22
set

4

Correndo em casa – Meia Maratona de Ribeirão Preto

Foi 1 ano e meio sem correr. E quase 2 anos sem correr aqui em Ribeirão. 99% dos organizadores de prova gostam de percurso de montanha pras corrida daqui. Você só sobe e desce sem parar. Pros meus amigos expert na handbike, não sei se é possível, mas pra franga que vos fala, percursos “ladeira do Pelourinho” ainda não dá pra fazer.

Aí eu soube que o percurso da Meia Maratona de Ribeirão tinha mudado, com relação às duas primeiras edições que eu tinha feito. Mandei e-mail pra organização quase que implorando participar. Dias depois, o organizador da prova me liga, dizendo que eu poderia participar. Eu não contei nada pra ele, mas eu estava de cama, com uma gripe muito forte! Decidi por livre e espontânea pressão que não treinaria durante  a semana, pra tentar ficar boa até domingo. Na conversa, falamos sobre a estrutura da prova pros cadeirantes participarem (horário da largada, apoio, tudo mais), pois o objetivo é abrir a categoria no ano que vem.

Na sexta eu ainda estava um lixo, quando o pessoal do jornal Tribuna, que organiza a corrida, me ligou. E no sábado, lá estava eu na capa do jornal, como a primeira cadeirante a participar da Meia. Não tinha mais volta! Com gripe ou sem gripe, eu tinha que ir!

jornal

jornal2

 

 

 

 

 

 

 

 

No domingo, o despertador tocou 5:30. O tempo tava nublado e eu morrendo de sono. A primeira coisa que veio na minha cabeça? “O que é que eu tenho na cabeça pra acordar a essa hora, num domingo nublado, com essa gripe?” Resposta:  um tênis no lugar do cérebro. Não tem outra explicação! Me xinguei de todos os nomes enquanto me trocava e esperava o Fávio Tropeço vir me buscar, pra carregar a hand pra mim.

Toda encapotada, levando roupa seca pra trocar, caso chovesse, lá fomos nós. Chegamos ao local da prova e, assim como na retirada do kit, a organização foi impecável! Já tinha gente me esperando. O Bruninho já ajudou o Flávio a tirar a hand do carro, já posicionou no local da largada. Fui pra tenda falar oi pra todo mundo (que saudade eu tinha disso), tive que ir ao banheiro antes da prova e já foram me caçar pra largar.

Gente, não sei se era o Fabiano (diretor da prova), o André (locutor e meu amigo) ou outra pessoa  que estava com o microfone na mão, falando de mim, falando que eu ia fazer a prova…me deu a maior tensão! Senti uma pressão mesmo. Porque eu estava mega gripada e com medo de passar mal na prova. E agora até os mais desatentos sabiam que eu ia correr… Gelei! Me posicionei na hand, a Tarine e a mãe da Ju (minha treinadora de natação) em ajudaram. Eu tava uma pilha! Devia ter tomado um pré-treino (se eu tivesse um em casa).

10668971_10152707925104269_6453297771980010238_o

Larguei, e 3 segundos depois ouvi a buzina. E os corredores mais velozes começaram a passar por mim. Eu sentia a hand pesada, mas achei que fosse cansaço meu, gripe, ou sei lá. O Bruninho ia me acompanhar de bike a prova inteira. Logo, um outro ciclista se juntou a nós (não sei o nome dele. Se alguém souber, me avise!!).

O percurso é bem legal e bem fácil de fazer. Nas poucas e leves subidas do começo, eu fiz força pra caramba. Dei umas tossidas, nariz entupiu, mas eu tentei não prestar muita atenção nisso. Há uma parte que podemos correr na ciclofaixa pra evitar uma subida do viaduto. O Bruninho ia pedindo espaço pros corredores. Como a organização me deixou mesmo largar na frente, não tinha muita gente ali pra eu atropelar. Quando foi possível escolher ciclofaixa ou asfalto, eu optei pelo asfalto, pra poder ficar mais tranquila quanto à segurança dos demais. Eram 3 faixas livres na avenida, pra gente correr. Aí chegou o temido viaduto pra subir. Eu cheguei na metade, fazendo muita força. O Bruninho falou “encaixa uma marcha mais leve”, mas pelo número no trocador, aquela era a mais leve. Então, um corredor que só estava rodando, me ajudou a chegar no topo. Eu fiquei chateada por não conseguir fazer a subida sozinha. Mas, estava há 1 semana sem treinar, 3 dias de cama…achei que fosse isso. Ja já eu conto o que era. Deixa só eu comentar uma coisa…rsrs

10689723_10152707924269269_5998248860379006275_n

Eu sempre odiei corridas de 2 voltas. Sempre achei uma meleca! Mas dessa vez, gostei muito, pelo fato de, quando alcançamos 10,5km, passamos ao lado do pórtico. Logo depois dali, estão as barracas das assessorias e o pessoal que já terminou os 5km. Foi muuuito legal, receber aquela energia, a galera gritando, meus amigos ali..deu um gás a mais! E eu passei nos 10,5km com o relógio do pórtico marcando 46 alto. Fiquei feliz.

Logo depois, conversando com o Bruninho, ele foi me falando pra tentar passar as marchas. E descobri que eu estava correndo com 3 marchas apenas. As mais pesadas!! Sim, o câmbio estourou antes da prova e eu não me dei conta. Por isso não conseguia subir! Creio que tenha estourado no avião, voltando de Buenos Aires (ou será que foi na ida e minha inexperiência fez com que eu não percebesse isso?). Só sei que ali eu entendi muita coisa sobre meu corpo, minha força e a olhar a handbike e entender algumas coisas.  Paramos! Sim, paramos no km 11. Bruninho e o outro ciclista tentaram arrumar a hand. Mas foi em vão. Não conseguimos. Perdi um pouco de tempo ali. Eu queria muito baixar meu tempo, mas achei que parando e arrumando a bike, eu tiraria esse atraso. Não rolou…tudo bem! Eu estava ali pra completar e pra podermos abrir a categoria no ano que vem.

