26
fev

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Receita – A Primeira de muitas!!

Pessoal, como parte do nosso projeto conjunto por uma vida saudável, hoje começo postando receitas pra nos ajudar nesse processo! Xô banha! Bem vindo corpo saudável e sequinho!uhuu

A receita de hoje é rápida, prática e leve! Para um lanche à tarde, proteico e delicioso! Você gasta pouco tempo pra fazer e pode levar facilmente, pra qualquer lugar. Eu sempre levei pro trabalho.

PATÊ DE ATUM LIGHT

Ingredientes:

1 potinho de creme de ricota light

1 lata de atum

salsinha a gosto

Basta misturar tudo e está pronto!!! Nessa rapidez.

2014-02-26 10.21.59 Aqui na foto eu coloquei as marcas que costumo usar, pra ajudar vocês! Eu como com torradas. Gente, não é pra comer o patê todo de uma vez!rs  Guarde num potinho com tampa, na geladeira.  Espero que gostem!! 😉 bjsss

24
fev

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Minha primeira travessia

Dia 22 de fevereiro eu completei 1 ano e 4 meses de lesão. Pra comemorar, eu resolvi dar um tchibum e fazer minha primeira travessia.

A decisão foi tomada em cima da hora. Estava esperando um voo e vi uma notícia sobre a travessia, na quarta-feira. Na quinta, cheguei em casa e resolvi dar uma olhada melhor. Era o último dia pra inscrição, pra prova que seria em 9 dias. Eu estava precisando de algo que me fizesse sair da areia movediça e que também me levasse de volta às piscinas. Apesar de estar há 4 meses sem treinar, fiz a inscrição. E seja o que Deus quiser!

Treinei 5 dias e descansei na véspera. Na noite da prova, fui deitar cedo. Acordei de madrugada pra ir ao banheiro e…meu celular desligou e não ligava mais! Ai jisuisis! Fiquei uma hora tentando religá-lo e “o resto das horas que me restavam” de sono, vigiando o celular pra ver se não ia desligar e me fazer perder a hora. Saí da cama 4h! Esperei a turma passar aqui pra me buscar e lá fomos nós. No caminho, de Ribeirão à Campinas, tentei descansar, mas não rolou. Chegamos lá, tudo é festa. Adrenalina a mil.

1969319_10203440773126280_1251823860_n 1002650_10203440775966351_59321459_nA Ju foi “pintar”  meu braço (ela usou outro termo. Acho que foi tatuar..Mas como boa iniciante, eu não me lembro!).Eu e a Amanda, minha amigona, também iniciante em travessia, bem animadinhas, posando com nossos números. E eu tava doidinha pra entrar na água. No meio daquela galera toda, vi alguns malacabados. Tinha cadeirante, amputado, deficiente visual, gente como a gente, de todo tipo.

1622260_10203440777446388_447690483_nMinutos antes da largada, alguns de nós nos reunimos no píer, pra esperar ajuda. Sim, pois a largada era no meio do barranco de terra. Depois da chegada, tinha uma escada. Como nossas cadeiras e muletas precisavam ficar na chegada, eles nos desciam pelas escadas e, depois, nos subiam. Mas o pessoal da organização estava preparado pra isso. Na hora de descer, o moço perguntou meu peso. Quando eu disse, ele riu “Levinha, tipo um saco de cimento.” Fiquei esperando ele me jogar no ombro, mas ufa! Não aconteceu!

Minha prova era às 8:30. A do Rodrigo e da Ju era 10:30. Eu ria e pensava “Tenho 2horas pra completar. Beleza.” Bóra, entrar na água!1970612_10203440780846473_279375328_n

Nadávamos até a largada e esperávamos por ali. A largada da nossa turma era junto com o juvenil. Uma garota cadeirante me perguntou se eu ia largar no meio da muvuca. Lóóógico que não. Deixa o povo ir. Eu vim pra completar! To sem pressa. Apitaram! A primeira coisa que eu pensei foi: “O que é que eu to fazendo aqui mesmo?”.

