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ago

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Golden Four Asics SP 2015

Demorei, né?! Eu queria que fosse um post tão lindo, tão especial, que nada do que eu pensava ou escrevia eu achava bom! Aí, eu resolvi parar de enrolar e deixar o coração falar. E desde quando o coração fala de corrida? Desde quando esse é o maior amor da minha vida!

Meu dia começou numa madrugada, tipo 4h30 da manhã. Eu gravei um snapchat falando que queria fazer um vídeo maravilhoso, mas eu só sentia sono. Não dormi à noite de ansiedade. Tomei café, me troquei e gravei, no espelho da casa da Vivi, um vídeo idiota, da “dancinha de quem vai correr”, carinhosamente comentado pelos amigos, em todas as redes sociais, com coisas do tipo “Não bate bem”, pra pior! É muito amor! (Se vc não viu, ta lá no instagram, ou aqui https://www.facebook.com/daniellenobileporumavidasaudavelsobrerodas/videos/vb.222842451253982/480201232184768/?type=2&theater  – se for pra zoar, faça na minha cara, pra gente rir junto :p  )

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Tem que ser muito amiga, pra chegar no local da prova quase 2h antes, só por causa da handbike, né?! Pois é!  A Vivi fez isso! Ela e o Cadu. Tenho amigos que valem ouro. Aí, veio o Edu, pra me ajudar a regular a hand. O suporte de pé tava desmontado, o velocímetro não tava funcionando… Ele e a Fabi ficaram me ajudando, e logo foram chegando Maurício, Sindo, Marcolinhos, Dani… a turma foi aumentando! Dei várias voltas ali na avenida pra tentar regular o suporte, mas meu joelho esquerdo tava pegando num parafuso do freio. Fizemos da melhor forma, pra pegar só nas curvas fechadas (eu já não aguentava mais tentar…tava uma pilha!).

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Alinhamos pra largada, Dani, Mauro, eu e outros deficientes. O pessoal da Iguana veio checar se estava tudo pronto e…lá fomos nós! Já na largada, todo mundo resolveu entrar na minha frente. Quem era cadeirante e quem não era. Quase atropelei um visual e seu guia! Perdi velocidade ali e o coração veio na boca. Mas logo ali na frente, ficamos só eu e o Mauro. Na primeira subida, a surpresa! Minha coroa não queria mudar! Lembram daquela subida que eu falo que é a subida do inferno? Aquela que eu acabei indo de ré na prova de 2014? Foi bem ali! Imagina meu desespero. Pelo menos consegui colocar na coroa do meio e subi morrendo. Nessa hora, eu o Mauro, lado a lado morrendo. E eu vi meus sachês de gel caindo do meu bolso. E não podia fazer nada se eu que tinha colocado metade pra fora, pra ficar mais fácil de puxar… inteligeeeeeente! No meio da subida, um moço (acho que era deficiente de membro superior, porque corria sem guia) nos passou. Depois da subida, troquei a coroa mudando a correndo com a mão. E passamos o atleta. Mas eu também não vi mais o Mauro.

O motoqueiro que ia à nossa frente, me ofereceu um gatorade, mas eu falei pra ele que só ia querer  gel, que entregam lá pelo km12.. Ele me disse “Vou ficar só mais um pouquinho com você.” Ele acompanharia os atletas que fossem à frente. Continuei, eu e o motoqueiro que virou meu anjo da guarda, até lá pelo km 6 ou 7. Acho que é ali que a gente faz a primeira volta e começa a voltar. Só quando eu comecei a voltar, foi que eu vi os primeiros atletas da elite vindo.  Aí eu pensei “vou tentar não deixar eles me passarem até o viaduto”. O viaduto foi a segunda subida. E se eu morri pra ir, eu também ia morrer pra voltar rsrsrs  E quando eu estava chegando perto do viaduto, foi um dos momentos mais legais da corrida. Porque, se eu larguei 10minutos antes e to voltando, quer dizer que a maioria dos corredores está indo! E nessa hora é uma festa! É o momento que eu recebo mais força do pessoal. A turma grita, quem me conhece grita meu nome, batem palma, e eu me encho de ânimo pra continuar a prova. E eu realmente recebi muito carinho nessa hora! Fui chegando perto do viaduto, e comecei aquela subida martírio, sem conseguir colocar a coroa leve. Mas, serviu de comparativo pra mim, pois eu soube que, mesmo demorando muito e minha velocidade caindo pra 5 ou 6km/h, eu dei conta de subir. E a galera me animando!  Mas na hora de descer, foi um sufoco! O meu motoqueiro e mais o que vinha à frente da elite, foram na minha frente, buzinando alucinadamente, porque eu vinha muito rápido, mas a galera que estava no sentido contrário, não respeitava  a faixa e estava subindo pela descida. Ou seja, quase rolaram vários atropelamentos, eu tendo que frear bruscamente pra não passar por cima de ninguém. Tinha gente que subia de cabeça baixa, olhando pro chão e não desviava. Ali virou um pequeno tumulto. Sorte que passou rápido. Mas, na hora de virar à direita pra entrar na USP… um ciclista entrou bem na minha frente, na hora que fiz a curva, e quase causa um acidente. Graças a deus que minha mão não falhou nessa hora e eu consegui frear a tempo!