Como eu sempre digo, a corrida só começa a ficar boa pra mim depois do 11. Quando chega no 13 é que eu começo a curtir. E foi assim de novo! Os sintomas da gripe diminuíram, e eu tava bem mais feliz. O ciclista anônimo ia tirando do caminho os copinhos de água e isotônico antes de eu passar. Eu tentava driblar os buracos e irregularidades do caminho. Ribeirão foi o pior asfalto que eu já corri até hoje! E olha que ali o asfalto ta novinho! O Bruninho sempre preocupado comigo, se eu queria água, ou algo. Pedi e ele guardou meus sachês de gel vazios, pra jogar no lixo depois. Conversamos a prova inteira.

No km 18 aquela subida do mal, de novo. Mas agora eu desencanei, sabendo o motivo da minha “não subida”. Bruninho me ajudou e eu estava delirando de felicidade, pois faltava pouco pra terminar. Pela primeira vez, eu desci uma ladeira sem brecar, só pra ter a sensação. Caraca, aquilo corre muito! Se eu caísse da hand eu me estabacaria com força! Quebrar todos os dentes seria o mínimo.

1558491_10152707925284269_6598600455555294244_n

Contar com o apoio de professores da Companhia Athletica, que estavam no caminho, nas duas voltas, foi muito bom! E ver vários amigos no percurso, também foi maravilhoso! Alguns gritavam meu nome. E alguns corredores que eu não conhecia, me incentivaram a prova inteira. Muito obrigada a todos por tanto carinho e apoio!!

E eu avistei o pórtico! Quando fui dar o sprint final, uma corredora forte daqui, uma “sempre-no-pódio”, resolveu fazer o mesmo, correndo em zig zag, de braços abertos. Gente, juro que eu pensei que fosse atropelá-la! Foi Deus que me fez ter noção de espaço naquela hora! E também brecar em cima de outro corredor que terminou e ficou ali paradão depois do pórtico!

10644428_10152707924859269_9025688432654214687_n

Vendo as fotos, depois, eu percebi que tinha duas chegadas. Então, não sei se fui de bicuda na chegada que era só pra ela. Ou se eu tinha que chegar ali mesmo! Mas como eu tenho excesso de coordenação motora, quando eu vi o povo aglomerado embaixo do pórtico, só pensei que era ali!

Chegada Dani

E eu cheguei! Só lembro da  Dani Gil e da Michele me gritando. Lembro da eficiência da Tarine, já com a minha cadeira ali, me esperando (amiga!!!!!!!!). Lembro do André trazendo o microfone e que eu agradeci a organização pela oportunidade maravilhosa de correr em casa. Aí 10685054_10152367340443951_1647572782_nveio o repórter e eu não lembro o que falei! Deus queira que ele edite!hahahahaha  Era sobre a corrida, claro. E eu lembro de contar algumas coisas importantes. Mas não tive tempo de raciocinar, beber água, nem pingar o remédio do nariz, muito menos de ir ao banheiro (eu tava segurando desde o 19, só pra variar. Algumas coisas já estão seguindo um padrão).

Dali pra frente foi uma alegria só. Tanta alegria que eu esqueci de pegar a medalha!hahahahaha  Uma moça da organização que correu atrás de mim, buscou e me entregou!

Além de ter meus amigos comigo, consegui rever muita gente que foi importante na minha vida no esporte. Como o Rangel, meu primeiro treinador em assessoria de corrida, lá em 2009. Também o Murilo Bredariol, um querido, um triatleta maravilhoso, dono da escola de natação onde dei as primeiras braçadas pós-acidente. Foi o primeiro cara que acreditou em mim como atleta na cadeira!

E teve até premiação, gente!!!  Força tarefa, demos um jeito e eu  subi no palco com meu treinador pra ser premiada! Ano que vem, teremos a categoria cadeirante e eu espero bombar essa prova tão deliciosa, com meus amigos sobre rodas da região. Vale muito a pena!!

Quero aproveitar esse post para agradecer demais ao Fabiano, ao José Paulo, a todos do Jornal Tribuna, a todos da organização da prova, os staffs, ao Bruninho, ao clicista, todos mesmo! Fui tratada com muito carinho e amor! Isso é um bem muito precioso e algo que marcará para sempre minha primeira corrida em Ribeirão pós-lesão!

10653630_10152707926519269_1318596528074366728_n

Algumas coisas, graças a Deus não mudam! Correndo em casa, com os amigos, fui a última aluna a sair da tenda, como eu sempre fazia! Eu e algumas professoras da minha época de andante, lembrando as tantas vezes que eu ajudei a montar e desmontar aquela barraca, nas provas! Bons tempos!

Ah, falando em tempo, baixei o meu! Mesmo parando pra tentar arrumar a handbike, eu fiz meu melhor tempo em Meia Maratona:  1:34:11 !!!  To feliz pra caramba!! Treinar muito pra ser sub 1:30!! Será?

(Fotos: Alfredo Risk)

15
set

0

Week Run Brasil

Gente, to atrasada, mas to trazendo novidade! Sim, atrasada porque a coisa boa começou hoje de manhã. Mas eu só consegui reunir informações suficientes pra passar pra vocês agora!

