08
ago

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Bolo de chocolate low carb

Tem coisa melhor que chocolate? Tem não!

E comer bolo de chocolate sem culpa é tudo de bom no mundo!

E quando o bolo é mega fácil de fazer? Aí a gente vai no céu  e volta!

Peguei uma receita e fiz algumas adaptações pra deixar o bolo mais “a meu gosto” (mais docinho). Espero que vocês também gostem!

Ingredientes:

– 60g de manteiga

– 4 ovos

– 200 ml de creme de leite fresco

– 60g de chocolate em pó

– 40g de cacau em pó

-200g de xilitol

-100g de farinha de amêndoas

-1 colher de chá de bicarbonato

-1 colher de sobremesa de fermento

Modo de fazer:

Na batedeira, bata bem os ovos inteiros com a manteiga. Acrescente o creme de leite e continue batendo. Acrescente o cacau, o chocolate em pó, o xilitol, a farinha de amêndoas e bata. Por último, acrescente o fermento e o bicarbonato e misture bem a massa.

Leve ao forno pre aquecido por cerca de 30minutos.

Fiz 2 opções de cobertura. Veja o que lhe agrada mais.

Cobertura de ganache trufada:

Leve chocolate 70% e xilitol (a gosto) ao microondas. Acrescente creme de leite fresco e um pouquinho de rum (bem pouquinho, pra não ficar muito forte).

Calda de chocolate:

Leve ao fogo 500ml de leite (qualquer leite, inclusive de amêndoas ou de coco) com 1 colher cheia de manteiga, xilitol e chocolate em pó a gosto. Mexa se parar até engrossar. Cuidado pois sobe várias vezes e pode derramar no fogão.

 

 

25
jun

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Dopey Challenge

Faltando 1 mês para abrirem as inscrições para o Desafio do Dunga, do Pateta ou a Maratona da Disney, resolvi ressuscitar o blog para tentar ajudar quem ta na dúvida se deve ir ou não. Digo: Não pensa! Só vai! Agora, deixa eu te convencer.

Quatro dias + quatro provas + quatro parques = 78 quilômetros. Esse é o Desafio do Dunga, que está marcado para dias 9 a 13 de 2019.

Esse ano, eu e o boy corremos as quatro provas, dos dias 4 a 7 de janeiro e vou contar todos os detalhes pra vocês.

Quando você entrar no estacionamento pro primeiro dia de prova, já vai notar que essa prova é totalmente diferente. Não só por ser hiper mega organizada. Mas as pessoas não vão pra lá atrás do RP, atrás da corrida mais rápida de suas vidas. Elas vão pra Disney atrás da melhor corrida de suas vidas: a mais divertida. 80% dos corredores vão fantasiados. E eu me arrependo muito de não ter dado um jeito de me fantasiar por cima das 800 roupas de frio. Durante a prova, nos quatro dias, os personagens ficam por todo o percurso pra tirar fotos com a gente. A galera simplesmente para de correr e entra na fila da foto! Eu não consegui entrar em tantas filas, pois alguns personagens estavam na grama. Só consegui foto num dia que o Márcio estava do meu lado, me filmando. Aí ele me ajudou a manobrar a cadeira pra foto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todas as provas passam pelos parques da Disney. Então, os percursos são cheios de curvas, cotovelos, pontezinhas. De cadeira de corrida, algumas pontes são difíceis de subir, pois são antes e/ou depois de curvas. E há muitas, muitas curvas! Nas provas mais longas, também corremos nas rodovias que ligam um parque ao outro.

Como as inscrições pelo site da Disney acabam quase instantaneamente, nós compramos um pacote de uma agência de viagens, com quase 5 meses de antecedência. Ele já tinha feito algumas meias maratonas e eu só tinha feito meias e maratonas com a handbike, mas decidi que faria o desafio todo com a cadeira de corrida, na qual eu só tinha feito provas de 5 e 10km e um treino de 14. Começamos a treinar (eu a fazer mais treinos de cadeira e ele a correr mas longos), mas nosso foco maior foi nos meses de novembro e dezembro. Fizemos até simulados (de 3 ou 4 dias) nas distâncias totais ou parciais da prova.

Retirada do Kit + Expo

A Expo acontece na quarta-feira, no complexo da ESPN e os portões abrem ao meio dia. Chegamos lá 12h10 e já tinha fila. Na verdade, tem fila pra tudo, porque é tão bem organizado que eles não deixam virar muvuca. Primeiro, pegamos uma fila relativamente pequena para retirar nossos números de peito e as camisetas, no ginásio que ficava à direita. Com isso em mãos, já fomos direcionados para a próxima fila, onde há uma grande espera para entrar no ginásio onde há a venda dos produtos oficiais.

Infelizmente, não compramos nada! Uma camiseta bem mais ou menos (de algodão, não tinha nada de dry fit) não saía por menos de 50 dólares. A maioria das jaquetas eram 90 dólares. E não tinha nada que nós olhássemos e pensássemos: “Meu Deus, que maravilhosa. Quero muito”. Um broche de personagem custava de 15 a 20 dólares. Pros americanos, que ganham em dólar, tudo bem pagar isso num artigo temático. Pra nós, reles mortais convertendo por quase 3,50… saímos de la sem nenhuma sacolinha.

Dei graças a Deus por termos ido no horário que abriu, pois ao sairmos desse ginásio,

as filas (sim, no plural) para o kit já estavam no campo de futebol. Então, minha primeira dica: Chegue cedo e vai direto pra fila do kit!

No outro ginásio há a feira dos expositores. Ali compensa ir. O valor dos amados gels de prova é bom e há alguns produtos interessantes, camisetas, tênis, meias de corrida, produtos de compressão.

Nesse dia, aproveite para ir ao supermercado e comprar coisas para seu café da manhã! Mesmo que vocês esteja em um hotel do complexo Disney, o café da manhã (pago à parte) ainda estará fechado quando você sair para a prova).

 

Primeiro dia: 5km e Family Run

Esse foi o dia mais difícil pra nós! A largada da prova é 5h30 da manhã, mas os cadeirantes precisam estar posicionados na linha de largada às 5h. Pediram pra gente estar lá às 3h30! Isso mesmo! Tivemos que acordar às 2h30 da manhã.

Saímos do quarto congelando. Os vidros e capôs dos carros estavam congelados. Fazia 0ºC e sensação de bem menos. Eu estava com 4 calças, muitas blusas, muitas meias, gorro e luvas. O Márcio estava com 2 calças, muitas blusas e gorro também.

Conseguimos um lugar pra estacionar bem próximo ao portão de entrada e fomos procurar o guarda-volumes de cadeirantes. Sim, o nosso é separado, pois ali na tenda ficam nossas cadeiras de uso diário, mochilas, casacos de frio, e voluntários preparados pra nos ajudar, inclusive nas transferências. Saímos dali em grupo, cadeiras de corrida, handbikes, crianças empurradas pelos pais, acompanhados pelos voluntários até a largada.

A largada dos corredores convencionais é separada por letras que estão no número de peito. E a galera chega lá beem cedo. Por isso precisamos dos voluntários para cortarmos caminho e nos posicionarmos na frente da Elite.

A prova de 5km, tem o Pluto como padrinho e acontece no Epcot. O percurso sai do estacionamento do parque, segue pela área externa e, no Km 2, entra em Epcot, com os corredores dando quase uma volta no lago e seguindo pela via que dá na imensa bola do parque, que à noite fica toda colorida, e terminando no estacionamento da largada. Essa prova é feita por muitas famílias inteiras que correm juntas (incluindo crianças e adolescentes), ou por pessoas que vieram acompanhar algum familiar que veio pra correr a Maratona, o Desafio do Pateta (21+42km) ou o Desafio do Dunga.

Chegada dos 5km

Por incrível que pareça, essa prova foi a mais difícil pra mim e pro Marcio. Eu tremia tanto ali na largada, 30min parada esperando, que meus músculos das costas e dos braços ficaram super contraídos. Pra quem nunca viu, na cadeira de corrida eu fico sentada curvada pra frente. Imagine os elásticos de 4 calças e mais a barra de 3 (ou 4 – não lembro) blusas, tudo acumulado na minha barriga e eu debruçada em cima disso, espremendo tudo. Eu mal respirava, com aquele vento congelante no rosto, e parei várias vezes durante a prova, com vontade de vomitar. O Marcio reclamou que mal conseguia respirar, por causa do vento gelado no rosto. Passou mal e teve falta de ar várias vezes durante a prova.

Nesse dia, ele me deixou na largada e respeitou a largada dele. Então, eu terminei a prova e ele nem tinha largado ainda. Eu fiquei uns minutos na área das medalhas, esperando ele. Mas eu tava muito congelada e fui resgatada por uma seguidora (que virou amiga). Vanessa me levou lá no meu guarda volumes. Aí eu coloquei casaco de frio, meu cobertor (Rá! Fui esperta e levei um na mochila), meu gorro. E ali, mesmo não tendo aquecedor, era uma tenda fechada, então não batia vento. Logo que ele chegou, coberto com o protetor que a Disney dá no pós-prova, voamos pro carro e pro hotel, pra tomar um banho quente.

Seguimos a dica dos voluntários, que eu vou dar pra vocês aqui: Guarde esse protetor pro dia seguinte! Assim você fica protegido na largada até que possa começar a correr.

 

Segundo dia: 10km 

Na sexta, o frio estava pior que na quinta. Fazia -2ºC e ventava. O frio era tanto, que as antas (eu e o boy) deixamos minha luva de corrida no carro e ela congelou! 

Achando que éramos os espertões, decidimos, por nossa conta, que eu não precisava chegar tão cedo. Tinha que estar na largada 5h, então a gente podia chegar 4h30. Só que não! Porque não tinha mais lugar pra estacionar o carro perto da entrada. E eu cheguei na tenda nos 45 do segundo tempo!

Os voluntários me ofereceram uma bolsinha pra colocar dentro do tênis e aquecer os pés. Não é como se fosse um lençol térmico, mas oferece um pouquinho de alívio. Pra mim, que tenho problemas com a regulação de temperatura corporal como sequela da lesão medular, não foi um salvador de vidas, mas amenizou um pouquinho a quantidade de espasmos que eu tive durante a prova por causa do frio (e por causa deles, meu pé escorregava do suporte).