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Entrei na USP e comecei a sofrer um pouco com o asfalto irregular. A handbike ficava quicando sem parar e eu não conseguia pegar velocidade, com medo de virar. Conversei com o Mauro depois da prova, e ele disse que sofreu com a mesma coisa. Passei no tapete dos 10km com 35min. Fiquei feliz demais! Não era meu melhor tempo, porém, em vista das subidas, eu estava dentro do que programei. E pensei que atingir minha meta (entre 1h15 e 1h20) seria fácil e que talvez que conseguisse fazer abaixo disso! aaahhh, bobinha! Gente, do km 10 até o 15, parecia que tinha um elefante nas minhas costas e uma carreta puxando a hand pra trás. Eu simplesmente não rendia e fui ficando muito cansada! Mas ali, eu fui muito bem guardada pelo meu motoqueiro anônimo! Os cones que fechavam o percurso ainda fechavam a rua pros carros não passarem. E eu simplesmente não sabia onde virar, com o sol nos meus olhos e o elefante nas minhas costas. E o moço da moto ia me guiando.  Pegou um saquinho de gatorade pra mim e também avisou o moço do gel que eu ia precisar. O moço já ficou posicionado pra eu passar. Como só tinha eu, deu até pra agradecer quando ele perguntou se eu queria que abrisse o gel pra mim!

Quando comecei a voltar, eu vi a elite vindo. Pensei “será que eu vou conseguir não deixar eles me ultrapassarem?” com aquela sensação de espanto dentro de mim. Mas, meu objetivo era me divertir e fazer o meu tempo! Foi pra isso que eu fui. O que viesse seria lucro! Lá pelo km 15, eu ainda brinquei com o motoqueiro “e você, pensando que ia correr com os quenianos hoje! Nunca pensou que iria abrir caminho pra uma aleijadinha! Ainda mulher!” Nós rimos muito e ele foi me guiando no percurso, até que, finalmente chegar no km16 e o elefante descer das minhas costas! No km 18, a gente já estava na reta, e tive um deja vu quando olhei no relógio que fica na avenida. Eu fiz a mesma coisa no ano passado, e calculei a hora que eu gostaria de passar na chegada. Mas, vou falar uma coisa pra vocês: se eu freasse a hand do nada, eu dormiria ali mesmo, no meio do percurso! Me bateu um cansaço e um sono arrebatadores. Força, muié! No km 19, eu vi o Rodrigo, meu treinador de quando eu andava. Ele estava lesionado e foi acompanhar a nossa turma de Ribeirão. Falei meu tempo pra ele e ele ficou todo feliz, gritando “vai que falta pouco”. E ali na frente, estava a Fer tirando fotos, e me zuando.

E quem me esperava agora? Sim! a descidinha feliz e a subidinha do inferno! A última subida da prova. E claro, obvio, lógico que o casal que estava caminhando ali, me passou sorrindo, porque eu tava a 5km/h morrendo! Mas esqueci da parte do morrendo quando acabou a subida e o motoqueiro falou no rádio “6290, 6290. Ela vai ser a primeira”. Chorei! Chorava e sorria. Sorria e chorava. E foi assim que passei pelas poucas pessoas que já estavam do lado de fora do jockey, que me aplaudiram. E foi assim que eu entrei no jockey, sorrindo e chorando.

