03
nov

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Entenda a Campanha #VemComADani

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Gente, estamos na reta final da Campanha e tenho recebido muitas perguntas sobre ela. Esse post é uma forma de explicar tudim e deixar tudo transparente pra todos vocês, que tem me ajudado com tanto carinho!

Por que eu preciso de uma handbike nova

A minha handbike é de ferro. Ela pesa 3x mais do que a hand de alumínio, usada pelas outras atletas. Além disso,  ela não atende às especificações da UCI (Federação Internacional) pra grandes provas internacionais. Com a minha handbike atual, não posso participar de provas internacionais oficiais, nem de paraciclismo, nem de paratriathlon.

Recompensas

As recompensas são uma forma de agradecer a cada um pela ajuda!

O site que hospeda a campanha exige que a gente dê nome a cada uma das recompensas. E eu daria nome de que? De provas de corrida, claro! Lembrando que as recompensas são cumulativas. Então, a última recompensa (A corrida mais longa, a ajuda de valor mais alto) recebe todas as recompensas dos valores acima!! Quanto mais você doar, mais recompensas ganha.

A Corrida da Caixa foi minha primeira prova da vida, em 2009. Não dava pra começar a dar nomes às recompensas, e deixá-la de fora! Aqui, a recompensa é  o seu  nome na lista que publicarei aqui no blog, ao final da campanha.

Meia Maratona do Rio – foi a minha primeira Meia, em 2010! Escolhi o nome da prova pra segunda recompensa. E essa é um cartão que escreverei a mão, pra cada pessoa que escolher contribuir aqui.

Revezamento Bertioga-Maresias foi minha última prova em pé! Uma prova muito especial e inesquecível! A recompensa aqui, além das acima, é um moleskine personalizado, pra você anotar todos os seus gastos com provas e ver se dá pra fazer mais uma inscrição!rsrs

A Golden Four é uma prova especial, pois eu esperei pra corrê-la por 3 anos (quem me acompanha sabe de toda a história) e aqui, além das recompensas acima, vem uma camiseta de corrida 🙂

A Maratona de NY é um sonho pra todo corredor, inclusive pra mim! Era pra ter feito esse ano, mas com a minha handbike atual, e com o dólar nas alturas, não deu. Se você escolher colaborar na recompensa desse nome, vc ganhará um mês de planilha personalizada da Fun Sports. Se você já corre, uma ótima oportunidade de melhor seu desempenho com a ajuda dos meus treinadores. E se você não corre, nem caminha, e ta morando na preguiça, taí sua chance de sair do sofá e começar uma atividade física orientada por profissionais. É só contribuir no valor dessa recompensa!

O Circuito do Sol é uma das recompensas mais legais, porque aqui você vai mesmo ganhar uma inscrição de corrida! Além de ganhar a camiseta e a planilha personalizada da Fun Sports (e todas as demais recompensas acima), você ainda poderá escolher uma das etapas do Circuito do Sol em 2016! Organizada pela O2, essa prova acontece em 4 cidades diferentes, então você pode escolher a que fica mais perto de você ou a que você quer conhecer. E se você for empresário, pode sortear a inscrição entre seus funcionários e incentivar o esporte e a qualidade de vida dentro da sa empresa!

A recompensa Maratona de Boston  leva esse nome por ser tão especial pra todos os corredores. Afinal, todo mundo quer índice pra estar lá! E se você contribuir no valor dessa recompensa, além de todas as acima, eu ainda irei até você, pra dar a palestra Por Uma Vida Saudável Sobre Rodas, na sua empresa ou na instituição que você escolher. Adequada a todo tipo de público, eu falo o que eu aprendi nesses 3 anos de cadeira e como isso pode ajudar você na vida pessoal e profissional. Além disso, falo como a corrida salvou minha vida 3 vezes e como a atividade física influencia nossa vida em todos os campos. Deve ser uma palestra boa, porque quem assiste bate palma no final rsrsrs

Comrades.  A recompensa leva esse nome pois é uma ultramaratona, uma prova desafiadora e recompensadora. O valor da doação condiz com isso, pois a recompensa é eu estampar o nome da sua empresa na handbike nova e leva-la comigo pra onde eu for, mostrando que você, empresário, apoia o paradesporto e uma atleta que se esforçará pra levar sua marca pro degrau mais alto do pódio!