A madrinha da prova é a Minnie Como na de 5km, a corrida larga do estacionamento do Epcot, segue para a Epcot Center Drive, por onde corremos por cerca de 6km antes de entrar no parque. Depois de passamos pelo lago, Boardwalk Ferry Terminal e Yatch Club & Beach Club e o final da prova é igual ao da prova de 5km, pela parte central do Epcot até o pórtico no estacionamento.

Quando você vê o fotógrafo
Quando você não vê o fotógrafo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesse dia, o Márcio tentou largar logo após a elite, pra ficarmos mais próximos. Então, com 1,5km de prova, quando tem uma subida desgramenta, ele me alcançou. Mas era tanta curva, curva, curva no parque, e muita subida, que ele chegou na minha frente e filmou minha chegada! Uhuuu

Essa prova foi muito emocionante pra mim. Eu fiz stories no carro, logo após a prova e muita gente chorou comigo, quando eu contava sobre tanto amor e suporte que recebi dos voluntários no percurso.

Terceiro dia: 21km

Pra quem vai fazer o Desafio do Pateta, a prova começa aqui! E também seria minha primeira meia maratona de cadeira de corrida.

Nesse dia, eu decidi colocar só 2 calças e 1 blusa a menos, porque eu não aguentava mais passar mal! Pensei: é melhor sentir um pouco mais de frio, mas conseguir respirar e não ter ânsia de vômito. Além disso, a previsão era um calor de… 2ºC! Além disso, o sol iria nascer no meio da prova e eu tinha a ilusão de me esquentar nele.

Essa prova tem o Donald como padrinho. Como sempre, a gente largou do estacionamento do Epcot. Mas esse dia era muito esperado! A gente iria do Epcot até o Magic Kingdom e correria lá dentro. Para ir de um parque ao outro, indo e voltando, vamos pela rodovia. É a parte que dá pra ir mais rápido na prova, pois as pistas são largas e não tem aquele monte de curvas fechadas. Mas também é quando passamos mais frio. E muita neblina e um ventinho tão gelado, que eu já tava com saudade das curvas do parque.

 

Pra variar a vida, muitos corredores usam os dois fones de ouvido e colocam a música nas alturas, e não escutam o que está acontecendo em volta. Então, em locais muito estreitos (há muitos locais assim, nos 10, 21 e 42km) eu perdia muito tempo pedindo licença. Imagine uma faixa de uma avenida. Alguns locais têm metade desse espaço pra gente correr. E a cadeira de corrida é larga e a galera não escuta quem vem atrás, nem eu, nem os corredores que tentavam me ajudar, nem os corredores mais rápidos que queriam passar.

Bom, quando eu estava há mais ou menos 1km do Magic Kingdom, veio a pior subida daquele dia. A gente entrava e saía de um viaduto. O pior: era estreito, então, eu não consegui pegar impulso na descida, porque eu não tinha espaço pra passar. Eu ainda usava a luva de esparadrapo, que escorregava muito nas subidas, porque a cola de luva que passamos nela congelou (e porque ela era ruim mesmo). Estava eu ali, morrendo, com 2/3 da subida, quando senti um solavanco atrás de mim, e uma voz familiar brincando “se a gatinha precisava de ajuda”. O boy chegou!Ele me ajudou a terminar a subida e foi do meu lado.

Aí, imagine você, naquele frio, cansado, chegando no Magic Kingdom todo iluminado já do lado de fora. Ali nas catracas onde vc encosta a Magic Band pra entrar no Parque, funcionários fantasiados, cantando no microfone e gritando “go, you can do it!”. Você entra no parque iluminado: lotado! Muita, muita gente aplaudindo, gritando, com cartazes pra família. Você faz a rotatória, olha pra frente e, ao som de temas da Disney, o Castelo da Cinderela, todo iluminado no meio da noite. E aí, eu caguei todas as minhas fotos da prova. Porque eu chorava tanto, que saí com careta em todas elas. E na filmagem que o Marcio fez, parecia que eu tava sofrendo com dor de barriga, não chorando de emoção. Mas chorei, viu! Cantava e chorava.

Eu chorando e o boy filmando
Chorando sem parar ao entrar no Magic Kingdom

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nessa prova, finalmente consegui minha foto com personagens, e mandei o boy embora, porque eu sabia que ia ter 299 curvas, cotovelos e pontes e eu ia atrasá-lo. Mas ele quis ficar comigo e conseguimos umas fotos lindas no Epcot. No finalzinho, eu dei aquele Sprint e cheguei na frente dele, mas não consegui filmá-lo.

Assim que chegamos, não deu nem tempo de raciocinar que eu tinha feito minha primeira meia na cadeira de corrida, já veio um menino com um cartãozinho, umas pulseirinhas, querendo seguir a gente até a tenda pra trocar de cadeira. Eu não tinha entendido nada, até chegar na tenda e os voluntários me avisarem que ele estava atrás de mim porque eu tinha pego pódio. Fomos levados até uma tenda com aquecedor, onde era servido café da manhã para os atletas VIPs. Aquilo era chics elegantis demais, tava mais pra um brunch e era tão quentinho. Queria ficar ali um tempãozão, mas logo nos levaram até a área de premiação, onde estavam os outros atletas cadeirantes. E nesse momento, eu me tornei a primeira atleta brasileira com deficiência, de qualquer gênero e deficiência, a subir num pódio na história da Disney. Eu estava tão doidona que nem sabia o que fazer! E eles são tão organizados que você tira a foto com seu troféu, eles já pegam o troféu da sua mão, colocam numa caixa de isopor, numa caixinha de papelão branco, com seu nome e te entregam. Assim você leva pra casa sem perigo de quebrar.

 

Quarto dia: Maratona da Disney – 42km

 

A maratona é a prova mais antiga da Disney. Tivemos a sorte de correr na comemoração dos 25 anos da prova! A maratona sai do Epcot, passa pelo Magic Kingdom, Animal Kingdom, EPSN Wide World of Sports, Hollywood Studios e volta para o Epcot.

Seria minha primeira maratona na cadeira de corrida e eu estava bem ansiosa. Tentando remediar a luva ruim e congelada, compramos lixa (daquelas de marcenaria mesmo) e colamos na luva, na tentativa de fazer o “grip”, pois a luva congelada e a cola pra corrida também congelada, estavam fazendo minha mão escorregar no aro da cadeira ao invés de me impulsionar.

Graças a Deus, a previsão era de 6º a 12ºC para aquele dia. Menos congelados do que

nos dias anteriores, partimos para a largada. No dia da maratona, estávamos em 3: eu, o Márcio e a Bianca, minha amiga de SP. Seria a primeira maratona dos 3! Ai que emoção!

Dada a largada, lá fomos nós. Eu primeiro rsrs  O início do percurso era igualzinho ao da meia, então eu já sabia o que esperar pela frente: subida logo no início. Lá pelo 4, o boy já me alcançou, pois ele conseguiu largar logo atrás de mim. Ele perguntou se eu queria fazer do lado dele. Eu só disse: “faz sua prova que eu vou fazer a minha!”. E lá foi ele. Nesse mesmo momento, encostou um ciclista, todo uniformizado de apoio. Ele disse “Oi, eu sou seu apoio na prova”. E eu “?” “É que você está em segundo lugar”. Rolou um semi desmaio.

Vejam o pé do corredor bem na minha roda

No km 13 a lixa da minha luva direita se foi. Estraçalhou todinha e eu voltei pro escorregador. Na maratona, eu tive o mesmo problema com os corredores usando fones de ouvido. Inclusive, meu sonho de ter a foto saindo do Castelo da Cinderela foi por água abaixo. Pois as pessoas tinham a capacidade de entrar na minha frente (ao invés de sair) na descida! E eu sabia que se acertasse a roda da frente na canela de alguém poderia causar uma lesão nas pessoas e também ter meu pneu furado e ser o fim da prova pra ambos. Assim, eu tinha que ter muito cuidado e garganta pra gritar.

Em alguns momentos meu apoio me ajudava, indo na frente e pedindo licença pras pessoas. Mas em certos momentos, ele simplesmente esquecia de pedir licença ou ele sumia. Hahahaha  Ele parou várias vezes pra ir ao banheiro e também não sei pra que, porque ele só desaparecia e depois voltava. Mas ele foi de grande ajuda em certos momentos, dizendo onde ia ter uma subida, uma curva, etc. E ele também guardou todas as embalagens do que eu comi, pra jogar fora pra mim.

Na maratona, a gente tem que subir uns viadutos cabulosos! E eu tive a brilhante ideia de tirar a luva nas subidas. Isso facilitou muito a minha vida, pois eu congelava a mão, mas conseguia agarrar o aro da cadeira e não escorregava descendo de costas. Subia mais rápido e economizava esforço.

Lá pelo km 30, mesmo com as duas luvas sem lixa, eu estava me sentindo ótima, maravilhosa, não tava cansada. Olhei no relógio, fiz os cálculos e pensei “Manooo, vou conseguir fazer em 3h30.” Tava felizona da Silva Sauro. Até que…. chegamos no ESPN. E ali foi a minha morte.

Quando a gente corre dentro dos parques, é bem mais estreito que nas estradas, obviamente. Mas tem

Disfarçando o sofrimento na areia movediça do Campo da ESPN

espaço pra ultrapassar, ou dá pra pessoa chegar pro ladinho e eu passar, sem ela se prejudicar. Eu odiava todas as curvas fechadas nas pontes dos parques, até chegar no ESPN e sentir saudade das curvas que pelo menos eu conseguia fazer. Dentro do complexo, a gente corre na pista, na grama, e o pior de tudo: no campo de beisebol. Ali, era era cascalho úmido e a cadeira simplesmente afundava. Eu me sentia na areia movediça, sendo engolida pelo cascalho, enquanto a banda tocava e o cara do microfone gritava “Danielle, we love you”. Eu não sabia se ria ou se chorava. Além disso, ali a gente tinha que passar por alguns portões tão estreitos, que ou passava eu, ou outra pessoa. Nem preciso dizer que eu quebrei, né?! Até encontrei um brasileiro, que conversou comigo uns 2minutos enquanto corria. Ele também quebrou ali e muita gente disse, depois da  prova, que também quebrou no ESPN. Alguns km durante a prova eu fiz no pace de 3 alto. Ali, eu fiz alguns km no pace de 8 alto! Pior que nas subidas dos viadutos.

