26
mar

10

Minha dieta

Gatinhas do meu Brasil, tenho recebido muuuuitas mensagens,perguntando qual é a minha dieta, o que eu como, porque muitas meninas querem comer também. E as perguntas são bem diretas mesmo: “Qual é a sua dieta? Eu quero fazer igual a você.”

Primeiro, amigas, eu quero dizer que o resultado não veio da noite pro dia! Eu fiz o blog há pouco tempo, mas quem já é meu amigo em redes sociais, sabe que eu retomei a rotina e disciplina de dieta e atividade física, há quase 1 ano, assim que voltei do Sarah. Não foi fácil, não foi de uma hora pra outra. Já se foram 10kg, mas eu fiz sacrifícios, eu também escorreguei algumas vezes e eu tive muitas dificuldades. Assim que voltei do Sarah eu parecia uma cigana, morando na casa de amigos, cada hora na casa de um, até conseguir me estabelecer. Assim, cada casa é um hábito e uma dieta diferente, e não era fácil seguir a minha quando os cardápios não combinavam. Eu só agradecia a Deus por ter uma caminha pra dormir e amigos tão carinhosos, e comia o que tinha. Por isso eu demorei tanto pra emagrecer esses quilos (Um dia eu prometo me aprofundar no assunto, se for do interesse de vocês).

Mas fucem aí noMP_Dietas arquivos de textos antigos do blog que vocês vão encontrar um diário da dieta lá no ano passado. Lá pra maio ou junho, eu acho. Ao lado está a foto que coloquei no post.

Agora, vamos lá. Falemos da minha dieta atual! Eu não sou nutricionista e não posso “passar um cardápio” pra ninguém! Isso seria muito errado! Uma menina disse que sou egoísta, que eu emagreci e não quero passar o segredo… O segredo é um só: atividade física e dieta personalizada pra você! Não adianta você ir ao nutricionista do convênio e ele tirar um cardápio pronto da gaveta! Ainda mais se ele acabou de dar esse cardápio pra moça que anda e acabou de sair do consultório antes de você entrar.

Quer me ver querer morrer? Estavam fazendo escova no nosso cabelo, no dia da mulher, na academia. Uma colega disse “nossa, você secou, amiga! tá de parabéns.” Vira a escovista e pergunta: “o que você tomou?”.. eu? Vergonha na cara! Pra me disciplinar a malhar e cuidar da alimentação! Não tentem shakes mirabolantes, nem dietas restritivas, muito menos ficar sem comer ou tentar emagrecer com remédio! (Mas eu não falei isso pra ela! Fiz cara de paisagem e só expliquei algumas mudanças)

Outra coisa errada seria mandar todas vocês comerem o que como! Imaginem só! Eu nado (to meio em falta com isso), faço pilates, ando de andador, vou pra academia fazer musculação e algumas aulas TODOS OS DIAS! Eu limpo a casa, eu toco a cadeira na rua, eu faço um monte de esportes. Tenho lesão C7, mas me viro bem. E tenho um cardápio pra isso! Aí vem uma moça que trabalha num escritório o dia inteiro, toca a cadeira só ali dentro (pouco), não faz atividade física, chega em casa e liga a TV. Vai adiantar ela comer a mesma coisa que eu? Ou vai adiantar eu comer a mesma coisa que uma atleta profissional da natação, por exemplo, que passa a manhã inteira treinando, enquanto eu to aqui passando pano no chão ou escrevendo pra vocês? Também não!

O meu conselho é vocês procurarem um bom nutricionista (posso passar o contato do meu) e começarem a mexer os corpinhos. Não adianta dar desculpas e falar que não tem academia perto, porque eu já falei disso aqui no blog!

Mas, pra vocês não me odiarem, eu vou passar algumas dicas, ok?

copo-com-aguaBeba um porre de água por dia – Não é porque você trabalha no ar condicionado do escritório, que não precisa de água. Eu não transpiro. Quer dizer que se eu perco pouca água, posso tomar pouca? Claro que não! Beba 8 a 10 copos de água por dia!

