08
set

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Bolo Formigueiro Low Carb

O boy resolveu entrar na dieta (não 100%, porque ele ainda faz gordices, come arroz..mas ta quase la!) e um belo dia me pediu: “faz um bolo formigueiro ‘da dieta’ “.

Dani Maria Braga em ação! Peguei um bolo de coco, receita que uma amiga me passou, e adaptei pro formigueiro. Deu super certo! Todo mundo que provou, amou! Mãos á obra?

Ingredientes:

  • 6 ovos
  • 100 g de coco ralado
  • 60 g de coco em flocos ou lascas
  • 2 colheres de manteiga
  • 200 ml de leite de coco
  • 2 xícaras de chá de farinha de amêndoas (ou outra oleaginosa)
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de psylium
  • 150 g de xylitol
  • 2 colheres de chá de fermento
  • chocolate amargo ou 70%  picado pequeno ou em raspas (para a receita eu usei o Dark Small Flakes da Callebaut)

Modo de fazer:

Esse bolo é a coisa mais fácil do mundo de fazer. Bata todos os ingredientes com um fuet, um a um. Ou seja, bata bem todos os ovos. Depois acrescente o coco. Em seguida, a manteiga derretida, depois o leite de coco. E vá batendo e acrescentando até chegar ao chocolate.

Finalmente, divida a massa em forminhas de silicone (eu faço isso pela praticidade de comer, mas você pode colocar em uma forma grande, untada). Leve ao forno médio baixo, pre-aquecido, até que a superfície dos bolinhos comece a ficar corada.

Aqui em casa, comemos assim mesmo. Mas você pode acrescentar um pouco de chocolate derretido sobre o bolo antes de servir. Rendeu 12 porções. Bon appetit!

 

 

28
abr

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Panamericano de Paratriathlon – Parte 2

Vamu lá, meu polvo e minha polva. Depois de tomar coragem e contar tudim pra vocês sobre o Panamericano do ano passado (antes tarde do que nunca), vamos falar sobre a prova desse ano.

Em agosto do ano passado, na primeira etapa do Campeonato Brasileiro de 2016, eu já tinha conseguido diminuir aqueles malditos 6 minutos do Panamericano e mais 2. Mas a prova era totalmente plana, então eu não estava com plena certeza de que eu manteria esse tempo numa prova cheia de subidas. E uma coisa que eu posso ter certeza é que nunca devemos ter certeza de nada. Como bem diz a Bíblia em Eclesiastes: o tempo e o  imprevisto sobrevém a todos (que o diga Vanderlei Cordeiro de Lima).

Verdade seja dita, eu não estava muito confiante na natação. Essa coisa do ir e vir pra Porto Alegre fez com que eu treinasse mais hand e mais cadeira, mas nadasse menos no frio. Com isso, meus tempos nos tiros de 50m e 100m pioraram consideravelmente.

Ainda assim, consegui fazer com que a roupa de borracha fosse uma aliada. No caminho pro Challenge de 2016, paramos numa loja  e compramos uma roupa sem mangas e menos apertada pra mim. O defeito dela é que é short (pernas curtas, como shorts mesmo), não long (pernas longas, tipo calça). Então, protege meus órgãos da água fria, mas não as pernas lá onde me causa dor neuropática. Mas, compramos no tamanho certo pra sair mais fácil do corpo (assim não preciso rolar na grama na transição, tipo um croquete sendo empanado). E por não ter mangas, me sufoca menos (não totalmente, mas menos) no pescoço e peito.

Nos treinos de transição em Porto Alegre, o Márcio começou a me acompanhar de bike. Isso me ajudou muito. Verdade seja dita, treinar sozinha é um saco furado hahaha. Ele ir comigo pedalar e correr era ótimo! Além disso, um casal de amigos  e atletas (ele vai fazer o Iron esse ano) começou a ir com a gente alguns finais de semana. Isso também é um incentivo a mais. E ela ajudava bastante, me puxando, e eu não podia reclamar tanto quanto reclamo quando tá só o Márcio :p

A viagem pra prova foi mega cansativa. O voo que deu pra pagar nos fez viajar muitas horas, pois tinha muitas paradas. Da hora que chegamos ao aeroporto aqui até a hora que chegamos na pousada em Sarasota (Flórida), levamos 29horas. Isso foi na quinta-feira. A prova seria sábado.

Dormimos cedo e até 8h da manhã de sexta. Saímos pra comer e, Márcio, Leo (outro atleta que dividiu o carro, as risadas e a companhia conosco) e eu, fomos pra minha reclassificação funcional.  Após as Paralimpíadas, a ITU decidiu fazer algumas mudanças nas categorias dos atletas de Paratriathlon. A reclassificação do Leo foi quinta, mas ele foi com a gente na minha. Amigo é amigo.

Saindo dali, foi o reconhecimento de percurso. A prova é no Nathan Benderson Park, com o percurso dentro e em volta do lago. Primeiro fomos pra  bike, e o Leo quis ir comigo. Não sei porque, a gente anda num sentido na sexta, mas a prova do sábado é no sentido contrário (acho que tem a ver com o trânsito fechado e quantidade de policiais pra fazer nossa segurança). Assim, não deu pra sentir a subida do ciclismo. Mas deu pra lembrar dela quando descemos ali, enquanto o Leo, atleta mais experiente que eu, dividia altruistamente comigo seus conhecimentos sobre pedal no contra vento . Na sexta pegamos vento em alguns trechos,  no sábado seria no sentido oposto, mas teria vento do mesmo jeito.

Saindo do ciclismo, era o reconhecimento da água. Eita nóis! Eu tava tremendo na base. Colocamos minha roupa de borracha e fomos pro píer. A água já estava cheia de paratletas  e atletas do convencional, que fariam sua prova antes da nossa, na manhã seguinte. Sentei ao lado do Aranha, mas ele nem sabia que eu queria um apoio moral e foi pra água. As outras meninas do Brasil também foram. Todo mundo já entra na água e sai nadando, porque ali é bem fundo e bem gelado. Mas eu pedi pro Márcio ficar ali perto. Fiquei dentro da água gelada, segurando no píer. Comecei a fazer os exercícios de respiração que o Juliano Pereira me ensinou e saí pra nadar. Até pensei em alcançar as meninas brasileiras que estavam bem ali. Mas pensei que tinha que ir no meu ritmo, e no meu tempo. Comecei tranquila. Mentira. Tava tranquila nada. Comecei a nadar e já deu aquele pavor e a falta de ar. Parei de nadar, coloquei a cabeça pra fora, respirei nadando cachorrinho e continuei. Se tinha um dia pra ir devagar, era hoje. Aquele trem daquela roupa me sufocando. Eu só repetia “calma, Danielle”. Devagar e sempre, cheguei na primeira bóia. Tinha duas pessoas ali, conversando. Parei pra respirar e olhar em volta. Parei pra me acalmar, mesmo. Eu tinha ainda a segunda boia e só depois começar a voltar. Fiquei com receio de chegar muito depois de todo mundo. Sabe como é, aquele medinho de ficar na água sozinha, não por ser a última, mas por ficar na água sozinha. Decidi voltar por onde eu vim. Hoje não era a prova e não havia problema nenhum nisso. No meio do caminho, veio um grupo no sentido contrário. Acho que eram uns 4 meninos. Mas não sei se eram paratletas ou do convencional. Aí, cheguei no píer e chamei o Márcio, que estava me esperando do outro lado, por onde todo mundo estava indo. Ufa, acabou! Saí da água. Pausei o relógio e vi que nadei 500m, contra os 50m do ano passado.