E quando faltavam 500m, olhei meu cronômetro 1h14! Ia dar pra fazer o tempo que eu queria! Aquelas tartaruguinhas no chão não me deixaram lutar pra fazer 1h14 alto. Mas eu passei sob o pórtico com 20150802_0811541h15! O tempo que eu tinha programado pra mim! E ouvir o locutor chamar meu nome foi muito incrível! Eu só consegui frear e a hand e chorar. Chorar e chorar, porque eu tinha sido a primeira atleta a cruzar a linha de chegada da prova que eu mais amo! Ali eu atingi uma felicidade que eu não sei descrever! 2 anos. Foi o tempo que eu sonhei com essa prova. E mais um ano depois eu fui a primeira a cruzar a linha de chegada! Eu só tinha que agradecer a Deus por ter ficado viva, por estar ali, por ter ganhado minha hand e ter conseguido correr aquela prova e baixado 37minutos com relação ao tempo do ano passado. Não consigo colocar em palavras o que eu senti e o que estou sentindo agora.

Claro que não sou idiota pra achar que fiz o melhor tempo da prova! Assim que eu saí da hand e, com a ajuda da Chris, passei pra cadeira, os quenianos começaram a chegar. Como os deficientes largam antes, descontando esse tempo, os atletas convencionais fora muuuito mais rápidos que eu. Mas isso importa pra você? Nem pra mim! Eles correm com as pernas, são profissionais, estão ali pra fazer a prova da vida deles do jeito deles! E eu estava ali pra fazer a prova da minha vida, do meu jeito. E fiz! Foi meu melhor tempo em meia maratona? Não! Mas foi a minha melhor meia maratona!

Depois que sIMG-20150802-WA0004aí da hand, consegui receber o carinho de várias pessoas que estavam ali na chegada, tirei muitas fotos, ouvi muitas coisas lindas, conheci muita gente legal e vi muita gente que eu gosto. Conforme o pessoal ia terminando a prova, eu ia revendo meus amigos, conversando e recebendo feedback de muitas pessoas que assistiram minha palestra, no dia anterior. E vou falar uma coisa: não há preço que pague tudo que eu passei ali!

Muita gente veio me falar que, durante a prova e nos momentos de cansaço, lembrava das minhas últimas palavras na palestra: “Quando estiver cansado, seja minhas pernas e corra por mim.” Muita gente dedicou seus RP pra mim naquele dia! Chorei muito de emoção quando ouvi isso! Como irei agradecer a todos vocês por isso? Jamais poderei! Cada abraço, cada palavra, cada conversa, cada foto, cada grito durante a prova, cada aplauso, foram e são muito valiosos e inesquecíveis pra mim!

O que eu trouxe na bagagem pra casa? Um roxo enorme no joelho, uma medalha linda, um troféu lindo, um monte de recordações pra minha colcha de retalhos da vida. E a certeza de que eu estava no lugar certo, debaixo da linha de chegada, fazendo o que eu mais amo na vida: correr!

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06
ago

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Expo Golden Four Asics SP 2015

Gente, é taaaanta coisa pra falar, que eu nem sei por onde eu começo! Juro!

11695898_1049197961757556_1303694907299877345_nVou voltar no tempo, pro começo desse ano, quando recebi o convite da organização da Golden Four, pra ser palestrante nesse ano. Eu iria falar sobre a Minha História com a Golden Four Asics. Nem preciso falar que só não pulei de alegria porque não pulo! Mas eu já estava esperando ansiosamente por novas informações, enquanto a corrida não chegava. Fiquei em êxtase total quando saiu o informativo sobre a Expo e meu nome tava lá, bem depois do Dr. Drauzio Varella! Eu já tratei de enfiar meu livro na mala, pra tentar um autógrafo.

Nas duas provas anteriores que fiz em Sampa, eu tinha ficado parada na marginal na ida. Então, por puro e total medo de isso acontecer (e aconteceu! Fiquei 1 hora parada e não fiz nem metade do que eu queria na sexta), decidi sair de casa na sexta-feira. Quando cheguei, o Edu já estava lá pra me buscar, junto com toda a minha tropa: cadeira, minha filha handbike e mala (to conseguindo carregar uma mala cada vez menor, apesar das roupas de frio). Fui direto pra loja da Vivian Bógus, que agora me patrocina com roupas da linha fitness. Já peguei a calça nova e o top que eu usaria na prova. Também escolhemos uma blusa pra eu dar a palestra, porque já faz uns 2 anos que eu não compro roupa “de sair” (mais alguém tem mais roupas de academia do que outra coisa?).