Coma de 3 em 3 horas –  Mas Daaaani, eu trabalho no escritório! Não posso levantar (mesmo porque não levantamos) a cada 3 horas pra comer algo. Coma sentada, oras bolas (piadinha). Tenha na sua gaveta ou na bolsa coisas que não vão estragar, como mix de castanhas, frutas desidratadas (eu adoro abacaxi e manga), barras de cereais e barras de frutas. Na geladeira do escritório, deixe uma fruta e um iogurte.

Coma integrais –  Arroz branco é uma delícia! Eu adoro! Pão francês, então, nem se fala! Mas se vocês trocá-los por integrais, vai ficar mais tempo saciada e mais saudável! Ficando saciada por mais tempo, não vai morrer de fome ou de gula tão cedo!rs

Frutas-y-verdurasFrutas, legumes e afins – Gente, precisa comer! Nosso intestino já é mais lento que bicho preguiça no calor. Se você não comer isso, todo o resto vai ficando dentro de você, poluindo seu organismo, inchando sua barriga. Faltarão vitaminas no seu corpo, você pode se sentir fraca, o risco de doenças é maior.

Coma proteína – carne, ovo, peixe, frango. Precisamos de todos eles na dieta.

Tem muito mais coisas pra falar, mas eu to no embalo de escrever aqui…Conforme eu lembrar, eu posto de novo!

Agora, vamos ao que eu como no meu dia inteiro. Gente, eu como o básico!

Café da manhã: eu como pão integral com presunto (enjoei do peito de peru! jesus!), ou atum. Às vezes até ovo! E tomo leite ou iogurte.

Lanche da manhã: fruta

Almoço: arroz integral (ou macarrão, ou batata), carne. Um mundo de salada e algum legume. Não como feijão porque não ligo pra ele. Meu nutricionista adequou meu cardápio pra não me fazer falta.

Lanche da tarde: Frutas

Jantar: pode ser comida, pode ser um sanduíche, depende do meu estado de espírito e do meu cansaço após a academia. E ainda tem a ceia também.

Tá, falei, falei. Até aí pareceu óbvio? Mas é! Só que não vou falar as quantidades pra vocês, porque isso varia de pessoa pra pessoa, do seu gasto calórico, da sua rotina, etc. Por isso eu disse que procurar um profissional é essencial.

E também não vai ajudar muito você fazer uma dieta linda, e ficar babando no sofá assistindo jornal. Você precisa queimar essa gordura que já está aí acumulado, esse pneu “sexy”, essa pochete maravilhosa. Queimar a barriga de tetra ta difícil! Mas vamos chegar lá! Pra queimar o toicinho que já temos, precisamos nos movimentar. Não tem outro jeito.

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Eu não falei ainda, mas eu evito frituras ao máximo, evito açúcar. Isso não quer dizer que eu não coma chocolate. Eu sou chocólatra, passo até mal sem comer doce. Mas eu me controlo, me engano com gelatina light. E quando como, já mando um chocolate, que é o que eu mais gosto mesmo. Mas eu consegui diminuir as quantidades (justamente por lutar pra ficar sem) e, obviamente, não como todos os dias! Evitar frituras, também não quer dizer que sou a chata, meus amigos sentam no barzinho e pedem batata frita e eu não vou comer. Mas eu como bem pouca mesmo! Eu não sou neurótica, chata, mala que janta antes de sair de casa pra não comer nada. Eu janto porque não posso ficar muitas horas sem comer, devido aos problemas de pressão baixa que a lesão medular me trouxe.receita-creme-chocolate-marshmallow Mas eu gosto de viver! E se isso significar sair pra tomar um sorvete com a turma, eu saio sim e ainda coloca marshmallow!hahahahaha

A reeducação alimentar não pode pregar seu sacrifício todo santo dia! Senão, vai chegar uma hora que você não vai aguentar mais, vai chutar o pau da barraca (ou empurrar, no nosso caso), mandar o atum, alface e o arroz integral praquele lugar e engordar tudo de novo! Eu tento me controlar e dosar as coisas. Eu passo vontade sim! Sem sacrifício, você não chega a lugar algum. Mas eu também me permito! O equilíbrio é o mais importante!