Troquei de roupa no carro (não havia outra opção. Eu praticamente fiquei parada e o boy me trocou, mas não contem pra ninguém) e fomos pro congresso técnico. Do outro lado do parque, tem um shopping. Comi o lanche (wrap de frango)  que tínhamos comprado lá.  Depois do congresso fomos pro hotel descansar. Apesar de nossa prova ser à tarde, eu não podia dormir tarde e correr o risco de acordar cansada.

No dia seguinte, acordei tranquila. Tínhamos tempo e o Léo precisava de ajuda para comprar alguns presentes pros filhos dele. Sim, ainda tive cabeça pra me distrair vendo as coisas dele. Comprei um wrap igual ao do dia anterior e fui pro parque comendo. Mas não consegui comer o lanche inteiro. Já tava um pouco ansiosa. “Mas, Dani, você não almoçou antes da prova?”. Por acaso alguém consegue bater um pratão de comida de manhã, antes de uma prova? É a mesma coisa, gente. Só mudou o horário. Eu não podia correr o risco de comer um pratão e vomitar no meio da prova. Já pensaram, que mico? Hahaha

Sempre antes da prova, há uma checagem no local da retirada do chip. Eles olham nosso capacete, o número colocado nos dois braços e nas pernas, o número na handbike e na cadeira de corrida, olham nosso macaquinho (se tudo que está escrito nele – nome do atleta, país, patrocinadores – segue as regras da ITU). Já com o chip na handbike e no meu tornozelo, preparamos a transição. Nossa largada é em ondas e  antes da primeira onda, todos devem sair da área de transição.

O sol tava castigando e eu estava com bastante medo de passar mal ali naquela espera. Todo mundo sabe que eu não transpiro e, se ficar no sol direto, posso ferver e até desmaiar. Eu e o boy procuramos uma sombra e ficamos ali por uns 20min. De volta pra largada eu tive 10minutos pra ficar nervosa. Nesses 10, fiquei conversando com o Márcio e ele me motivando e me acalmando. Por isso eu digo que, se você fica nervoso demais, é ótimo ter alguém por perto que te ajude e a focar na prova.

Quando eu menos esperava, começaram a chamar nossos nomes, pra nos dirigirmos ao píer. Funciona assim: a gente vai de cadeira até o píer, senta no chão com os pés na água (gelada). Aí tiram nossa cadeira dali e já levam pra saída da água. A largada dos cadeirantes também era em ondas. Masculino H1, Feminino H1 (a minha classe), Masculino H2 (a classe do Aranha) e Feminino H2 (nessa prova só havia meninas H1). 1 minuto de diferença entre as largadas. Não dá tempo pra pensar. Todos desejaram em voz alta “boa prova, gente”. E começaram os apitos.

Quando foi nossa vez, a americana se jogou na água e partiu. Já fez uma bela diferença com relação a mim.  Se eu me trucidasse, ainda conseguia alcança-la. Mas, pensei “pra que? Ela é mais rápida que eu na bike e na corrida. Eu vou me trucidar pra alcança-la, pode ser que eu não consiga e ainda vou sair da água podre.” Decidi fazer a minha prova. Olhar pra mim! Mas quando estava respirando, bem vi um dos caras da Federação Brasileira lá na beirada da água, acompanhando a mim, e ao Aranha, que largou 1minuto depois e já tava me alcançando (ele é foda! Um puta atleta). Aí eu queria nadar bonito hahahaha Desliguei a chavinha do pavor e fui. Quando cheguei na primeira bóia, eu ia ultrapassar um menino e ele simplesmente parou de nadar. Isso me quebrou. Pq eu tive que parar também pra não trombar com ele, já que ele cortou a minha frente. Ele disse algo sobre a perna dele. E eu vi que ele estava nadando pro lado contrário. Depois da prova fui um pouco criticada por ter perdido alguns segundos nessa hora. Mas eu perguntei se ele precisava de ajuda e disse que ele estava indo pro lado errado e pra ele me seguir. Aí, fui embora… Parecia que a terceira bóia não chegava nunca! Mas chegou e eu saí da água. Nessa hora, a gente nem vê o que acontecendo. Eu só sentei na cadeirinha e os fiscais começaram a me tirar da água. Ele já colocam a gente sentado na nossa cadeira de rodas. Eu também não vi, mas o Márcio já tava atrás de mim, puxando minha roupa de borracha pra baixo.

Da natação até a área de transição, temos que tocar nossa cadeira sem ajuda. Na grama. Adivinha o que aconteceu? Caí! De quatro! Bem bonita com o bundão pra cima e as mãos na terra. Gritei o Márcio. Ele voltou correndo, me botou na cadeira e eu entrei na transição. Aí ele me disse “Corre! Você saiu da água na frente de alguns homens.” Eita! Sério, gente? Então corre.

Mas, o ciclismo já começa com subida  pra sair da transição e eu não sabia nem cadê meus braços. Sobe e entra na pista que contorna o parque. Aí sobe de novo e desce, faz umas curvas e…um que tava atrás de mim já me passou. Fiquei pensando nas brincadeiras que eu fazia nos treinos de rua, quando eu mirava em alguém que tava na minha frente e tentava alcançar a pessoa. Decidi que iria fazer isso com ele. E fui atrás dele dando meu melhor, até no contra vento. Aí chegou aquela subida, pra terminar a primeira volta. E ele foi embora e eu fiquei. Na segunda volta, no mesmo ponto em que ele me ultrapassou na volta anterior, olhei pro garmin no pulso e vi que minha velocidade tinha caído. Pensei “Que isso? Ta maluca? Essa é a prova da sua vida.”

Na reta antes da subidona, fiquei pensando que não tinha visto a americana passar por mim, como no ano passado. Ou eu tava muito bem, e não era retardatária, ou eu tava muito mal. Dito e feito, ela me passou bem nessa hora. Deu um grito tipo “Go Danielle” e terminou o ciclismo dela. Eu ainda tinha mais um volta. Nessa última, eu só pensava “se mata, se vira.” No contravento era “ta esperando o que, franga?” Pedalei enlouquecida porque essa prova era tudo ou nada. E conforme eu acompanhava as parciais no Garmin, nem acreditava que eu ia conseguir fazer aquele tempo. Foi o melhor pedal da minha vida e eu entrei pra transição muito feliz!

A transição pra corrida foi muito rápida. O Márcio solta meus pés, me pega no colo pra me tirar da hand e já me coloca na cadeira. Enquanto ele amarra meus pés, eu coloco as luvas.

Eu saí muito empolgada, fazendo as contas meio que de cabeça, somando os tempos que via no relógio, da natação, da bike e das transições. Eu fui pra prova querendo fazer em 1h55. No meu sonho mais dourado eu queria fazer 1h50.  Mas pelos meus cálculos, eu tinha bastante tempo pra correr e fazer isso. E eu estava empolgadíssima, então ia ser demais.

Minha empolgação durou apenas 1 minuto! Pra corrida, você sai da transição já numa curva. Anda uns 30metros (ou menos) e já tem uma subida animal. Pra vocês terem uma ideia, quando fui tentar virar a roda da frente da cadeira, que ia bater na grade, como eu não dei uma mega impulso pra frente, a cadeira parou e começou a descer. E ali, eu quebrei. Tem que fazer muito esforço pra subir aquela ladeira do pico do Everest. E eu não treinei subida e me fu…

A corrida inteira é subida. Sobe e desce e sobe, sobe, sobe. Só isso. Quando tem uma descida pra aliviar, depois dela tem a mesma subida e a vida acaba. Pra piorar, tem só um ponto de água. Quando passei na ida, avisei o mocinho que queria água na volta. E na volta, o bonito tava la, belo e formoso sentado dentro da tenda. Eu gritei “água, água, por favor”. Ele pegou e, quando foi me entregar (atrasado), não teve a capacidade de andar mais rápido pra me dar a garrada. Tive que parar e virar pra trás pra pegar. Isso quebra o ritmo. E depois disso tinha… tcham tcham tcham tcham.. mais subida! Resumo da ópera: passei a corrida olhando pro garmin de km em km pra ver meu pace e calcular.