1970581_10203440784006552_1415179959_n Beleza, olhei pra um lado, olhei pro outro. A maioria já foi. Agora eu vou. Dei umas dez braçadas e ganhei uma pesada na cara, de um menininho. Ah, que sensação  indescritível do pré-afogamento a uns 5 metros da largada. Beleza. Cabeça pra fora, dei uma olhada, se eu fosse mais pra direita, eu saía do meio do povo. Não adiantou muito, tinha tanto pé na minha frente, que eu fiquei meio atrapalhada e perdi aquele pique do começo. Mas tudo bem. Lá fui eu.

A primeira bóia parecia que não chegava nunca. Eu parei pra descansar umas duas vezes, boiando, mas continuava nadando de costas. Até que, depois de uma eternidade, que parecia meia hora (mas depois descobri que foram apenas alguns minutos), eu cheguei na primeira bóia. E quem disse que eu enxergava a segunda? Sol na cara, ansiosa, o fluxo de nadadores na minha frente diminuiu e meu óculos cheio de gotículas. O moço do caiaque chegou perto. Eu segurei nele, tirei o óculos e enxerguei a bóia. Ele olhou pra mim e disse: “Se você não estiver bem, você me chama que o barco vem e te leva de volta.” E eu disse:”Moço, você ta maluco? Eu vim pra terminar, não importa em quanto tempo.”  Olhei em volta e disse pra ele: “Eu to ficando muito pra trás. Que vergonha.” E ele olhou bem pra mim e falou uma coisa, que era o que eu sempre disse, mas o cansaço não me deixou raciocinar na hora: “Vergonha seria se você tivesse ficado em casa, no sofá.”

Lá fui eu, mirei a segunda bóia e bóra. Juro, juro pra vocês que eu delirava tanto, que eu achava que enxergava o fundo, bem pertinho de mim. Que doidera. Aí eu percebi que o “meu fundo” seguia um padrão, como se tivesse uma pedrinha a cada 10 respirações. Devia ser alucinação, falta de água bebível , sol na cabeça, sei la. Beleza. Mirei a próxima bóia, mas ninguém estava indo pra ela. Fui perguntar pros moços dos botes/caiaques..E vi que não tinha ninguém por perto. Fui nadando. Um tempão depois surge um moço, fazendo uma marola pra quase me afogar. Ele disse que era pra passar à esquerda daquela bóia e mirar a chegada. Vixi! A chegada ta longe pra caramba. O moço do caiaque tinha dito que a volta era mais fácil, porque a correnteza ajudava. Que correnteza? Acho que na minha vez ela cansou de trabalhar!

Então, depois de já ter parado pra descansar um total de  5 ou 6 vezes na prova, decidi ir até o fim sem parar. Não sabia como fazer isso, porque faltava cerca de 1/4 da prova (eu acho! Veja bem, eu já tinha tomado muito sol na cabeça e achava que já estava nadando há mais de 1hora, quando não devia fazer nem 20 minutos, de acordo com meu tempo final. Então, não dá pra confiar muito na minha noção de distância).

Quanto mais perto da chegada eu chegava, menos vontade de parar eu sentia, mas também tava cansada pra burro. Quando começou a ter bastante gente na margem, eu só conseguia ouvir gritos animados : “Vai Dani” “Força Dani” “Vamo Dani”. Era a Ju. Ela nem sabe o tanto que me ajudou naquele momento.

