes em vários países e competições mundiais.

No final de semana, fui convidada por um grande amigo a participar da Convenção Brasil de saúde, esportes e fitness, em Porto Alegre. Lá tenho outros 2 grandes amigos, a Virna Canova e o Ricardo Pavani, que são especialistas em kettlebell. Marcamos um treino entre os cursos da Convenção, e minha esperança era conhecer a modalidade. Mas, melhor que isso, eles me levaram ao curso que ministrariam, pra ensinar os profissionais da Educação Física. Fui como convidada  deles, doidinha pra colocar a mão na massa, ou melhor, nos pesos!

10325326_797872733556748_6122424073360696080_nE quando eu toquei neles, surgiu o amor!rs   Ricardo e Virna já trabalham com cadeirantes, na preparação física da equipe de esgrima de POA. Eles sabiam o que estavam fazendo! Primeiro, os professores ensinaram um exercício bem fácil, até pra nós, cadeirantes, e que auxilia no nosso controle de tronco. Segurando o peso com as duas mãos (como eu estou na foto), giramos o peso pra baixo e pra depois pra cima, num movimento de semi-círculo. (de ombro a ombro) É bem tranquilo de fazer e eu senti pegar muuuito as laterais do tronco. Depois, pra quem já treinou isso bastante ou já tem um pouco de controle, dá pra segurar o peso com as duas  mãos e girar em torno da cabeça. (eu usei um peso de 6kg nessas primeiras tentativas).

10169411_797870763556945_8073822024035743190_nDepois disso, começou a parte mais legal e desafiadora.E eu nem gosto de coisa difícil, né?!rs Eu estava tentando fazer o snatch, mas a cadeira de rodas estava me limitando demais. Eu precisava de espaço. Sentei numa cadeira e normal e comecei. Todos os alunos do curso fazendo e eu também.

 

 

 

Então, partiríamos para o Jerk. Esse exigiu muita força. Do lado direito, depois de tentar e tentar sem parar, eu consegui! Do lado esquerdo, eu não tive equilíbrio suficiente. Fiquei no meio do caminho. Preciso tentar mais e fortalecer meu core.

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Eu estava super contente e satisfeita, com tanta endorfina correndo pelo corpo e saindo pelos poros, que até senti calor (numa noite fria de Porto Alegre). Fui tirando vários casacos que eu estava usando. Mas, eu ainda queria muito uma coisa: fazer o swing! Era sonho, que precisava ser realizado. Então, com o aval da Virna, eu fui tentando, tentando…até conseguir! Vibração total! Aquela sensação maravilhosa de, finalmente, ter feito algo que eu queria muito!

O vídeo dos 3 movimentos em sequência está aqui nesse link do youtube. (oremos pra funcionar dessa vez! é só copiar o link e colar no navegador)

https://www.youtube.com/watch?v=q1ncMY86ay0&feature=youtu.be

Acabei fazendo amizade com um monte de gente do curso, que gostou muito dos meus resultados (foi a Ana, uma amiga que fiz lá, quem filmou e tirou as fotos pra mim). Fiquei amiga do pessoal do staff e até provei chimarrão (aprovadíssimo!).

Eu amei o kettlebell de paixão apaixonada e pretendo continuar praticando aqui em Ribeirão. Na academia só tem de 8kg pra cima. Ou eu fico mais forte e com mais equilíbrio, ou eu compro um de 6kg pra mim. Porque, sabem aquela coisa que você sente, que te faz bem, com aquela sensação de dever cumprido, de “sim, eu posso”? Foi o que o Kettle me proporcionou. Eu gosto de ser desafiada, de sair da mesmice. E esse é um grande desafio pro meu corpinho tortinho pra esquerda.

No início do curso, Ricardo me apresentou aos alunos como convidada. No final, após agradecerem aos alunos, perguntaram se eu queria dizer algo. Eu estava manteigona e não quis. Fiquei com os zóim cheinhos d’água e preferi agradecer lá fora, aos dois, por me convidarem a participar do curso, por acreditarem no meu potencial e por me ajudarem a realizar um sonho. Sonho bobo. Sonho de atleta. Mas sonho. E sonho realizado é melhor ainda!

 

20
maio

13

CORE 360º cadeirante

Gente, sumi. Mas tudo tem uma explicação! Quem acompanhou o Instagram ou a Fan page sabe onde eu estava! Fui à caça de novas maneiras de aprimorar meus treinos. E vocês embarcam junto comigo nessa, porque eu faço, mas passo tudo pra todo mundo fazer também.