Mas, tudo que sobe, desce. Depois que eu trombei com o último cone da curva, desci aquela subida do início, fiz a curva e… vi o pórtico de chegada! Passei por ele e pausei o garmin. 1h48 cravado! E terminei em 2º lugar. Bem melhor que o meu sonho mais profundo. Só chorei. De alívio. De alegria. De dever cumprido. De endorfina. De realização pessoal. De ter baixado 18min do tempo do ano anterior. Foi maravilhoso. O Márcio até comentou que, quando eu saí pra correr, ele achava que eu ia fazer 1h45. Mas eu não treinei subida. E isso é mais um aprendizado pra mim, pra eu poder melhorar.

Aí, veio a hora mais feliz, a hora do pódio. A hora que passa o filme na nossa cabeça. A hora que só tenho a agradecer ao Márcio, por ter a paciência de me levar pra treinar, por ter ido comigo (ele paga a própria viagem), por ser um ótimo handler (nossa T2 foi mais rápida que a da americana), por ser um companheiro tão maravilhoso. Agradecer aos meus patrocinadores (Acquaflora, São Francisco Saúde, Manipularium, Companhia Athlética, Biaggio Calçados), pois sem a ajuda deles, sem que eles tivessem acreditado em mim, eu não conseguiria nem ter ido pra prova. Agradecer ao meu treinador, Rafael Falsarella, por esse 1 ano de parceria. Agradecer às empresas que me apoiam de alguma forma (com desconto, ou produtos). E agradecer a vocês, por estarem sempre comigo, me apoiando, me ajudando, me motivando.

O que ganhei com essa prova? Experiência, amadurecimento, aprendizagem. E uma vaga pro Mundial de Paratriathlon. Agora eu preciso do que? Patrocínio e treino. Muito treino! Quem vem comigo?

04
abr

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Panamericano de Paratriathlon – parte 1

Eita que lá vem textão!hahaha

Pois é…Engana-se quem pensa que foi a primeira vez que fiz essa prova. Ano passado, pouca gente se deu conta de que eu participei, pelo simples fato de que, no pós-prova, eu pouco escrevi sobre ela. E por que? Pelo simples fato de que eu estava frustrada demais comigo  mesma pra falar. Várias vezes eu comecei a escrever e nunca terminei. Várias vezes eu fiz posts mirabolantes na minha cabeça e nunca sentei pra escrevê-los. Porque eu não me perdoava!

Então, esse post vai ser sobre a maravilhosa prova que eu fiz esse ano. Mas também sobre perdão, sobre pedir ajuda, sobre lidar com a frustração e traçar novas metas para alcançar um velho objetivo.

Já ouviu aquela música do Netinho “tudo começou, há um tempo atrás”? A história dessa prova começou em 2015, quando fiz a Campanha #VemComADani e, com a ajuda de muitos de vocês que estão lendo, eu consegui comprar minha handbike de alumínio e depois, com mais ajuda, comprei minha própria cadeira de corrida.

Peguei as duas na segunda-feira à noite. O Márcio, que na época era só meu amigo e nunca tinha visto uma handbike na vida, teve que correr no supermercado pra comprar uma serra e serrar o suporte de pé. Afinal, eu nasci meia porção e a bike ficou cumprida pra mim. Dei uma volta na cadeira e duas voltas na bike (sendo que uma volta de bike foi no reconhecimento de percurso da prova).  Aí já começou a cagada! Eu fui pra prova sem conhecer meu equipamento. Mas eu tava tão feliz, achando que tudo ia dar certo.

 

Mas a cagada mór  nem foi essa. A Federação avisou que a temperatura da água estaria baixa e que seria necessário usar roupa de borracha. Eu nem tinha uma. Todo mundo me disse “Compra nos EUA. Lá é mais barato.” E a anta que vos fala, que nunca tinha nem segurado uma roupa de borracha na mão, começou a correr atrás de uma na semana da prova. Acabei ganhando uma do treinador de uma equipe de natação master, na região de Fort Lauderdale. E deixei pra vesti-la na véspera da prova, no reconhecimento de percurso. Fiquei muito apavorada na hora, aquele trem me sufocando. Não saía do lugar. Dei umas 10 braçadas, voltei  pro píer e pedi pro Márcio me tirar da água.

Sábado de manhã, acordamos 4h da manhã. Partimos pra prova, Márcio (meu handler), Adriele (minha amiga e também paratleta) e eu.  Meu coração parecia bateria de escola de samba. Eu tava mega nervosa  e me cobrando.

Já na natação, comecei a me apavorar. E vi as outras competidoras se distanciando muito de mim. Eu estava tão sem ar que cheguei a nadar costas e demorei anos luz pra chegar na primeira bóia. Mas quando cheguei ali e vi que enxergava a menina que estava em terceiro, decidi tentar alcançá-la. Eu já estava muito cansada, pois gastei toda a minha energia tentando me acalmar. Mesmo assim, resolvi dar tudo de mim. Saí da água com menos de 1 minuto da terceira colocada, mas eu já estava exausta!

A primeira transição foi tragicômica! Porque a roupa de borracha não saía de mim. O  Márcio me jogou no chão e puxava a roupa, mas ela não descia pelas minhas pernas. Perdemos tempo. Eu perdi energia…e confiança. Parti pra bike já me arrastando, mas tentando me concentrar. Mas não ultrapassava ninguém. Só lutava contra o vento forte e contra minha própria mente. Pra falar a verdade, sem tentar usar como desculpa ou justificativa, eu também estranhei o sistema de marchas. Era bem melhor que minha bike antiga, mas eu não tinha usado em subidas, e a prova tinha várias.

Pude contar com a agilidade do Márcio na transição dois. E parti pra corrida ainda querendo tirar meu atraso e alcançar a atleta que estava em terceiro. Porém, me deparei com uma grande dificuldade: subidas. Era a segunda vez que eu sentava naquela cadeira de corridas e usava aquelas luvas. E no meu passeio de conhecimento da cadeira, fiquei em terreno plano o tempo todo. Eu não conhecia o meu equipamento e ir pra prova nessa situação foi um erro grave. É a mesma coisa que um corredor tentar fazer uma maratona com um tênis novo. Vai dar merda! No caso de quem corre, pode dar bolhas, pode machucar a sola do pé, o calcanhar, pode apertar os dedos, pode acontecer um monte de coisas que atrapalhem. No meu caso, eu não sabia fazer curva, não sabia como posicionar a cadeira na reta e muito menos como usar aquelas luvas pra subida. Na hora eu só me desesperava por não sair muito do lugar. Foi depois de me perdoar pelas cagadas que consegui encontrar meus erros e tentar corrigi-los. Na hora da adrenalina a gente não pensa direito.

Lá pelo km2, avistei a terceira colocada voltando e eu estava indo. Ou seja, ela estava 1km na minha frente. Como a esperança é a última que morre, ainda pensei que teria uma chance de alcançá-la e dei tudo de mim.

Não foi o bastante. Terminei a prova em 4º lugar, sem medalha (nessa provas, não dá troféu pra pódio e nem medalha de participação pra todo mundo. É igual Olimpíada, só leva medalha pra casa quem ficou no pódio) e cheia de frustrações.