Quando criei esse blog, meu objetivo primordial era difundir um estilo de vida saudável entre os deficientes, através do incentivo à prática da atividade física e alimentação saudável. Mas, o trem ficou bom (não, eu não sou mineira, mas eu falo “trem”) e eu consegui  incentivar mais pessoas, os “andantes”, a começar a mudar suas vidas. (Hoje eu to falando bonito!rsrs)

Ontem eu estava conversando com a Kauana, e falando justamente isso. Como eu fico feliz ao receber mensagens de pessoas do Brasil todo (e até de fora dele), dizendo que começaram  a praticar atividade física (principalmente a corrida, meu xodó eterno) depois que começaram a me ler ou me seguir. Ou mensagens pedindo dicas, por onde começar, o que fazer, o que falar quando chegar na academia, como pedir ajuda pro professor…É a mais pura e deliciosa sensação de dever cumprido, de saber que eu to fazendo algo certo e bom na minha vida. É a coisa “mais melhor do mundo inteiro” saber que to atingindo meu objetivo e ajudando mais e mais pessoas a sair do sofá e cuidar da saúde. Porque era exatamente isso que eu queria!

E justamente porque esse é o estilo de vida que eu vivo, incentivo, apoio, motivo e tudo mais e mais, que eu topei entrar pra essa turma e divulgar o Run Week Brasil.

weekrun

O que que é isso? rsrs  É uma ideia mirabolante que uma turma aqui de Ribeirão Preto (minha cidade do interiooooor de SP) teve, pra também motivar mais pessoas a ter uma vida mais saudável, emagrecer, diminuir o risco de doenças e ter maior qualidade de vida. E como fazer isso? Através do incentivo à corrida e caminhada, aliadas à uma alimentação saudável.

Na página do evento, no Facebook (você também pode receber tudo por email – mas se prepara! Pq o Leo entope a gente de email hahahahaha) você vai encontrar dicas de educadores físicos, de como iniciar a caminhada e depois partir pra corrida, até atingir os 5km (esse é o objetivo!). Também encontrará dicas de nutricionistas e histórias de sucesso pra te motivar. Pessoas que emagreceram 10, 20 ou mais kg, através da corrida de rua, vão contar como foi começar, como foi o processo do antes/durante/depois e quais foram os benefícios que isso trouxe pra suas vidas.

Mas porque fazer um evento desses  online? Pra que possamos atingir mais e mais pessoas. E sem que elas precisem pagar nada por isso! O evento acontecerá totalmente on-line, através de Vídeos e também Treinamento em áudio e vai acontecer dos dias 15  a 22 de setembro. Ou seja, o trem começou a ficar bom hoje!

E nós sabemos como é difícil começar! Sim, eu comecei e recomecei algumas vezes. E vários participantes também. E você, fazer uma mudança dessas na sua vida, sozinho, pode não ser nada fácil. Então, estamos aqui unidos pra te ajudar! Queremos te dar força, te motivar, mostrar que você não ta sozinho não e, se desanimar, tem um montão de gente pra te estender a mão.

O Leo, meu amigo e idealizador master do projeto, gravou um vídeo pra explicar como é que vai funcionar. Logo logo meu vídeo também irá ao ar. Pra quem ainda não ouviu minha voz, vai delirar no meu sotaque de caipira. E, se eu não melhorar da gripe, meu sotaque será acrescentado de uma sexy “boz ninda de dariz endubido”. Aguardem cenas dos próximos capítulos! hahahahahaha  o vídeo do Leo ta aí embaixo!

http://www.youtube.com/watch?v=cb9pESr8o58

Se você quer começar, mas ta sem coragem de ir sozinho, bóra com a gente! É só entrar na página do evento no Facebook e seguir os passos pro cadastro (https://www.facebook.com/events/147913675379154/ ). E se você já corre, caminha, pedala, nada, ou faz qualquer atividade física, podia incentivar algum amigo a começar também, né?! (ta..eu sempre falo isso…)

“Tia Daniii, eu sou cadeirante, como vou fazer?” Então, eu sou cadeirante e também faço!  “Mas Ô tia Daniii, eu não tenho handbike e você tem”.  Ta..mas eu também não tinha! Eu tocava a cadeira na rua (ainda toco) e na pracinha. É só uma questão de adaptação. E se precisar adaptar as informações, me chama! To aqui pra isso!

Bóra gente? Queremos transformar essa semana no maior sucesso do ano! Bóra sair todo mundo do sofá?

 

11
set

0

Media Maraton de Buenos Aires

Acabou! Os 90 treinos chegaram ao fim. Há algum tempo fiz o post contando sobre isso. Fer e eu fizemos, cada uma pra si, um plano de 90 treinos. O meu passaria pelo dia 3 de agosto (dia da Golden Four) e terminaria dia 7 de setembro. E finalmente, esse dia chegou!

Chegamos a Buenos Aires, Fer, Pri, Nani e eu, na quinta-feira. Na sexta, tiramos o dia pra pegar o kit e passear pela feira da corrida. O que viesse depois seria lucro. Realmente, passamos quase 5 horas lá, curtindo, tirando mil fotos, personalizando as camisetas. E eu até encontrei uma amiga aqui de Ribeirão!

IMG-20140906-WA0022

IMG-20140906-WA0036

 

20140905_135015

20140905_135346

 

Eu estava realmente preocupada com meu frio e minhas dores decorrentes dele. Choveu a noite inteira, chuviscou de manhã e estava frio na sexta-feira. Eu só pensava nesse frio todo no dia da corrida.

