22
jul

1

Athenas 16k e Pernas de Aluguel

Gente, é muita emoção pra um post só! Mas vou segurar as lágrimas e contar pra vcs como foi minha corrida Athenas 16k com o Pernas de Aluguel.

Pra quem acompanha o blog sabe que essa história começou ha 1 ano atrás, laaaa na Golden Four SP. No pós prova o Edu Godoy me parou pra perguntar se eu usava minha cadeira de uso diário pra correr. Eu expliquei que essas cadeiras não são  permitidas pelas organizações de prova, por motivos de segurança, mas que eu uso a handbike, que ele nunca tinha visto. Mostrei pra ele e expliquei como funciona. Mas ele me disse que uma hand nao daria pra ser usada no caso dele. O Edu é voluntário na Instituição Rainha da Paz e, inspirado na história de Dick e Rick Hoyt,  gostaria de levar as crianças do Rainha pras corridas. Mas elas precisariam ser empurradas. Então falei pra ele dos triciclos. Apresentei o Edu pra Fer Balster, falei do Itimura e da empresa que fez a minha hand e que faz os triciclos que ele precisava.

Pronto! A partir desse dia, o Pernas de Aluguel entrou definitivamente na minha vida!

Minha alegria ficou gigante quando, em outubro, o Pernas conseguiu fazer sua primeira prova. Infelizmente eu não pude pernas-de-aluguel-4estar la, mas publiquei aqui no blog uma entrevista com  o primeiro atleta cadeirante do Pernas, com a família e a equipe do Rainha. (Quer ler? Clique aqui  http://daninobile.com.br/pernas-de-aluguel/ ).

O tempo foi passando, o Pernas foi crescendo, mas eu nunca conseguia ir em nenhuma prova com eles. É logística e grana demais sair de Ribeirão com a hand pra fazer uma prova de 10km em SP. E nas provas longas deles, eu estava competindo.

Há 1 mês e meio atrás eu comecei a batalhar minha inscrição da Athenas 16k, pra poder estar com o Pernas e dar uma treinadinha pra Golden Four. Mas, eu não consegui me inscrever… Porém, nos 45 do segundo tempo, a família Pernas me presenteou com a inscrição! Isso foi na quarta-feira, pra prova ser no domingo. Pergunta se eu ia faltar. Nem morta!

E la fui eu, no sabadão, toda ansiosa pra reencontrar o Edu na rodoviária, após 1 ano! Pois é! Nos falamos todas as semanas nesse tempão, e cresceu uma amizade verdadeira nesse período. Mas só fomos nos ver nesse dia tããão especial. Eu chorei muito quando ele me disse que era o Pernas que me deu a inscrição.. Cachoeira aberta mode on já começou aqui.

De la, partimos pra casa da Vivi Bogus, que não só me hospedou, como aceitou carregar essa mala de rodinhas que voz fala, mais a minha filha gigante (a hand) pra prova. Nem preciso dizer que não dormi de ansiedade. Mais de meia noite e a doida, que tinha que acordar 4:40, tava fazendo snapchat kkkkkkk

Enfim, chegou o grande dia. E a emoção começou a vucuvuzear em mim assim que chegamos na área das tendas e vi aquele mundaréu de gente, com a blusa do Pernas. Ali no meio, ja tinha um monte de amigos meus. Itimura, Pri, Sindo e mais um montão de queridos.

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Depois da reunião que o Edu faz pre-prova, três voluntários,  Marcelo e Andréa Calil  e o Daniel Arita, foram comigo e com a hand até a largada. Maaaas, porem, contudo, entretanto, todavia.. todo mundo sabe que eu não consigo fazer uma única corrida  sem emoção! Apesar de estar na tenda 45min antes da  largada, eu cheguei na largada faltando 1 min! O suporte de pé da hand tava desregulado. Só percebi quando sentei nela e minha perna pegou no pneu (de novo!!). A organização tentou atrasar a largada, mas não puderam esperar mais. Ao invés de eu la11696024_10207141146950747_2309325696470379553_nrgar na frente, eu larguei quase 4min depois! Imagina meu desespero! Os meninos ainda tentaram correr na minha frente, abrindo caminho. e tava bem devagar, porque realmente tinha muita gente e pouco espaço. Mas alguns corredores do fone de ouvido no último volume, não nos ouviam.