Meninas, espero ter ajudado e respondido algumas perguntas! bjsss 😉 <3

 

24
mar

0

Os quês e porquês

Sabadão eu completei 1 ano e 5 meses de lesão. E estava me preparando pra falar sobre isso, com um poeminha especial pra dor, que eu criei pra ver se ela tem dó de mim e vai embora ( :p ), e com um texto que um amigo cadeirudo compartilhou no nosso grupo.

Porém, ontem à noite, uma polêmica, sobre a recuperação do lesado medular, foi levantada. Foi ao ar uma reportagem sobre a Laís Souza, atleta brasileira que sofreu uma grave lesão na medula.

Imediatamente fomos todos para o Facebook  e demais redes sociais, expressar nossas opiniões a respeito. Algumas, inclusive a minha opinião (não precisam concordar, porque é minha!rs), compartilharei aqui. Não citarei nomes completos dos amigos, pois não pedi autorização à eles.

superimagem-megacurioso-787462688005967241Escrevi sim, e uma amiga também escreveu, que sentimos inveja da Laís, por poder receber células tronco logo no início da lesão medular. Isso pode ser decisivo nos resultados do tratamento. Vejam bem, PODE! Não quer dizer que será. Isso porque os resultados do tratamento com células tronco ainda não foram comprovados. Como bem disse uma amiga, a reportagem só serve para encher nossa cabeça com “e se”. Sim, e seu eu tivesse tido a oportunidade de receber as células tronco logo no início do tratamento? Seria um ratinho de laboratório, sim, uma cobaia nos estudos. Mas será que eu não estaria melhor? No meu caso, estar melhor não significa necessariamente estar andando. Eu penso, será que eu já conseguiria abrir garrafas de água mineral? Será que a cebola, a carne e a faca não escapariam da minha mão quando eu vou cozinhar e os pedaços não ficariam tão grandes? Será que eu não sentiria tanta dor, todo santo dia, e não precisaria de tantos remédios pra suportar? Será que minhas pernas não seriam tão geladas? E quais seriam os efeitos colaterais do uso de células tronco, a longo prazo? Eles existem? É…um montão de “e se”….

Enquanto isso, Laís recebe tratamento de ponta, com todos os recursos e oportunidades que todos nós desejamos ter recebido no início da lesão (e sonhamos até hoje, por que não?). E não está gastando nada por isso! Mesmo porque, com salário de atleta no Brasil, ela não conseguiria custear o próprio tratamento. E, apesar de ter sofrido o acidente quando estava a serviço do Comitê Olímpico, em treinamento pras Olimpíadas de Inverno, o governo faz vaquinha pra que nós paguemos o tratamento dela. Fala sério? É isso mesmo?

coluna vertebral 61Ontem, Laís deu entrevista e, quando perguntaram à ela “E se a sua recuperação não for como você sonha?”, ela fez cara de pavor e disse que tem medo. Dá medo mesmo, dá pavor mesmo. Mas ela podia ter dado um sorriso e dizer que vai participar de esportes paralímpicos. (Gente, essa é a minha opinião). Quando eu estava com o mesmo tempo de lesão que ela está hoje, eu já tinha o plano A (voltar a andar) e o plano B (caso andar não rolasse, como ainda não rolou). Será que não está faltando alguém sentar com ela e conversar francamente sobre as possibilidades?

A Cris (só vou usar essa parte do nome), disse algo muito legal na nossa discussão: “… eu imaginei que a emissora iria prestar esse desserviço a nós, e fazer milhares de lesionados medular irem dormir com a sensação de “e se”. Ao invés de mostrar a nossa realidade, de que há vida após uma lesão, pow vc mesmo acabou de passar por tudo isso e está aí, recuperou acima das expectativas e está vivendo. Pq não mostrar isso? Mas escolhem sempre mostrar como se uma pessoa com lesão está condenada, e se não for 100% curada será infeliz. Isso me incomoda, pq não ajuda em nada. (…) Com tratamento ultra mega blaster avançado ou não a verdade é uma só. Laís (assim como qualquer um de nós) só volta andar se acontecer um milagre. É uma dura realidade? Sim, é. Mas eu considero melhor viver com fé e ir se virando como dá, do que viver iludido se frustrando a cada tentativa fracassada. Bóra tocar a cadeira e pronto. rsrs”