Sorte a nossa (mais ainda minha), sábado amanheceu um sol lindo, um dia azul. Ventava, mas tava uma delícia de dia e eu empolguei, já mais tranquila quanto ao clima do dia seguinte. Passeamos pra caramba o dia inteiro. E as meninas, pra minha sorte de ter amigas assim, não queriam me deixar tocar a cadeira de jeito nenhum, pra descansar os braços pro dia seguinte.

Eu não vou ficar contando os lugares pelos quais passamos, porque o objetivo aqui não é fazer um tour por Buenos Aires. A cidade merece um post só pra ela. Os chicos argentinos merecem 2 posts só pra eles. E o dulce de leche merece uns 5 posts ou mais! Eu enfiei  os 2 pés e as 4 rodas na jaca quando o assunto era dulce de leche. Eu simplesmente não me cansava de comer (coisa de gordinha).

Tínhamos decidido chegar ao hotel à 20h, pra descansar. Fato é que chegamos depois das 22h. Ainda tínhamos que tomar banho e eu tinha que terminar de separar as roupas pra corrida. Quem me lê ou me acompanha sabe que eu sofro de dor neuropática e frio. Eu não sabia se ia com uma calça, com duas calças, com meia-calça por baixo da calça, com blusa de frio, sem blusa de frio… Diferente de correr em SP, cujo clima eu já estou mais ou menos acostumada pra saber como me vestir pra prova (e sempre conto com ajuda das amigas que conhecem esse corpo louco das temperaturas), eu não conhecia o clima da cidade.

Pra ajudar, eu tive dor neuropática a noite inteira! 2 horas da manhã eu tava com uzói pregados no teto, fuçando no celular e tentando tomar o mínimo possível de remédios pra dor, pra não correr o risco de estar dopada no dia seguinte. Fechei os olhos e o despertador tocou. 5h! Hora de pular da cama pra correr. Decidi ir com uma calça, a camiseta de manga comprida da assessoria e um casaco fino por cima.

Eu levo minha própria hidratação por um motivo básico: não dá pra parar e pegar a água do percurso. Ou eu tenho que estacionar a hand (o que a experiência da corrida Eu Atleta mostrou que é uma péssima ideia), ou eu corro o risco de atropelar alguém que esteja servindo a água ou, pior, algum atleta. Também corro o risco de perder o controle da hand, por soltar uma das mãos quando o chão está repleto de copinhos. Então, camel back abastecido, gel, capacete, levei 2 pares de luvas (com dedos e sem dedos).

A moça que ia nos buscar, pra poder levar a hand, atrasou 15minutos que foram preciosos na hora da largada. Tivemos que fazer tudo correndo. E eu tive medo de atrasar as meninas. Elas posicionaram a hand no local indicado pelo staff (antes do tapete) e foram pra trás do tapete, pra largar. Diferente de SP, que eu tenho milhões de amigos que podem guardar a cadeira pra mim durante a corrida, tive que implorar pra organização fazê-lo. Eles não queriam, mas acabaram topando. Optei pela luva de dedos, por causa do frio. O tempo estava indecifrável pra minha inexperiência ali, mas ventava. Mesmo assim, uns 4 minutos antes da largada, eu resolvi tirar o casaco e pedi pra um moço guardar pra mim na mochilinha do camelback. O que também foi uma mão na roda (sem trocadilhos), pois isso ajudou a segurar a mangueirinha, que não me deu trabalho escapando e tentando fugir pra roda da hand, como acontecera na Golden Four.

Um atleta argentino de hand veio falar comigo antes da largada. Foi o único, apesar de estarmos em uns 10 ou mais, entre hands e cadeiras. E a hand dele dá ré! Que inveja hahahahaha

10698533_596623693779309_9095092534405614529_n

 

E sem aviso prévio, 3,2,1…a busina tocou. E eu não tinha visto, devido à correria, que o fio das marchas estava enrolado. Perdi uns 2 minutos tentando desenrolar isso, enquanto a multidão passava por mim. Pois, diferente do Brasil, não largamos antes, junto com a elite. Tudo bem, tentei manter a calma, apesar de ver a galera de cadeira indo e eu ficando. Arrumei e fui.

10614200_766860276710985_5732389269110861283_n

 

Que frio! Eu não dormi a noite inteira e estava inchada e no ápice da TPM. Meus braços doíam muito. Eu estava fazendo tanto esforço que não conseguia ter força nos dedos pra trocar as marchas. Isso foi um grande motivo de preocupação porque eu sabia que teria que fazer trocas rápidas nas subidas. E eu estava com muita dor nos braços. Então, os dedos não respondiam. Resolvi tirar a luva da mão direita, pra ver se ajudava. Ajudou, mas não resolveu.

Decidi fazer o que a Fer me falou: curtir a prova. Era minha primeira viagem pra fora do país, minha primeira prova internacional. Apesar de na véspera termos conhecido muitos pontos turísticos, o percurso é lindo e eu resolvi que iria curtir a paisagem e fazer o que dava. Regulei a marcha pra uma mais leve e comecei a olhar em volta.

Os corredores passavam por mim aplaudindo e me incentivando muito,  o tempo todo. Logo chegou a primeira subida. Posso falar um palavrão?? Pq PQ##.. Que subida era aquela?? E eu ainda não tinha aquecido, estava morrendo de dor nos braços e sono. Mas, tinha que fazer. E dessa vez eu não ia deixar a hand dar ré, como na G4. E fui. Sofrendo. Devagar. As pessoas incentivavam. Cheguei na metade e, pra ajudar, a subida fazia uma curva! Eu ri! Acho que de nervoso. Aí senti um tranco. Um corredor me deu impulso pra sair daquela curva mais rápido. Foi o que me salvou. E fui subindo o resto, devagar, até o topo. Nem acreditei quando cheguei no topo. Só pensei que pior que aquela subida, não poderia existir outra. E eu estava certa! Tinha mais umas 4 subidas, mas que eu fiz com muita facilidade. Até a subida do viaduto (não me perguntem o nome hahahahha) eu fiz tranquilamente.