Ainda tentei disfarçar, afinal estava com a Dri e com o Márcio no quarto e não queria estragar a alegria de um pós-prova. Além disso, o Márcio era só meu amigo na época e eu não podia despencar na cabeça dele o que tava passando na minha. Mais que isso ainda, tinha a campanha #VemComADani e o pessoal tava doido pra ver as fotos com os equipamentos novos. E eu tinha que tirá-las, já que na prova não tinha fotógrafo.

Depois da prova, tirei uns dias lá nos EUA pra passear. Afinal, eu tinha dado aula de inglês por 10anos e nunca tinha ido pra lá. Como qualquer pobre mortal, eu queria ver o Mickey rsrs

Na volta pra casa, eu sabia que tinha que escrever sobre a prova. Tinha patrocinadores, amigos, familiares e seguidores torcendo por mim e esperando notícias. Mas eu não conseguia me perdoar pelas coisas que deram errado. Especialmente pelo meu pavor na água, que foi o que começou a estragar a minha prova. Saindo da água eu não tinha mais energia pro resto. E eu não sou má nadadora. Só ficava me perguntando por que isso, por que aquilo, culpando a roupa de borracha, culpando a mim mesma. Acabei ficando sem escrever pro blog durante muito tempo, pois tinha vergonha de falar sobre essa prova e achava que não podia ignorá-la e falar das outras. Eu não conseguia ignorá-la.

Muita gente ficou feliz por mim, por ser 4ª colocada. Mas eu fiquei 6minutos atrás da terceira (no triathlon isso é tempo pra caramba). Pra vocês terem uma ideia, só por trocar o equipamento eu diminuí 20minutos o meu tempo de prova. Isso é muito! E ao invés de focar no copo meio cheio, eu só focava no meio vazio. Ao invés de pensar em todo o potencial que eu tinha nas mãos para as próximas provas, a partir do momento que treinasse com os novos equipamentos, eu só pensava nos 6minutos que me distanciaram do pódio.

Esse tipo de pensamento negativo estraga qualquer coisa e mina nossa motivação por dentro. Sabe aquela história de pensamento negativo atrai coisas negativas? Foi bem isso. Eu voltei pra casa bem desanimada de treinar. Eu pensava só em emagrecer o 1,5kg que ganhei na casa do Mickey. Não tinha motivação pra tacar o pau nos treinos e diminuir aquelas 6 minutos.

Logo, eu e o Márcio começamos a namorar. Minhas idas pra Porto Alegre facilitavam meus treinos na cadeira de corrida, já que ele tinha carro pra me levar pra treinar na rua, e eu não tenho. (o rolo para a cadeira custa muito caro! Tanto ele quanto meu pai tentaram fazer um, mas nenhum dos dois rolos girou com a cadeira em cima). Assim, quando estava lá, eu treinava com a cadeira e treinava com a hand na rua, nos finais de semana. Em Ribeirão, só conseguia treinar com a handbike no rolo. E é assim até hoje.

 

Coloquei como objetivo fazer minha primeira maratona. Finalmente, depois de tantos anos esperando. Não ia ser como eu queria (correndo com as pernas), mas eu finalmente poderia realizar esse sonho. Escolhi a maratona de Porto Alegre, pra ele poder fazer ao meu lado, diminuirmos os custos de viagem (só um de nós viajaria e eu não gastaria com hospedagem, alimentação, transporte da hand). E era no dia dos namorados! Já escrevi até post sobre ela. Foi maravilhoso. E treinar pra uma maratona me deu um novo objetivo. Aí você diz: “ah, mas nos seus treinos longos você já tinha feito quase 60km.  Qual a diferença da maratona?” A diferença seria que eu fiz os 60km no rolo, dentro de casa, parando pra comer, parando pra ir ao banheiro, com o ventilador na minha cara e no verão. Pra essa prova, eu teria o desafio de controlar a minha água pra não morrer de sede, nem ter vontade de ir ao banheiro (como sempre acontecia lá pelo 18km), além de enfrentar vento, sol e, o mais temido da minha vida: o frio! Afinal, a largada dos cadeirantes foi 5h50 da manhã, num frio de 4º graus (quem me conhece sabe o que o frio representa pra mim). Eu precisava de um desafio, um objetivo, uma motivação. Então, meu conselho pra você é: sempre que estiver desmotivado, trace uma meta, coloque um objetivo pra você. Mesmo que pareça relativamente fácil de atingir. Isso ajuda muito no processo.

Na maratona de Porto Alegre, encontrei a Aline Rocha e o Fernando Orso. Foram eles que me ajudaram com as medidas da cadeira e a fazer a luva que uso hoje (é uma luva pra iniciantes, pra ser usada por 3 meses. Mas to com ela até hoje). Eles me apresentaram o Carlão, conhecido corredor de cadeira de rodas, um dos mais experientes do Brasil, o Jubile, um ótimo treinador, e o Letinho, um ótimo atleta. Os três juntos me deram lições valiosas da técnica de tocar a cadeira de corridas. Pois é, eu nem sabia que precisava de técnica. Achei que era só sair tocando. Ele me levaram pra aprender no rolo que o Carlão tem, e depois me levaram pra pista.

 

Então, eu já tinha conseguido corrigir alguns erros. Estava treinando com a cadeira e tendo ajuda para aprender a treinar direito. Estava treinando com a handbike na rua com a ajuda do Márcio. Aqui, vai mais uma dica: liste quais foram os possíveis erros ou obstáculos que você encontrou. E procure ajuda pra lidar com eles. Não tenha vergonha de pedir ajuda! Ninguém vive sozinho, ninguém é feliz sozinho e ninguém atinge seus objetivos sozinho. Peça ajuda a quem possa te ajudar, a quem sabe mais que você, a quem possa acrescentar pra você e pro alcance de suas metas.

Acabou o problema, então? Bóra treinar e fim. Há, até parece que é assim fácil. Demorei meses pra me perdoar. Vocês podem achar exagero. Talvez seja mesmo. Mas eu fiquei meses e meses pensando na natação, na largada, na roupa de borracha. Eu não conseguia esquecer isso. E gastei muita energia com isso. Energia que eu poderia ter gasto treinando, ficando com minha família, lendo, fazendo qualquer outra. Eu não conseguia me concentrar. E treinar no rolo, dentro de casa, atrapalhava mais ainda. Aí vinha gente e falava “assiste os vídeos do IronMan e do Tour de France enquanto você treina”. Pra mim era pior, pois eu ficava vendo aquelas pessoas incríveis e …pensando no meu erro de novo. Minha alternativa? Pensar em outra coisa. Como enquanto eu treinava? Comecei a ver séries e filmes. Assim eu me concentrava só no meu cronômetro e na história que estava sendo soprada nos meus ouvidos. Busque a alternativa que funcione melhor pra você, quando precisar.

“Tia Dani, e a água? Como foi voltar a treinar?”. Eu amo nadar. Foi normal. Mas eu dividi com a minha treinadora de natação da época, a Juliana Bezzon (que me treinou até janeiro de 2017) e com meu treinador de triathlon, o Rafael Falsarella, sobre as minhas dificuldades, meu nervosismo na largada, como eu fico uma pilha, como a roupa de borracha me atrapalhou, falei tudo que senti, o que pensei, como foi. Ambos começaram a trabalhar comigo. Além disso, eu dividi tudo isso com outros atletas experientes, do triathlon e da natação, a Paty Barros, o Alan Siqueira, o Chico Menez, o Jota Campos. Todos eles me deram vários conselhos e várias dicas. Novamente, peça ajuda de pessoas mais experientes que você, seja em qualquer campo da vida que você tenha um objetivo.