Depois de 1km, consegui atravessar a pista e comecei a ir do lado de quem tava voltando, bem encostadinha na fita. Logo, a elite me alcançou, mas como eu estava na contramão, eu não bati em ninguém. Desviei de volta pra pista da ida, pra passar no tapete de cronometragem e voltei pra contramão. Quando o fluxo diminuiu, porque o pessoal dos 8k começou a voltar, eu entrei na pista certa e ja havia bem pouca gente na minha frente.

Verdade seja dita, eu tive que parar uma vez pra puxar a mangueirinha do camelback, que ficara presa. E parei mais duas vezes pra arrumar meu pé, que caiu quando passei em buraco. Numa dessas vezes, o staff veio correndo pra ver se eu estava bem. Por isso eu adoro provas da Iguana! Eles realmente tem um staff excelente!

Comecei a voltar. O percurso é bem tranquilo. Poucas e leves subidas e vários falsos planos. Eu fui pra fazer tempo, mas a largada não me permitiu fazer como eu queria. Mas pula essa parte, gente! Na volta, eu já comecei a procurar o pelotão do Pernas, que estava indo. O combinado era eu fazer a minha prova e voltar pra terminar a deles com eles. Minha emoção foi gigantesca, quando vi aquele enorme grupo de corredores (mais de 50) e 7 cadeirantes, que estavam num posto de hidratação, me gritando e me aplaudindo. Nossa, chorei muito naquela hora!

Também tive apoio de muuuitos corredores, amigos e desconhecidos, que me gritavam, batiam palma. Eu amo demais a corrida! Os últimos 4km foram tensos, pois encontrei novamente a multidão dos 8k. E novamente, eu comecei a correr por fora da fita, na contramão de quem ia (mais ninguém!), pra não correr o risco de atropelar nenhum atleta. Engraçado é que, antes de eu passar pro outro lado da fita, tinha um atleta correndo muuuuito. Fizemos uns 2 km juntos. Quando chegou uma subidinha, eu diminuí, e ele ia na minha frente, pedindo passagem pras pessoas que estavam andando. Acredita que fomos xingados?! Juro! Quase surtei!

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Quando terminei os 16k, em 52minutos (tempo oficial no site da prova), tive que passar pela dispersão.  Fui a primeira cadeirante a terminar a prova, mas não tece pódio pra nós! Peguei minha medalha e voltei pra largada, por fora. O pessoal da organização pediu pra eu aguardar um pouco, pois havia muita gente chegando e eles não queriam ver nenhum acidente. Passados 40min, me liberaram pra voltar e encontrar o Pernas. Assim, fui na contramão de quem ia terminar a prova. Vários corredores me gritavam ” mas vai fazer de novo?”  rsrsrs

De repente, lá pelo km 4, eis que eu me debulho em lágrimas, vendo aquele grupo enorme vindo na minha direção! Mais de 50 atletas, 7 cadeirantes e um carrinho de bebê com nossa mascotinha Lully gritando “Vai Pernas”. Gente, foi demais! Pensar que há menos de um ano atrás, era só um sonho do Edu! Passei por trás deles pra fazer a curva e retornar. E comecei a acompanhá-los, cada hora ao lado de uma pessoa diferente, conversando com todo mundo e vendo a alegria dos cadeirantes. Foram momentos mágicos!

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No último km, a tradição é parar pra tirar uma foto. E pra juntar todo mundo ali?  Fechamos a marginal! Depois, partimos pro último km, todos se ajudando, dividindo água e isotônico. Os batedores iam à frente, pra avisar sobre buracos na pista e avisar os demais corredores que lá vínhamos nós.

11165225_915629005170725_2417092837237912170_nFaltando 50m pra chegada, as palmas altas começaram, e alguns cadeirantes, que conseguem caminhar com apoio, levantaram de seus triciclos e começaram a dar passos lentos, porém firmes e alegres, pra cruzar a linha de chegada. E eu de trás, olhando tudo da hand. Olhando a emoção dos pais, a emoção de quem assistia, a emoção do staff nos vendo chegar. Gente, foi lindo demais. É nessa hora que os ninjas invisíveis começam a descascar cebolas perto dos nossos olhos.  Espero, um dia, poder cruzar a linha de chegada assim com eles!

Terminada a prova e a emocionante entrega de medalhas, rola uma força tarefa pra atravessar a marginal e ir pra tenda da AP academia, que acolhe e ajuda o Pernas em todas as provas. Lá, ia ter outra surpresa! O Marco é pai do Marquinhos. Eles tem ido à várias provas com o Pernas, usando triciclos emprestados. E após a Athenas 21k, foi dia de o Pernas de Aluguel presentear pai e filho com o próprio triciclo deles! Aí foi emoção que não acabava mais! Veio ninja, veio samurai, veio China, Japão e Coreia inteiros descascar cebola perto dos nossos olhos.

