19
ago 2016

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Eu Maratonista

Comecei a correr no final de 2008 e minha primeira prova de 5km foi no início de 2009. Como eu sempre conto, quando passei pela primeira vez na linha chegada vi que queria fazer isso pro resto da minha vida!

Todo mundo que começa a amar a corrida, pensa em distâncias maiores. Se você corre 5km quer correr 10. Se corre 10 quer correr 21. Se faz a meia, começa a pensar na senhora das corridas, a maratona! E claro que eu pensava muito nela! Especialmente porque tenho grandes amigos maratonistas e passei anos babando em suas fotos emocionantes, pensando em como seria maravilhoso conquistar esse objetivo.

Claro que, no meio do caminho, corri a Maratona de São Silvestre, mas ela não fez de mim uma maratonista, pois, pra quem não sabe, a maratona tem 42km e a São Silvestre tem 15km!

Com o passar dos anos, e com algumas meias maratonas nas costas, em 2012 decidi que faria minha primeira maratona em 2013! Estava em dúvida se em Floripa ou Buenos Aires, que são percursos gostosos e não  sacrificantes pra quem vai estrear na distância.

Porém, o sonho foi interrompido em outubro de 2012, quando eu sofri o acidente que causou minha lesão medular e mudou para sempre minha vida.

Eu fiquei 1 ano e meio sonhando em voltar pras provas de corrida. Quem passeia pelo blog faz tempo, já conhece toda a história desses últimos 2 anos. A minha primeira meia maratona com uma adaptação de handbike emprestada. Depois o dia que eu ganhei a handbike e fiz uma prova de 10km, mesmo sem saber usá-la e com o freio do lado da minha mão pior. Depois a primeira meia maratona com a hand, o primeiro pódio, e ainda era uma Golden Four. Depois foram várias meias maratonas pelo país e até fora dele, revendo e conhecendo muita gente maravilhosa.

Depois teve o sonho realizado do triathlon, a ajuda de centenas de pessoas na Campanha Vem Com a Dani, pra troca da handbike, teve triathlon internacional (que eu nem contei ainda pra vocês como foi)…e nada de maratona…

No início desse ano eu comecei a namorar um gaúcho bonitão. Eu já sabia da existência da maratona de Porto Alegre, vários amigos cadeirantes viriam pra prova, mas, antes do boy, o Sul nunca me atraiu muito. A ideia de fazer alguma prova aqui não era arrebatadora. Porém, logo no comecinho do namoro, ele falou sobre fazermos a meia, dentro da maratona, juntos. (Pra quem não sabe, quando faço provas de 5km com a cadeira, ele corre do meu lado. Quando faço meias com a hand, ele vai de bike me acompanhando). Olhei pra ele e falei: “Eu quero fazer a maratona. Você faz comigo?” Claro que ele disse que sim.

A primeira coisa que eu fiz foi falar com meu treinador. Como eu já tinha feito treinos de 50 e 56km no rolo, achamos que a maratona não seria problema, mesmo eu não podendo parar pra ir ao banheiro (como faço quando to no rolo) e mesmo enfrentando algumas subidas na prova.

Pra coroar, a maratona de Porto Alegre seria dia 12 de junho, dia dos namorados. Seria minha primeira maratona e ainda com o boy me dando todo o suporte.

Quem me conhece sabe que meu maior pavor é o frio, pois ele me causa dor neuropática. E a promessa para o fim de semana da maratona era quase nível de congelamento pra mim. O que eu fiz? A tal da aclimatação. Viajei antes pra POA, e treinava na orla do Guaíba à noite, com 9 a 11º, pra acostumar com o frio e com um montão de roupas que eu teria que usar no dia.

Pois o dia chegou e, no domingo acordamos de madrugada, com a maior friaca que eu já senti. Coloquei então minha armadura: 3 calças legging (uma prometia ser térmica, mas mentiu pra mim), 2 meias grossas (uma também fazendo promessas e me iludindo), uma blusa fina de manga longa por baixo do meu uniforme (que eu tinha esperança que aparecesse em algum momento), uma jaqueta, um corta vento, duas luvas e um gorro por baixo do capacete (pra coroar minha beleza de mendiga no dia. Imagina como saí Bela e Recatada nas fotos da prova). Nem assim foi fácil enfrentar a largada de 3º e sensação térmica de -1º. Mas, pelo menos não choveu!