1780622_10203440786606617_895058504_nAté que enfim, depois do que eu achei que fossem as tais 2horas depois, mas não era nem meia hora, eu cheguei! Morrendo, olha a cara da pessoa! Mas eu consegui a sensação que eu tanto buscava. Aquela sensação, de apesar de estar passando por um momento complicado na minha vida, ter conseguido superar mais um desafio. A sensação de transpor mais um limite. A sensação de realizar um sonho, do qual eu vinha falando desde que eu estava no Sarah no ano passado. A sensação de estar cada vez mais perto do triathlon. Aquela adrenalina e toda  a endorfina, correndo no corpo inteiro. E não vou negar. Quando me sentaram na cadeira, e o Rodrigo e a mãe da Ju vieram me dar os parabéns e me ajudar, eu só conseguia chorar e repetir “Eu consegui! Eu não acredito que eu consegui!”

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19
fev

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A importância da musculação na nossa vida

Todo mundo que me acompanha já percebeu que eu adoro esportes e atividades físicas de modo geral. Além de ser algo que gosto, virou um estilo de vida antes da cadeira, que eu procurei manter após a vida de rodinhas. Mas a questão não é só o gosto pessoal! Quando adotei esse estilo de vida saudável, há quase 10 anos, fiz essa escolha por observar a saúde dos meus pais começar a ficar comprometida devido à falta de atividade física e alimentação inadequada (e eles ainda eram bem novos quando começou a acontecer). Comecei a cuidar mais da alimentação e praticar atividade física com muito mais regularidade.

Mas qual a importância de continuar fazendo atividade física depois que virei cadeiruda?

Não é segredo que fazer atividades físicas, no nosso caso, não é fácil. Academias e profissionais sem informações ou acesso pra nos atender é o que não falta! É difícil chegar aos parques, clubes, ou às próprias academias, devido à falta de acessibilidade nas ruas. Mas muitos cadeirudos vem driblando tudo isso, porque estão seriamente preocupados com a saúde. Agora e no futuro.

Sabemos que usamos os braços para toda e qualquer atividade que realizamos, desde tocar a cadeira, até nos transferir, praticar um esporte, realizar uma atividade do dia a dia. A sobrecarga causada nos músculos dos membros superiores pode ocasionar dores e lesões, caso os músculos não estejam preparados para serem usados. E se não fortalecidos, com o tempo, esses mesmos músculos podem te deixar “na mão” e você vai precisar da ajuda das pessoas pra fazer qualquer coisa. Já dizia o Capital Inicial, procuramos independência. Então, nada de esperar chegar a esse ponto. Mexa-se!

Pra preparar esses músculos, nada melhor que? Musculação! Lá vamos nós, viciados num treino, ratos de academia, doidos pra levantar um peso.Uhuuu

2014-02-01 15.29.40 Sim! Mas saibam que não é só na prevenção de lesões que somos beneficiados.

Segundo o Prof. MSc Fred Ribeiro (sim, ele mesmo, nosso querido Fred, do Sarah), “aumentando a força e massa muscular, melhora o condicionamento físico aeróbio e diminui os riscos cardiovasculares!!! Importante, pois o Treinamento de Força (Musculação) é uma das atividades físicas mais acessíveis para a população usuária em cadeira de rodas. Existem máquinas (como por exemplo o cross over) em que não é preciso qualquer transferência para poder treinar boa parte da musculatura preservada pós lesão. E existe força pós lesão medular!?!? Sim, e MUITA!!! Basta treinar de forma adequada. Artigos científicos mostrando ganhos de força nos diversos níveis de lesão medular não faltam (quem tiver interesse, basta me pedir). Exemplos de pessoas com ganhos significativos de força, melhorando saúde e independência funcional, é mais fácil ainda de achar!!!”

E eu achei um monte de exemplos! Um deles é o Paulo César, que tem 33 anos. A lesão dele é T5 e T6. “Bom, eu sempre treinei mesmo antes do meu acidente que foi por arma de fogo, logo após minha reabilitação a primeira coisa que fiz foi procurar uma academia. Não era adaptada, mas era sem barreiras arquitetônicas. então dava para treinar tranquilo. Daí me matriculei e fui treinar, pois já fazia um ano que não praticava a modalidade. No começo me ajudou demais, pois melhorou minha postura e controle de tronco, que é o que mais nos deixa inseguros nas atividades diárias, como as transferências e tudo mais. Enfim foi a melhor escolha que fiz, pois pratico até hoje e não pretendo parar tão cedo. Abraços e bons treinos!”