E aí vem a parte psicológica. Eita que essa é difícil. Cheguei a mandar mensagens para duas psicólogas do esporte. Mas em ano olímpico, elas estavam bem atarefadas com seus atletas.  Continuei dividindo algumas situações com outros atletas. E comecei a conversar com o Márcio sobre tudo isso. Como ele é ex-atleta de kart, pratica vários esportes e estava acompanhando meus treinos bem de perto, a ajuda dele foi extremamente importante, pra não dizer essencial, ao lidar com meu nervosismo e inseguranças. Como ele competiu muito tempo, ele entendia o que passava pela minha cabeça, diante de cada conquista ou obstáculo. E ele me ajuda a me perdoar! A enxergar que foi só uma etapa ruim, onde eu aprendi muito, e que eu estava lidando com cada barreira, uma a uma.

“E aí, Dani? Aí treinar foi fácil, né?! Como foi esse? Conte tudo, não esconda nada!”

Não vou esconder! Mas sobre o Panamericano desse ano, eu conto amanhã, no próximo post 😉

07
fev

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Bolinho de frango com couve flor

 

Pensa num trem delícia, pra comer de café da manhã ou lanche da tarde. E super low carb!

Ta achando que é difícil de fazer? É nada!

Ingredientes:

  • 1 kg de peito de frango
  • 1 couve flor
  • 2 colheres de requeijão
  • cebola
  • alho
  • temperos diversos
  • sal
  • farinha de linhaça pra “empanar”

Modo de fazer:

Cozinhe o peito de frango na pressão. Eu já gosto de colocar alguns temperos nesse momento, pro frango não ficar “sonso”.

Desfie o frango. Você tem várias opções pra isso. Pode escorrer a água do cozimento e chacoalhar a panela de pressão, ou passar o frango no processador. Se escolher o processador, não deixe pedaços muito pequenos.

Cozinhe a couve flor.

Divida o frango em duas partes. Uma delas será o recheio. A outra será usada na massa.

Para o recheio, refogue a cebola e o alho com um fio de azeite. Em seguida, coloque uma das partes do frango desfiado. Nesse momento, capriche no tempero! Usei páprica, curry, ervas finas, cebolinha e manjericão frescos.  Eu coloquei uma colher de passata de tomate para dar cor, mas é opcional. Antes de desligar o fogo, coloque o requeijão. Você também pode usar cream cheese se preferir. Optei por colocar os dois, pois queria algo bem cremoso. Desligue o fogo e reserve.

No processador, ou liquidificador, coloque o restante do frango e a couve flor cozidos. Processe bem, até virar uma massinha. Nesse momento, também usei alguns temperos, como alho em pó, sal, páprica doce.

Depois disso, é só fazer as bolinhas com a massa e colocar o recheio. Após enrolar, passe na farinha de linhaça. Você pode assar no forno convencional ou na air fryer. Fica uma delícia!

Eu congelei em pequenas porções. Fica  super prático pro dia a dia!

03
jan

4

4 anos de lesão e Retrospectiva 2016

Esse deveria ter sido o último post de 2016, mas virou o primeiro de 2017.

Quem me acompanha faz tempo sabe que, todo ano, no meu aniversário de lesão, eu faço um post grandão falando sobre o acidente e sobre os aprendizados e conquistas do ano, relacionados especificamente à fisioterapia e ao lado emocional.

Aí, esse ano, todo mundo esperou, mas não teve post. Muita gente perguntou o motivo e dei aquela escorregada, feito bagre ensaboado, e não respondia. Mas hoje, decidi contar tudim procêis.

Todo ano, no meu aniversário de lesão, eu sempre foco no que eu ganhei. Seja algum movimento quase invisível da mão, seja alguma coisa que melhorou no tronco, seja no campo da amizade, da família, do esporte. Mas eu sempre vejo o copo cheio, e foco no que eu ganhei ou no que eu mantive. Porém, esse ano, com aquela maravilhosa novidade do facebook  “Suas lembranças”, eu fiquei o mês de outubro inteirinho sendo lembrada do que eu perdi. Só recebia foto de corrida, de treino de corrida, de mais corrida e mais e mais… até a última delas, dois dias antes do acidente.

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75 Bertioga-Maresias. 2 dias antes do acidente.

Aí, não teve jeito. Toda a minha fortaleza desabou! Muito se engana quem pensa que eu sou feliz 100% , que não tenho problemas, dores ou tristezas. Mas, eu sempre tentei focar nas coisas boas e não me permitia chorar ou sofrer  mais do que um ou dois dias. Esse ano, eu já comecei a chorar no fim de setembro, quando começaram a aparecer as fotos das reuniões pra Bertioga-Maresias, minha última prova em pé. Por sorte, eu estava na casa do boy e ele me ajudou a não pensar muito.

Todo ano, no meu aniversário de lesão, eu viajo pra comemorar. E geralmente eu faço alguma prova, de corrida com a handbike ou de triathlon. Esse ano, eu não tinha nenhuma. Nem dinheiro pra viajar muito longe. Pedi ao boy pra ir pra Ribeirão ficar comigo. E ele teve que me aguentar chorando do dia 20 ao dia 22. Mas eu não quis ficar sozinha. E ainda bem que não fiquei!

Chegada dos 75km Bertioga-Maresias, com as duas amigas com quem eu formei o trio de revezamento.
Chegada dos 75km Bertioga-Maresias, com as duas amigas com quem eu formei o trio de revezamento.

O que eu aprendi com tudo isso? Aquilo que eu já falo sempre, desde os primeiros dias de acidente. Falo inclusive nas minhas palestras. Tristeza e depressão não resolvem problema. Só pioram! Eu me permito chorar e sofrer, tanto pelo acidente, pelo fato de não andar mais, ou pelas minhas dores. Faz parte da vida nos sentirmos tristes. E segurar a lágrima, não botar sua tristeza pra fora, vai fazer mal pra você! Mas não deixo isso se arrastar por muitos dias. Nem fico o dia inteiro me descabelando. Chorava, conversava com ele, e a gente ia fazer outra coisa pra distrair minha cabeça. Sim, mantenha-se ocupado! Não tem aquele ditado “cabeça vazia oficina do diabo”? É exatamente isso! Se você ficar ocupado, fazendo e falando sobre outras coisas, a razão do seu problema não vai ficar incomodando o dia inteiro. E pensamentos negativos causam doenças físicas! Outra coisa é: peça ajuda. Eu falei pro boy que não ia dar conta de ficar em casa sozinha na data. E lá foi ele ficar comigo. Não é feio assumir alguma fraqueza sua e pedir ajuda. É melhor pra você, que terá alguém pra dividir sua carga. E a pessoa que te ajudar (mas tem que ser alguém que se importe com você de verdade) vai se sentir feliz por poder te ajudar a aliviar a tristeza, nem que seja segurando sua mão e te ouvindo.

“Aaaah, Dani, então seu ano de 2016 foi terrível. Você só chorou”. Té parece, meu bem! Esse ano, o aniversário de lesão foi mais pesado do que eu esperava, mas teve um tantão de coisa boa pra compensar.