 

Saí do parque decida a meter bala e tirar o atraso. Mas quilo tudo me matou de uma tal forma, que eu não tinha mais braço pra continuar. Meu deus! Eu me arrastei por mais uns 2km na subidinha leve na estrada, até pegar o embalo pra continuar. Nos parques, os voluntários estavam dando chocolates, balas… Eu comi tudo que eu tinha conseguido pegar (foi pouco por causa das luvas) e tava doida pra chegar no próximo parque e ver se tinha mais alguma coisa pra me dar energia.

Durante o percurso, encontrei vários brasileiros, inclusive alguns amigos, como o Emerson Bisan que eu encontrei umas 2 ou 3x no percurso. Até tiramos selfie!

Quando entramos no Epcot, pra encerrar a prova, eu já comecei a me emocionar, com as pessoas gritando, torcendo. Meu ciclista de apoio simplesmente disse: “Vai la, parabéns” e sumiu. Eu nem consegui agradecê-lo. E eu não tava acreditando que, finalmente, eu ia terminar a prova. Passei pela linha de chegada, muito emocionada, com pouco mais de 4h de prova. Não fiz o tempo que eu queria (qualquer um abaixo de 4h), mas eu estava tão emocionada por ser maratonista pela primeira vez, pela segunda vez! Eu chorava tanto de emoção, que vieram 3 voluntárias me cobrir com cobertor térmico e me perguntar se eu estava bem. Eu só queria encontrar o Marcio. Liguei pra ele e ele apareceu em 30segundos, também chorando, pois a gente tinha conseguido. Ele tinha terminado uns 15minutos antes de mim.

 

Mal tive tempo de respirar e lá vieram 2 mocinhas, com pulseirinha VIP, cartinha do Mickey, e teve troféu de novo! A primeira coisa que fizemos foi ir buscar minha cadeira do dia a dia e nossos casacos. Ali estava a primeira colocada das 4 provas (ela é muito foda!) e nosso querido casal de voluntários, que foram tão maravilhosos e imprescindíveis em tantos momentos, naqueles 4 dias. Nesse momento, o boy desabou. Passou mal, a Michelle até deu uns remédios pra ele tomar. Ele deitou no chão, no sol, e dormiu uns 20minutos. O esforço e a emoção foram demais.

Depois que ele acordou, partiu comer! Fomos pra tenda VIP quentinha, pro nosso brunch chics elegantis, enquanto a gente assistia as chegadas pela TV, na esperança de ver a Bianca chegando. Comemos e nada dela. Aí, eu quis entrar na fila da foto pra tirar foto com o Mickey. Fiquei do lado dele, com o troféu e o Marcio disse “para de piscar” “eu não to piscando, eu to chorando”. Aí o Mickey me abraçou. Peguei meu troféu e fui la perto do Marcio e, no calor da emoção, enxugando as lágrimas,soltei uma coisa que é pura verdade da Disney: “Eu sei que é um boneco, mas não sei o que acontece aqui pra gente ficar assim!” Aí alguém me cutucou. Era o Mickey de novo, me abraçando pra eu não chorar. Mas eu chorei de novo. A Disney é isso. Alegria e emoção o tempo todo. A gente se sente feliz demais nos parques (mesmo com as filas). E essa emoção triplica quando você corre lá. Meu conselho: Só vái! Em 2019 não iremos, pois temos outros planos, mas essa, com certeza, não será nossa única vez lá. Ta com dúvida? Só vai!

PS1 – Pais que empurram as crianças nas provas

Recebi várias mensagens de pais interessados em levar seus filhos e empurrá-los nos triciclos, durante a prova. Realmente, eu vi uns 3 ou 4 pais com crianças na largada. Porém, acho um pouco complicado levar nossas crianças pra lá. Por que? Por causa do frio! As crianças que estavam lá eram americanas, “acostumadas” com o frio, com aquele inverno. Eles estavam totalmente cobertos, com várias roupas, gorro, luvas, cobertores até durante a prova. As poucas crianças que estavam ali, eram deficientes sim, mas conseguiam se comunicar. Acho importante que os pais que pensam em levar as crianças, se certificarem de que a temperatura será suportável pra criança e que ela consiga se comunicar, falando como está se sentindo com o frio, no decorrer da prova.

Se você quer muito levar seu filho pra correr com você na Disney, vale a pena pesquisar outras opções de prova, em meses mais quentes. Afinal, tem corrida na Disney o ano inteiro.

PS2 – Passear nos parques x Corrida

No pacote que compramos, com a inscrição do Dopey Challenge, vieram 2 ingressos pra parque. Como nós não tínhamos muitos dias de viagem além dos da prova, decidimos ir ao parque após as provas de 5 e 10km.

Após a prova de 5km, fomos para o hotel, descansamos um pouco, nos esquentamos e fomos pro parque depois das 13h. A intenção era ver os fogos de novo. Mas, estava muito, muito frio e nós desistimos. Após a prova de 10km, decidimos aproveitar que o parque abriria 1h antes para os atletas, tomamos banho e fomos direto pro Animal Kingdom. Era nossa primeira vez no parque e nós estávamos loucos pra ir na Pandora (que tinha acabado de abrir). Mas, não conseguimos ficar até o fim do dia, não. Acabamos indo embora no meio da tarde, pra descansar.

Como a gente é doido, ganhamos ingressos do Universal e fomos pra lá no dia da Meia Maratona. Mas, a gente dormiu bastante depois da prova, fomos pra lá à tarde, e ficamos até os fogos (que começaram 20h). Eu tava tão podre que dormi conversando com o boy e com a Bianca.

Então, mesmo que você ganhe ingressos ou decida comprar ingressos para os parques, se for sua primeira vez na Disney, saiba que vai ser difícil aproveitar o dia todo no parque, depois de acordar tããão cedo pra correr.

Fugindo do boy (na minha esquerda) na reta final dos 21km
Hollywood studios

Com Bianca, na largada dos 42km


 

os 3 troféus
As 6 medalhas do Dopey Challenge
Queridos voluntários Michelle and Michael
Pódio dos 21km
Troféus dos 21km e 42km

08
set

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Bolo Formigueiro Low Carb

O boy resolveu entrar na dieta (não 100%, porque ele ainda faz gordices, come arroz..mas ta quase la!) e um belo dia me pediu: “faz um bolo formigueiro ‘da dieta’ “.

Dani Maria Braga em ação! Peguei um bolo de coco, receita que uma amiga me passou, e adaptei pro formigueiro. Deu super certo! Todo mundo que provou, amou! Mãos á obra?

Ingredientes:

  • 6 ovos
  • 100 g de coco ralado
  • 60 g de coco em flocos ou lascas
  • 2 colheres de manteiga
  • 200 ml de leite de coco
  • 2 xícaras de chá de farinha de amêndoas (ou outra oleaginosa)
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de psylium
  • 150 g de xylitol
  • 2 colheres de chá de fermento
  • chocolate amargo ou 70%  picado pequeno ou em raspas (para a receita eu usei o Dark Small Flakes da Callebaut)

Modo de fazer:

Esse bolo é a coisa mais fácil do mundo de fazer. Bata todos os ingredientes com um fuet, um a um. Ou seja, bata bem todos os ovos. Depois acrescente o coco. Em seguida, a manteiga derretida, depois o leite de coco. E vá batendo e acrescentando até chegar ao chocolate.

Finalmente, divida a massa em forminhas de silicone (eu faço isso pela praticidade de comer, mas você pode colocar em uma forma grande, untada). Leve ao forno médio baixo, pre-aquecido, até que a superfície dos bolinhos comece a ficar corada.

Aqui em casa, comemos assim mesmo. Mas você pode acrescentar um pouco de chocolate derretido sobre o bolo antes de servir. Rendeu 12 porções. Bon appetit!

 

 

28
abr

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Panamericano de Paratriathlon – Parte 2

Vamu lá, meu polvo e minha polva. Depois de tomar coragem e contar tudim pra vocês sobre o Panamericano do ano passado (antes tarde do que nunca), vamos falar sobre a prova desse ano.

Em agosto do ano passado, na primeira etapa do Campeonato Brasileiro de 2016, eu já tinha conseguido diminuir aqueles malditos 6 minutos do Panamericano e mais 2. Mas a prova era totalmente plana, então eu não estava com plena certeza de que eu manteria esse tempo numa prova cheia de subidas. E uma coisa que eu posso ter certeza é que nunca devemos ter certeza de nada. Como bem diz a Bíblia em Eclesiastes: o tempo e o  imprevisto sobrevém a todos (que o diga Vanderlei Cordeiro de Lima).

Verdade seja dita, eu não estava muito confiante na natação. Essa coisa do ir e vir pra Porto Alegre fez com que eu treinasse mais hand e mais cadeira, mas nadasse menos no frio. Com isso, meus tempos nos tiros de 50m e 100m pioraram consideravelmente.

Ainda assim, consegui fazer com que a roupa de borracha fosse uma aliada. No caminho pro Challenge de 2016, paramos numa loja  e compramos uma roupa sem mangas e menos apertada pra mim. O defeito dela é que é short (pernas curtas, como shorts mesmo), não long (pernas longas, tipo calça). Então, protege meus órgãos da água fria, mas não as pernas lá onde me causa dor neuropática. Mas, compramos no tamanho certo pra sair mais fácil do corpo (assim não preciso rolar na grama na transição, tipo um croquete sendo empanado). E por não ter mangas, me sufoca menos (não totalmente, mas menos) no pescoço e peito.

Nos treinos de transição em Porto Alegre, o Márcio começou a me acompanhar de bike. Isso me ajudou muito. Verdade seja dita, treinar sozinha é um saco furado hahaha. Ele ir comigo pedalar e correr era ótimo! Além disso, um casal de amigos  e atletas (ele vai fazer o Iron esse ano) começou a ir com a gente alguns finais de semana. Isso também é um incentivo a mais. E ela ajudava bastante, me puxando, e eu não podia reclamar tanto quanto reclamo quando tá só o Márcio :p

A viagem pra prova foi mega cansativa. O voo que deu pra pagar nos fez viajar muitas horas, pois tinha muitas paradas. Da hora que chegamos ao aeroporto aqui até a hora que chegamos na pousada em Sarasota (Flórida), levamos 29horas. Isso foi na quinta-feira. A prova seria sábado.

Dormimos cedo e até 8h da manhã de sexta. Saímos pra comer e, Márcio, Leo (outro atleta que dividiu o carro, as risadas e a companhia conosco) e eu, fomos pra minha reclassificação funcional.  Após as Paralimpíadas, a ITU decidiu fazer algumas mudanças nas categorias dos atletas de Paratriathlon. A reclassificação do Leo foi quinta, mas ele foi com a gente na minha. Amigo é amigo.