10606509_769131196467067_2499898896544171807_n

O percurso tem muitas retas, mas tem muita subida disfarçada de reta. Você acha que é plano, mas encontra certa dificuldade pra fazer. Eu comecei a me sentir melhor,com menos dor nos braços, mas ainda cansada. E não encontrava as plaquinhas de sinalização pra saber onde eu estava. Elas são pequenas e ficam no alto. Descobri que já tinha passado do km 11. Comecei a tentar tirar o gel de dentro da calça. Consegui tomá-lo quase 1 km depois.

10592785_595919590516386_6539683358134485350_n

E depois do 13, veio a constatação: meu negócio é prova longa! Eu já desconfiava, Já sabia disso dentro de mim, porque meu prazer numa meia maratona é muito maior do que numa prova de 10. E minha sensação depois de um treino longo de natação nem se compara a um treino curto. Meu negócio é distância, não velocidade. Depois do 13 veio o prazer absoluto. Comecei a curtir a prova 100 vezes mais. O sol já estava mais forte e a dor nos braços diminuiu consideravelmente, pra quase zero.

E eu fui que fui, fazendo força nas subidas, procurando o espaço com menor quantidade de corredores pra descer, e gritando por passagem porque a galera lá corre meio que em zig-zag. De repente não tem ninguém na sua frente. Aí aparecem uns 2 atletas, do nada, e pulam na frente da bike. No km 17 tomei outro gel. Eu sabia que estava ingerindo bem mais líquido que na G4 e ainda não estava com vontade de ir ao banheiro. O que era um milagre. Toquei o pau, literalmente, depois do 18. Sei lá de onde saiu força. E quando eu vi a plaquinha do 19, eu realmente comecei a pedalar forte. Pau no gato, como diz minha amiga Paula.

10620682_766860256710987_6811285923768537088_n

Aí, felicidade de pobre dura pouco. Imagina de pobre aleijado. Deu vontade de ir ao banheiro. Meus dedos, que já estavam cansados, começaram a pular de espasmos, por causa da bexiga cheia. Por sorte começou a tocar uma música do ACDC que eu adoro, e eu resolvi cantar.

Durante o percurso todo fui muito aplaudida por argentinos. Mas, faltando 1,5 km pra prova terminar, formou-se um corredor de espectadores, com muita gente dos dois lados da avenida larga. E as pessoas me viam e começavam a gritar “Fuerza chica”, “va silla de ruedas”. E aplaudiam muito. Eu ria e chorava, com aquela multidão gritando  e aplaudindo e comecei a descabelar na hand, pedalando como eu nunca tinha feito. E cheia de emoção, eu vi o relógio. E passei por baixo dele com 1h34 alto. Eu nem acreditava que eu tinha feito aquele tempo.

10612850_766661106730902_1498304296341181599_n

A moça da prancheta veio anotar meu tempo (porque nosso chip é só de enfeite), e outra moça olhou pra mim e disse “Você foi a primeira”. Aí eu comecei a chorar. Queria muito algum amigo ou amiga ali pra abraçar. Mas as únicas 3 que eu tinha naquele dia, ainda estavam correndo.

10626666_766661163397563_2281872464365057693_n (1)

Terminei a prova e o relógio marcava 18 graus. Fui cumprimentada por muitas pessoas. A organização trouxe minha cadeira, depois de um tempo. Pediram pra eu não ir embora pois teria premiação e troféu. 3 argentinos ficaram comigo por mais de 1hora, enquanto eu não via as meninas. Mexi com alguns brasileiros que passavam. Vários corredores argentinos pediram pra tirar foto comigo. Foi ótimo ficar ali, no sol, vendo a emoção das pessoas, ao concluir a prova.

14956_766661230064223_854726031100062812_n

Nesse meio tempo, apareceu uma atleta cadeirante. Acenei e ela veio. Achei que fosse querer conversar. Mas o “oi” deu lugar a “Você é a brasileira?”. Eu disse que sim. Ela disse “Disseram que a brasileira chegou primeiro.” Fui responder e recebi uma cortada “Só vim aqui pra olhar a sua cara”. Eu fiquei sem reação.

Logo, a Pri apareceu. Fui ao banheiro e a Nani também apareceu. Estava nos procurando há mais de meia hora. Decidimos perguntar onde seria a premiação. Seria do outro lado. E nós ainda não tínhamos encontrado a Fer. Resolvemos ir pra perto do pódio. Foi a nossa sorte, porque ela também foi pra lá.

Logo começou a premiação, mas na categoria de cadeirantes, não fui chamada. Fiquei sem entender. Um atleta amputado e o campeão dos cadeirantes (que também correu de handbike e fez a prova em incríveis 40 minutos) disseram que não seríamos premiados, porque usamos hand. Porém, o regulamento não previa a diferença no uso de equipamentos. Estava “categoria cadeirante”. Ou eles nos premiavam como primeiros, ou premiavam a diferenciação de categorias. Mas eles estavam encerrando a premiação. Fomos todos questionar, pois não havia diferenciação, proibição, nada nada no regulamento que explicasse aquilo. A organização resolveu dar, a mim e aos demais atletas que obtiveram resultado correndo de hand, um troféu. Mas não era o troféu oficial da prova. Nem ganhamos os brindes (apesar de termos visto que sobraram) dados aos demais finalistas.