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Além desses benefícios, o Prof. Fred tocou num assunto delicado, no artigo que ele escreveu sobre nós cadeirudos. Vocês sabiam que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte na população com lesão medula? Pois é. Por isso eu disse que o caso não é só melhorar a vida agora, mas pensar no futuro também.

Pra quem não está conseguindo ir pra academia, dois professores porretas da Companhia Athletica Ribeirão Preto e eu, estamos montando uma série de exercícios em vídeo pra ajudar quem ta em casa a começar. Enquanto isso, vão criando coragem de mostrar essas rodinhas pro mundo e encarar a academia na cara e na coragem. (Se você tá mais parado que poste, sentadão no sofá, pensando por onde começar,  já pode dar um start com os exercícios que postei semana passada. http://daninobile.wordpress.com/2014/02/15/bora-mexer-esses-corpinhos-primeira-sugestao-de-atividade-fisica/ )

Mas é só a musculação que ajuda, nesses casos? Não! Aí que entram as atividades aeróbicas e os esportes! Mas esse é assunto para os próximos posts (que eu já estou preparando!) 😉

17
fev

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Ser saudável x adversidades da vida

As redes sociais estão repletas de felicidade. Parece que as pessoas só são felizes o tempo todo. Diante do meu atual estado de espírito (coração apertadinho) comecei a pensar que, apesar de as pessoas não propagarem aos sete ventos (já que nem só os amigos estão de olho), todo mundo passa por reveses na vida. Pode ser coração partido, perda de emprego,  um animalzinho de estimação perdido, um ente querido que se foi… Todo mundo fica triste que só, em algum momento. E se manter saudável nessas horas, é muito difícil.

Eu que o diga! Em uma semana,  me alimentando mal e malhando quase nada, cadê meus músculos? Não tenho nem um pouco de orgulho disso… Mas não adianta esconder as coisas de vocês!

Como sei que todo mundo vai passar por algum momento assim algum dia, pensei no que não podemos deixar de ingerir, mesmo que a vontade seja de não comer nada! Conversei com o nutricionista André Facchin também. Aí vai a lista:

Água.  copo-com-aguaÉ óbvio que não podemos ficar sem. Eu sei! Mas verdade seja dita, nessas horas não dá vontade nem de beber água (e tem gente que não bebe nem quando está feliz da vida). Porém, o organismo, recebendo pouca água, fica desidratado. Cansaço, indisposição, pele seca, cabelos secos (ninguém ta ligando pra beleza agora, mas daqui uns dias você vai ligar), dores de cabeça, problemas digestivos, inflamações, cistites, formação de cálculos (pedras), alterações da pressão arterial, da circulação, do sistema hormonal, irritabilidade, insônia, são alguns exemplos do que pode acontecer para quem bebe pouca água.  Além disso, ficam retidas dentro do corpo substâncias tóxicas, prejudiciais, contribuindo para o aparecimento das mais variadas doenças.  Já não chega o tanto de “pendenga” que temos, por causa de lesão medular. Não vá querer aumentar isso!Tome um porre de água todo dia!

frutas-e-vitaminasFrutas. São alimentos de grande valor nutricional e devem estar presentes diariamente na nossa dieta. Elas são fontes de água, vitaminas, fibras e compostos bioativos. O consumo diário de frutas contribui para o bom funcionamento do intestino, fortalece o sistema imunológico, protege o corpo contra certos tipos de cânceres, doenças cardiovasculares e ajuda na redução dos níveis de colesterol e açúcar do sangue. E segundo  André, elas ajudam a diminuir muito a ansiedade! Não vão te dar trabalho pra ficar cozinhando, preperando, porque quando o bicho ta pegando, a gente não quer fazer nada disso. A fruta é só lavar e comer. Rápido e eficaz.