O treinamento funcional está em alta, devido aos resultados que ele traz. Não to falando de resultados estéticos, ok! Estou falando de resultados físicos.

Eu já tinha ouvido falar do CORE 360º  há bastante tempo. É um método criado para atender a praticantes com diferentes níveis de condicionamento físico, dos 8 aos 80 anos, para servir a atletas profissionais, indivíduos comuns e ainda auxiliar na prevenção de lesões.  Eles enxergam que, por mais parecidas que sejam as pessoas (altura, peso e objetivo), cada uma tem uma particularidade que precisa ser trabalhada de forma individual durante os treinos. 

Esse método maravilhoso é muito eficaz em vários aspectos (como não sou da área da Educação Física, sou muito leiga pra dar informações técnicas). E em toda sua sabedoria, compaixão, amor, inteligência e empatia, Artur Hashimoto, um dos primeiros treinadores do  CORE 360º, adaptou o método para nós, cadeirantes. 

E estava, desde que ouvi falar dele, procurando esse  homem ocupado e ímpar, mas cheio de boa vontade com a gente! E nessa semana, consegui passar uns dias aprendendo muito com ele. Farei um resumão aqui no blog e postarei alguns vídeos no youtube (espero que dessa vez funcione) do essencial e de alguns exercícios. Pois, como o próprio método defende, o trabalho é individual e, com certeza, há alguns exercícios que eu consigo fazer e outros cadeirantes não, e alguns exercícios que muitos conseguem e eu não (como aconteceu lá, quando eu vi o Mateus treinando e  ele fez algo que eu não consegui).

1622192_799506250060063_8560655022816879339_nA primeira coisa que devemos fazer quando começar o treino do dia é AQUECIMENTO! Pode ser numa handbike (algumas academias tem simulador), girando um bastão no ar (como eu fiz com o cabo da vassoura no primeiro post de atv física) ou qualquer outra atividade aeróbica, feita com moderação e por uns 10 minutos. (Eu fiz no remo e amei, apaixonei, enlouqueci! Quero um trem desses na minha vida!hahahahaha)

Depois de aquecer, temos que fazer a ATIVAÇÃO DO CORE. Nessa parte, precisamos de ajuda! Pode ser com uma bola ou um bastão. Segure a bola (de preferência daquelas grandonas, que as academias usam) e  o que a outra pessoa precisa fazer é empurrar  e puxar levemente a bola (não é pra gente quase cair da cadeira, pelo amor de Deus!! Todo mundo sem roxo no braço e com todos os dentes na boca depois de fazer isso, por favor!). Não deixe os braços dobrarem e tente não ficar indo pra frente e pra trás com o corpo. Fazemos a força no abdome (por isso a pessoa tem que ser sutil e fazer algo leve) – sim, dá pra tetra treinar isso e melhorar!! Depois, faça isso pros lado também.

10155484_799510106726344_9016758416603718140_nApós essa ativação, alongue-se! É importante! Alongue bem braços e costas (pode ser na cadeira mesmo). – Olha o urubuzão, toda de preto!!!

Depois disso, comece a treinar. Os exercícios que fiz na musculação foram direcionados pra mim, pro meu caso específico e pro meu tipo de lesão. Mesmo assim, eu compartilharei alguns no decorrer da semana (se  o youtube não colaborar de novo, posto aqui mesmo).

 

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Pra quem quiser mais informações sobre o método  CORE 360º, o site deles está aqui: http://www.core360.com.br

Bóra treinar, meu povo!!!

08
maio

6

Wings for Life World Run

Gente, imagino que vocês estivessem loucos pra saber os detalhes da corrida e eu fiquei enrolando pra escrever! Na verdade, é tão difícil sintetizar tudo, mas eu vou tentar!

Primeiro, vou explicar o que é a Wings For Life World Run. Essa é uma corrida mundial, quando atletas de 34 países correm simultaneamente ao redor do mundo. Ela não tem linha de chegada. Na verdade, a linha de chegada persegue você (através de um carro que é o “tapete” que bem conhecemos). O percurso tem 100km, e você corre até esse carro ( que saiu 30min após a largada e anda a 30km/h)  te alcançar. Depois disso, a organização te leva até a arena, onde há as tendas de assessorias, banheiros, lanche, massagem. 100% de tudo o que foi gerado no evento vai ser revertido para a Fundação Wings for Life, que financia a pesquisa para a cura das lesões de medula. Esse foi o primeiro ano da corrida no Brasil e aconteceu em Florianópolis.