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Valores

A Campanha toda está no valor de 35mil reais. A que se destina?

A handbike de alumínio que será comprada, é da marca Top End, modelo Force RX. Ela é americana e custa 5,5 mil dólares. Então, transformamos esse valor em reais. Além disso, ainda terei que arcar com as taxas de importação, que infelizmente não são baixas.

Ainda, o site Kickante cobra a porcentagem deles pra hospedar a campanha. Atingindo ou ultrapassando o valor de 35mil reais, o Kickante cobra 12% do valor.

Caso eu nao atinja os 35mil até o fim do prazo, eles cobram 17% do valor, pra eu retirar o que foi arrecadado.

Ou seja, o melhor negócio é bater ou ultrapassar a meta, pra que paguemos uma taxa menor pra eles!

Se sobrar dinheiro

Me perguntaram: “Dani, e se conseguirmos ultrapassar os 35mil? O que você vai fazer com o resto do dinheiro que sobrar?”

Bom gente, como vocês sabem, meu esporte é o triathlon! Usamos a handbike pro ciclismo e a cadeira de atletismo na corrida. E eu não tenho cadeira de atletismo! Eu uso uma emprestada, da equipe de Taubaté, que é de ferro e eu só posso pegar em dias de prova. Ou seja, eu não treino a corrida!

Se sobrar dinheiro, eu vou guardar pra comprar essa cadeira! Também será de alumínio, da marca Top End, a mesma marca da handbike. O valor da cadeira é 3,5mil dólares.

O que você vai fazer com a handbike que tem hoje?”

Essa foi outra pergunta que eu ouvi. Perguntaram “por que você não vende e coloca o dinheiro na campanha?”

Pelo simples fato de que eu ganhei a minha handbike atual! Ela vale 2mil reais. O combinado era eu devolver pra quem me deu, assim que eu conseguisse uma hand melhor. Assim, eles poderiam dar pra outra pessoa.

Porém, conversando com eles, decidimos fazer o seguinte:

Pernas

Todos sabem que eu sou madrinha do Projeto Pernas de Aluguel. São corredores voluntários que empurram crianças deficientes nas provas de corrida. Eu vou doar a handbike pro Pernas! Assim, eles poderão rifar. Com o dinheiro da rifa, poderão comprar mais triciclos, pra levar mais crianças pras provas. E assim, um cadeirante que não tenha condições de comprar uma handbike igual à que eu tenho hoje, poderá ganhá-la na rifa, tendo pago muito menos, ou ainda ganhando de algum amigo que comprou a rifa pra ajudar.

Me ajudando a ter a minha handbike nova, você poderá ajudar muito mais gente!

Já pensou nisso?

Quer colaborar? Clica aqui!

http://www.kickante.com.br/campanhas/vem-com-dani-0

E se você ainda não assistiu o vídeo da campanha, é só clicar lá no kickante mesmo, ou assistir por aqui  🙂

 

03
dez

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Copa Brasil de Paraciclismo e Campanha #saidosofa

Gente, demorei pra escrever porque minha viagem de volta foi muito desgastante fisicamente. Mas cá estou, pra contar tudo de maravilhoso que ocorreu durante esse final de semana.

Tudo começou quando eu ganhei a handbike, em junho (se você quer saber como foi, leia aqui http://daninobile.wordpress.com/2014/06/02/1-fim-de-semana-1-monte-de-presentes/), os cadeirantes do paraciclismo começaram a me mandar mensagens, me convidando para conhecer esse esporte. Mas, eu amo a corrida de rua, principalmente as meias maratonas (novidaaaaaaaade!!! dessa ninguém sabia) e eu só pensava nisso. Não queria saber de outro esporte. Em outubro, quando fiz minha inscrição pra Adidas Boost Endless, no RJ, meu amigo paraciclista Dado Camara, disse que ao invés de ir pra essa prova, eu devia ir pra Curitiba, na Copa Brasil de Paraciclismo, pois isso seria melhor pro meu futuro no esporte. Mas eu já estava com tudo pronto e a caminho do Rio.