Saindo dali, foi o reconhecimento de percurso. A prova é no Nathan Benderson Park, com o percurso dentro e em volta do lago. Primeiro fomos pra  bike, e o Leo quis ir comigo. Não sei porque, a gente anda num sentido na sexta, mas a prova do sábado é no sentido contrário (acho que tem a ver com o trânsito fechado e quantidade de policiais pra fazer nossa segurança). Assim, não deu pra sentir a subida do ciclismo. Mas deu pra lembrar dela quando descemos ali, enquanto o Leo, atleta mais experiente que eu, dividia altruistamente comigo seus conhecimentos sobre pedal no contra vento . Na sexta pegamos vento em alguns trechos,  no sábado seria no sentido oposto, mas teria vento do mesmo jeito.

Saindo do ciclismo, era o reconhecimento da água. Eita nóis! Eu tava tremendo na base. Colocamos minha roupa de borracha e fomos pro píer. A água já estava cheia de paratletas  e atletas do convencional, que fariam sua prova antes da nossa, na manhã seguinte. Sentei ao lado do Aranha, mas ele nem sabia que eu queria um apoio moral e foi pra água. As outras meninas do Brasil também foram. Todo mundo já entra na água e sai nadando, porque ali é bem fundo e bem gelado. Mas eu pedi pro Márcio ficar ali perto. Fiquei dentro da água gelada, segurando no píer. Comecei a fazer os exercícios de respiração que o Juliano Pereira me ensinou e saí pra nadar. Até pensei em alcançar as meninas brasileiras que estavam bem ali. Mas pensei que tinha que ir no meu ritmo, e no meu tempo. Comecei tranquila. Mentira. Tava tranquila nada. Comecei a nadar e já deu aquele pavor e a falta de ar. Parei de nadar, coloquei a cabeça pra fora, respirei nadando cachorrinho e continuei. Se tinha um dia pra ir devagar, era hoje. Aquele trem daquela roupa me sufocando. Eu só repetia “calma, Danielle”. Devagar e sempre, cheguei na primeira bóia. Tinha duas pessoas ali, conversando. Parei pra respirar e olhar em volta. Parei pra me acalmar, mesmo. Eu tinha ainda a segunda boia e só depois começar a voltar. Fiquei com receio de chegar muito depois de todo mundo. Sabe como é, aquele medinho de ficar na água sozinha, não por ser a última, mas por ficar na água sozinha. Decidi voltar por onde eu vim. Hoje não era a prova e não havia problema nenhum nisso. No meio do caminho, veio um grupo no sentido contrário. Acho que eram uns 4 meninos. Mas não sei se eram paratletas ou do convencional. Aí, cheguei no píer e chamei o Márcio, que estava me esperando do outro lado, por onde todo mundo estava indo. Ufa, acabou! Saí da água. Pausei o relógio e vi que nadei 500m, contra os 50m do ano passado.

Troquei de roupa no carro (não havia outra opção. Eu praticamente fiquei parada e o boy me trocou, mas não contem pra ninguém) e fomos pro congresso técnico. Do outro lado do parque, tem um shopping. Comi o lanche (wrap de frango)  que tínhamos comprado lá.  Depois do congresso fomos pro hotel descansar. Apesar de nossa prova ser à tarde, eu não podia dormir tarde e correr o risco de acordar cansada.

No dia seguinte, acordei tranquila. Tínhamos tempo e o Léo precisava de ajuda para comprar alguns presentes pros filhos dele. Sim, ainda tive cabeça pra me distrair vendo as coisas dele. Comprei um wrap igual ao do dia anterior e fui pro parque comendo. Mas não consegui comer o lanche inteiro. Já tava um pouco ansiosa. “Mas, Dani, você não almoçou antes da prova?”. Por acaso alguém consegue bater um pratão de comida de manhã, antes de uma prova? É a mesma coisa, gente. Só mudou o horário. Eu não podia correr o risco de comer um pratão e vomitar no meio da prova. Já pensaram, que mico? Hahaha

Sempre antes da prova, há uma checagem no local da retirada do chip. Eles olham nosso capacete, o número colocado nos dois braços e nas pernas, o número na handbike e na cadeira de corrida, olham nosso macaquinho (se tudo que está escrito nele – nome do atleta, país, patrocinadores – segue as regras da ITU). Já com o chip na handbike e no meu tornozelo, preparamos a transição. Nossa largada é em ondas e  antes da primeira onda, todos devem sair da área de transição.

O sol tava castigando e eu estava com bastante medo de passar mal ali naquela espera. Todo mundo sabe que eu não transpiro e, se ficar no sol direto, posso ferver e até desmaiar. Eu e o boy procuramos uma sombra e ficamos ali por uns 20min. De volta pra largada eu tive 10minutos pra ficar nervosa. Nesses 10, fiquei conversando com o Márcio e ele me motivando e me acalmando. Por isso eu digo que, se você fica nervoso demais, é ótimo ter alguém por perto que te ajude e a focar na prova.

Quando eu menos esperava, começaram a chamar nossos nomes, pra nos dirigirmos ao píer. Funciona assim: a gente vai de cadeira até o píer, senta no chão com os pés na água (gelada). Aí tiram nossa cadeira dali e já levam pra saída da água. A largada dos cadeirantes também era em ondas. Masculino H1, Feminino H1 (a minha classe), Masculino H2 (a classe do Aranha) e Feminino H2 (nessa prova só havia meninas H1). 1 minuto de diferença entre as largadas. Não dá tempo pra pensar. Todos desejaram em voz alta “boa prova, gente”. E começaram os apitos.

Quando foi nossa vez, a americana se jogou na água e partiu. Já fez uma bela diferença com relação a mim.  Se eu me trucidasse, ainda conseguia alcança-la. Mas, pensei “pra que? Ela é mais rápida que eu na bike e na corrida. Eu vou me trucidar pra alcança-la, pode ser que eu não consiga e ainda vou sair da água podre.” Decidi fazer a minha prova. Olhar pra mim! Mas quando estava respirando, bem vi um dos caras da Federação Brasileira lá na beirada da água, acompanhando a mim, e ao Aranha, que largou 1minuto depois e já tava me alcançando (ele é foda! Um puta atleta). Aí eu queria nadar bonito hahahaha Desliguei a chavinha do pavor e fui. Quando cheguei na primeira bóia, eu ia ultrapassar um menino e ele simplesmente parou de nadar. Isso me quebrou. Pq eu tive que parar também pra não trombar com ele, já que ele cortou a minha frente. Ele disse algo sobre a perna dele. E eu vi que ele estava nadando pro lado contrário. Depois da prova fui um pouco criticada por ter perdido alguns segundos nessa hora. Mas eu perguntei se ele precisava de ajuda e disse que ele estava indo pro lado errado e pra ele me seguir. Aí, fui embora… Parecia que a terceira bóia não chegava nunca! Mas chegou e eu saí da água. Nessa hora, a gente nem vê o que acontecendo. Eu só sentei na cadeirinha e os fiscais começaram a me tirar da água. Ele já colocam a gente sentado na nossa cadeira de rodas. Eu também não vi, mas o Márcio já tava atrás de mim, puxando minha roupa de borracha pra baixo.

Da natação até a área de transição, temos que tocar nossa cadeira sem ajuda. Na grama. Adivinha o que aconteceu? Caí! De quatro! Bem bonita com o bundão pra cima e as mãos na terra. Gritei o Márcio. Ele voltou correndo, me botou na cadeira e eu entrei na transição. Aí ele me disse “Corre! Você saiu da água na frente de alguns homens.” Eita! Sério, gente? Então corre.

Mas, o ciclismo já começa com subida  pra sair da transição e eu não sabia nem cadê meus braços. Sobe e entra na pista que contorna o parque. Aí sobe de novo e desce, faz umas curvas e…um que tava atrás de mim já me passou. Fiquei pensando nas brincadeiras que eu fazia nos treinos de rua, quando eu mirava em alguém que tava na minha frente e tentava alcançar a pessoa. Decidi que iria fazer isso com ele. E fui atrás dele dando meu melhor, até no contra vento. Aí chegou aquela subida, pra terminar a primeira volta. E ele foi embora e eu fiquei. Na segunda volta, no mesmo ponto em que ele me ultrapassou na volta anterior, olhei pro garmin no pulso e vi que minha velocidade tinha caído. Pensei “Que isso? Ta maluca? Essa é a prova da sua vida.”

Na reta antes da subidona, fiquei pensando que não tinha visto a americana passar por mim, como no ano passado. Ou eu tava muito bem, e não era retardatária, ou eu tava muito mal. Dito e feito, ela me passou bem nessa hora. Deu um grito tipo “Go Danielle” e terminou o ciclismo dela. Eu ainda tinha mais um volta. Nessa última, eu só pensava “se mata, se vira.” No contravento era “ta esperando o que, franga?” Pedalei enlouquecida porque essa prova era tudo ou nada. E conforme eu acompanhava as parciais no Garmin, nem acreditava que eu ia conseguir fazer aquele tempo. Foi o melhor pedal da minha vida e eu entrei pra transição muito feliz!

A transição pra corrida foi muito rápida. O Márcio solta meus pés, me pega no colo pra me tirar da hand e já me coloca na cadeira. Enquanto ele amarra meus pés, eu coloco as luvas.

Eu saí muito empolgada, fazendo as contas meio que de cabeça, somando os tempos que via no relógio, da natação, da bike e das transições. Eu fui pra prova querendo fazer em 1h55. No meu sonho mais dourado eu queria fazer 1h50.  Mas pelos meus cálculos, eu tinha bastante tempo pra correr e fazer isso. E eu estava empolgadíssima, então ia ser demais.

Minha empolgação durou apenas 1 minuto! Pra corrida, você sai da transição já numa curva. Anda uns 30metros (ou menos) e já tem uma subida animal. Pra vocês terem uma ideia, quando fui tentar virar a roda da frente da cadeira, que ia bater na grade, como eu não dei uma mega impulso pra frente, a cadeira parou e começou a descer. E ali, eu quebrei. Tem que fazer muito esforço pra subir aquela ladeira do pico do Everest. E eu não treinei subida e me fu…

A corrida inteira é subida. Sobe e desce e sobe, sobe, sobe. Só isso. Quando tem uma descida pra aliviar, depois dela tem a mesma subida e a vida acaba. Pra piorar, tem só um ponto de água. Quando passei na ida, avisei o mocinho que queria água na volta. E na volta, o bonito tava la, belo e formoso sentado dentro da tenda. Eu gritei “água, água, por favor”. Ele pegou e, quando foi me entregar (atrasado), não teve a capacidade de andar mais rápido pra me dar a garrada. Tive que parar e virar pra trás pra pegar. Isso quebra o ritmo. E depois disso tinha… tcham tcham tcham tcham.. mais subida! Resumo da ópera: passei a corrida olhando pro garmin de km em km pra ver meu pace e calcular.