No sábado, como é de costume em qualquer corrida, fomos retirar os kits. O local da arena era lindo e quando chegamos, não havia fila.

20140503_145856Nessa viagem, fomos em 3 amigos: Fernanda Balster, Paulo Cesar e eu. Depois de pegarmos nossas sacolinhas e tiramos algumas fotos, um cadeirante veio nos chamar pra  “trocarmos uma ideia sobre a prova”. Quem era? Jaciel Paulino, tetracampeão da Sao Silvestre. Ele precisava trocar ideia conosco, reles cadeirantes mortais? Não! Ele é o melhor! Mas em toda sua humildade, veio nos convidar. Fizemos um grupinho, conversamos sobre a prova, demos risada.Depois, o trio parada dura (Fer, Paulo e eu) fomos almojantar, porque ainda não tinha dado tempo de fazer isso.

20140504_065953Nem preciso falar que eu não dormi, né?! Adrenalina pura, doida pra amanhecer o dia! Amanheceu e…Vento! E todo mundo sabe que vento e Danielle são duas coisas inversamente proporcionais. Antes de começar a prova eu parecia um urubuzão, toda de preto, cheia de blusas e casacos. Foi dada a largada do pessoal que anda e nós tínhamos que esperar 1hora pela largada dos cadeirudos. Aí, foi só festa! Fotos, risadas, zoeira, quem não se conhecia foi virando amigo…foi uma delícia! E eu já estava sem blusa de frio, no vento, arrepiando os pelos dos braços e com o meu bichinho do “ham ham”.

Explicaram que, no nosso caso, o carro não nos perseguiria. Nós iríamos atrás dele. Assim que o primeiro cadeirudo alcançasse o carro, esse parava, todos nós daríamos a volta nele e voltaríamos pra largada (nossa linha de chegada). Todo mundo gritando “corre Jaciel”, pra ele parar o carro e nós não precisarmos morrer em 20km ou mais!

10170957_619183888173207_3797536220335781796_nPediram pra nos posicionarmos em frente à largada! Que sensação maravilhosa! Veio a busina e todos nós saímos juntos! Depois de passarmos pelos fotógrafos, já era. Jaciel distanciou de todo mundo, na caça ao carro. Logo, Fernando Fernandes, que também usava uma cadeira esportiva de alto rendimento, abriu. Paulo e mais um moço também abriram. O resto da galera foi indo num ritmo meio parecido.

20140504_091617Vou confessar uma coisa feia! Mas engraçada. As meninas que me perdoem, por favor! Mas dei uma olhada nos braços delas e disse pra Fer : “Não sei se elas treinam. Elas que não vão chegar na minha frente.” Se a Aline Rocha tivesse ido, eu nem iria me esforçar tanto. Mas já que ela não foi…rs

O percurso não foi muito fácil, pois o asfalto era bem em U e não tínhamos onde andar direito pra cadeira não bater no meio fio. Era aquele sufoco de tocar a cadeira com uma mão e segurá-la com a outra. Nem no meio da rua dava pra acelerar muito. A maioria da galera passou a prova inteira costurando a rua, procurando os locais com menos desnível.

O mais legal era, quando eu passava pelos meninos, ouvir: “Ta forte, hein menina” ou “me espera”.  Sinal de que os treinos dão mesmo resultado! Musculação, tocar a cadeira na rua, tudo isso é essencial. Fui mesmo passando por alguns meninos. As meninas, eu nem via mais…

Quando eu estava feliz e contente, adivinhem! Lá vem o Jaciel voltando! Mas já??

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Um pouco atrás dele veio o Fernando. E mais atrás um pouco, o Paulo, que era o terceiro colocado na prova e o primeiro que estava correndo com a cadeira do dia a dia.

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Eu passei um pouco de frio na ida. E dei uma fervida na volta, porque não transpiro. E essa de “toca a cadeira com uma mão e segura com a outra” destrói os braços. Lembrei que depois da Meia Maratona da Corpore, eu não conseguia levantar os braços nem pra lavar os cabelos.