Aparentemente, os médico só falam pra Laís sobre o tratamento (Não sei, não to lá pra ver. Mas é o que parece!). Mas alguém contou pra ela sobre Fernando Fernandes, Tabata Contri, Carla Maia, Edênia Garcia, Jairo Marques, Carolina Ignarra, Cris Côrrea, Billy Saga, Marcelo Yuka, Mara Gabrili, e tantos outros cadeirantes famosos em suas áreas de atuação, seja no esporte, no trabalho, na música? Alguém? Alguém contou pra ela que existe muita vida, amor, amizade, sexo, casamento, filhos, carreira, esporte, lazer e muito mais, mesmo estando na cadeira de rodas?

Há 10 anos atrás, meus amigos que sofreram com lesão medular, paralisia, mielo e tudo o mais, não tinham a internet à disposição, com tantas informações e tanta gente pra conhecer e com quem aprender. Mas hoje tem, né?!

Eu entendo que cada um tem seu tempo de aceitação. Realmente não é fácil. Tem dias que dá vontade de jogar a cadeira na parede e sair correndo (acho que já falei isso antes). Mas quando não enxergamos sozinhos as possibilidades, talvez precisemos de ajuda pra que isso aconteça.

Torço, do fundo do coração pra que o tratamento da Laís seja o mais eficaz possível. Mesmo porque isso abriria portas pra mim e pra tantos outros que desejam voltar a andar e buscam meios pra isso. Porém, se  não acontecer, vem pra cá, Laís! Como bem disse um amigo cheio de razão, tem um bando de quebrados malacabados, prontinhos pra te ajudar e te ensinar a viver feliz e saudável sobre rodas!

19
mar

0

História Inspiradora

Pessoal, eu fiquei tentando baixar programas  pra editar os vídeos de atividade física que estou filmando pra vocês. Mas, como sou uma pata tecnológica, baixei uns vírus também e, não consigo fazer muita coisa esses dias, enquanto não limpar o computador.

Assim sendo, as postagens novas estão difíceis de sair.

Porém, resolvi deixar aqui uma história inspiradora. Pra mostrar que só não faz quem não quer. Pra motivar quem está parado em casa. Pra ajudar quem precisa encontrar um motivo pra começar ou pra continuar.

É a história de Rick e Dick Hoyt.

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Vocês poderão acessar nesse link http://3zone.com/os-lenderios-dick-e-rick-hoyt-vao-se-aposentar-das-maratonas/

Ou assistir aos vídeos deles no youtube! É ainda mais maravilhoso, pois o pai está narrando os acontecimentos.  https://www.youtube.com/watch?v=lCVBAI28a34

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Espero que gostem!!! bjsss

PS – Por um mundo sem vírus nos computadores!hahaha

 

17
mar

11

Minha primeira corrida de cadeira

Sábado foi um dia muito especial pra mim. Foi minha primeira corrida de cadeira! Após 1 ano, 4 meses e 25 dias sem participar de nenhuma prova. Mas deixem-me contar, primeiro, de onde surgiu a ideia de participar dessa corrida.

Desde meu acidente, eu já vinha pensando em participar de corridas com a cadeira. Afinal, muito atletas fazem isso. Porém, pesquisando e conversando com amigos, descobri que as organizações de corrida já não permitem a participação dos cadeirantes com nosso meio de locomoção diário. Sim, nossas cadeiras do dia a dia já não são mais permitidas por motivos de segurança. Agora, só participam de provas as cadeiras de atletismo (muito caras) e as handbikes (mais baratas e permitidas também em provas de ciclismo. Ou seja, meu sonho de consumo “maior do mundo inteiro”). Porém, eu não tenho nem uma, nem a outra. Então, eu evitava até entrar no facebook aos domingos, dia em que meus amigos corredores postam suas fotos de corrida Brasil afora. Ver essas fotos e não poder estar lá ainda me faz chorar, pois era e ainda é a coisa que eu mais gosto de fazer.