Mas, tudo que sobe, desce. Depois que eu trombei com o último cone da curva, desci aquela subida do início, fiz a curva e… vi o pórtico de chegada! Passei por ele e pausei o garmin. 1h48 cravado! E terminei em 2º lugar. Bem melhor que o meu sonho mais profundo. Só chorei. De alívio. De alegria. De dever cumprido. De endorfina. De realização pessoal. De ter baixado 18min do tempo do ano anterior. Foi maravilhoso. O Márcio até comentou que, quando eu saí pra correr, ele achava que eu ia fazer 1h45. Mas eu não treinei subida. E isso é mais um aprendizado pra mim, pra eu poder melhorar.

Aí, veio a hora mais feliz, a hora do pódio. A hora que passa o filme na nossa cabeça. A hora que só tenho a agradecer ao Márcio, por ter a paciência de me levar pra treinar, por ter ido comigo (ele paga a própria viagem), por ser um ótimo handler (nossa T2 foi mais rápida que a da americana), por ser um companheiro tão maravilhoso. Agradecer aos meus patrocinadores (Acquaflora, São Francisco Saúde, Manipularium, Companhia Athlética, Biaggio Calçados), pois sem a ajuda deles, sem que eles tivessem acreditado em mim, eu não conseguiria nem ter ido pra prova. Agradecer ao meu treinador, Rafael Falsarella, por esse 1 ano de parceria. Agradecer às empresas que me apoiam de alguma forma (com desconto, ou produtos). E agradecer a vocês, por estarem sempre comigo, me apoiando, me ajudando, me motivando.

O que ganhei com essa prova? Experiência, amadurecimento, aprendizagem. E uma vaga pro Mundial de Paratriathlon. Agora eu preciso do que? Patrocínio e treino. Muito treino! Quem vem comigo?

04
abr

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Panamericano de Paratriathlon – parte 1

Eita que lá vem textão!hahaha

Pois é…Engana-se quem pensa que foi a primeira vez que fiz essa prova. Ano passado, pouca gente se deu conta de que eu participei, pelo simples fato de que, no pós-prova, eu pouco escrevi sobre ela. E por que? Pelo simples fato de que eu estava frustrada demais comigo  mesma pra falar. Várias vezes eu comecei a escrever e nunca terminei. Várias vezes eu fiz posts mirabolantes na minha cabeça e nunca sentei pra escrevê-los. Porque eu não me perdoava!

Então, esse post vai ser sobre a maravilhosa prova que eu fiz esse ano. Mas também sobre perdão, sobre pedir ajuda, sobre lidar com a frustração e traçar novas metas para alcançar um velho objetivo.

Já ouviu aquela música do Netinho “tudo começou, há um tempo atrás”? A história dessa prova começou em 2015, quando fiz a Campanha #VemComADani e, com a ajuda de muitos de vocês que estão lendo, eu consegui comprar minha handbike de alumínio e depois, com mais ajuda, comprei minha própria cadeira de corrida.

Peguei as duas na segunda-feira à noite. O Márcio, que na época era só meu amigo e nunca tinha visto uma handbike na vida, teve que correr no supermercado pra comprar uma serra e serrar o suporte de pé. Afinal, eu nasci meia porção e a bike ficou cumprida pra mim. Dei uma volta na cadeira e duas voltas na bike (sendo que uma volta de bike foi no reconhecimento de percurso da prova).  Aí já começou a cagada! Eu fui pra prova sem conhecer meu equipamento. Mas eu tava tão feliz, achando que tudo ia dar certo.

 

Mas a cagada mór  nem foi essa. A Federação avisou que a temperatura da água estaria baixa e que seria necessário usar roupa de borracha. Eu nem tinha uma. Todo mundo me disse “Compra nos EUA. Lá é mais barato.” E a anta que vos fala, que nunca tinha nem segurado uma roupa de borracha na mão, começou a correr atrás de uma na semana da prova. Acabei ganhando uma do treinador de uma equipe de natação master, na região de Fort Lauderdale. E deixei pra vesti-la na véspera da prova, no reconhecimento de percurso. Fiquei muito apavorada na hora, aquele trem me sufocando. Não saía do lugar. Dei umas 10 braçadas, voltei  pro píer e pedi pro Márcio me tirar da água.

Sábado de manhã, acordamos 4h da manhã. Partimos pra prova, Márcio (meu handler), Adriele (minha amiga e também paratleta) e eu.  Meu coração parecia bateria de escola de samba. Eu tava mega nervosa  e me cobrando.

Já na natação, comecei a me apavorar. E vi as outras competidoras se distanciando muito de mim. Eu estava tão sem ar que cheguei a nadar costas e demorei anos luz pra chegar na primeira bóia. Mas quando cheguei ali e vi que enxergava a menina que estava em terceiro, decidi tentar alcançá-la. Eu já estava muito cansada, pois gastei toda a minha energia tentando me acalmar. Mesmo assim, resolvi dar tudo de mim. Saí da água com menos de 1 minuto da terceira colocada, mas eu já estava exausta!

A primeira transição foi tragicômica! Porque a roupa de borracha não saía de mim. O  Márcio me jogou no chão e puxava a roupa, mas ela não descia pelas minhas pernas. Perdemos tempo. Eu perdi energia…e confiança. Parti pra bike já me arrastando, mas tentando me concentrar. Mas não ultrapassava ninguém. Só lutava contra o vento forte e contra minha própria mente. Pra falar a verdade, sem tentar usar como desculpa ou justificativa, eu também estranhei o sistema de marchas. Era bem melhor que minha bike antiga, mas eu não tinha usado em subidas, e a prova tinha várias.

Pude contar com a agilidade do Márcio na transição dois. E parti pra corrida ainda querendo tirar meu atraso e alcançar a atleta que estava em terceiro. Porém, me deparei com uma grande dificuldade: subidas. Era a segunda vez que eu sentava naquela cadeira de corridas e usava aquelas luvas. E no meu passeio de conhecimento da cadeira, fiquei em terreno plano o tempo todo. Eu não conhecia o meu equipamento e ir pra prova nessa situação foi um erro grave. É a mesma coisa que um corredor tentar fazer uma maratona com um tênis novo. Vai dar merda! No caso de quem corre, pode dar bolhas, pode machucar a sola do pé, o calcanhar, pode apertar os dedos, pode acontecer um monte de coisas que atrapalhem. No meu caso, eu não sabia fazer curva, não sabia como posicionar a cadeira na reta e muito menos como usar aquelas luvas pra subida. Na hora eu só me desesperava por não sair muito do lugar. Foi depois de me perdoar pelas cagadas que consegui encontrar meus erros e tentar corrigi-los. Na hora da adrenalina a gente não pensa direito.

Lá pelo km2, avistei a terceira colocada voltando e eu estava indo. Ou seja, ela estava 1km na minha frente. Como a esperança é a última que morre, ainda pensei que teria uma chance de alcançá-la e dei tudo de mim.

Não foi o bastante. Terminei a prova em 4º lugar, sem medalha (nessa provas, não dá troféu pra pódio e nem medalha de participação pra todo mundo. É igual Olimpíada, só leva medalha pra casa quem ficou no pódio) e cheia de frustrações.

Ainda tentei disfarçar, afinal estava com a Dri e com o Márcio no quarto e não queria estragar a alegria de um pós-prova. Além disso, o Márcio era só meu amigo na época e eu não podia despencar na cabeça dele o que tava passando na minha. Mais que isso ainda, tinha a campanha #VemComADani e o pessoal tava doido pra ver as fotos com os equipamentos novos. E eu tinha que tirá-las, já que na prova não tinha fotógrafo.

Depois da prova, tirei uns dias lá nos EUA pra passear. Afinal, eu tinha dado aula de inglês por 10anos e nunca tinha ido pra lá. Como qualquer pobre mortal, eu queria ver o Mickey rsrs

Na volta pra casa, eu sabia que tinha que escrever sobre a prova. Tinha patrocinadores, amigos, familiares e seguidores torcendo por mim e esperando notícias. Mas eu não conseguia me perdoar pelas coisas que deram errado. Especialmente pelo meu pavor na água, que foi o que começou a estragar a minha prova. Saindo da água eu não tinha mais energia pro resto. E eu não sou má nadadora. Só ficava me perguntando por que isso, por que aquilo, culpando a roupa de borracha, culpando a mim mesma. Acabei ficando sem escrever pro blog durante muito tempo, pois tinha vergonha de falar sobre essa prova e achava que não podia ignorá-la e falar das outras. Eu não conseguia ignorá-la.

Muita gente ficou feliz por mim, por ser 4ª colocada. Mas eu fiquei 6minutos atrás da terceira (no triathlon isso é tempo pra caramba). Pra vocês terem uma ideia, só por trocar o equipamento eu diminuí 20minutos o meu tempo de prova. Isso é muito! E ao invés de focar no copo meio cheio, eu só focava no meio vazio. Ao invés de pensar em todo o potencial que eu tinha nas mãos para as próximas provas, a partir do momento que treinasse com os novos equipamentos, eu só pensava nos 6minutos que me distanciaram do pódio.

Esse tipo de pensamento negativo estraga qualquer coisa e mina nossa motivação por dentro. Sabe aquela história de pensamento negativo atrai coisas negativas? Foi bem isso. Eu voltei pra casa bem desanimada de treinar. Eu pensava só em emagrecer o 1,5kg que ganhei na casa do Mickey. Não tinha motivação pra tacar o pau nos treinos e diminuir aquelas 6 minutos.

Logo, eu e o Márcio começamos a namorar. Minhas idas pra Porto Alegre facilitavam meus treinos na cadeira de corrida, já que ele tinha carro pra me levar pra treinar na rua, e eu não tenho. (o rolo para a cadeira custa muito caro! Tanto ele quanto meu pai tentaram fazer um, mas nenhum dos dois rolos girou com a cadeira em cima). Assim, quando estava lá, eu treinava com a cadeira e treinava com a hand na rua, nos finais de semana. Em Ribeirão, só conseguia treinar com a handbike no rolo. E é assim até hoje.