Na volta, um colega de Taubaté começou a fazer a lavagem cerebral em mim!hahahaha  O Eduardo fez que fez, me convencendo a todo custo, com uma ajudinha do Fred Carvalho e do Dado, pra que eu fosse pra Rio das Ostras. Mas, eu tinha acabado de chegar da Golden Four Brasília. Eu não tinha um centavo de peso (que vale 5x menos que o real)  pra fazer essa viagem. Então, resolvi postar no facebook, perguntando se alguém sabia de algum empresário que gostaria de me patrocinar nessa prova. Na mesma hora, duas amigas me enviaram a mesma mensagem: faça uma vaquinha on line! Pensei, repensei e montei a vaquinha. Ao ver o link, alguns amigos começaram a compartilhar e outros a contribuir com o que podiam, pra me ajudar a ir. A união faz a força e eu já estava achando que iria conseguir ir mesmo! Então, o Eduardo me deu as instruções pra me Federar e me inscreveu pela Equipe de Ciclismo de Taubaté.

Ao ver a vaquinha on line, um empresário resolveu me patrocinar nessa prova. E entrou em contato com outro. Essas empresas são a HVex e Pando. E eu não tenho como agradecer por isso!! Uma amiga, a Mônica Santiago, também resolveu me ajudar com as passagens. Minha gratidão a eles é infinita, pois me possibilitaram ir pra la, arcando com alguns custos que não seriam cobertos pela Federação e pelo Comitê. Aí, vi uma luz no fim do túnel. Vi que, além de participar da minha primeira prova de Paraciclismo, ainda iria sobrar dinheiro pra comprar as passagens pra ir pra Volta da Pampulha, em BH, no dia 7 de dezembro (e agora, também vou pra Taubaté, em outra prova de Paraciclismo, dia 14 de dezembro, com  o mesmo dinheiro. Sim, gente, eu sou econômica! Segurei as pontas e o dinheiro vai dar!!! Obrigada a todos!!)

Totalmente sem ideia do que iria acontecer e de quantos km eu teria que correr em 2 dias de provas, pois ainda não tinha minha classificação funcional, meus treinadores da Fun Sports mudaram totalmente meu treino, pra que eu pudesse rodar um pouco mais na hand, em 2 semanas.  Sofrimento foi fazer 1h30 de rolo, na quarta, véspera da minha viagem. (O rolo é necessário e imprescindível na minha vida. Mas ainda não aprendi a amá-lo! Vocês já sabem disso também). Meus pais vieram embalar a hand pra mim. E na quinta, na cara e na coragem, sem saber o que me esperava, parti pro RJ.

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Chegando no aeroporto, o João, da Federação de Ciclismo do Estado do RJ, já estava me esperando. Ele me levaria pra Niterói, onde eu ficaria no alojamento da Federação, gentilmente cedido aos atletas de outros estados, esperando ir pra Rio das Ostras na sexta bem cedo. Como o carro não tinha som, eu e o João passamos um bom tempo rindo, falando do Rio, das provas, do esporte. Chegando lá, fui recebida com muito carinho pelo Claudio e pela Sarita.

Pensei que ia dormir cedo, mas… no no no (cantem no ritmo da Amy). Meia noite chegaram mais atletas. E minha noite de sono virou uma noite de muito papo alegre até 3h da manhã, quando eu, delicadamente, com meu jeito Fiona de ser, falei pra todo mundo dormir. 5h da manhã chegou o caminhão pra levar as hands e nossas cadeiras de rodas. 7h da manhã foi o fim do semi-sono. Café da manhã e partimos pra Rio das Ostras. Eu brinquei de bater a cabeça no vidro a viagem inteira, dormindo e acordando. Espero não ter dormido de boca aberta, nem babado.

Não tenho a menor ideia de quanto tempo levamos. Acho que umas 2h30 a 3h. Eu acordei já na entrada de Rio das Ostras. Vou resumir essa parte da minha chegada, senão vou levar uns 3 parágrafos contando até o momento que eu, finalmente, entrei no quarto. Válido é dizer que, enquanto eu esperava “me acharem”, porque a Equipe de Taubaté estava num hotel e eu no outro, eu encontrei a Jady (que desde que nos conhecemos em 2013, me chama pro Paraciclismo) e o Ulisses. E, em uns 30 minutos de conversa, pude aprender muita coisa sobre handbike, com essas duas feras.