Em março, eu realizei um grande sonho, que era conhecer os Estados Unidos. Eu dei aula de inglês 10 anos e nunca tinha ido pra lá. Como em março eu tinha o Panamericano de Paratriathlon, fui de mala e cuia. Pude ver a neve no Central Park, em New York, antes da prova, e pude ver o Mickey, na Disney, depois da prova. E também experimentar aquelas comidas que a gente vê os americanos comendo de café da manhã nos filmes. Coisa de gordinha…

Central Park - NY
Central Park – NY

 

Disney Magic Kingdom
Disney Magic Kingdom

 

 

Fui a primeira brasileira cadeirante a participar de uma prova de triathlon internacionall. E por que eu não fiz post sobre ela? Porque eu passei vergonha na água, meu bem! Eu nunca tinha usado uma roupa de borracha. Como meus pulmões foram comprimidos no acidente, eu tenho uma certa dificuldade pra respirar. Aí aquele trem me apertou dum tanto, que eu apavorei e deixei todo mundo apavorado. Inclusive o boy, que foi comigo em uma prova pela primeira vez. Mas, eu consegui me acalmar na metade do percurso, tirei o atraso na água, mas já tava esbaforida! Ainda não sabia mexer na hand nova, nem na cadeira, pois tinha pego as duas apenas 4 dias antes. Aí, fiz uma cagada atrás da outra.  E a verdade é que eu fiquei me punindo por isso. Fiquei meses ensaiando posts na minha cabeça, pra contar pra vocês, mas eu me punia muito pelo meu medo. E não tive coragem de compartilhar aqui. Bobeira da minha parte? Talvez. Mas eu levei bastante tempo pra aceitar meus erros na prova, que me levaram a ficar em 4º lugar na prova, 6 minutos atrás da terceira. Vendo o copo cheio? Escrevi meu nome na história do triathlon brasileiro. Fui a primeira no Panamericano e a primeira numa prova internacional. Isso ninguém me tira, né?!

Na área de transição, minutos antes da largada do Panamericano de Paratriathlon
Na área de transição, minutos antes da largada do Panamericano de Paratriathlon
Panamericano de Paratriahtlon - Flórida
Panamericano de Paratriahtlon – Flórida

Aaaahh, e teve o boy! Ficamos amigos por 6 meses, nos falando por telefone todo santo dia. Não foi amor à primeira vista da parte de nenhum dos dois. Mas na viagem, com a convivência, nos apaixonamos. Sou muito grata por ter alguém do meu lado que soube respeitar minha escolha no esporte e quis fazer parte disso. Ele é meu handler em todas as provas, me apoia, me acalma. E enfia todas as minhas tralhas, aquele mundaréu de roda no carro, e me leva pra treinar na rua. Sem ele eu não teria melhorado tantos meus tempos nesse ano. Fora que encontrei um companheiro pra todos os momentos da vida. Menos pra dieta! Aquele ali nasceu virado pra lua! Come, come e não engorda nunca. Mas, terei que aprender a conviver com isso pro resto da vida. Em 2017 diremos o SIM e trocaremos as alianças de mão!

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21k Golden Run RJ
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Wings For Life World Run – Brasília
Campeonato Brasileiro de Paratriathlon - Caraguatatuba
Campeonato Brasileiro de Paratriathlon – Caraguatatuba

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia do pedido de noivado
Dia do pedido de noivado

 

 

 

 

 

 

 

 

Quanto ao esporte, só posso reclamar de não ter conseguido mais patrocínios pra participar de mais provas. Foi um ano muito gostoso! Eu fiz minha primeira maratona. Depois de tantos anos esperando, finalmente pude gritar que sou maratonista. Foi igual? Não! Foi de handbike? Sim. Mas o importante é que eu consegui tirar isso da minha cabeça. E não satisfeita, eu fiz duas! Fiz a Maratona de Porto Alegre, em junho, e a Asics City Marathon, em julho. E deu pódio nas duas!

Feliz da vida na chegada da minha segunda maratona.
Feliz da vida na chegada da minha segunda maratona.

Também fui a primeira a participar do Challenge Florianópolis e fomos super bem recebidos pelo pessoal da organização. Ali, pude enfrentar meu medo do mar agitado, e consegui sair da água na frente de muita gente que anda! E fui Bicampeã Brasileira de Paratriathlon.

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Outra coisa incrível foi o UB515. Formamos a equipe TriFeliz, onde o atleta Reinaldo Tubarão carregou deficientes na prova. Ele puxou Mara Gabrilli na natação, por 10km. Depois carregou a mim  na bicicleta, durante 2 dias de percurso. E no último dia,  Lipe Magela e Jonatan Silva e eu nos revezamos ao sermos empurrados na distância de 2 maratonas. Escrevemos nossos nomes também na história do Ultraman, junto com toda a equipe de apoio.

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Junto com outras mulheres maravilhosas, fui homenageada por Gabi Manssur em sua palestra no TEDx, sobre o empoderamento da mulher através da corrida.

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E teve palestra! Eita que eu gosto pouco de falar, né?! E quando pego no microfone, não quero soltar mais. Gosto mais de ficar ali batendo papo do que de cantar no karaokê! rsrs  Conheci pessoas maravilhosas, tantos entre os que me assistiram, como entre os que me contrataram. É sempre enriquecedor. Eu adoro quando as pessoas vem me cumprimentar no final da palestra e dividem um pouquinho da história delas comigo. Sempre aprendo. E esse ano teve até fila pra me abraçar, em Franca! Como retribuir esse carinho?

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Dei entrevista pro rádio, pra tv. Fui capa de revista. Posei pras fotos de modelete…

“E a fisio, dona Danielle? Não teve fisio?”  Teve sim! Além dos profissionais de Ribeirão que já me atendiam, como o boy é de Porto Alegre e eu vivo no ir e vir, pude conhecer a Mel e sua equipe maravilhosa. Foi desafiador! Esses dias estávamos lembrando como eu chorei no primeiro dia, de medo de ir de cara no chão com os exercícios propostos. E hoje eu faço os mesmos exercícios com menos dificuldade (e menos medo). Aprendi a conhecer meus limites. Nem sempre é fácil encararmos nossos limites de frente e assumirmos que isso a gente não consegue fazer. Pior ainda é quando você acha que consegue e descobre que não consegue. E eu me deparei com isso várias vezes durante esse ano. Não foi fácil. Eu voltei de lá várias vezes frustrada, por ver como meu corpo está e como às vezes ele não responde. Mas, eu tento não ficar pensando só nisso. Tento não ficar pensando só no que eu não consigo fazer ainda. Tento sempre pensar que “isso eu não conseguia e agora já consigo um pouquinho”.

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Verdade seja dita, há 4 anos (e 2 meses) atrás, eu pensava que em 1 ano estaria andando e em 1 ano e meio já estaria correndo. E ainda to aqui, 4 anos depois, tendo a cadeira de rodas como minha fiel escudeira. Todo mundo ri quando eu to sentada no chão e peço pra alguém trazer minhas pernas. É isso que a cadeira é, uma substituição das minhas pernas pra me locomover. Amo? Não. Odeio? Também não. Encaro como algo necessário, mas que me permitiu sair da cama e continuar vivendo e sendo feliz. Já imaginou se não tivessem inventado a cadeira de rodas e eu precisasse passar o resto da vida na cama? Socorro! Um beijo pra quem inventou a cadeira! (falando nisso, não sei quem foi. Preciso dar um google).

4 anos depois, minha ideia de vida continua a mesma. Quem me lê desde sempre deve lembrar, porque eu bato sempre na mesma tecla. O plano A é e sempre será voltar a andar. Ta levando muito mais tempo do que eu imaginava. Há uns 2 anos atrás eu escrevi que tentar voltar a andar tinha deixado de ser a maratona da minha vida, e virado uma ultra. Esse ano percebo que fazer o plano A tornar-se realidade vai ser a maior Ultra já corrida na história! Dói. Cansa. Eu paro pra pegar água. O tênis desamarra. Eu paro pra desamarrar. Diminuo o ritmo na subida. Tento aproveitar o embalo da descida, mas sem descabelar, pra não sobrecarregar o joelho. Descanso quando to cansada. Diminuo e aumento meu pace, de acordo com o sol, a chuva, o vento. Troco a música. Tomo mais um gel. Jogo água na cabeça. Às vezes luto pra não quebrar. Eu só não paro. Não vou parar nunca. Tenho certeza de que vai ser a linha de chegada mais linda da minha vida! Enquanto isso, eu aproveito todas as outras linhas de chegada do meu plano B, que é ser uma grande atleta. Mas em qualquer um dos planos, eu foco em ser feliz. Em aproveitar todos os momentos de felicidade. E sorrir. Sorrir sempre! É isso que importa.