Combinei com o boy e com o treinador que eu faria um ritmo bem confortável nos primeiros 21km e, se sobrasse braço, eu daria uma apertadinha na segunda metade. E foi o que eu fiz. Também levei bastante água comigo e gel, pra não correr nenhum risco. Afinal, apesar de ser um pouco mais fácil fazer a maratona na hand do que correndo, eu não podia correr o risco de quebrar por falta de hidratação ou fome.

Largamos ainda no breu e eu me sentia a pata esquimó, porque tinha umas meninas correndo de sainha. Mas, cada um no seu cada qual. Eu não podia sentir dor neuropática, nem ter as pernas pulando de espasmo pra me atrapalhar a vida.

Na verdade, tive que arrumar meu pé esquerdo várias vezes durante a prova. Qualquer tremidinha por um desnível no asfalto, o pé pulava e entrava na roda ou se retorcia e me machucava. Nessa hora, o boy virou expert em arrumamento de pé! Ele ia bem na minha frente, descia da bike dele e me esperava passar. Eu diminuía o ritmo e ele arrumava meu pé em segundos. Assim eu não precisava frear totalmente a handbile e ter aquela dificuldade básica de retomar a mãodalada do zero.

Ele fez o mesmo nas 4 vezes que minha corrente saiu. E, graças ao boy, eu não tinha nem que me preocupar em abrir o gel com uma mão só e a boca. Ele já me entregava os sachês abertos! Com um apoio desses, só a subida mesmo pra me tirar do foco. Certo? Errado! Afinal, como diria Fê Balster, se tudo dá certo pra mim numa prova, é porque tem algo de errado.

Passei os primeiros 21km tranquila e feliz com meu tempo e achei que passaria ainda viva na linha de chegada. Lá pelo km 30 meu pesadelo começou: vontade de fazer xixi. Enquanto estava só doendo, tava ok. Mas, de repente, comecei a ter espasmos. E ainda faltava bastante pra prova acabar. Como desgraça é bobagem, lá pelo 35 começou a me dar dor de barriga. Aí a coisa ficou feia. Pra quem não sabe, lesado medular não tem controle urológico.  E meu medo era fazer na roupa, no meio da prova. Eu me contorcia de dor, já não sabia o que tava pior, o 1 ou o 2! Eu estava com 2h30 de prova. Apesar de estar com o boy pra me ajudar, não tinha banheiro no meio do caminho pra eu parar. Eu só tinha uma escolha: encontrar o banheiro no fim da prova.

Eu não tinha contado pra ninguém sobre meus planos. Como eu nunca tinha feito uma maratona, não tinha nem noção do tempo. Nos meus melhores sonhos, eu queria fazer em 3h. E se algo desse bem errado, eu coloquei meu limite pessoal pra 4h. Quando eu tava no km30, eu contei isso pro boy. Ele é muito bom de conta e começou a calcular até meu pace ideal e  qual a velocidade que eu tinha que manter, pra fechar a  prova em 3h. Nesse momento que eu tava entre pedalar e voar pro banheiro, ele começou a ditar meu ritmo e disse “se continuar assim, vai dar certo”.

Quando faltavam 5km pra fechar, ele disse “vai sobrar tempo”. Fiquei super feliz e aliviada. Mas faltando 3km, tinha subida. Não desanimei e comecei a pedalar mais forte. A verdade é que queria um banheiro hahahaha  Faltando 2km, eu disse pra ele “Pelo amor de deus, encontre um banheiro assim que chegarmos la”.

Os 2km finais foram muito emocionantes. Tinha familiares do pessoal que estava correndo e a galera que fez 21km, torcendo por nós no fim do percurso. Ouvi muitas palmas e gritos de incentivo. Isso torna tudo ainda mais maravilhoso. Quando avistei a rótula das cuias, pensei “é isso! Acabou”.

Passei pela linha de chegada, olhei pra trás…cadê o boy? Como ele era apoio e tava de bike, precisou dar a volta. A primeira coisa que eu pensava era “onde é o banheiro, meu deus?”. Não deu tempo nem de raciocinar. Saí pela área de escape depois da chegada e o boy me encontrou. Avistamos um banheiro químico do outro lado da grade. Falei pra ele “vai ter que ser ali e agora”. Uma senhora que estava entregando as medalhas se propôs a cuidar da hand pra nós, ele me pegou no colo e desceu o pequeno barranco, rumo à minha salvação.