Eu e o Edu nos emocionamos muito após a prova, por finalmente podermos correr todos juntos, pela primeira vez. Foi muito incrível! Indescritível! É assim uma corrida com o Pernas de Aluguel. Muita festa, muita risada, superação, amor, companheirismo, cuidado com o próximo. O Pernas já virou uma família. E eu sinto muito orgulho por fazer parte dela!

Se você quiser alugar suas pernas, ou doar para a aquisição de novos triciclos e pro transporte dos cadeirantes até as corridas, entre no site do Pernas e cadastre-se! http://pernasdealuguel.com.br/

 

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17
nov

13

Pernas de aluguel

Gente, primeiro vou pedir desculpas  por ter sumido do blog uma semana! Quem me conhece sabe que sou a pata tecnológica. E fiz o favor de cagar meu notebook de novo, não sei como! A assistência remota deu falência dos órgãos, mas meu cumpadre Bruno providenciou “a volta dos que não foram”  e salvou meu note, o blog, as fotos de corrida, os vídeos das minhas melhoras e tudo mais! ufa!!

Desde que fiz o blog, eu prometi uma sessão pra falar de outras pessoas, especialmente mas não necessariamente cadeirantes, e suas mudanças na vida, em busca de um estilo de vida saudável. Porque ninguém merece eu só falar de mim, de mim, de mim…Primeiro a coluna não tinha nome. Porque eu queria “Gente como a gente”, mas descobri que no blog da minha amiga Debs tem uma com esse nome também. Inclusive eu já apareci la! 🙂   Depois, eu pedi pra um monte de gente escrever algo pra eu postar. E as respostas eram sempre as mesmas: “deixa eu emagrecer mais um pouco”, “to trocando de nutricionista”, ‘”to mudando meu treino”…e a coluna ficou lá vazia, esperando uma inauguração!

E hoje, com muita alegria, inauguro a coluna Gente Saudável com o projeto Pernas de Aluguel!

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No dia da Golden Four SP, láááá em agosto, acabou a prova, eu passei pra minha cadeira de uso pessoal e fiquei lá, confraternizando com os amigos. Aí, um moço não parava de me olhar. Olhava pra mim, pra cadeira, pra cadeira e pra mim. Tinha um ponto de interrogação bem no meio da cara dele.  Dei oi e a pergunta dele foi “Você correu com essa cadeira?”. Conversamos e naquele dia que conheci um cara super especial chamado Eduardo Godoy.

O Edu é corredor há dois anos e meio e há 12 é voluntário na Associação Beneficente Comunidade Rainha da Paz, em Santana de Parnaíba, que cuida de crianças com deficiências físicas e mentais.  Inspirado pela história  de Dick e Rick Hoyt. (Postei um vídeo com a história deles aqui http://daninobile.wordpress.com/2014/03/19/historia-inspiradora/ ) o Edu decidiu dar a sensação de correr às crianças atendidas pela Associação e criou o grupo Pernas de Aluguel.

Do sonho pra realidade, o Edu demorou pra conseguir colocar a ideia em prática. Eu apresentei ele pra Fer (que tem muito mais experiência em corridas com triciclo do que eu) e falamos pra ele sobre a empresa que fez a minha hand e que faz os triciclos. A Fer os colocou em contato e também apresentou o Edu pra um grupo de amigos nossos, o Klabhia, que correm com seus filhos.

pernas de aluguel 2A primeira cadeira que o Pernas de Aluguel conseguiu, foi feita nas medidas da maior criança da Associação, para que pudesse ser adaptada e diminuída para atender outras crianças. Doaçoes de acessórios, como capacetes e itens de segurança foram conseguidos. E toda a equipe de profissionais do Rainha de Paz se reuniu para escolher quem seria o primeiro atleta a participar. O escolhido foi Wesley, de 23 anos. A corrida foi  a meia maratona do Circuito Athenas, dia 2 de novembro.

E eu, através do Edu, consegui conversar com o Wesley e a irmã dele, que estava junto na corrida, pra saber o que eles sentiram e qual a importância da corrida e do esporte pra eles. As respostas do Wesley da Silva Santos, que foram dadas através de gestos, foram transcritas pela irmã Cristina Cavalcante Lima dos Santos

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1) O que vc sentiu com a corrida?