10626851_766785493385130_4363101619051689310_n

Os atletas de hand disseram que não é a primeira vez que acontece isso. Na minha opinião, eles poderiam ter especificado alguma coisa no regulamento, ou mudado a premiação. Apesar da alegria de ter terminado bem, ter baixado meu tempo, e ter sido a primeira a chegar, esse rolo todo me deixou triste. Como dizemos na gíria, eu dei uma broxada. Vários atletas me enviaram mensagens, dizendo pra eu entrar em contato com a organização, e que eles me apoiarão. Quanto a isso, ainda não decidi o que fazer.

IMG-20140910-WA0008

Dessa vez senti bem menos dor muscular e bem menos cansaço no pós-prova. Fui muito bem preparada pelos meus técnicos (Rodrigo e Eduardo da Fun Sports, meu personal Dola, minha coach de natação Ju Bezzon, meu nutri Hugo Comparotto).

Às meninas, eu nem tenho e nunca terei como agradecer! Pri, Nani e Fer, se não fosse por vocês, por terem me convidado pra viajar, por terem me ajudado, carregado a hand pra todo lado, por terem poupado meus braços na véspera, nada disso teria sido possível!

1910644_863615193649168_1561603471518806949_n

Exceto pelo fato da premiação, eu adorei a prova! Tudo lindo, percurso maravilhoso, muitos pontos de hidratação. Aos hermanos argentinos, só tenho a agradecer, pelo carinho, por fazer dessa a chegada mais emocionante da minha vida corrida, pelo cuidado, pelo dulce de leche e por tornar essa viagem a mais especial e inesquecível de todas!

Mi español no es muy bueno. Pero necesito hablar con los hermanos argentinos. Sólo tengo que agradecer, por el cuidado, por haceren de este el más emocionante final de la carrera en mi vida, por el afecto, por el dulce de leche y por hacer de este el viaje más especial y memorable de todos! Gracias por todo!

*Todas as fotos estarão amanhã no face e na fan page!!! E espero que os argentinos disponibilizem logo a opção de compra de fotos, não apenas visualização hahahahaha   😉

 

10696432_863629956981025_4885354653932243250_n

05
set

1

Dia do LIXO, fazer ou não fazer?

Como é que é aquela música? “Alô, o final de semana chegou! Em casa é que eu não vou ficar. É sexta-feira, eu vou sair, vou farrear!” Isso, vai sair, comer, beber, enfiar o pé na jaca! “Aaaahhh, tia Dani, eu posso! É dia do lixo!” E aí? Será que vale a pena? Com a palavra, nutricionista Hugo Comparoto.

dia do lixo

Muitas vezes fui questionado sobre esse tema, e a resposta quase sempre foi DEPENDE da sua rotina e dos seus objetivos.

Como hoje me aconteceu um fato inusitado, vamos explicar melhor.

Na minha opinião na grande maioria das vezes NÃO existe dia do lixo, vamos fazer uma comparação, você trabalha a semana toda para gastar todo o dinheiro que ganhou no final de semana? Acho que nao né? Então porque comer e treinar corretamente durante a semana e no final de semana “gastar” todo o esforço da semana?

Hoje fui treinar com o @atletavaldiramaral, treinamos intenso por 1 hora, costas, posterior de ombro e bíceps, durante o treino o Valdir me relatou que estava com muita dificuldade de consumir os alimentos prescritos na dieta, quem não sabe a dieta de um fisiculturista muitas vezes é monótona e maçante, não só a dieta mas toda a rotina de treino, descanso e pressão psicológica. O Valdir vem fazendo preparações para campeonatos desde Janeiro, isso significa que os únicos dias que ele comeu alimentos fora da sua dieta ocorreu umas 3 a 4 vezes, que foi lasanha no dia seguinte aos campeonatos, ou seja, ele esta mantendo a mesma rotina há 8 meses. Bem sacrificante, mas necessário para os resultados excelentes que vem obtendo, tanto que este ano foi o campeão Paulista overall.

Vendo que o atleta precisava de um estímulo diferente para a preparação do próximo campeonato, convidei ele para fazermos um pós treino diferente, fomos ao açaizeiro, onde pedi para misturar 1 açaí sem açúcar e 1 com açúcar e com coco ralado. Qual foi o raciocínio:

– Sair totalmente fora da rotina da dieta, com um alimento saborosíssimo e rico em antioxidantes.

– Lentificar a absorção do açúcar do açaí pela maior quantidade de gordura do coco

– A Mistura do açaís (sem açúcar e com açúcar) deixou-os mais saborosos e aproveitamos o momento pós treino, onde o organismo esta ávido por carboidratos, assim a maior quantidade de açúcar não se transforma em gordura e sim em reserva energética(glicogênio), que foi perdido no treino.

– Nas próximas 4 semanas o Valdir estará mais motivado a consumir os alimentos da dieta, já que teve um estímulo diferente, tanto metabolicamente, como psicologicamente.

Conclusão do DIA DO LIXO, para quem não é atleta mais busca uma qualidade de vida melhor, NÃO acho que um dia ou dois só comendo alimentos extremamente gordurosos e açucarados irá auxiliar, mas sim só atrapalhar. Por isso que não gosto do dia de lixo, entendido por muitas pessoas como um dia de grandes exageros em sorvetes, tortas, doces, massa, pizza, fast food, refrigerante, o verdadeiro CHUTE NO BALDE ou PÉ NA JACA. Depois dessa extravagância como nos sentimos? Inchados, sonolentos, gordinhos, desanimados e desmotivados a voltar a rotina alimentar e a prática de atividade física. Vale a pena?