castanhas

Castanhas. Rápidas e práticas,  possuem vitaminas e minerais aos montes, além  da gordura boa que nosso organismo precisa. Também podem ajudar na questão da ansiedade, devido ao tantão de coisa boa que elas tem. Só não vale pegar o pacotinho de 1kg de castanha de caju, sentar no sofá e afogar as mágoas, pensando “a Dani disse que pode”. Pelo amor de Deus! Na foto está a quantidade recomendada.

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beneficios-carne-saudeCarne vermelha. Uma grande preocupação nessas horas, é prolongar o chororô por muitas semanas e ficar com anemia! Uma amiga minha emagreceu 10kg por causa do fim de um namoro. Mas esse emagrecimento não foi nada saudável! E nosso objetivo é manter a saúde, não mandar alguém parecido com um cabide pras passarelas da moda. Se já está a fim de cozinhar ou alguém cozinha pra você, prefira a carne vermelha nesse momento. Ela é rica em vitaminas, minerais e proteínas. Também pesquisei e, segundo um especialista em medicina ortomolecular e nutrologia, a carne vermelha é superior ao frango e ao peixe como alimento antidepressivo, devido à alta concentração de fenilalanina que apresenta. Como ajuda a manter a glicemia mais estável, o consumo de carne vermelha diminui alterações de humor e compulsão alimentar (que é outra situação pela qual podemos passar.) Ingira as porções adequadas, recomendadas pelo seu nutricionista. E evite comer a carne frita!

Espero ter ajudado, pessoal! Bjsss e até o próximo post 😉  

15
fev

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Bóra mexer esses corpinhos – Primeira sugestão de atividade física

Pessoal, tenho recebido várias mensagens de gente como a gente, que está tentando emagrecer, ficar feliz e saudável e parar de brigar com a balança e com os exames médicos.

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Tem muita gente me perguntando, além de dicas de dieta e alimentação, quais os exercícios que eu faço na academia e o que fazer caso a academia ainda seja um objeto mais desejado que o doce Camaro Amarelo.  Sim, pois muitas academias não estão preparadas pra receber um cadeirante. E muitos amigos das rodinhas também estão tímidos demais pra chegar lá, na cara e na coragem, perguntando se pode “puxar uns ferros”.

Já que um dos objetivos do Blog é esse, vamos partir de uma atividade bem simples. Dá pra fazer em casa. Tudo que você vai precisar é: um cabo de vassoura. Não precisa nem comprar, porque todo mundo tem em casa. Conseguir um só será complexo se for hora da faxina. =p

Vamos ao exercício. Um deles foi sugerido pela Tabata, que aprendeu com um educador físico. Outra variação foi sugerida pela nossa amiga Andrea Schutte, cadeirante e educadora física que busca alternativas para si própria ( e que eu vou copiar tudão pra nós, com autorização dela, claro. Afinal, ela também está no nosso projeto “Por Uma Vida Saudável Sobre Rodas”.). Outra opção eu mesma pensei, procurando imagens para ilustrar essa matéria. Na falta de fotos do Google, tive que pagar mico. Também to aqui pra isso. Tentei fazer aquela cara de paisagem das fotos de revista, mas não rolou. Agradecimentos à fotógrafa Mamis, que não gosta nem sabe tirar fotos, mas se esforçou bravamente.

A primeira opção é simples. Basta segurar o cabo de vassoura e girar os braços, como se você estivesse pedalando.

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Na segunda opção, você segura o cabo da vassoura e gira o corpo pros lados. (Se você conseguir esticar os braços mais do que eu consigo, melhor!)