Só lá no banheiro, sozinha, que a ficha caiu e eu chorei. Depois de tantos anos esperando, sonhando, imaginando como seria, eu finalmente cruzei minha primeira linha de chegada, depois de 42. 195m. Se você me perguntar “foi do jeito que você queria?” Claro que não! No meu sonho, eu fiz a prova toda correndo com as pernas, cruzava  a linha de chegada acabada, com os braços pra cima, pulando de felicidade. Na minha realidade, fiz tudo com os braços, e cruzei a linha de chegada freando a hand, pra não atropelar ninguém. Então, por que não seria do jeito que eu sonhei, eu deixaria de fazer? Eu preferi estar ali de cadeira de rodas do que não estar! Essa é minha escolha!

No dia dos namorados, teve pódio da minha primeira maratona, teve a realização de um sonho, teve o meu amor me apoiando o tempo todo e fechamos a prova em 2h53.

Um mês e meio depois, estava eu, indo pra largada da minha segunda maratona, a Asics City Marathon. Essa?Assunto pra outro post! Qual a próxima maratona? Não sei…ainda não escolhi. Aceito sugestões. Mas só pro ano que vem. Já foi emoção demais pra um ano só, né!

maratona de POA

12
ago 2016

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Sobre Laís, a tocha e voltar a andar

Confesso que deixei passar uns bons dias, porque  achei melhor deixar o assunto esfriar. Aí, pensei em nem falar nada e deixar pra lá. Mas, ainda continuo ouvindo e lendo várias coisas sobre isso. Assim, decidi não me calar.

Durante a passagem da tocha olímpica pelo nosso país, alguns poucos atletas tiveram a honra de carregá-la. Entre esses está nossa querida Laís Souza, atleta olímpica que ficou tetraplégica em um treinamento.

Ao carregar a tocha, Laís optou pelo uso de um equipamento, uma cadeira de rodas que a deixava em pé.

Lais

 

 

Quando eu vi a foto, pensei :”Ela foi genial! Assim, quem a ajudaria a segurar a tocha, não precisaria ficar curvado, com perigo de cair no chão ou ter uma baita dor nas costas”.

Muitos brasileiros ficaram extremamente felizes e emocionados ao ver Laís de pé, mesmo que com ajuda da tecnologia.

No entanto, essa pareceu não ser a opinião de todos! Em alguns artigos escritos, e em algumas postagens nas redes, Laís foi acusada de “negar a classe”, rejeitando sua condição de cadeirante, não querendo fica sentada.

Eu respeito todas as opiniões, mas deixo claro aqui, que não concordo!

Eu não conversei com a Laís pra saber porque ela tomou essa decisão. Conversei apenas com Will, o cuidador dela, e deixei uma mensagem pra ela, apenas dando força e falando pra ela deixar pra la.

Ora, convenhamos, desde quando as pessoas não podem tomar suas próprias decisões? Desde quando Laís, eu ou você temos que pedir opiniões alheias ou justificar todas as nossas escolhas?

Algo que me intrigou profundamente foi o fato de que muitos cadeirantes estavam acusando Laís de desvalorizar a identidade do cadeirante e de não aceitar sua nova condição.

Porém, toda essa fomentação começou por parte de um jornalista (que gosto muito e respeito) que também é cadeirante, MAS (e mas com letras garrafais) não tem lesão medular! Pois é! Já expliquei aqui no blog que cadeirante não é tudo igual! O fato de a pessoa estar numa cadeira de rodas não indica que ela tenha a mesma patologia que seu amigo que também é cadeirante, ou o vizinho da sua prima ou até sua avó.  O fato de sermos cadeirantes não nos torna todos iguais!

Quem nasce cadeirante tem a “sorte” de crescer assim e não ter que se acostumar com uma mudança repentina de vida e universo. Eles já aprendem, desde pequenos, a tocar a cadeira (e isso os faz mais corajosos nas manobras) e desenvolver, desde cedo, habilidades que os ajudarão na vida sobre rodas.

Quem não nasce cadeirante tem sua vida tomada por uma nova realidade e tem que reaprender a viver.

Além disso, na grande maioria dos casos, quem nasce cadeirante não tem mais 800mil demandas que um lesado medular tem!