Semana passada, um professor da academia, o Eduardo Vicentini, postou um vídeo sobre uma corrida que a academia faria na Hípica aqui de Ribeirão. Conversei com ele e com o Rodrigo Inouye, meu ex-treinador e outro organizador da prova, e permitiram que eu participasse com meu Porsche azul, minha TiLite. Eles ficaram super animados e foi quando eu fui fazer o meu primeiro treino na pracinha. Mas claro que eu não iria contar pra vocês o motivo do treino. Era surpresa!

Pois bem, sábado de manhã, a Dri passou aqui pra me pegar 7h e partimos pra Hípica, rindo e conversando, relembrando vários momentos juntas (a Dri dormia comigo no hospital. Dormiu lá comigo na noite do aniversário dela, inclusive). Chegamos no local da prova e, apesar de contarmos com 90 inscritos e não ser uma prova totalmente de rua, aquele clima todo já me deixou toda feliz. Rever tantos amigos, abraçar, tirar fotos…Meu Deus, que saudade que eu estava disso!

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Na verdade, eu e meus amigos estávamos tão felizes por eu estar ali (fiz surpresa pra muitos), que eu não me continha. Calcei minhas luvinhas, ouvimos as instruções dos organizadores, e partimos pra foto oficial.

1901269_864846146875335_593415425_nTodos posicionados pra largada. Aí vem a minha parte difícil! O trajeto era de 5 ou 10km. Porém, parte da volta de 5km (pra 10 eram duas voltas), era desse cascalho que vocês veem aí na foto, que fica em volta da pista de Polo. O que me restava? Dar duas voltas na pista de asfalto, porque tentamos andar no cascalho e, nem empinada tinha jeito. A certeza era uma só, escorregar, ralar os joelhos e sair dali parecendo o dia que eu caí de bicicleta no paralelepípedo, quando tinha uns 7 anos. Isso se eu não tivesse que ligar pro meu pai, emergencialmente consertar meu sorriso faltando pedaço. Melhor não! Optamos pelas duas voltas no asfalto.

Obviamente que, assim que foi dada a largada, eu fiquei pra trás (olha eu ali no cantinho)! Mesmo o asfalto, tinha muito burado, e era mesmo difícil pegar velocidade com a cadeira. Tudo bem. Fiquei sozinha, mas eu estava ali.539236_614695705275237_1133901974_n

Nessa primeira volta, eu realmente me senti sozinha mesmo. Não tinha nenhum corredor pra trás. E um filme começou a passar na minha cabeça. Várias corridas que eu participei. A primeira delas, com minha amiga Isabela, quando a gente nem sabia se ia terminar. A primeira vez que fui pra SP, correr a dos Bombeiros e conhecer tanta gente que faz parte ativamente da minha vida até hoje, como a Marina, o Michel, o Wlad…e depois deles ainda vieram tantos amigos importantes, a Dri, a Simone, a Ve..Nossa, não dá pra listar todo mundo que passou pela minha cabeça naquela hora. Aí pensei na primeira meia maratona, nas outras 5 que vieram depois, nas viagens pra correr, nos treinos insanos nos finais de semana. Nos pódios. O último pensamento foi, claro, a última prova. Eu, Paty e Carol, correndo desenfreadas por asfalto, areia, grama, o que vinha pela frente. O Gabi com água e gatorade a postos quando chegávamos no carro. A nossa chegada, as 3 juntas, a última medalha. Não vou mentir, não. Chorei muito pensando nisso tudo. Enquanto isso, desviava daquela buraqueira lascada e só tinha uma vontade: levantar daquela cadeira e sair correndo, com o vento batendo no rosto.

Até que olhei pra ela: a subida! Jesus! Precisava de uma subida desse tamanho? Não tinha uma maior, não? O professor que estava marcando o percurso, falou assim: “Quer que eu te empurre?” Nem a pau, Juvenal! Eu só olhei pra ele e disse “Não precisa, não. Eu vim pra fazer sozinha. Mas se precisar, eu te grito.” Enquanto isso eu subia e pensava “eu só posso estar louca!”  E fui, né?!