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Na terceira opção, segura o cabo da vassoura. Levante e abaixe os braços. (PS – to tortinha na foto pq tenho lesão alta e meu lado esquerdo é mais fraco que o direito. Eu costumo “pender pro lado”. Estou trabalhando nisso.)

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Pra quem não tem apreensão das mãos suficiente para segurar o cabo, você pode tentar colar velcro nas pontas do cabo e na parte interna de uma luvinha (daquelas de academia).

Segundo Andrea, “São exercícios que trabalham bastante a força abdominal (todos os músculos abdominais) e isso ajuda bastante no equilíbrio de tronco. Além de trabalhar outros músculos.” Que músculos? De forma bem simples, ombros, braços e costas.

Não se preocupe com o número de repetições, ou por quanto tempo está fazendo o movimento de pedalar. Talvez seja cansativo nos primeiros dias, mas com o tempo, seu desempenho irá melhorar muito! Não esqueça de beber água (ainda mais nesse calor. Depois virão reclamar que suaram – que inveja de quem transpira –  e ficaram esturricados) e tentar alongar-se após a atividade (peça ajuda se for preciso). Bóra tentar?

10
fev

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O Sarah (de novo) e minha dieta

Gente, desculpem minha ausência esses dias. Fui pro Sarah (de novo) e não conseguia escrever pra atualizar vocês.

Todo mundo sabe, logo que escrevi o primeiro texto da nossa ” campanha” Por Uma Vida Mais Saudável Sobre Rodas, que tudo começou no ano passado, assim que voltei do Sarah, em maio de 2013.  Tracei um plano de ação e mandei bala na minha dieta “seca pneu, toucinho,pochete”.

Pois bem, chegou o grande dia, o dia de fazer meu retorno de um ano, para exames. E lá fui eu, toda preocupada com a dieta, outra vez. Quem foi há pouco tempo e conseguiu parar pra prestar atenção, notou que, no café da manhã não há outra escolha de proteína além do leite integral. É pão com manteiga pra quem tá internado e geleia, como opção, pra quem está de paciente dia, no Sarah Lago Norte.

Então, eu fiz um diário de tudo que aconteceu, de segunda a sexta, enquanto eu estive lá.

Segunda-feira: Já comecei errado, porque acordei 3h30 da manhã e tomei café. Tomei certinho, mas era cedo demais. Deu fome cedo também.  Fui de avião até SP e mal tive tempo de respirar, pois saí de um avião e entrei no outro. Fugi dos salgadinhos do avião. A minha avó fez um lanchinho  pra mim, pão com presunto e requeijão. Foi o que eu consegui comer. Cheguei em Brasília e ganhei uma carona de um amigo que morou em Ribeirão, mas agora mora lá. Ele me levou pra almoçar num restaurante muito legal. Tem uma salada, igual macarrão ao vivo,  onde há vários ingredientes e você escolhe o que colocar. É uma delícia! Não sei como ninguém teve essa ideia maravilhosa antes. Quem abrir um restaurante assim, fica rico em qualquer cidade! E além dessa salada maraviwonderful (copiei esse termo do amigo Jairo Marques), você ainda tem as opções de pratos quentes e frios como em qualquer restaurante. Gamei no trem.  Cheguei no Sarah e morri quando a enfermeira me pesou! 1kg a mais. Socorro socorrinho,  já mandei mensagem pro André e decidimos cortar o carboidrato à noite, por uns dias. À tarde, comi abacaxi no Sarah e jantei omelete.

Terça-feira: Tomei café da manhã normal, mas mais tarde, pois só tinha consulta no Sarah após o almoço. Ganhei uma carona pra ir pro Sarah Lago e cheguei lá nos 47 do segundo tempo. Tinha 20 minutos pra almoçar e ir pra fisioterapia. Salada, arroz integral e carne. A sobremesa do dia? Pavê de chocolate. Olhei pra ele, ele olhou pra mim, rolou um flerte. Mas resolvi não levar a paquera adiante. Fugi daquele pavê do mal. Levei um iogurte e comi com a salada de frutas que estavam servindo como lanche da tarde. Na janta, minha amiga (onde eu estava hospedada), quis comer tapioca. Comi a minha sem manteiga, com recheio de peito de peru e só. Era bem pequena, feita em casa.