Acredito que, assim como eu, e milhares de pessoas ao redor do mundo, o maior sonho de Laís seja voltar a andar. Porém, voltar a andar não nos cura da lesão medular! Não!

Se algum dia eu voltar a andar, ainda terei que viver com meu maior pesadelo: a dor neuropática. Ela é causada pela lesão medular e, voltar a andar, não vai fazer eu me livrar dela! Ainda terei que tomar remédios, fazer tratamentos, levar injeções, viver encapotada, na esperança de passar algum dia sem dor. E ainda passarei dias na cama (como ontem), porque a dor não passa e não me deixa fazer mais nada.

Se algum dia eu voltar a andar, ainda sofrerei com os espasmos. Ainda terei que tomar mil remédios, na esperança de controlá-los e não ter uma contração muscular involuntária a cada 13 segundos (sim, eu tenho isso!).

Se algum dia eu voltar a andar, ainda terei problemas de bexiga e intestino, já que a lesão medular nos deixa com bexiga neurogênica e intestino sem controle. Então, eu ainda terei que tomar remédios pra isso e ainda irei de 2 a 6 vezes ao banheiro durante a noite, enquanto você está dormindo.

Se algum dia eu voltar a andar, ainda terei problemas de temperatura com calor. Como tenho lesão alta (C7 – tetraplegia incompleta), eu tive meu sensor de temperatura corporal alterado. Eu não transpiro mais! Então, meu corpo esquenta, esquenta e eu fervo! Pareço uma panela  de pressão, prestes a explodir. Corro o risco de desmaiar. Se você assistiu “Como eu era antes de você”  e prestou atenção na cena em que Clark enche Will de cobertas e, quando o cuidador chega, ele está quase desmaiado, tiram os edredons de cima dele, colocam ventilador pra ele resfriar…então, é exatamente isso!

Se algum dia eu voltar a andar, ainda terei problemas de temperatura com frio. Pois é, a coisa é feia pros dois lados. Da cintura pra baixo, eu gelo muito fácil! Chego a usar polainas em casa durante o verão! E, as vezes, eu nem sinto o frio, mas estou uma pedra de gelo! E meu corpo não aquece rápido igual ao de uma pessoa “normal” (sem lesão medular). Não é só sair do vento que ta tudo bem. Não! Uma vez gelada, eu continuo gelada por horas. E esse frio me causa….dor neuropática! Então, mesmo que eu volte a andar, se a lesão medular não for curada, eu ainda terei que usar meia calça no verão, sair com 300 meias, usar polaina no verão e só pegar avião de calça e botas (mesmo que lá fora esteja 40graus).

Se algum dia eu voltar a andar, minhas mãos comprometidas ainda estarão comprometidas. Eu ainda não consegui a coordenação motora fina de volta. A caneta vai continuar caindo da mão, eu ainda não conseguirei abrir embalagens sem usar a boca ou pedir ajuda, eu ainda não conseguirei segurar uma jarra pesada de suco pra me servir no almoço, nem vou conseguir costurar o botão da minha calça que caiu.

Quem nasceu cadeirante não tem nada disso! Quem ficou cadeirante, tem tudo isso e muito mais.

To falando que é melhor ser cadeirante assim ou assado? Melhor desse ou daquele jeito? Não! To falando que é diferente! O melhor é que ninguém fosse cadeirante! O melhor é que ninguém tivesse que passar por nada disso, nem questionar nada, nem ser questionador, nem implorar por uma rampa pra atravessar a rua, nem ter que mudar a opinião das pessoas sobre a deficiência! O melhor é que não precisássemos lutar pra conquistar nosso lugar no mundo e não tivéssemos que provar pra ninguém que somos tão capazes quanto, ou mais capazes do que quem não tem deficiência.

Porém, as diferenças existem e, se eu voltar a andar, não estarei “curada” da lesão medular. Se Laís voltar  a andar ela não estará “curada”.

Eu sei disso. Laís sabe disso. Sabrina sabe disso. Douglas sabe disso. Felipe sabe. Marcelo sabe. Greyce sabe. Carla sabe. Fabiula sabe…

Agora você também sabe.