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Bom, tinha até uma lombada no meio da subida. O professor, veio correndo pra ver se eu precisava de ajuda ali. E depois foi subindo comigo, até o pico do Everest. Ai meus braços. Lá em cima, tinha um senhor. Eu brinquei com ele, se estava me esperando. Ele não tava dando conta de correr. Aí, ele resolveu meu acompanhar. Mas tinha uma descidinha agora. Coitado! Botei o homem pra correr 🙂

Ali sim, o ventinho batendo no rosto, que delícia! Mas, segura peão! Tente descer uma ladeira leve, toda cheia de buracos, pior que queijo suíço. Um descuido pra cantar aquele versinho do funk “Chão, chão, chão.”  Pena que a descida passou rápido. Agora, uma reta, onde eu cantava aquela música (acho que dos Havaianos)  “Vem que vem que vem quicando, vem que vem que vem quicando). E eu bem que tentava ir pelo meio da rua, mas como ali era um condomínio, passava carro toda hora.  E ainda tinha os caminhões de cavalos, pois o torneio de Polo ia começar depois da corrida. Beleza! Cheguei nos cascalhos. Bem ao lado da chegada. Fim! Da primeira volta! Bóra beber água e começar tudo de novo.

Mas agora, tava bem mais legal! Porque o pessoal dos 10km tava correndo ainda! E meus amigos passavam por mim, gritavam, mexiam comigo. Agora sim tava parecendo uma corrida! Tava uma delicinha até chegar…a ladeira do Pelourinho de novo!

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Mas agora, tive um agravante! Já falei que não transpiro, né?! Apesar de grande parte do percurso ser na sombra, tinha sol, estava o calor de Ribeirão Preto e eu, fazendo esforço. Resultado? Comecei a ferver! No meio da subida, freei a cadeira e joguei meio copo de água gelada na minha nuca e nas minhas costas. Continuei subindo feliz e contente, pensando porque mesmo eu estava naquela ladeira de novo. Cheguei no pico do K2 e lá se foi mais meio copo de água em mim. Molhei shorts, almofada..mas esqueci de molhar a cabeça. Tudo bem, dei uma refrescada. Nisso, passam por mim a Dri, a Eliane e as duas Cris. Ah, que delícia fazer uns metrinhos com elas, que foram devagar pra ficar comigo. Mas, não dava! Elas tinham que ir e eu desviar da buraqueira.

Até que, quando eu menos esperava, acabou o asfalto de novo. A chegada ficava no meio dos pedregulhos, então, eu não tenho fotos da chegada.

JW8A5741 Mas tenho essas fotos bonitas, que meu amigo Rafael Cautella tirou de mim. Ele é um fotógrafo super competente e um amigo querido. Olhou pra mim e disse “Você lembra qual foi a última foto que tirei sua andando?” Eu não lembrava, mas ele sim! E o Rafa foi fotografar a Zumba Solidária que a Fer e os meninos fizeram pra mim. E também fotografou vários outros eventos em que eu estive, como a inauguração da academia. Ele sempre tira fotos lindas minhas, e me trata com muito carinho!

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Um momento emocionante foi quando a Paty e a Carol me seguraram em pé, pra gente repetir a foto da última corrida. Mas eu ainda não recebi a foto. Encontrei essa aqui, quando as meninas correram pra sair na foto com a gente enquanto  eu gritava “Vai logo que minha pressão vai cair, gente.” Essas minhas amigas valem ouro!!

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E aí, a corrida acabou. Eu estava toda cheia de endorfina e feliz por estar ali, por reviver um pouco daquela sensação mágica das corridas. Ainda é o que eu mais gosto de fazer na vida e isso não vai mudar nunca! Ainda é o lugar que eu mais gosto de estar e o que mais me deixa feliz. E eu não sei quando poderei participar de novo (porque só ir e olhar ainda me deixa triste.) Se foi a mesma coisa que correr de pé? Claro que não! Nem de longe! Mas foi uma fração daquela coisa maravilhosa que eu tanto sinto falta!

Essa corrida era recreativa. Não tinha chip, não tinha pórtico de chegada. Não tinha medalha de finisher. Mas tinha muita alegria, muitos amigos, muita endorfina, muita saúde, muitos lembranças, muitos sorrisos, muito amor!