Quarta-feira: Exames em jejum. Resultado? Café da manhã foi pro beleléu. Tomei um suco de caixinha 9h e um mundo de água (quase 1 litro). Fome sem fim. 9h30 comi um mini pão francês integral com geleia, um copo de chá e uma banana. Velejei, fiz fisioterapia. Cheguei pra almoçar tarde, a carne tinha acabado. Entre as opções que sobraram, escolhi torta de frango (tirei as azeitonas e sobrou pouco frango) com um balde de salada. Me perdi no verde e sairia de lá feliz, não fosse a sobremesa…pavê de chocolate do mal, o retorno da tentação. O senhor sentado na minha frente comia dois. A esposa dele, mais dois. E eu? Não levantei e saí por motivos óbvios. Então, eu só saí. Lanche da tarde foi um mini pão sírio com peito de peru e queijo branco. Também  tinha goiaba, mas eu não gosto. Na janta, deu meio que tudo errado e tudo certo. Imprevistos acontecem, né?! Minha amiga, que me daria carona pra casa, sairia do trabalho 20h30. Fui pro Sarah Centro às 17h pra ver a Tuka (se você não conhece essa celebridade é porque nunca se internou no Sarah Centro). Estou lá, colocando meia fofoca de um ano em dia (a outra meia colocamos na segunda-feira) quando minha amiga manda mensagem: “Sairei do trabalho depois das 22h30. Pega a chave de casa com a minha mãe e vai pra lá.” Cacei um carona pra fazer isso. Achei. Demoraria 1hora. E eu, sem comer desde 16h40. A Tuka conseguiu uma marmita-janta pra mim. Comi só a salada, acelga refogada e o filé de frango. Não vou mentir, dei umas 4 garfadas no arroz com cenoura. Ninguém é de ferro.

Quinta-feira: Café da manhã ok. Lanche da manhã ok. Almoço, fiz um prato lindo, mas não consegui comer tudo. Estava sem fome. Lanche da tarde foi uma delícia. Tinha mamão, que eu finjo que gosto porque é necessário, e um bolo simples. Eu estava morrendo de fome (Fiz canoagem, remando a canoa sozinha, porque os dois meninos eram inciantes e cansaram em 5 minutos de uma aula de 1hora. E depois ainda teve basquete. Pra quem lembra, eu não alcançava a cesta. Continuo não alcançando. Então, tenho que compensar isso com marcação cerrada no time adversário).  Jantar, eu cozinhei na minha amiga, fiz um frango gostoso e fiquei firme na dieta, comendo pouquinho, apesar de estar com vontade de comer a tigela inteira com arroz.

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Sexta-feira: café da manhã, ok. Lanche da manhã foi uma pera. Almoço, foi o prato da foto. Chamei a tal da “força,foco e fé”, né?! A opção de carne era? Feijoada! Eu olhei pra ela, ela olhou pra mim, toda quentinha e cheirosa.  Feijoada metida! Fingi que não vi e mirei no filé de frango. Aconteceu de novo. Olho maior que a barriga e eu não dei conta de comer tudo. Mas deixei menos no prato, dessa vez. Lanche da tarde foi salada de frutas e um pãozinho com creme de cenoura (que eu não comi inteiro, com dor na consciência, mas não tanta dor, porque a senhora que remou comigo não gosta desse “passeio” que é a aula de canoagem. Ficou cansada logo e…acho que não preciso terminar, né?!). Na casa da minha amiga, comi um iogurte desnatado e parti pro aeroporto.

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Foi difícil resistir a algumas delícias, verdade. Mas a recompensa veio depois, quando eu vi que o 1kg a mais, já era de menos de novo!