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11
ago 2016

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Paõzinho de frango com batata doce

Pãozinho, bolinho, até salgado maromba… as denominações são muitas, mas o resultado é o mesmo: uma delícia low carb e fácil de fazer! A verdade é que é tão fácil que dá até vergonha de passar a receita hahaha

paozinho frango com batata doce

Vamos lá?

Ingredientes:

Batata doce

Frango

Temperos

Só isso? Só isso! Juro! Eu acrescentei cenoura, pois tinha 3 toquinhos daqueles que sobram quando fazemos macarrão de vegetais. Quis aproveitar esses pedacinhos e ainda acrescentar vitaminas ao meu pãozinho.

Cozinhei 2 batatas doces na pressão, pra ser mais rápido. Fiz com casca e tudo, pois é mais fácil e rápido descascar depois de cozida. Depois de cozidas, reserve.

Cozinhei na pressão 500gr de peito de frango, com 3 dentes de alho, sal, alecrim e pimenta. Depois de cozido, desfie o frango (aquele truque de chacoalhar bravamente a panela de pressão – sem água, tá?! – super rola nesse momento) e reserve.

Descasque as batatas doces e amasse, como se fosse fazer um purê. Tempere com sal, pimenta, alho em flocos, lemon  and herbs.

Em uma vasilha, misture as batatas amassadas, o frango desfiado. Nesse momento coloquei as cenouras raladas. Faça bolinhas em forma de pãozinho. Leve ao forno por cerca de 30min, pra criar uma casquinha crocante.

Minha receita rendeu 30 bolinhos pequenos. Eu assei metade e congelei o restante.

Use a criatividade para substituir a cenoura por abobrinha ou outro ingrediente. Você também pode rechear os bolinhos com queijo, bacon. Varie de acordo com sua dieta e aproveite!

08
jul 2016

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Exercícios para lesados medulares – Abdominal

Como aqui nesse blog, promessa é dívida, tia Dani ataca novamente contra a preguiça desembestada e as desculpas esfarrapadas.

Muita gente pediu pra eu voltar a postar dicas de exercícios aqui no blog. Mas eu também ouvia “Poxa, tia Dani, você já tá com quase 4 anos de lesão e já recuperou bastante coisa. E quem teve lesão recentemente? Faz o que?”  Cola na tia Dani que é sucesso! Aqui a gente dá jeito pra tudo!

No ano passado, eu conheci a Poli. Ela era minha seguidora e nós nos conversamos pessoalmente na fisioterapia. Ela sofreu um acidente dia 13 de outubro de 2014, quando tinha 30 anos. Ela teve lesão medular em C5 e C6 e traumatismo craniano do lado direito.

Hoje somos amigas e treinamos juntas na academia. No início do ano, perguntei se ela toparia ser nossa modelo do blog! E ela aceitou!!! uhuuuu Assim, teremos vídeos também pra quem está em início de lesão e teve lesão alta.

O treinador da Poliana é o professor Fabio Ibrahim, da Companhia Athletica de Ribeirão Preto. Ele me ajudou há anos atrás e tem bastante experiência com cadeirante, pois o pai dele também é do mundo das  rodinhas.

Segundo Fabio, “o objetivo do trabalho com a Poliana, que tem lesão alta, é fazer com que o sistema nervoso e o sistema neural trabalhem. Trabalhando os dois, a mão começa a funcionar, pois ela recebe os estímulos.”

E sim! A mão da Poli começou a mexer! Mas não é só isso! Ela está tendo grandes avanços pra sentar, sustentar o tronco e se posicionar melhor na cadeira. Eu sei o quanto isso é importante, pois desenvolvi uma escoliose gravíssima devido ao mal posicionamento e fraqueza abdominal.

Então vamos lá? Vamos botar esse corpinho pra mexer?

Os exercícios de hoje são para estímulo abdominal. No início, assim como eu, a Poli não tirava a cabeça do chão. Veja como ela está agora e quais são os estímulos que o corpo dela está recebendo.

 

04
maio 2016

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#VemComADani – Lista de agradecimentos

Minha gente maraviwonderful, eu não tenho palavras pra descrever o que estou sentindo ao escrever esse post!

Foram meses sem dormir, desesperada, ansiosa, preocupada, com medo que a campanha não desse certo. Mas deu! E foi graças a vocês!