 

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15
dez

0

Quando o corpo fala

Algumas pessoas que eu conheço são um pouco teimosas. Eu sou uma delas! Depois do acidente, minha teimosia foi especialmente importante para não aceitar o “diagnóstico médico definitivo” e simplesmente lutar, com todas as forças, pra mudar o que hoje é meu presente, e talvez o meu futuro.

Há 2 meses to sendo de uma teimosia tamanha contra um dos fatores principais para atletas e para qualquer pessoa no mundo: o descanso (pensou que era dieta, né?! Tudo bem… te perdoo!).

Pois é, meu bem. A gente começa só negligenciando uma horinha de sono hoje e mais uma amanhã. E quando vê, o trem virou uma bola de neve e a gente ta descendo ladeira abaixo. Eu me transformei numa avalanche.  Foi uma hora aqui, outra ali, treinando loucamente porque tinha competição. Quem me acompanha no Snapchat viu que tive mudanças pessoais e de treino também. E continuava dormindo pouco e sempre me sentindo cansada.

Depois de pouco mais de um mês, eu tentei gostar de uma coisa que não me desce: café. Dr. Barakat, Lara, e mais um monte de gente tomando o tal do bulletproof, o famoso Café com Óleo de Coco. A Mide disse que também não é fã, mas toma antes de treinar  porque parece que ta com um foguete enfiado no botão (entendedores entenderão). Protelei, protelei e decidi tentar descer café pela goela abaixo. Lembra quando a gente era criança e tinha que tomar remédio ruim, e a gente tampava o nariz e engolia o negócio? Foi tipo isso. Mas eu sentia ânimo por 15min apenas e, tomando o café antes das 7h da manhã (às vezes antes das 6h, pq eu inventei de nadar 6:45), depois do meio dia eu mal conseguia ficar de olho aberto e parar sentada na cadeira de rodas.

olheirasMaaas, teimosa que sou, eu continuava tentando acordar cada vez mais cedo, sem conseguir dormir cada vez mais cedo e com horas e horas de sono atrasado acumuladas. Tomava Advil como se não houvesse amanhã, porque minha cabeça ficava explodindo 24 horas por dia. Porém, toda teimosia tem um fim. Sabe aquela criança birrenta que grita e chora no shopping, aí o pai dá uma chinelada e acabou a teimosia? (nossa, no meu tempo isso era comum, mas hoje parece que é proibido usar a chinela e a criança é livre para fazer o que quiser, né?! que coisa!). Ontem meu corpo pegou o chinelo e sentou o reio.

O boy chegou em casa e me pegou estacionada (pq quem usa cadeira de rodas não para, estaciona!) na porta, aos prantos, dizendo: “não consigo mais! Preciso de férias”. Desculpe, amor! Te coloco em cada cilada. Ele não sabia o que fazer além de me abraçar e me ouvir reclamando que tô cansada enquanto a cascata de lágrimas rolava.

Tô cansada pacas! Uma seguidora esses dias me mandou inbox no Snap e disse “Te conheço. Você ta estressada.” Até sumi do Snap porque ninguém me merece assim. Nem eu!

Resolvi que era hora de parar uns dias. Claaaro que eu não vou ficar em casa dormindo o dia inteiro. (Sério que não? Que pena rsrs…) Lóóógico que não! Senão eu posso perder minhas melhoras de fisioterapia e engordar mais do que já engordei. Mas, decidi que tirar o pé por uns dias pode ser muito mais benéfico do que me amarrar e ficar tentando treinar à força. Na verdade, todo mundo sabe que dormir bem aumenta a produtividade.

Vou te falar a verdade, a gente também sabe que dormir pouco faz mal, mas quando você lê, parece que toma consciência do estrago que tá fazendo consigo mesmo. Quer ver o que eu encontrei no nosso amigo Google sobre os efeitos de dormir pouco e/ou mal?

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“Sente mais fome e tende a comer mais. Estudos vincularam a privação de sono no curto prazo à tendência de comer porções maiores, uma preferência por alimentos de alto teor calórico e mais carboidratos ”  – Taí um dos motivos de eu ter engordado tanto e ter ficado mais difícil dizer não pras gordices que o boy come? Talvez. (Não to usando de desculpa. Nem sabia disso até ler. Parem de me julgar rsrs)

 

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“Não estará com sua melhor aparência, nem com o melhor humor.” – Minhas olheiras vão bem, obrigada! Estão quase chegando no queixo e não há reboco suficiente que eu passe na cara pra melhorar isso! Humor? Seguidora, você tinha razão. To parecendo o Zangado da Branca de Neve.

 

 

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Terá mais chances de contrair um resfriado. O repouso satisfatório é uma das bases de um sistema imunológico saudável.” – Atchiiiimm… Pois é! Um dia que dá um ventinho mais forte eu já to espirrando.

 

 

dor-de-cabeca Terá dores de cabeça frequentes”  –  E remédio nenhum resolve

“Ficará menos focado e terá problemas de memória. Estar exausto prejudica sua concentração e pode deixá-lo mais esquecido (não surpreende que você se confunda e não saiba onde deixou o celular, após uma noite maldormida).” – Tem dias que eu acordo e não sei nem o meu nome. Ligo o automático e vou. Mas, como há contei lá em cima, tem horas meu cérebro desliga e só pensa em dormir.

 

“Seu risco de sofrer um AVC é multiplicado por quatro.” – Ser cadeirante já ta bom. Obrigada. De nada.

ob1“O risco de obesidade cresce muito.” – Cê jura? Nem percebi!

“O risco de alguns tipos de câncer pode subir.”

“Sobe o risco de diabetes.”

“Aumenta o risco de doença cardíaca. A privação crônica de sono foi vinculada a hipertensão, aterosclerose (entupimento das artérias por colesterol), falência cardíaca e ataque cardíaco, informa a “Harvard Health Publications”. “

 

E por aí vai. Tem coisa pior. E há muitas e muitas reportagens sobre o assunto, em todo tipo de site, revista e jornal. Isso porque muita gente, ta igual a mim. E por vários motivos. Não é só por treino, por insônia, por preocupações. Iluminação artificial, internet 24h, Netflix, jogos online, pressa, prazos,   e cada vez mais coisas pra fazer estão levando as pessoas a dormir cada vez menos (ou até trocar o dia pela noite).

Não é fácil encarar nossas falhas de frente. Eu tive que levar uma chapoletada do corpo, porque ele falava e eu não ouvia. Então, decidi escrever esse post porque pode ter mais gente teimosa como eu. E eu não quero que o corpo de alguém pare de uma vez, porque foi tarde demais.

Então, se você está como eu, sempre cansado, com sono, com dor de cabeça, o efeito do café é igual da água, se você tá chatinho (eu to! admito), REPENSE! Repense suas horas de sono e descanso. Reorganize seu dia e sua noite. Vá pra cama mais cedo. O sono e o descanso são fundamentais! Falando nisso… já são mais de 20h.. daqui poucas horinhas eu vou dormir. E você?