 

Coloquei como objetivo fazer minha primeira maratona. Finalmente, depois de tantos anos esperando. Não ia ser como eu queria (correndo com as pernas), mas eu finalmente poderia realizar esse sonho. Escolhi a maratona de Porto Alegre, pra ele poder fazer ao meu lado, diminuirmos os custos de viagem (só um de nós viajaria e eu não gastaria com hospedagem, alimentação, transporte da hand). E era no dia dos namorados! Já escrevi até post sobre ela. Foi maravilhoso. E treinar pra uma maratona me deu um novo objetivo. Aí você diz: “ah, mas nos seus treinos longos você já tinha feito quase 60km.  Qual a diferença da maratona?” A diferença seria que eu fiz os 60km no rolo, dentro de casa, parando pra comer, parando pra ir ao banheiro, com o ventilador na minha cara e no verão. Pra essa prova, eu teria o desafio de controlar a minha água pra não morrer de sede, nem ter vontade de ir ao banheiro (como sempre acontecia lá pelo 18km), além de enfrentar vento, sol e, o mais temido da minha vida: o frio! Afinal, a largada dos cadeirantes foi 5h50 da manhã, num frio de 4º graus (quem me conhece sabe o que o frio representa pra mim). Eu precisava de um desafio, um objetivo, uma motivação. Então, meu conselho pra você é: sempre que estiver desmotivado, trace uma meta, coloque um objetivo pra você. Mesmo que pareça relativamente fácil de atingir. Isso ajuda muito no processo.

Na maratona de Porto Alegre, encontrei a Aline Rocha e o Fernando Orso. Foram eles que me ajudaram com as medidas da cadeira e a fazer a luva que uso hoje (é uma luva pra iniciantes, pra ser usada por 3 meses. Mas to com ela até hoje). Eles me apresentaram o Carlão, conhecido corredor de cadeira de rodas, um dos mais experientes do Brasil, o Jubile, um ótimo treinador, e o Letinho, um ótimo atleta. Os três juntos me deram lições valiosas da técnica de tocar a cadeira de corridas. Pois é, eu nem sabia que precisava de técnica. Achei que era só sair tocando. Ele me levaram pra aprender no rolo que o Carlão tem, e depois me levaram pra pista.

 

Então, eu já tinha conseguido corrigir alguns erros. Estava treinando com a cadeira e tendo ajuda para aprender a treinar direito. Estava treinando com a handbike na rua com a ajuda do Márcio. Aqui, vai mais uma dica: liste quais foram os possíveis erros ou obstáculos que você encontrou. E procure ajuda pra lidar com eles. Não tenha vergonha de pedir ajuda! Ninguém vive sozinho, ninguém é feliz sozinho e ninguém atinge seus objetivos sozinho. Peça ajuda a quem possa te ajudar, a quem sabe mais que você, a quem possa acrescentar pra você e pro alcance de suas metas.

Acabou o problema, então? Bóra treinar e fim. Há, até parece que é assim fácil. Demorei meses pra me perdoar. Vocês podem achar exagero. Talvez seja mesmo. Mas eu fiquei meses e meses pensando na natação, na largada, na roupa de borracha. Eu não conseguia esquecer isso. E gastei muita energia com isso. Energia que eu poderia ter gasto treinando, ficando com minha família, lendo, fazendo qualquer outra. Eu não conseguia me concentrar. E treinar no rolo, dentro de casa, atrapalhava mais ainda. Aí vinha gente e falava “assiste os vídeos do IronMan e do Tour de France enquanto você treina”. Pra mim era pior, pois eu ficava vendo aquelas pessoas incríveis e …pensando no meu erro de novo. Minha alternativa? Pensar em outra coisa. Como enquanto eu treinava? Comecei a ver séries e filmes. Assim eu me concentrava só no meu cronômetro e na história que estava sendo soprada nos meus ouvidos. Busque a alternativa que funcione melhor pra você, quando precisar.

“Tia Dani, e a água? Como foi voltar a treinar?”. Eu amo nadar. Foi normal. Mas eu dividi com a minha treinadora de natação da época, a Juliana Bezzon (que me treinou até janeiro de 2017) e com meu treinador de triathlon, o Rafael Falsarella, sobre as minhas dificuldades, meu nervosismo na largada, como eu fico uma pilha, como a roupa de borracha me atrapalhou, falei tudo que senti, o que pensei, como foi. Ambos começaram a trabalhar comigo. Além disso, eu dividi tudo isso com outros atletas experientes, do triathlon e da natação, a Paty Barros, o Alan Siqueira, o Chico Menez, o Jota Campos. Todos eles me deram vários conselhos e várias dicas. Novamente, peça ajuda de pessoas mais experientes que você, seja em qualquer campo da vida que você tenha um objetivo.

E aí vem a parte psicológica. Eita que essa é difícil. Cheguei a mandar mensagens para duas psicólogas do esporte. Mas em ano olímpico, elas estavam bem atarefadas com seus atletas.  Continuei dividindo algumas situações com outros atletas. E comecei a conversar com o Márcio sobre tudo isso. Como ele é ex-atleta de kart, pratica vários esportes e estava acompanhando meus treinos bem de perto, a ajuda dele foi extremamente importante, pra não dizer essencial, ao lidar com meu nervosismo e inseguranças. Como ele competiu muito tempo, ele entendia o que passava pela minha cabeça, diante de cada conquista ou obstáculo. E ele me ajuda a me perdoar! A enxergar que foi só uma etapa ruim, onde eu aprendi muito, e que eu estava lidando com cada barreira, uma a uma.

“E aí, Dani? Aí treinar foi fácil, né?! Como foi esse? Conte tudo, não esconda nada!”

Não vou esconder! Mas sobre o Panamericano desse ano, eu conto amanhã, no próximo post 😉

07
fev

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Bolinho de frango com couve flor

 

Pensa num trem delícia, pra comer de café da manhã ou lanche da tarde. E super low carb!

Ta achando que é difícil de fazer? É nada!

Ingredientes:

  • 1 kg de peito de frango
  • 1 couve flor
  • 2 colheres de requeijão
  • cebola
  • alho
  • temperos diversos
  • sal
  • farinha de linhaça pra “empanar”

Modo de fazer:

Cozinhe o peito de frango na pressão. Eu já gosto de colocar alguns temperos nesse momento, pro frango não ficar “sonso”.

Desfie o frango. Você tem várias opções pra isso. Pode escorrer a água do cozimento e chacoalhar a panela de pressão, ou passar o frango no processador. Se escolher o processador, não deixe pedaços muito pequenos.

Cozinhe a couve flor.

Divida o frango em duas partes. Uma delas será o recheio. A outra será usada na massa.

Para o recheio, refogue a cebola e o alho com um fio de azeite. Em seguida, coloque uma das partes do frango desfiado. Nesse momento, capriche no tempero! Usei páprica, curry, ervas finas, cebolinha e manjericão frescos.  Eu coloquei uma colher de passata de tomate para dar cor, mas é opcional. Antes de desligar o fogo, coloque o requeijão. Você também pode usar cream cheese se preferir. Optei por colocar os dois, pois queria algo bem cremoso. Desligue o fogo e reserve.

No processador, ou liquidificador, coloque o restante do frango e a couve flor cozidos. Processe bem, até virar uma massinha. Nesse momento, também usei alguns temperos, como alho em pó, sal, páprica doce.

Depois disso, é só fazer as bolinhas com a massa e colocar o recheio. Após enrolar, passe na farinha de linhaça. Você pode assar no forno convencional ou na air fryer. Fica uma delícia!

Eu congelei em pequenas porções. Fica  super prático pro dia a dia!

03
jan

4

4 anos de lesão e Retrospectiva 2016

Esse deveria ter sido o último post de 2016, mas virou o primeiro de 2017.

Quem me acompanha faz tempo sabe que, todo ano, no meu aniversário de lesão, eu faço um post grandão falando sobre o acidente e sobre os aprendizados e conquistas do ano, relacionados especificamente à fisioterapia e ao lado emocional.

Aí, esse ano, todo mundo esperou, mas não teve post. Muita gente perguntou o motivo e dei aquela escorregada, feito bagre ensaboado, e não respondia. Mas hoje, decidi contar tudim procêis.

Todo ano, no meu aniversário de lesão, eu sempre foco no que eu ganhei. Seja algum movimento quase invisível da mão, seja alguma coisa que melhorou no tronco, seja no campo da amizade, da família, do esporte. Mas eu sempre vejo o copo cheio, e foco no que eu ganhei ou no que eu mantive. Porém, esse ano, com aquela maravilhosa novidade do facebook  “Suas lembranças”, eu fiquei o mês de outubro inteirinho sendo lembrada do que eu perdi. Só recebia foto de corrida, de treino de corrida, de mais corrida e mais e mais… até a última delas, dois dias antes do acidente.

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75 Bertioga-Maresias. 2 dias antes do acidente.

Aí, não teve jeito. Toda a minha fortaleza desabou! Muito se engana quem pensa que eu sou feliz 100% , que não tenho problemas, dores ou tristezas. Mas, eu sempre tentei focar nas coisas boas e não me permitia chorar ou sofrer  mais do que um ou dois dias. Esse ano, eu já comecei a chorar no fim de setembro, quando começaram a aparecer as fotos das reuniões pra Bertioga-Maresias, minha última prova em pé. Por sorte, eu estava na casa do boy e ele me ajudou a não pensar muito.

Todo ano, no meu aniversário de lesão, eu viajo pra comemorar. E geralmente eu faço alguma prova, de corrida com a handbike ou de triathlon. Esse ano, eu não tinha nenhuma. Nem dinheiro pra viajar muito longe. Pedi ao boy pra ir pra Ribeirão ficar comigo. E ele teve que me aguentar chorando do dia 20 ao dia 22. Mas eu não quis ficar sozinha. E ainda bem que não fiquei!

Chegada dos 75km Bertioga-Maresias, com as duas amigas com quem eu formei o trio de revezamento.
Chegada dos 75km Bertioga-Maresias, com as duas amigas com quem eu formei o trio de revezamento.