Eu já estava sem dormir há 2 semanas. Imagina se eu dormi naquela noite! No sábado, eu não via a hora de chegar logo na Expo! A Fabi passou pra me buscar e lá fomos nós. Já no estacionamento, comecei a encontrar os amigos. Eu adoro buscar kit de corrida! Assim, eu tenho 2 dias pra ver o pessoal que faz tempo que eu não vejo. Verdade seja dita, pouca gente que eu vi sábado, consegui encontrar domingo, depois da prova. E já na entrada da Expo, estava aquela placa linda dos 21k. E esse ano ela era azul! Ali eu já vi que as coisas seriam maravilhosas no meu final de semana.

Eu e a Fabi rodamos aquela Expo toda, pegando kit, tentando trocar minha camiseta (que veio tamanho vestido, pra mim, que pareço um Minion),vendo algumas coisas, encontrando as pessoas e tirando fotos. Mas eu estava bem preocupada com a palestra. E vou falar pra vocês o motivo. Eu tinha tempo limite pra falar! E todo mundo que quando eu começo a falar, eu não para nunca mais na minha vida! E eu também não queria chorar, porque eu sempre choro quando falo da Golden Four.

Encontrei o Marcelo (de Assis Marques), meu amigo querido, que ia dividir o palco comigo e também contar a história dele. Então, combinamos que ele falaria primeiro, assim eu usaria o tempo que sobrasse. Depois disso, eu e Fabi sentamos num cantinho pra devorar o kit lanche, porque minha pressa era tanta, que eu nem deixei minha amiga almoçar!

Logo, começou a palestra do Drauzio Varella. Como o pessoal disse lá, ele parece nosso avô (e realmente tem a idade do meu). Calmo, tranquilo. Muito engraçado. Falou várias verdades sobre saúde, necessidade de fazer atividade física e que, essa história de que correr faz mal é tudo balela. Na minha opinião, é lorota pra vender mais remédio ao invés de vender tênis! A única coisa que ele disse, e que incomodou alguns corredores,é que ninguém gosta de levantar super cedo pra treinar. E tem muita gente que gosta sim, porque rende mais de manhã do que à noite. Mas eu sou do time que dorme mais um pouquinho e rende mais depois das 18h rsrs

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Gente, a palestra dele foi uma muvuca de tanta gente! Todo mundo juntinho, apertadinho, pra tentar ouvi-lo falar. E ele também levou a Adriana Aparecida, medalha de prata no Pan de Toronto. Quando ela estava terminando de falar, eu já estava explodindo de vontade de ir ao banheiro (e todo mundo sabe que lesado medular não consegue segurar). Eu só pensava que se não fosse naquela hora, não conseguiria ir antes da minha palestra. Aí veio a notícia de que o Drauzio não esperava tantas pessoas e percebeu que não daria tempo de autografar os livros, visto que ele tinha outro compromisso. Mas e meu livro? O Edu já tirou o livro da minha mão e eu fugi pro banheiro. Sorte a minha, pois quando saí, tinha uma fiiiiila pra entrar. Soube que meu livro desapareceu com o pessoal da Iguana Sports, lá pra dentro do camarim do Drauzio. E voltou autografado, cheio de carinho! <3

Ta. Nossa vez de subir. Minha e do Marcelo. Enquanto todo mundo tietava a Adriana, eu aproveitei e também fui. Ela é muita linda e me disse “Segura a medalha”. Coração da gente dispara, né! Desci, e fomos, Marcelo e eu, na mesa de som. Maaas, cadê nossas apresentações? Esperamos 10 minutos pra descobrirem quem estava tomando conta delas com a vida. Mentira, só tava num pen drive. Mas, foram 10 minutos que duraram 10 séculos. Eu só pensava que não ia ter sentido falar, falar, sem mostrar fotos. Sorte que a Adriana estava lá, no palco, enquanto o pen drive chegava.

Eu subi crente que o Marcelo ia falar primeiro. Mas deram dois microfones pra nós. Eu só dei uma olhadinha pros banquinhos e vi apenas nossos amigos (meus e dele) e mais algumas pessoas. Aí, na televisão bem na minha frente, aparece minha foto! Gelei! Assim, a sangue frio, sem avisar, sem preliminar? O moço me entregou o passador de slides, e eu comecei a falar. Percebi que quando eu disse assim “vocês devem estar se perguntando o que uma pessoa na cadeira de rodas veio falar sobre corridas”, um monte de gente que estava nas filas virou o rosto e começou a olhar pra mim. E assim que eu comecei, foi vindo gente, vindo gente, e mais gente pra me ouvir.