Agora não tenho mais tanto medo de engordar no Sarah. É só comer com sabedoria e não carregar pra lá uma trufa de sobremesa por dia, como eu fiz da outra vez… Trauma da banha do Sarah? To fora!

04
fev

6

Rodando em busca de saúde

Cadeirudos e cadeirudas queridos, to aqui pra falar do nosso projeto, que dá nome a esse blog “Por uma vida saudável sobre rodas”.

A ideia surgiu hã poucos dias, conforme eu contei no post anterior, que foi originalmente publicado no blog Mãos pelos pés. (Se você não leu, aproveita! É só rolar a barra e ler o texto de baixo rs). Comecei a notar que, infelizmente, a obesidade ou o sobrepeso, tem sido a realidade de alguns (muitos) cadeirantes. Vi gente no shopping, na rua, em várias cidades, nas redes sociais, precisando se preocupar um pouquinho com a saúde. Fica difícil pra se transferir, pra fazer as coisas do dia a dia, a gente perde força nos braços porque só usa pra tocar a cadeira…enfim, a vida fica um horror!

Aí, tive a ideia mirabolante e propus mudarmos isso juntos, quando postei o texto. E o que aconteceu depois da postagem? Em 3 dias, 20 pessoas entraram em contato comigo, por email ou pelo Facebook. Então eu montei um grupo secreto no Facebook. Juntando isso e o pessoal dos emails, em menos de 15 dias, já somamos 40 amigos de rodinhas (verdade seja dita, mais meninas que meninos), tentando ficar saudáveis como nunca antes (na verdade, todo mundo também quer ficar sarado, mas isso é segredo).

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Eu fiquei tão feliz e com tanta vontade de conhecer mais gente e reunir mais amigos, que resolvi montar essa página. Pra que ela vai servir? Aqui darei dicas de alimentação e receitas saudáveis, dicas de atividades físicas e postura na cadeira.  Falarei, também, sobre minha luta pra emagrecer (farei até retrospectiva, porque comecei em maio/2013) e alguma coisa sobre mim mesma.

Aí você me fala: Tudo bem você falar da sua experiência, da sua vida pessoal. Que lindo! Mas se você não é nutricionista, nem educadora física, de onde você vai tirar essas outras dicas, sua doida? Exatamente isso! Como não sou maluca (só pareço), não vou prescrever dieta pra ninguém, nem o tal do “treino”. O que eu farei é passar dicas de alimentação. Pra isso, consultarei meu nutricionista, o André Facchin. Ele também vai postar algumas coisas pra vocês aqui, de vez em quando. E as receitas, serão passadas por ele, inventadas pela maluca que vos fala, ou pesquisadas e testadas, porque não quero ninguém morrendo de vontade ou comendo comida sem-graça pra emagrecer! As dicas de exercícios e como se mexer na cadeira, também não sairão da minha cabeça. Eu vou postar pra vocês fotos e vídeos dos exercícios que eu já faço na academia. Também vou consultar professores especializados, pra passar algumas dicas pra quem tem a lesão mais alta do que a minha. Afinal, cada corpo é um corpo, cada lesão é uma lesão e cada um tem uma dificuldade. E nem todo mundo pode ir pra academia. O que fazer em casa? Também já pensei nisso!

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Outra coisa que quero fazer é falar de experiências da vida real. Entre essa turma que já me procurou, tem muita história legal de gente que já ta emagrecendo, que tem dicas bacanudas, que tem ideias mirabolantes de como se movimentar. E eu quero passar tudo isso pra frente! Então, se você tem alguma coisa legal pra falar, escreve pra mim! Vou adorar! E sua foto vai aparecer aqui. Afinal, ninguém vai aguentar ficar olhando só pra minha cara todo dia.

Gente, é isso! Bóra começar! Colocar nossas rodinhas pra rodar, em busca de uma vida mais saudável!