Mas fazer uma a duas refeições diferentes e com quantidades controladas, podem ser bem vindas, para promover um conforto psicológico como no caso do Valdir. A dieta de quem não é atleta não precisa de monotonia e pode ser muito prazerosa, utilizando vários truques culinários para isso, porém chega um dia que a gente quer comer alimentos diferentes e precisamos encontrar estratégias para isso não comprometer nosso equilíbrio metabólico, como essa do consumo do açúcar junto a um alimento fonte de gordura e/ou logo após o treino.

Lembre-se a dieta significa estilo/modo de vida, seguimos e melhoramos nossa rotina alimentar visando uma melhor qualidade de vida e muitas vezes melhora em nossa performance esportiva, portanto, não há privações mas a sim busca por qualidade de vida e resultados no treino e/ou estéticos.

Mas falamos sério, após um final de semana ingerindo alimentos de ótima qualidade e em uma a duas refeições comermos por exemplo um filé a parmegiana, uma pizza de massa integral, um sanduiche(sem ser fast food), o próprio açaí, em quantidades controladas, isso fará tanta diferença? Creio que para quem busca a mudança para o resto da vida, NÃO! Aliás auxiliará a pessoa manter a rotina alimentar, sem as privações que somente levam muitas vezes a grandes compulsões e desânimo.

TUDO em nossa vida é questão de escolha, equilíbrio e o velho BOM SENSO.

Ótimo final de semana a todos!

 

Hugo ComparottoHugo Comparotto

Formado em Nutrição e Metabolismo pela FMRP – USP. Especialista em Obesidade e Emagrecimento e Capacitado em Nutrição e Suplementação esportiva, Nutrição Avançada pela IFBB. Consultor científico e desenvolvimento de novos produtos na ADS/Atlhetica Nutrition e Santa Helena.

02
set

5

Dicas infalíveis para a arte de sorrir

Sorrir, segundo o dicionário Aurélio, quer dizer Rir sem ruído, apenas com um ligeiro movimento dos lábios e da face

Rir, por sua vez, tem a seguinte definição: Contrair os músculos faciais em conseqüência de uma impressão de alegria

Gargalhar significa Rir ruidosamente (com ruído)

Tem dias que a gente acorda e, numa escala de 0 a 10, sorrir ta no nível 11 de dificuldade. Rir, tá no nível impossível e gargalhar no nível master blaster ultra hard e “esquece que não vai rolar de jeito nenhum”.

É, tem dia que é osso! É filho, é marido, é chefe, é o colega de trabalho que não fez a parte dele, é o cliente que não fechou. É a conta pra pagar, o aluguel, o e-mail de cobrança, a fatura do cartão de crédito. É o telefone tocando sem parar. A TPM explodindo. A dieta. A calça que não quer fechar. O sapato fez bolha no pé. Você já quebrou um salto? Eu já! É o bebê do vizinho chorando quando você precisa dormir. É o voo atrasado, o arroz queimado, o pneu do carro furado. A empregada faltou e a sogra vem jantar hoje à noite. É uma lista que não acaba mais. E quando tem doença na família, piorou!

São muitas coisas que tiram nosso sono, nosso sossego e nossa alegria. E sem alegria, sorrir fica complicado. Juro que sei como é! Agora mesmo, enquanto eu estou escrevendo, parei por 1 hora pra respirar. Estava toda inspirada, aí meu e-mail pipocou, já deu aquela queimação no estômago! Fiz a ligação que precisava fazer, o trem já ardeu, já perdi o ar, já fiquei irritada, já dei aquela choradinha, porque sou mulherzinha e estou de TPM! Ai meu Deus!

Nessas horas, o que fazer? Não sou a pessoa mais perfeita pra dar conselho nesse sentido. Mas o que eu aprendi depois do acidente é que não podemos deixar essas coisas tomarem conta da nossa vida. Ficar nervoso, ok. Chorar, ok. Gritar, ok. Perder uns dias de sono ou ficar uns dias chateado é super normal. Estranho seria se fossemos impassíveis a tudo e qualquer coisa. Só que tudo tem um limite! Se você deixar, essas coisas irão te levar pro fundo do poço (que pode não ter fundo). Tristeza e (pior) depressão não vão te levar a lugar nenhum! Pelo contrário! Você ficará na cama vendo a vida passar, perdendo ótimas oportunidades de VIVER!!!

Chega de falar! Bóra pras dicas:

1 – Coloque uma música bem animada e bem alta!

Nada de música melancólica. Escolha algo bem animado. Pode ser a Beyonce, pode ser ACDC, pode ser até Vivaldi, contanto que seja animado!

música alta

 

2. Já que colocou a música, DANCE! Dance loucamente, como se ninguém estivesse olhando!

No começo pode ser difícil, você vai se sentir ridículo. Mas e daí? O importante é a sensação de liberdade! Vale até fazer a guitarra imaginária (quem nunca?)

dance loucamente

3. Veja um vídeo de stand up comedy

Eu não sei vocês, mas eu não consigo parar de rir quando assisto algum. Já deixo alguns separados, pros momentos de “socorro, meu deus”.

stand up comedy

4. (dica preferida) VÁ FAZER UMA ATIVIDADE FÍSICA!!!!!!!!