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14
nov

1

Croquetes Low Carb de Brócolis

E nesse mundão de gordices que me encontro, estando ao lado de alguém que come, come e não engorda nunca, eu continuo inventando moda pra manter a dieta low carb o mais delícia possível!

A receita dessa fez foi croquete de brócolis. Bóra colocar a mão na massa?

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Ingredientes:

Meia bandejinha de brócolis ninja

5 fatias de bacon

1/2 cebola

3 dentes de alho

50gr de queijo provolone

1 ovo

farinha de linhaça

sal

temperos a gosto – usei pimenta do reino, páprica doce, manjericão, ervas de provence, coentro

Modo de fazer:

Bata o brócolis no processador até triturá-lo bem(se vc não tiver, use o liquidificador, mas faça aos poucos, senão ele não tritura).

Acrescente a cebola, o alho e o bacon, e bata novamente. Acrescente o queijo e bata muito bem. Eu coloquei um pedaço inteiro e demorou pra bater. Seja esperta e pique menor rsrs

Acrescente os temperos e o ovo e bata novamente.

Desligue o processador e acrescente cerca de 2 colheres de farinha de linhaça na massa e mexa com uma colher. Eu queria usar farinha de coco, mas não tinha. A de amêndoas vai deixar a massa muito mole.

Em um prato, coloque mais farinha de linhaça pra empanar os bolinhos. Eu temperei essa farinha com alho e aipo em pó.

Faça bolinhas delicadas com a massa e empane. Leve pra air fryer ou pro forno. Se for pra air fryer, não coloque um bolinho sobre o outro pois vai grudar. Rende cerca de 15 bolinhos e eu fiz em duas remessas. Coloquei poe 15minutos na air fryer a 200º. Abri na metade do tempo pra virar e tostar dos dois lados.

Fica uma delícia, crocante por fora e macio por dentro!croquete-de-brocolis

 

11
out

4

Bolo prestígio Low Carb

Ah, que isso? Elas estão descontroladas! hahahaha  Gente, foi só eu postar a foto do bolo que todo mundo ficou doido querendo a receita! Não é pra menos rsrs

Então, anotem aí e façam essa delícia! Só não pode se entupir de bolo, viu?!

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Ingredientes para o bolo:

200 ml de leite de coco

4 colheres de sopa de cacau em pó

1/2 xícara de xylitol

3 colheres de óleo de coco

4 ovos

1 1/2 xícara de farinha (misturei de amêndoas e de coco)

uma pitada de sal

1 colher de psyllium

1 colher de fermento

Modo de fazer:

Leve ao fogo baixo o leite de coco, 2 colheres de cacau, o óleo de coco, 2 colheres de xylitol. Deixe engrossar.

Enquanto isso, bata as claras em neve e reserve.

Separadamente, bata as 4 gemas com o restante do xylitol. Bata loucamente.

Acrescente a mistura da panela e continue batendo.

Vá acrescentando um a um e batendo. Primeiro a farinha, depois o psyllium, o sal, o restante do cacau.

Pare de bater e misture delicadamente as claras em neve e o fermento.

Leve ao forno, pre aquecido 180 °,  por 30minutos.

Para o recheio:

bolo-recheio200 g de coco ralado (se for coco fresco fica mais saboroso)

300 a 400 ml de creme de leite fresco

1 colher de óleo de coco

100 g de  xylitol

Leve ao fogo baixo e vá mexendo até engrossar. Fica no ponto de beijinho

Assim que o bolo esfriar, corte-o ao meio e recheie.

 

 

bolo-coberturaGanache:

200 g de chocolate 70%

creme de leite fresco

Derreta o chocolate em banho maria ou no microondas. (se for no microondas, mexa de 1 em 1 minuto para não queimar o chocolate.)

Vá acrescentando o creme de leite aos poucos e mexendo até ficar na consistência desejada (de mais ou menos 350ml).

Depois de rechear o bolo, cubra com a ganache e leve à geladeira.

 

05
out

0

Escondidinho de carne seca com cabotiá

Meninas lindas (e meninos) do meu coração, que estão descabeladas pedindo a receita do escondidinho, anotem e façam essa delícia.

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Ingredientes:

meia abóbora cabotiá

700gr de charque

2 cebolas

7 dentes de alho

2 tomates

2 colheres de cream cheese

cebolinha

sal

pimenta

páprica

ervas finas

Modo de fazer:

Comecei na noite anterior, deixando a carne de molho na água, para dessalgar. Troquei a água 3 vezes (2 no dia anterior e 1 de manhã).

Coloque a carne na panela de pressão, com bastante água. É uma carne dura e vai levar um tempinho pra cozinhar.

Como comprei a cabotiá com casca, levei ao microondas por 6 minutos. Esperei esfriar e tirei a casca com mais facilidade. Pique em cubos.

Em uma panela, refogue 1 cebola e 4 dentes de alho cortados em cubinhos. Depois, acrescente a cabotiá. Cubra com água quente e ervas finas (não era o que eu queria usar, mas como não fiz na minha casa, era o que estava disponível. Você pode usar os temperos de sua preferência) e cozinhe até desmanchar. Depois, bata no liquidificador ou direto na panela, se seu mixer permitir. Não descarte a água! É nela que está todo o tempero. Não desperdice esse sabor maravilhoso! Bata tudo junto. Acrescente a páprica, a pimenta e acerte o sal. Leve ao fogo para engrossar. Cuidado! Pois borbulha e vai pular pra fora da panela e sujar seu fogão todinho (adivinha como eu descobri rs). Reserve.

Verifique se a carne cozinhou a ponto de desfiar. Eu tive que voltar a minha pra pressão por mais alguns minutos. Depois de desfiar a carne, reserve.

Em uma panela, refogue a outra cebola e o restante do alho, tudo em cubinhos. Quando estiverem começando a dourar, acrescente a carne desfiada e refogue por uns minutinhos, pra que os sabores se misturem.

Acrescente os tomates picados e refogue por uns 2 minutos. Logo depois, acrescente o cream cheese e a cebolinha. Não é necessário colocar sal, pois a carne já é bem salgada. Coloque apenas um pouco de pimenta,ou outro tempero, se você quiser.

Depois disso, é só montar o seu escondidinho. Em um refratário, coloque uma camada da cabotiá, espalhe toda a carne e cubra com o restante da cabotiá.

Se for fã de queijo, você pode cobrir com queijo e levar ao forno para gratinar! Se não, apenas leve um pouco ao forno para aquecer e aproveite!

 

 

05
out

0

Muffin low carb

Gente, postei a foto hoje e várias pessoas pediram a receita. Dá até vergonha de postar, de tão fácil de fazer! Mas, o que vocês me pedem que eu não faço, né?!

PRE-PA-RA pra fazer em 10 minutos!!rsrs

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Ingredientes para 6 muffins:

3 fatias de bacon

meia cenoura

meia abobrinha

4 ovos

queijo de sua preferência (misturei provolone com ementhal nesssa receita, porque eram os que eu tinha)

sal

pimenta

temperos de sua preferência

Modo de fazer:

Eu usei forminhas normais, mas se você tiver de silicone, é muito melhor pra desenformar!

Untei as forminas com azeite. Piquei o bacon, a cenoura e a abobrinha em cubinhos. Temperei com sal, pimenta moída na hora e coloquei meia colher de alho frito.

No fundo das forminhas, coloquei esse mix e reservei.

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Em um bolw eu bati os 4 ovos com um garfo e também coloquei um pouquinho de sal.

Cobri os vegetais com o ovo, quase até a borda.

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Depois, acrescentei queijo ralado e um pouquinho de orégano (mas nem era necessário). Levei ao forno pre aquecido até o queijo dourar.

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