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Eu tentava não parecer uma metralhadora, mas também não podia ficar totalmente zen, pra contar meus 3 anos de história com a Golden Four. Era muita história pra pouco minuto. Mas eu fui contando, contando… Tinha gente rindo, tinha gente chorando, a Dani tirando foto (mas na verdade estava filmando, ainda bem que só me contou depois). Umas duas vezes me deu vontade de chorar, mas eu engoli o choro, pra não passar vergonha bem ali.

Eu não ensaiei falar nada. Coloquei as fotos da história pra serem meu guia e fui contando. Depois que eu desci, pensava “poxa, não falei isso”, “eu devia ter falado aquilo”. Mas em nenhuma palestra minha eu faço diferente do que fiz ali. Eu simplesmente falo da minha cabeça, que é onde a história e as emoções estão guardadas. Engraçado que, várias vezes, enquanto eu falava, eu via as situações na minha frente. Eu, sentada na cama do hospital, vendo as fotos da Golden Four 2012 no facebook. Vários amigos dedicando as medalhas pra mim. E eu ali, digitando igual cata-milho, porque nem os dedos funcionavam direito (não que hoje eu não apague 200 vezes as letras que eu aperto trocadas sem querer. Mas em quase 3 anos, melhorou muito!). Depois, 2013, eu vendo, de novo, as fotos, enquanto eu pensava em como eu poderia estar la. E que só ir pra assistir ia ser sofrimento demais.

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Depois eu comecei a falar sobre as etapas do ano passado. E parecia que via, ali na minha frente, aquela subida dos infernos, e a hand dando ré, na minha estréia. E ouvia a galera me passando e eu ouvindo os passos de cada um no asfalto. Lembrei até das sombras das árvores no caminho. E aí a minha chegada, e a minha alegria em pegar a medalha. Eu nem acreditava. (a etapa SP 2014, eu contei aqui http://daninobile.com.br/golden-four-uma-das-maiores-emocoes-da-minha-vida/ )

Depois, parece que eu via Ivone atrás de mim, me empurrando, enquanto a Gi e o Vandi traziam a hand desesperados. A Márcia parando a van e nos resgatar. Eu também vi o chão quando eu caí de cara na largada. E ouvia a voz do Gustavo, meu ciclista anjo, falando pra eu me acalmar, enquanto o gel estourava na minha blusa, a hand quebrada e eu chorando sem parar. E depois a busca por ele, pra agradecer! (a etapa BSB 2014, eu contei aqui http://daninobile.com.br/2-anos-depois-golden-four-asics-brasilia/).

Eu fui lembrando e falando o que vinha na minha memória e no meu coração. Todas aqueles momentos, que eu resumi em 25 minutos. Pois é, passei do tempo! Só soube depois, que a Dani me falou! E enquanto eu falava, eu via os amigos e amigas chegando pra me ouvir, me dando tchauzinho, me mandando beijinho. E a reação das pessoas. Aí, no final, todo mundo bateu palma. Acho que quando batem palma é porque não foi tão ruim assim hahahahaha

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Quando o Marcelo começou a dar a palestra dele, eu já estava tão relaxada, que só curti. E até consegui fazer pose pra foto e piadinhas quando as pessoas tinham perguntas. Mas a surpresa maior ainda foi o pós-palestra. O feedback dos outros atletas foi muito incrível! Muita gente vindo conversar comigo, tirar fotos. E eu também recebi muitas mensagens lindas nas redes sociais! Eu não tenho nem como agradecer a cada pessoa que esteve ali presente, e cada palavra de carinho que eu recebi. Vocês tornaram o meu dia incrível!

Depois disso, eu destruí o lanche que a Dani levou pra mim (quem contou pra ela que eu sou uma draga, eu não sei. Mas ela sabia que eu ia descer do palco morrendo de fome). Finalmente fui personalizar minha camiseta e fui a última a subir na maca pra fazer a massagem. Ouvi do senhor que me atendeu que eu tava com as costas podres. Mas o mais legal foi ouvir do pessoal da massagem “Nossa, eu amei sua palestra. A gente estava trabalhando, mas ouvindo tudo que você falava aqui do fundo”.

Não preciso nem dizer que eu estava mega master radiante. Cheguei na casa da Vivi, abri meu tênis lindo que ganhei da Asics, arrumei tudo pra corrida e…. não dormia nem pagando mil reais!!

Quer saber como foi a prova? Amanhã eu conto! Esse post já ficou gigante demais!rsrs

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