Wesley, com gesto coloca a mão no peito’coração’ e depois abre os braços, com sorriso Largo …fala “gosto muito”. 

E fica agitado pra mostrar a medalha, quando faço a pergunta!
Convivemos com ele, essa reação de colocar a mão no coração é que amou.

2) vc gostou?

gosto muito

3) a corrida foi importante pra você?

Muitoooo barulho e faz sinal com o polegar de jóia!

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Agora  perguntas pra Cris, a irmã corredora.

1) o que vc sentiu com o evento?

Senti muita emoção, foi possível realizar o sonho dele. Foi um bombardeio de troca de amor fraterno entre todos. Uma experiência única, naquele momento ser uma colaboradora, emprestando as pernas para o meu irmão se sentir como todos. Foi emocionante. Não encontrei nenhuma palavra que expresse o bem que senti! Foi como receber uma benção muitoooo grande! E não quero deixar nunca mais de ser Perna de Aluguel kkkkkk Quero que outras pessoas, como meu irmão, sintam a felicidade que ele vivenciou.

2) Qual foi a importância da corrida pra você, com relaçao ao seu irmao?

 Eu vi meu IRMÃO muitoooo feliz por fazer parte do evento, nenhum momento vi sentimento de inferioridade.  Vejo isto de grande importância pra auto estima dele , a maneira como ele se vê! E é mais uma ferramenta pra usar na motivação do seu tratamento contínuo.

3) Você acha que foi importante pro Wesley? 
S.im Ele virou o assunto na família, amigos, vizinho.Ele quer mostrar a medalha, o vídeo pra todo mundo. Como já mencionei, fez muito bem pra sua auto estima!
Ele fortaleceu vínculo com as pessoas envolvidas ;pede pra eu repetir os nomes dos amigos que passam no vídeo.
Ele é muitoooo amoroso e ficou mais. ..
Quando ele conheceu um amigo que se chama Daniel cadeirante, ele se identificou, como “olha,  ele é o que mais parece comigo!”.
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Conversei também com o Terapeuta Ocupacional Daniele Poppsts Swerts
, profissional do Rainha da Paz que acompanha o Wesley de pertinho. Como ela viu a corrida, com relação ao Wesley?
Quem conhece o Wesley sabe que o seu sorriso expressa ALEGRIA CONTAGIANTE. A corrida  foi ferramenta de expressăo dessa alegria e estreitou relações, como a dos irmăos, que também participaram direta e indiretamente do evento.
A dimensão  e impacto de um evento como esse para um adolescente cadeirante , faz com que ele possa perceber que a cadeira de rodas não é o limite e que podemos sim proporcionar igualdade minimizando as impossibilidades e maximizando as posibilidades. Que muitas outras corridas venham!!!

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Na corrida, o grupo permaneceu unido, pois o esforço de correr empurrando uma cadeira é muito maior, e os corredores fazem sistema de revezamento. Segundo Edu, o apoio de outros corredores e de quem estava assistindo, foi fundamental. “As pessoas passavam acenando, aplaudindo, comemorando. E com isso, o Wesley se sentia ainda mais feliz. No fim da prova, ver o rosto e as reações dele foi algo impagável.

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O Pernas de Aluguel fez um video emocionante, inclusive com o momento em que Wesley pega a medalha. Se você quer chorar, copie o link abaixo e assista o vídeo!

https://www.youtube.com/watch?v=CWArnQsZy2U&feature=youtu.be

Após o sucesso da primeira corrida, um dos apoiadores do projeto doou uma segunda cadeira, que está a caminho. E uma terceira já está nos planos. Isso porque, as crianças do Rainha da Paz estão fazendo fila pra ir pras corridas! Ao ver o vídeo e a medalha do Wesley, todas querem ir também!

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Eu sei que um monte de amigos meus, corredores, vivem em busca de novos desafios. E no começo, todo mundo queria me ver de volta às corridas e um montão se ofereceu pra me empurrar (inclusive na São Silvestre 2012, logo após o acidente!). Agora que eu já tive ajuda que precisava pra estar com vocês, porque não ser um Perna de Aluguel? Como o sistema é de revezamento, dá pra empurrar um pouco e correr um pouco solto pra se recuperar! E você também pode doar para a aquisição de novos triciclos! É só entrar no site  http://pernasdealuguel.com.br/ Tudo por uma vida saudável sobre rodas!

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