O que eu aprendi com tudo isso? Aquilo que eu já falo sempre, desde os primeiros dias de acidente. Falo inclusive nas minhas palestras. Tristeza e depressão não resolvem problema. Só pioram! Eu me permito chorar e sofrer, tanto pelo acidente, pelo fato de não andar mais, ou pelas minhas dores. Faz parte da vida nos sentirmos tristes. E segurar a lágrima, não botar sua tristeza pra fora, vai fazer mal pra você! Mas não deixo isso se arrastar por muitos dias. Nem fico o dia inteiro me descabelando. Chorava, conversava com ele, e a gente ia fazer outra coisa pra distrair minha cabeça. Sim, mantenha-se ocupado! Não tem aquele ditado “cabeça vazia oficina do diabo”? É exatamente isso! Se você ficar ocupado, fazendo e falando sobre outras coisas, a razão do seu problema não vai ficar incomodando o dia inteiro. E pensamentos negativos causam doenças físicas! Outra coisa é: peça ajuda. Eu falei pro boy que não ia dar conta de ficar em casa sozinha na data. E lá foi ele ficar comigo. Não é feio assumir alguma fraqueza sua e pedir ajuda. É melhor pra você, que terá alguém pra dividir sua carga. E a pessoa que te ajudar (mas tem que ser alguém que se importe com você de verdade) vai se sentir feliz por poder te ajudar a aliviar a tristeza, nem que seja segurando sua mão e te ouvindo.

“Aaaah, Dani, então seu ano de 2016 foi terrível. Você só chorou”. Té parece, meu bem! Esse ano, o aniversário de lesão foi mais pesado do que eu esperava, mas teve um tantão de coisa boa pra compensar.

Em março, eu realizei um grande sonho, que era conhecer os Estados Unidos. Eu dei aula de inglês 10 anos e nunca tinha ido pra lá. Como em março eu tinha o Panamericano de Paratriathlon, fui de mala e cuia. Pude ver a neve no Central Park, em New York, antes da prova, e pude ver o Mickey, na Disney, depois da prova. E também experimentar aquelas comidas que a gente vê os americanos comendo de café da manhã nos filmes. Coisa de gordinha…

Central Park - NY
Central Park – NY

 

Disney Magic Kingdom
Disney Magic Kingdom

 

 

Fui a primeira brasileira cadeirante a participar de uma prova de triathlon internacionall. E por que eu não fiz post sobre ela? Porque eu passei vergonha na água, meu bem! Eu nunca tinha usado uma roupa de borracha. Como meus pulmões foram comprimidos no acidente, eu tenho uma certa dificuldade pra respirar. Aí aquele trem me apertou dum tanto, que eu apavorei e deixei todo mundo apavorado. Inclusive o boy, que foi comigo em uma prova pela primeira vez. Mas, eu consegui me acalmar na metade do percurso, tirei o atraso na água, mas já tava esbaforida! Ainda não sabia mexer na hand nova, nem na cadeira, pois tinha pego as duas apenas 4 dias antes. Aí, fiz uma cagada atrás da outra.  E a verdade é que eu fiquei me punindo por isso. Fiquei meses ensaiando posts na minha cabeça, pra contar pra vocês, mas eu me punia muito pelo meu medo. E não tive coragem de compartilhar aqui. Bobeira da minha parte? Talvez. Mas eu levei bastante tempo pra aceitar meus erros na prova, que me levaram a ficar em 4º lugar na prova, 6 minutos atrás da terceira. Vendo o copo cheio? Escrevi meu nome na história do triathlon brasileiro. Fui a primeira no Panamericano e a primeira numa prova internacional. Isso ninguém me tira, né?!

Na área de transição, minutos antes da largada do Panamericano de Paratriathlon
Na área de transição, minutos antes da largada do Panamericano de Paratriathlon
Panamericano de Paratriahtlon - Flórida
Panamericano de Paratriahtlon – Flórida

Aaaahh, e teve o boy! Ficamos amigos por 6 meses, nos falando por telefone todo santo dia. Não foi amor à primeira vista da parte de nenhum dos dois. Mas na viagem, com a convivência, nos apaixonamos. Sou muito grata por ter alguém do meu lado que soube respeitar minha escolha no esporte e quis fazer parte disso. Ele é meu handler em todas as provas, me apoia, me acalma. E enfia todas as minhas tralhas, aquele mundaréu de roda no carro, e me leva pra treinar na rua. Sem ele eu não teria melhorado tantos meus tempos nesse ano. Fora que encontrei um companheiro pra todos os momentos da vida. Menos pra dieta! Aquele ali nasceu virado pra lua! Come, come e não engorda nunca. Mas, terei que aprender a conviver com isso pro resto da vida. Em 2017 diremos o SIM e trocaremos as alianças de mão!

21k Golden Run RJ
21k Golden Run RJ
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Wings For Life World Run – Brasília
Campeonato Brasileiro de Paratriathlon - Caraguatatuba
Campeonato Brasileiro de Paratriathlon – Caraguatatuba

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia do pedido de noivado
Dia do pedido de noivado

 

 

 

 

 

 

 

 

Quanto ao esporte, só posso reclamar de não ter conseguido mais patrocínios pra participar de mais provas. Foi um ano muito gostoso! Eu fiz minha primeira maratona. Depois de tantos anos esperando, finalmente pude gritar que sou maratonista. Foi igual? Não! Foi de handbike? Sim. Mas o importante é que eu consegui tirar isso da minha cabeça. E não satisfeita, eu fiz duas! Fiz a Maratona de Porto Alegre, em junho, e a Asics City Marathon, em julho. E deu pódio nas duas!

Feliz da vida na chegada da minha segunda maratona.
Feliz da vida na chegada da minha segunda maratona.

Também fui a primeira a participar do Challenge Florianópolis e fomos super bem recebidos pelo pessoal da organização. Ali, pude enfrentar meu medo do mar agitado, e consegui sair da água na frente de muita gente que anda! E fui Bicampeã Brasileira de Paratriathlon.

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Outra coisa incrível foi o UB515. Formamos a equipe TriFeliz, onde o atleta Reinaldo Tubarão carregou deficientes na prova. Ele puxou Mara Gabrilli na natação, por 10km. Depois carregou a mim  na bicicleta, durante 2 dias de percurso. E no último dia,  Lipe Magela e Jonatan Silva e eu nos revezamos ao sermos empurrados na distância de 2 maratonas. Escrevemos nossos nomes também na história do Ultraman, junto com toda a equipe de apoio.

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Junto com outras mulheres maravilhosas, fui homenageada por Gabi Manssur em sua palestra no TEDx, sobre o empoderamento da mulher através da corrida.

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E teve palestra! Eita que eu gosto pouco de falar, né?! E quando pego no microfone, não quero soltar mais. Gosto mais de ficar ali batendo papo do que de cantar no karaokê! rsrs  Conheci pessoas maravilhosas, tantos entre os que me assistiram, como entre os que me contrataram. É sempre enriquecedor. Eu adoro quando as pessoas vem me cumprimentar no final da palestra e dividem um pouquinho da história delas comigo. Sempre aprendo. E esse ano teve até fila pra me abraçar, em Franca! Como retribuir esse carinho?

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Dei entrevista pro rádio, pra tv. Fui capa de revista. Posei pras fotos de modelete…

“E a fisio, dona Danielle? Não teve fisio?”  Teve sim! Além dos profissionais de Ribeirão que já me atendiam, como o boy é de Porto Alegre e eu vivo no ir e vir, pude conhecer a Mel e sua equipe maravilhosa. Foi desafiador! Esses dias estávamos lembrando como eu chorei no primeiro dia, de medo de ir de cara no chão com os exercícios propostos. E hoje eu faço os mesmos exercícios com menos dificuldade (e menos medo). Aprendi a conhecer meus limites. Nem sempre é fácil encararmos nossos limites de frente e assumirmos que isso a gente não consegue fazer. Pior ainda é quando você acha que consegue e descobre que não consegue. E eu me deparei com isso várias vezes durante esse ano. Não foi fácil. Eu voltei de lá várias vezes frustrada, por ver como meu corpo está e como às vezes ele não responde. Mas, eu tento não ficar pensando só nisso. Tento não ficar pensando só no que eu não consigo fazer ainda. Tento sempre pensar que “isso eu não conseguia e agora já consigo um pouquinho”.

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Verdade seja dita, há 4 anos (e 2 meses) atrás, eu pensava que em 1 ano estaria andando e em 1 ano e meio já estaria correndo. E ainda to aqui, 4 anos depois, tendo a cadeira de rodas como minha fiel escudeira. Todo mundo ri quando eu to sentada no chão e peço pra alguém trazer minhas pernas. É isso que a cadeira é, uma substituição das minhas pernas pra me locomover. Amo? Não. Odeio? Também não. Encaro como algo necessário, mas que me permitiu sair da cama e continuar vivendo e sendo feliz. Já imaginou se não tivessem inventado a cadeira de rodas e eu precisasse passar o resto da vida na cama? Socorro! Um beijo pra quem inventou a cadeira! (falando nisso, não sei quem foi. Preciso dar um google).

4 anos depois, minha ideia de vida continua a mesma. Quem me lê desde sempre deve lembrar, porque eu bato sempre na mesma tecla. O plano A é e sempre será voltar a andar. Ta levando muito mais tempo do que eu imaginava. Há uns 2 anos atrás eu escrevi que tentar voltar a andar tinha deixado de ser a maratona da minha vida, e virado uma ultra. Esse ano percebo que fazer o plano A tornar-se realidade vai ser a maior Ultra já corrida na história! Dói. Cansa. Eu paro pra pegar água. O tênis desamarra. Eu paro pra desamarrar. Diminuo o ritmo na subida. Tento aproveitar o embalo da descida, mas sem descabelar, pra não sobrecarregar o joelho. Descanso quando to cansada. Diminuo e aumento meu pace, de acordo com o sol, a chuva, o vento. Troco a música. Tomo mais um gel. Jogo água na cabeça. Às vezes luto pra não quebrar. Eu só não paro. Não vou parar nunca. Tenho certeza de que vai ser a linha de chegada mais linda da minha vida! Enquanto isso, eu aproveito todas as outras linhas de chegada do meu plano B, que é ser uma grande atleta. Mas em qualquer um dos planos, eu foco em ser feliz. Em aproveitar todos os momentos de felicidade. E sorrir. Sorrir sempre! É isso que importa.

 

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15
dez

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Quando o corpo fala

Algumas pessoas que eu conheço são um pouco teimosas. Eu sou uma delas! Depois do acidente, minha teimosia foi especialmente importante para não aceitar o “diagnóstico médico definitivo” e simplesmente lutar, com todas as forças, pra mudar o que hoje é meu presente, e talvez o meu futuro.