Conforme escrevi lá na página da Campanha, a demora nas recompensas se deveu ao seguinte:

Após o encerramento das campanhas, o kickante demora de 2 a 4 semanas pra liberar o dinheiro. No meu caso, o dinheiro foi liberado dia 20 de dezembro. A fábrica Top End fecha do Natal até dia 5 de janeiro. Aí fiz o pedido e os equipamentos demoram de 4 a 8 semanas pra ficarem prontos. Isso atrasou toda a minha vida, inclusive a entrega das recompensas.

Na área de transição, minutos antes da largada dos Jogos Panamericanos de Paratriathlon

Na área de transição, minutos antes da largada dos Jogos Panamericanos de Paratriathlon

Peguei a handbike no dia 7 de março, à noite. Fiz alguns ajustes em cima da hora (porquue sou muuuuito alta e não alcançava o apoio de pé de jeito nenhum) e já competi com ela dia 13 de março, nos Jogos Panamericanos de Paratriahtlon, na Flórida.
Retornei ao Brasil na esperança de ter fotos lindas pra mandar fazer o cartão da recompensa. Acreditam que eu não tive uma foto de fotógrafo profissional na prova? Pois é!
De volta pra casa, demorei 3 dias pra desembalar a hand e descobrir como montá-la de novo! E já parti pra outra prova (quem tá lá no insta ou no face do meu blog pode acompanhar o Ultraman, e o feito histórico de sermos a primeira equipe em que um atleta empurra atletas cadeirantes nessa distância de prova).
Vou produzir uma foto bem linda com ela pra mandar fazer os cartões. Não tinha porque mandar um cartão de agradecimento pela compra da bike nova e uma foto da bike velha, né?!rsrs

 

As camisetas da campanha já estão com o layout pronto. Só estou aguardando respostas de orçamento. Esperei pra mandar fazer, pois estava, junto com a Agência Ideatore, desenvolvendo minha nova marca.

 

capa-blog-ok

 

Mas, aqui vai a listagem de agradecimento, que faz parte das recompensas da Campanha!

Além dos nomes que estão aqui, quero agradecer demais aqueles que pediram para fazer contribuições anônimas.  Respeitando sua escolha, seus nomes não aparecem na lista do kickante e nem aqui.

Quero agradecer muito a cada um de vocês!! Juro que, enquanto preparava essa lista, enchi meus olhos de lágrimas ao ver vários nomes conhecidos, de amigos e amigas. E também me emocionei sabendo que muitas pessoas que nunca me viram, que não eram nem meus amigos nas redes sociais, participaram dessa conquista tão importante pra mim. Muito, muito obrigada!