Simplesmente infalível!! Eu sei que tem dias que é difícil sair de casa, da cama, do sofá, de dentro do seu problema. Quinta-feira eu estava assim! Juro pra vocês. Aí fui arrastada pra academia. Não há problema no mundo que não seja melhorado, minimizado, ou até esquecido, pela endorfina!! Não tem pra ninguém! Prefira atividades ao ar livre, num parque bem bonito. Mas se for perigoso onde você mora, vá pra academia. Lá tem gente pra conversar. Já fui chorando e voltei outra pessoa. Saia para caminhar, andar de bike, passear com o cachorro…e se tiver pernas que funcionem: Vá Correr!!

bike no ibiraibirapuera

5. Vá olhar uma criança brincar

Eles fazem coisas muito engraças. Não dá pra não rir. E se não der pra ir ver, entra no Facebook dos seus amigos que tem criança em casa. Com certeza vai ter um vídeo ou foto engraçados, alguém que rabiscou a parede… Já viu aquele vídeo dos meninos que espalharam farinha pela casa toda? E o do pai e filha cantando música de desenho? Fuça aí! É tiro e queda!!

criança brincando

6. Vá ver um filme de Comédia

Eu morro de rir com As Branquelas. E você?

as branquelas

7. Ligue ou chame um (a) amigo (a) no whatsapp

Um beijo pra quem inventou o whatsapp! Ontem eu ria tanto que fiquei preocupada em acordar o prédio! Mas nada de “ai amiga, to tão mal”. Essa conversa pode te ajudar a descobrir quem realmente se importa com você, mas não vai te fazer rir. Faça outra abordagem. Pergunte como foi o dia. Conte alguma coisa. Vale até pedir receita. Jajá você pode estar dando altas risadas. Ou pelo menos se distrai. Ou pelo menos seu amigo vai compartilhar um problema, você vai ver que não é só você que tem, ou que o seu é menor do que você imaginava.

whatsapp

8. Foque em coisas boas

Nosso dia não é 100% ruim. Hoje eu tive duas notícias que me embrulharam o estômago (já falei isso?), mas no meio do tornado, recebi uma ligação de 2 minutos. Uma pessoa que fez uma coisa boa pra mim sem me conhecer pessoalmente. A hora que a meleca do tornado tava ganhando velocidade, lembrei da ligação e de como aquele senhor me fez sentir com seu ato. A força do vento do tornado diminuiu.

9. Por mais idiota que a coisa pareça, ria pra ela. E da sua idiotice!!

O simples fato de o computador apitar “bateria fraca”, eu olhar pro lado e ver que o carregador estava ao alcance das mãos, já me fez pensar “oba, oba, oba, oi carregador, que bom te ver aqui”. E eu ri da minha idiotice. Se vocês soubessem cada piada idiota que eu solto sem pensar! O pior são aquelas que eu penso e tenho até vergonha de soltar! Mas essas me fazem rir muito, tipo “de onde eu tirei isso?”. Caiu da cadeira de rodas? Ria! Tropeçou? Ria! Deixou tudo cair no chão? Ria! Deixou as tarefas dos seus alunos se espalharem pelo chão da sala de aula (eu era mestre em fazer isso)? Ria! Seu filho derrubou o pote de cereal na mesa? Ria primeiro e limpe depois! Bateu a cabeça pra sair do carro? Ria primeiro e coloque gelo no galo depois!

falling-down-has-never-looked-so-fun-5

10. Pense em algo que você goste de fazer e faça!

Eu virei adepta do “faça hoje, você não sabe o que vai acontecer amanhã” . Só não vale estourar o limite do cartão de créditos comprando sapatos! Faça uma massagem, vá fazer as unhas, leve sua mulher pra jantar, mude o cabelo, compre um quadro novo pra sua casa, tente falar um novo idioma, programe uma viagem pro final de semana, visite seus avós…sei lá, pense em algo que te dê prazer e faça! Por menor que pareça ser, coisas simples  nos fazem sorrir muito.

desdentado

11. Relembre bons momentos

Eu sou a rainha de ver foto antiga, de ler posts no face da época do meu acidente, de lembrar das visitas dos amigos, das mensagens, das visitas da família, de ver as coisas que eu estava conseguindo fazer nesse ou naquele dia. Por mais que me dê aqueeela saudade sem fim, eu vejo fotos das corridas, das bagunças com a turma, lembro que naquele dia eu suei, cansei, ri, sofri com o sol, ou sei la…Procure fotos dos seus filhos pequenos, fotos de 10 anos atrás. Esse tipo de memória boa faz um bem danado pra gente!

545296_475747875769237_1782917469_n

12. Coloque um sorriso no rosto de outra pessoa

Pode ser até alguém desconhecido. Uma velhinha na rua, uma criança, o segurança do shopping, qualquer pessoa. Um sorriso e um bom dia geralmente vem com um sorriso em retorno. E se você quer colocar o sorriso no rosto de alguém que você goste, ligue pra um amigo de surpresa, leve chocolates pra sua avó, compre flores pra sua mulher, escreva um cartão pro seu filho elogiando-o por alguma coisa legal, faça a lição de casa com sua filha, desenhe com ela no chão da sala…Faça algo de coração, que o sorriso surgirá nos lábios de alguém e nos seus.

228-report-crianca1

Gente, tem dias que é difícil, mas faça um esforço!! Sorrir ajuda a melhorar qualquer situação! Não sei se ajudei muito, mas espero pelo menos ter colocado um sorriso no rosto de quem me leu hoje! Um beijo!

“O sorriso é a manifestação dos lábios quando os olhos encontram o que o coração procura… E os olhos dizem o que a boca não consegue exprimir… “