No caminho do almoço, fui parada por um moço. Era o Guto, técnico da equipe de Taubaté. Ainda não tínhamos feito contato, pois ele estava viajando com atletas de Taubaté de outras modalidades paradesportivas. Após o almoço, ele ficou comigo, esperando minha vez de passar pela classificação funcional.  Enquanto aguardávamos, o Guto me explicou muitas coisas importantes sobre o esporte profissional, como funciona a distribuição de vagas das modalidades e classes, dentro de Campeonatos Mundiais, Paralimpíadas e Parapan. Nada disso eu sabia. A conversa foi super esclarecedora.

Entrei pra ser avaliada e fui classificada como H2. (Se você quiser entender melhor como isso funciona, entre nesse link http://www.cbc.esp.br/default/admin/arquivos/Para-ciclismo%20-%20Artigo%20Classifica%C3%A7%C3%A3o%20Funcional.pdf ). Na saída, encontrei o Mauro, meu amigo de SP, que também estava estreando no Paraciclismo e ia fazer sua classificação. Ele, o Leandro,  amigo do Mauro, A Jady e o Erick, irmão dela, foram grandes parceiros nessa viagem.

Após confraternizar com todos os atletas e técnicos no jantar, fui milagrosamente deixar tudo pronto para o dia seguinte.

1512307_10205565924967186_3153541964552178363_nNo sábado, foi a prova de estrada. Na classe H2, eu teria que dar 9 voltas no percurso, totalizando 19km. Porém, a regra é clara! Quando o primeiro atleta passa pela linha de chegada, os demais atletas daquela classe, sejam homens ou mulheres, ja param de correr. E eu, essa franga com whey, toda atrapalhada com a novidade, vendo a galera das classes H3, H4 e H5 pegando vácuo, olhando pra tentar aprender, toda destrambelhada com o câmbio desregulado e toda tartaruga…não consegui ser rápida o  bastante pra acompanhar os meninos e completar as 9 voltas. Fiquei devendo umas voltinhas.Tenho que treinar mais!

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Durante a prova, aprendi muito! Observava os outros atletas e seu posicionamento na hand (tudo bem que a deles é mais leve que a minha…), a Jady emparelhou comigo e me deu várias dicas. Ela até tentou me ensinar a pegar vácuo, mas eu não consegui acompanhá-la nas duas primeiras pedaladas!! (eu = franga!). Os meninos, até seus técnicos, me gritavam na primeira volta, pra eu mudar as marchas. E o Guto, posicionado estrategicamente em uma das curvas, também me gritava cada vez que eu passava, pra fazer isso ou aquilo, dessa ou daquela maneira. Na curva oposta à que ele estava, eu quase capotei uma hora (igualzinho aconteceu em Brasília) e também eu e Fred quase trombamos, nessa mesma curva, voltas depois. É muita adrenalina! uhuuuu E eu saí linda, maravilhosa, com a marca de sol da blusa no braço hahahaha

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Eu vi que não entendo nada de ciclismo e de bicicleta! Mas nunca é tarde pra aprender! IMG-20141130-WA0009Eu acabei aquela prova extremamente feliz! Claro, com toda a endorfina liberada pelo exercício, não poderia ser diferente. E ainda saí com minha primeira medalha de ouro no Paraciclismo! Não fiz na frente de ninguém, mas chorei sozinha depois, enquanto tomava banho. O treino é de menininho, mas o coração é de menininha mole com TPM. Passou um filme na minha cabeça. De tudo que aconteceu do acidente até agora e tudo que eu já conquistei, sempre apoiada e amparada pela família, pelos amigos, e até por gente que nunca me viu, mas colaborou pra eu ter chegado até ali.

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Depois da premiação, do banho, do almoço, e de um pouco de descanso, o Guto foi regular a minha bike. Eu observei, sei onde mexe, mas obviamente, não sei fazer! E no dia seguinte, descobri que depois que eu fui dormir, ele ainda regulou outras coisas, como o freio!rs  O resultado disso eu conto depois.

IMG-20141201-WA0024Domingo! Eu nunca tinha feito duas provas em dias consecutivos. Na minha concepção de olhar o céu, ia fazer sol! Mas como meteorologista, eu sou uma ótima cozinheira. Choveu! Ainda bem que eu fui de calça! Nesse dia, era a prova de contra relógio. A cada 1 minuto, larga um atleta. A gente só sabe o resultado depois que todo mundo terminar e e a organização revela quem deu a volta mais rápida em cada classe. Na minha, seriam 3 voltas. A todo vapor, o mais rápido que meu cansaço do dia anterior e da TPM no pico do Everest permitissem. E nesse dia, eu estava cheia de espasmos nas pernas.