Segue a lista da Campaha #VemComADani

Carla Valentim

Suzy Anne Berlim

Liliane Silva

Juliana Estevam

Lourdes Soares Marinho

Renata L. S. Dos Reis

Lucy Casadio

Cristiani Gomes

Miria Criado

Mariana Cortez

Camila Lopes de Brito

Andrea Carla Santos

Henrique Ribeiro Garcia

Sindo Martinez

Ricardo Ortega

Kika Locchi

FABIO ZANARDI

Grace Cano

Osvaldo bezerra SILVA

Edilson Marco de Faria

Fabiano Ribeiro

Susi Saito

Jaqueline Spera

Fabiana Soares da Silva

Renata Calumby

Cesar Miguel Momesso dos Santos

Claudio Kazuo Hirakava

Rodrigo Cardoso

Bianca Lamparelli

Emerson Ferro

Camilla Bazzoni de Medeiros

Fernanda de Souza Mello

Guilherme Ecar

Fernando Costa

Renato Rezende Fankel

Amelia Priscilla Gomes Paes

Fernanda Rodrigues

MARIA FERNANDA DE MOURA SOUZA

Pauliane Claro

Debora Rampazo

Mauricio Massarotti

MARCUS VINICIUS ALMEIDA JUNIOR

Robson Luis

Marivaldo Ganzella

Rita Santini

Kika Gianesi

Rafael Carvalho

Marcos Paulo Lopes Ferreira

Thamyris Norte

Corre Sampa

Marcela Parise

Flavio Andrei Jesus

Peterson Freitas de Sousa

Cristiane Farhat

Ravenia Marcia de Oliveira Leite

Tyago Berbel

PATRICIA VISMARA

Marcelo Pedrotti

Rachel Souto

Maristela Cunha

Liza Lambert

Lia Penteado Cavalcanti

Priscila Barbosa

Natália Gerhard

Leonardo Nakazune

Marcos Alexandre da Silva

Nilton Carlos GONCALVES

Débora Bussacos Freitas

Kelly Maria Lopes dos Santos

Fabio Rodrigo Machado

Luciana Pinheiro Sobreira

JONATHAN F BARBOSA

LUANA MARTINS

Gustavo Rey de Carvalho

Luciana Miranda Cebola

Francisco Ribeiro

Antonio Zuccolotto

Estela Marcondes

Alessandra Mousinho

VIVIAN BOGUS FITNESS Loja Virtual

ELAINE CRISTINA OLIVEIRA

Marcia Oka

Cristiane Alencar da Silva

Corre Mulherada

Fabio Kazuo Tatsuta

Luciana Bógus

Carol Guedes

Marcos Alexandre Zagonel Santos

Taisa de L. R. Geraldini

Mariana Faria

Lyllian Cassimiro Ferreira

Daniel Wiezel Sarubby

Walkyria da Cunha Xavier

Walkyria da Cunha Xavier

Silvana Carneiro

Danielle Dorand A. Sampaio

Christopher Chow

Bento Camargo

Bianca Berti

Daniela Serres

Dionísia Guimarães Araújo Brum Dias

HOMAR COSTANTINI

Alessandra Santos

Paola Ronconi

Sarah P V da Costa

Gisele Malavazi Alves

Vivian Bogus

Rafaella Simoes e Silva

Melissa Salgado Bertho

LIVIA ZANIRATO

Adriana Cláudio

JULIANA MOURA

Thalita Goulart Alves

Camila Maia

Marcela Parise

Luciano Parussolo Gaspar

Fabiana Roberta Guerra

Michel Bruggeman

Alberto Bogliolo Sirihal

Divas Que Correm

Angela beatriz Goncalves

Rafael Sanches

JEFFERSON FARIAS FONSECA

Thiago Pantuzi de Carvalho

João Carlos Rodovalho Costa

Artur Botelho

Jean Zamara

Regiane de Melo

Silvia Fantine

Nataly Costa Balardini

Manuella Carui

Juscélia Honorato Mourato Dos Santos

Mariana Knaesel

Bianca Taboada Ferreira

MARCIA PEROVANO

Rodrigo Zanelli

Fabiola moral Bálsamo de Oliveira

Elcio Mune

David Simon Landim de Souza

Livia Dzura Martins de Oliveira

Karina Arissa

Manuela Zilioti

Jose Redondo

Gerson Pintar Junior

Marcio Magalhães Baião

Mariana Gomes Baião

Myrian Galeão

Eugênio Neto

Steve Maicon Segovia Corrêa

Isabella Borges Grile

Gilmar Chbane Bosso

Thais Matsushigue Godoy

Nara Pizarro

Priscila Schmitt

Marcela Dourado

PEDRO VIANA

Jessica Eidt

maria faggioni

Luciana Souza da Silva

Anne Eliza Dias Machado

ANA PAULA FRANKE

Paulo Viana

Andresa Oleiga Silveira

Fernanda Hattori

Fernanda Rodrigues

Claudine Basilio

Andrea Tavares

Thaís Guedes

Thiago Osorio Lucas da Conceição

Marcelo Veiga Mendes

Williams Gomes

Guilherme Ferreira Xavier

José Antonio Silva Filho

Nádia Fagundes Garcia

Elaine Yoshiko Matsubara

George Góes