A Fer foi comigo a prova inteira, conversando, tirando fotos, pegando água…

Aí, quando eu menos esperava, lá estava a linha de chegada. Mesmo com o desnível do asfalto, tentei dar um sprint final. Só tentei! Aí, passei pela faixa, todo mundo gritou e a moça falou no microfone que eu tinha ficado em primeiro lugar. Desci do salto, gritei, coloquei a mãozinha no joelho e fiz um passinho de funk (não me julguem).

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Cada um que chegava era a maior festa! Depois veio a premiação e as fotos finais. E aquela sensação de dever cumprido! De ter ido, de ter participado dessa causa tão importante pra nós, de ter dado meu máximo, de ficar feliz em ver cada um, uns que nunca tinham corrido, ali se superando.

Fomos pra arena e eu segurando meu troféuzinho como se fosse ouro. Na verdade, pra todos nós, lesados medulares, aqueles troféus (o meu, o do Jaciel, do César Miguel e da Ana Lídia) valem ouro mesmo. São o primeiro passo que o Brasil deu, no apoio à luta pela cura da lesão medular.(Brasil não é o governo, viu gente! São as empresas que ajudaram, os atletas envolvidos na organização e participação, etc)

Camera

Meu troféu não é só meu. É de todos nós, cadeirantes, que todo dia nos esforçamos pra melhorar, nem que seja um pouquinho, em todos os aspectos da nossa vida e que buscamos, incansavelmente, a cura. Trazer essa prova pro Brasil é trazer essas pesquisas pra mais perto de nós.

Meu apelo, pra variar, é que todos os cadeirantes pratiquem uma atividade física e agreguem  saúde e qualidade de vida nos seus dias. E peço que, ano que vem, estejam correndo conosco (vocês tem um ano pra se preparar). Peço também pra que mais atletas andantes participem dessa prova tão importante pra nós.

Porque não vamos parar de correr, até encontrar a cura!

 

PS -Todas as fotos do evento vocês encontrarão já já na fan page do Blog, no Facebook. É só digitar “Blog Dani Nobile” na busca.

29
abr

12

Exercícios abdominais – parte 1

Eu prometi e vou cumprir! A partir de hoje teremos vídeos de atividades físicas aqui no blog!

Eu resolvi começar pelos exercícios abdominais por um único e simples motivo: cadeirantes precisam melhorar o controle de tronco (especialmente quem tem lesão alta, como eu). E não há jeito melhor do que fazendo abdominais! E pra quem segue o blog e não é cadeirante, pode aproveitar pra começar a treinar ou variar seus exercícios.

Eu comecei, lá no Sarah, no ano passado, por incentivo do prof Fred. Eu ria, porque não conseguia elevar o tronco nadinha do chão. Nada mesmo! Vocês notarão no vídeo que eu melhorei bastante, mas ainda não consigo elevar muito. Porém, eu não desisto! Continuo fazendo pra melhorar mais!

Pesquisei bastante pra escrever um trechinho sobre a importância dos abdominais no corpo de qualquer pessoa, seja ela cadeirante ou andante. E a explicação mais fácil de entender que eu encontrei foi do Márcio Atalla, famoso por participar do Medida Certa.

Segundo ele, um abdômen bem trabalhado melhora o equilíbrio postural, dá uma maior sustentação das vísceras (ou seja, melhora nosso pânceps de tetra), aperfeiçoa a respiração, previne contra traumatismo e também evita a diástase (fenômeno que separa as extremidades do músculo abdominal). Além disso, somada à uma boa alimentação e à prática de exercícios aeróbicos, melhora a capacidade de digerir alimentos. Quem garante é a Sociedade de Gastroenterologia da Austrália.

jorginhoEntão, vamos começar! Nesse vídeo eu fui orientada pelo educador físico Jorge Norberto, da Companhia Athletica aqui de Ribeirão. No vídeo eu faço abdominais segurando uma anilha de 5kg. Mas a postura pra quem vai começar o treino sem peso é a mesma. Se você for fazer sem peso, pode colocar as mãos atrás da cabeça. Eu também apoiei um joelho no outro e minhas pernas ficam dobradas. Se não dá pra dobrar as suas, não tem problema! Deixe-as esticadas! Eu faço 3 séries de 15 repetições cada.

https://www.youtube.com/watch?v=41fqn68fKXA

Eu fiquei 3 semanas sem treinar direito e perdi todo o trabalho abdominal que eu tinha conseguido! Agora, voltei a treinar e lanço um desafio! Estou recomeçando! Que tal você começar também?  Assim podemos ter resultados juntos! 😉

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