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Fazemos uma fila, na ordem que a Federação determina, e esperamos nossa vez de largar. Já começou a chuviscar aí. Mas na hora que eu comecei a correr, a chuva apertou! E eu uso lente de contato. Apesar de estar de óculos de sol e ele proteger um pouco os olhos da chuva, a água entrava por todos os lados e minhas lentes começaram a boiar nos olhos. Eu tinha medo de piscar e elas saírem. Cheguei a dar umas pedaladas de olhos fechados. Eu não sabia o que era pior. Eu só sentia aquele monte de água na roupa e no rosto. As únicas coisas que eu queria eram: a lente não pular pra dar uma nadadinha no asfalto e não sentir dor neuropática por causa do frio.

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Como o Guto regulou a minha handbike, a minha velocidade média aumentou tanto do sábado pro domingo, que quase dobrou! Maaaas, comparada à Jady, que é H3, ou aos meninos H2, ainda continuo uma franga com whey! Eu não tinha muitos parâmetros, pois como a largada é individual, você realmente não sabe quem é o mais rápido. Eu mirava alguns meninos da H1, que largaram antes de mim, e tentava ultrapassá-los, ou pelo menos alcança-los.

Continuou chovendo muito depois que eu terminei a prova. Só parou um tempão depois. Mas ainda tinha atletas na pista. E depois que terminasse a prova de Handcycle, ainda tinha o pessoal da Tandem (deficientes visuais e seus guias) e o pessoal da classe C, que pedalam bikes convencionais, mas que tem algum tipo de deficiência. No começo, eu estava bem. Tirei a blusinha de ciclismo que estava 1425506_909842549026432_5598528202990616210_nensopada, e coloquei um casaquinho. Mas a calça e o tênis continuaram ensopados… E eu fui gelando, gelando…1hora depois eu não estava aguentando de dor. Voamos pro hotel onde parte dos atletas estava hospedada (não o que eu estava), tomei um banho quente num quarto emprestado, peguei roupas emprestadas (dos meninos! Imaginem como eu estava Diva) e voltamos correndo pra tentar pegar minha medalha e ainda ver os outros atletas serem premiados. Cheguei nos 47 do segundo tempo. Mas peguei minha segunda medalha de ouro no Paraciclismo.

Esse final de semana foi de muito aprendizado e muito esclarecedor pra mim! Resolvi que representarei Taubaté em 2015, não só no paraciclismo, mas em outras modalidades esportivas. Não vou parar com as meias maratonas, porque corrida é minha maior paixão! Mas vou ter que conciliar umas 5 ou 6 que quero fazer, com as outras modalidades esportivas mais específicas para cadeirantes, inclusive o Paraciclismo.

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Depois da prova, eu e a Jady decidimos iniciar uma Campanha pra trazer mais meninas pra esse esporte tão gostoso! Chamamos a Campanha de #saidosofa . Temos vagas pra meninas tetras (por favor, venham!!) e paras, em todas as classes. Não vou dizer que vamos encher o paraciclismo de rosa, porque eu gosto é de azul! Mas vamos dar um colorido especial pra esse esporte predominantemente masculino. Gatinhas de rodas, seja qual for a sua lesão, você pode pedalar com a gente. Se você procura um esporte, encontrou! Eu e a Jady fizemos posts nos nossos facebooks e fan pages, nos colocando a disposição para quaisquer informações. Nossos técnicos, Guto e Thiago, também estão à disposição.  Também queremos incentivar os meninos, claro! Mas o nosso foco agora, é trazer meninas pro ciclismo. Se você nunca experimentou uma handbike, fale com a gente, pra dar uma voltinha e ver se você gosta! E se você, cadeirudo, tem uma amiga cadeiruda que ta meio paradinha em casa, manda ela conversar com a gente! Estamos esperando vocês pra correr em 2015, meninas!! bjss

Ah..se você quer ver um pouqinho em vídeo, tem reportagem no G1 do RJ!!  http://globotv.globo.com/inter-tv-rj/rj-inter-tv-1a-edicao/v/rio-das-ostras-rj-recebe-copa-brasil-de-paraciclismo/3802421/

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