Vanessa Maria Zagato

Fabiana de Paula Anastacio

William de Wlmeida Baldez

Rafael Miazato

SABRINA Graziani

Vinicius Martins de Mello

JUCIANE GALVAO AMORIM

Monica Martins Castilho

Eny Sa de Araújo Garcez

Bartira Pardi Moreira

Bruna Wojciuk

Antonio Amaral

Cleiton Donizete da Silva

Livia Rodrigues

Marisa De Sá

Guilherme Biff Zarelli

LUDMILA PUNTEL

Jéssica Levadinha

Luciana Cornicelli

Emerson da Silva Oliveira

Ana Alkmim

Celso Bruder

Melina de Araujo

ADRIANA HENRIQUETA

Luisa Oliveira

Jessie Char

Ieda Daniel

Carlos Alberto Viana

Marcel Tatebe

Daniella Lima

Betty Chang

ALEX PIRES RIBEIRO

Romeyka Aguiar

Gabriel Ciszewski

Diego Dassie

Yara Achoa

Juliana Tinen

Vica Tamburus

Bianca Ferreira

Renata Motta

Thaise Zaupa

Vica Tamburus

ANDREIA GIATI

Bruno Dias

VIVIAN CIRINEU

Elmiro Bastos Cardoso Bastos

Amanda Lopes

Simone Faleiros de Melo

Mariana Ramos

Valquiria Souza

darlansouza.com

Mariela Vasconcelos

Carolina Arruda

Rafaela Lopes

Míriam Zanini

Ana Flavia Teixeira

Thaís Ranucci

PAULO BOGUS

Juliana Sugimoto

Mariana Scaldaferri

MICHEL DESTEFANO

Fernanda Cordeiro

Ana Carolina Lemos

Izabela Brito

Fernanda Reina

Maria Carolina Lima

Milena Bianco

Margareth Pontes

NARLA FABIOLA MONTEIRO MORAIS

Juliana Almeida

Daniel Camilo Pereira

Renata Petrillo Robilotta

Daniela Nunes Proença

Paula Cabral

Gisela Amorim

Marcia Dambrosio

Ricardo Frazzato

Adriana Oliveira Soares

Silvio Sidney Lombardi Filho

MELISSA MAIA MESQUITA

Simone pedreschi

Rafaella Pace

Isabela Fortes

Christiano Ruiz

Cecilia Cunha

Cristina Helena Proenca

Nathalie Darcie

Guilherme Paiva

Luciana Moniz Duarte

Antonio Olinto Diniz Junqueira Junqueira

Cristiane P Santos

Diogo Beltran

Raphael Zamith

Carolina Gimenes

Livia Dzura Martins de Oliveira

LIDIMARA LIMA

sonia gravine

Marcela Melo

Vivian Bogus Moda e Fitness e suas clientes

José Euclides Rodrigues Guimarães

sandra regina souza sampaio

MARIA APARECIDA MELO DOS SANTOS

Nelson Valente Filho

Corredor Anônimo

Cristiano de lima

Ana Luiza Halla

Nialva Nunes dos santos

Angel Castroviejo

Erica de Paula Rosa

Sonia Castroviejo

Atitude Emocional

Leyde Correia

Gabriela Kato

Luciana Torrano

Rodrigo Prado Garcia

Verônica Varotti

Leandro Pricoli

Evelyn de Oliveira Araripe

Fernanda Sanches

Liliane Graminha

FABIO ZANARDI

Leticia Fernandes

Fernanda Balster

Pick-up Total

Mattheus Spiegelberg

Cristiano Oliveira

MAria Claudia Ribeiro

Maria Clara Moraes

Paulo Rodrigo Mossia

Bia Avelino

Orgmar Neto

Acácio da Silva Rocha

Renan Badin

Larissa Galiano

Marcos Dias Pestana

Sebastião Silveira

Eustaquio B Pereira

Adriana Ashihara

GIAN CARLOS

Erica Manso

thiago de macedo bartoleti

Paulo Pessoa

Viviane Marques

Rodrigo Tandaya graca

Morgana de Oliveira

PAMELA T FATTIBENE

Renata Barboza Coelho

Marcelo Arraes

Angelo Oliveira spano

RENAN MAIA

Suzana Maria Ketelhut

lilian guerreiro

Paula Ivanov

Carlos Vieira Melo

Fábio Sardinha

DEBORAH AQUINO

Caroline Fernandes Thome

ROSANA BRAMBILLA

Nathalia soares

MARIA PAULA TEPERINO

Rosana Peixoto

Alunos do Curso de Fisioterapia Barão de Mauá

Alunos da Educação Física  UNAERP

FEA USP Ribeirão Preto

PEC Enfermagem USP Ribeirão Preto

Todos aqueles que doaram no cofrinho

Amigos que compareceram à minha festa de 3 anos de vida nova na loja da Vivian Bogus

Absoluta Cine

…………………………………………………………………………………….

E pra quem não viu nenhuma foto da nova Handbike de alumínio, aqui vai a foto da primeira voltinha que dei com ela 🙂

hand Top End

ETERNAMENTE E INFINITAMENTE: MUITO OBRIGADA!!!!!!

 

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