Há 2 meses to sendo de uma teimosia tamanha contra um dos fatores principais para atletas e para qualquer pessoa no mundo: o descanso (pensou que era dieta, né?! Tudo bem… te perdoo!).

Pois é, meu bem. A gente começa só negligenciando uma horinha de sono hoje e mais uma amanhã. E quando vê, o trem virou uma bola de neve e a gente ta descendo ladeira abaixo. Eu me transformei numa avalanche.  Foi uma hora aqui, outra ali, treinando loucamente porque tinha competição. Quem me acompanha no Snapchat viu que tive mudanças pessoais e de treino também. E continuava dormindo pouco e sempre me sentindo cansada.

Depois de pouco mais de um mês, eu tentei gostar de uma coisa que não me desce: café. Dr. Barakat, Lara, e mais um monte de gente tomando o tal do bulletproof, o famoso Café com Óleo de Coco. A Mide disse que também não é fã, mas toma antes de treinar  porque parece que ta com um foguete enfiado no botão (entendedores entenderão). Protelei, protelei e decidi tentar descer café pela goela abaixo. Lembra quando a gente era criança e tinha que tomar remédio ruim, e a gente tampava o nariz e engolia o negócio? Foi tipo isso. Mas eu sentia ânimo por 15min apenas e, tomando o café antes das 7h da manhã (às vezes antes das 6h, pq eu inventei de nadar 6:45), depois do meio dia eu mal conseguia ficar de olho aberto e parar sentada na cadeira de rodas.

olheirasMaaas, teimosa que sou, eu continuava tentando acordar cada vez mais cedo, sem conseguir dormir cada vez mais cedo e com horas e horas de sono atrasado acumuladas. Tomava Advil como se não houvesse amanhã, porque minha cabeça ficava explodindo 24 horas por dia. Porém, toda teimosia tem um fim. Sabe aquela criança birrenta que grita e chora no shopping, aí o pai dá uma chinelada e acabou a teimosia? (nossa, no meu tempo isso era comum, mas hoje parece que é proibido usar a chinela e a criança é livre para fazer o que quiser, né?! que coisa!). Ontem meu corpo pegou o chinelo e sentou o reio.

O boy chegou em casa e me pegou estacionada (pq quem usa cadeira de rodas não para, estaciona!) na porta, aos prantos, dizendo: “não consigo mais! Preciso de férias”. Desculpe, amor! Te coloco em cada cilada. Ele não sabia o que fazer além de me abraçar e me ouvir reclamando que tô cansada enquanto a cascata de lágrimas rolava.

Tô cansada pacas! Uma seguidora esses dias me mandou inbox no Snap e disse “Te conheço. Você ta estressada.” Até sumi do Snap porque ninguém me merece assim. Nem eu!

Resolvi que era hora de parar uns dias. Claaaro que eu não vou ficar em casa dormindo o dia inteiro. (Sério que não? Que pena rsrs…) Lóóógico que não! Senão eu posso perder minhas melhoras de fisioterapia e engordar mais do que já engordei. Mas, decidi que tirar o pé por uns dias pode ser muito mais benéfico do que me amarrar e ficar tentando treinar à força. Na verdade, todo mundo sabe que dormir bem aumenta a produtividade.

Vou te falar a verdade, a gente também sabe que dormir pouco faz mal, mas quando você lê, parece que toma consciência do estrago que tá fazendo consigo mesmo. Quer ver o que eu encontrei no nosso amigo Google sobre os efeitos de dormir pouco e/ou mal?

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“Sente mais fome e tende a comer mais. Estudos vincularam a privação de sono no curto prazo à tendência de comer porções maiores, uma preferência por alimentos de alto teor calórico e mais carboidratos ”  – Taí um dos motivos de eu ter engordado tanto e ter ficado mais difícil dizer não pras gordices que o boy come? Talvez. (Não to usando de desculpa. Nem sabia disso até ler. Parem de me julgar rsrs)

 

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“Não estará com sua melhor aparência, nem com o melhor humor.” – Minhas olheiras vão bem, obrigada! Estão quase chegando no queixo e não há reboco suficiente que eu passe na cara pra melhorar isso! Humor? Seguidora, você tinha razão. To parecendo o Zangado da Branca de Neve.

 

 

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Terá mais chances de contrair um resfriado. O repouso satisfatório é uma das bases de um sistema imunológico saudável.” – Atchiiiimm… Pois é! Um dia que dá um ventinho mais forte eu já to espirrando.

 

 

dor-de-cabeca Terá dores de cabeça frequentes”  –  E remédio nenhum resolve

“Ficará menos focado e terá problemas de memória. Estar exausto prejudica sua concentração e pode deixá-lo mais esquecido (não surpreende que você se confunda e não saiba onde deixou o celular, após uma noite maldormida).” – Tem dias que eu acordo e não sei nem o meu nome. Ligo o automático e vou. Mas, como há contei lá em cima, tem horas meu cérebro desliga e só pensa em dormir.

 

“Seu risco de sofrer um AVC é multiplicado por quatro.” – Ser cadeirante já ta bom. Obrigada. De nada.

ob1“O risco de obesidade cresce muito.” – Cê jura? Nem percebi!

“O risco de alguns tipos de câncer pode subir.”

“Sobe o risco de diabetes.”

“Aumenta o risco de doença cardíaca. A privação crônica de sono foi vinculada a hipertensão, aterosclerose (entupimento das artérias por colesterol), falência cardíaca e ataque cardíaco, informa a “Harvard Health Publications”. “

 

E por aí vai. Tem coisa pior. E há muitas e muitas reportagens sobre o assunto, em todo tipo de site, revista e jornal. Isso porque muita gente, ta igual a mim. E por vários motivos. Não é só por treino, por insônia, por preocupações. Iluminação artificial, internet 24h, Netflix, jogos online, pressa, prazos,   e cada vez mais coisas pra fazer estão levando as pessoas a dormir cada vez menos (ou até trocar o dia pela noite).

Não é fácil encarar nossas falhas de frente. Eu tive que levar uma chapoletada do corpo, porque ele falava e eu não ouvia. Então, decidi escrever esse post porque pode ter mais gente teimosa como eu. E eu não quero que o corpo de alguém pare de uma vez, porque foi tarde demais.

Então, se você está como eu, sempre cansado, com sono, com dor de cabeça, o efeito do café é igual da água, se você tá chatinho (eu to! admito), REPENSE! Repense suas horas de sono e descanso. Reorganize seu dia e sua noite. Vá pra cama mais cedo. O sono e o descanso são fundamentais! Falando nisso… já são mais de 20h.. daqui poucas horinhas eu vou dormir. E você?

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14
nov

2

Croquetes Low Carb de Brócolis

E nesse mundão de gordices que me encontro, estando ao lado de alguém que come, come e não engorda nunca, eu continuo inventando moda pra manter a dieta low carb o mais delícia possível!

A receita dessa fez foi croquete de brócolis. Bóra colocar a mão na massa?

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Ingredientes:

Meia bandejinha de brócolis ninja

5 fatias de bacon

1/2 cebola

3 dentes de alho

50gr de queijo provolone

1 ovo

farinha de linhaça

sal

temperos a gosto – usei pimenta do reino, páprica doce, manjericão, ervas de provence, coentro

Modo de fazer:

Bata o brócolis no processador até triturá-lo bem(se vc não tiver, use o liquidificador, mas faça aos poucos, senão ele não tritura).

Acrescente a cebola, o alho e o bacon, e bata novamente. Acrescente o queijo e bata muito bem. Eu coloquei um pedaço inteiro e demorou pra bater. Seja esperta e pique menor rsrs

Acrescente os temperos e o ovo e bata novamente.

Desligue o processador e acrescente cerca de 2 colheres de farinha de linhaça na massa e mexa com uma colher. Eu queria usar farinha de coco, mas não tinha. A de amêndoas vai deixar a massa muito mole.

Em um prato, coloque mais farinha de linhaça pra empanar os bolinhos. Eu temperei essa farinha com alho e aipo em pó.

Faça bolinhas delicadas com a massa e empane. Leve pra air fryer ou pro forno. Se for pra air fryer, não coloque um bolinho sobre o outro pois vai grudar. Rende cerca de 15 bolinhos e eu fiz em duas remessas. Coloquei poe 15minutos na air fryer a 200º. Abri na metade do tempo pra virar e tostar dos dois lados.

Fica uma delícia, crocante por fora e macio por dentro!croquete-de-brocolis

 

11
out

16

Bolo prestígio Low Carb

Ah, que isso? Elas estão descontroladas! hahahaha  Gente, foi só eu postar a foto do bolo que todo mundo ficou doido querendo a receita! Não é pra menos rsrs

Então, anotem aí e façam essa delícia! Só não pode se entupir de bolo, viu?!

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Ingredientes para o bolo:

200 ml de leite de coco

4 colheres de sopa de cacau em pó

1/2 xícara de xylitol

3 colheres de óleo de coco

4 ovos

1 1/2 xícara de farinha (misturei de amêndoas e de coco)

uma pitada de sal

1 colher de psyllium

1 colher de fermento

Modo de fazer:

Leve ao fogo baixo o leite de coco, 2 colheres de cacau, o óleo de coco, 2 colheres de xylitol. Deixe engrossar.

Enquanto isso, bata as claras em neve e reserve.

Separadamente, bata as 4 gemas com o restante do xylitol. Bata loucamente.

Acrescente a mistura da panela e continue batendo.

Vá acrescentando um a um e batendo. Primeiro a farinha, depois o psyllium, o sal, o restante do cacau.

Pare de bater e misture delicadamente as claras em neve e o fermento.

Leve ao forno, pre aquecido 180 °,  por 30minutos.

Para o recheio:

bolo-recheio200 g de coco ralado (se for coco fresco fica mais saboroso)

300 a 400 ml de creme de leite fresco

1 colher de óleo de coco

100 g de  xylitol

Leve ao fogo baixo e vá mexendo até engrossar. Fica no ponto de beijinho

Assim que o bolo esfriar, corte-o ao meio e recheie.

 

 

bolo-coberturaGanache:

200 g de chocolate 70%

creme de leite fresco

Derreta o chocolate em banho maria ou no microondas. (se for no microondas, mexa de 1 em 1 minuto para não queimar o chocolate.)

Vá acrescentando o creme de leite aos poucos e mexendo até ficar na consistência desejada (de mais ou menos 350ml).

Depois de rechear o bolo, cubra com a ganache e leve à geladeira.

 

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