12
mar

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A polêmica do suco detox

Há algum tempo, todo mundo está falando do milagroso, do maravilhoso, do mirabolante suco detox, capaz de derreter nossa pochete num passe de mágica. Será? Será que se assim fosse, não bastaria dar suco detox pra todo mundo e não existiriam mais obesos no mundo?

1625647_600783796678502_1694529425_nA Vanessa mencionou o suco no nosso grupo e um monte de gente ficou desesperada. Todo mundo queria receitas, saber quem toma e quem não toma. Eu recebi dezenas de mensagens perguntando se eu bebo o suco sensation, o que eu acho dele e tudo o mais.

2014-01-25 20.30.48-1Primeiro que o suco, na verdade, chama-se suco verde, por causa da sua corzinha linda (a preferida da minha irmã). Quem olha o copo, torce o nariz. À primeira vista, não é nada atrativo mesmo. Eu pensei duas vezes antes de enfiar guela abaixo. ( olha a foto do meu copo aí) Mas depois, você aprende a gostar. As frutas dão um sabor todo especial pra ele. Mas qual é a real função do suco verde/detox? O que ele faz por nós?

Como eu já disse, eu não sou nutricionista. Então procurei o especialista, meu nutri André Facchin, pra nos explicar isso melhor.

Com a palavra, André: “Os sucos desintoxicantes, conhecidos como detox, tem em sua base, água de coco, couve , gengibre e frutas, dentre as mais usadas estão o melão, a melancia e o limão. Este tipo de suco é rico em fibras, em antioxidantes e ajudam a eliminar toxica. Em relação ao seu poder emagrecedor não há comprovações, porem se toda vez que fossemos comer alguma besteira nos lanches, ingerimos este suco estaremos fazendo uma ótima troca!!! Procure sempre preparar seu suco com ingredientes frescos e bem higienizados.”

detox3Então, minha gente, milagre não existe! O que existe é nossa vontade de cuidar da saúde! Espero que tentem combinações diferentes e que aproveitem os benefícios! 😉

10
mar

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Meu primeiro treino de verdade, na pracinha

Gente, comecei a refletir esses dias e pensei “Acabei de incentivar a galera a tocar a cadeira no parque ou na pracinha, e eu mesma, só to tocando por 3 quarteirões. Tudo bem que é subida, mas…eu to tipo fake! Faça o que eu digo, porque eu não faço.”

Criei vergonha na cara e resolvi mudar isso!  Na sexta, vi no grupo do pessoal da corrida, que havia 3 tipos de percurso para o treino do dia seguinte. Conversei com um dos treinadores, o Eduardo Vicentini, e ele disse pra eu aparecer na praça, que ele ia me ajudar (pra quem conhece Ribeirão, a Praça da Bicicleta, onde a maioria das assessorias de corrida monta suas tendas e leva as turmas pra treinar).

Sábado de manhã, o Rodrigo, o meu ex-treinador de corrida, passou aqui pra me buscar e fomos. Não vou mentir pra vocês. Deu um aperto no coração estar lá, depois de 1 ano e 4 meses. Estar naquele lugar que eu tanto amava, debaixo daquela tenda, onde eu era tão feliz e sabia. Porque era dali que eu saía pra correr e era pra lá que eu voltava, toda suada e endorfinada, quando o treino acabava.

Era dia da mulher! O pessoal da Companhia Athlética tirou a foto da turma e deixou coloridas apenas as meninas da equipe, em forma de homenagem.

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Meu coração de corredora ficou pequeno, vendo tanta gente correndo e eu sentadinha na cadeira. Mas, eu fui pra lá com um objetivo e queria cumpri-lo. Pois bem, o Du me passou o percurso que ele julgou bom pra eu começar. Coincidentemente, era parte do percurso que eu fazia quando corria. Mas, vamos la! Coloquei minhas luvinhas e fui.

No começo, descida. Haja mão pra frear a cadeira! Eu não podia ir pela calçada toda esburacada, então fui pela rua mesmo, bem no cantinho. Quando cheguei na rotatória da Presidente Vargas, onde fica a Cical, resolvi aproveitar a guia rebaixada deles e subir na calçada, porque ali os carros passam voando pela avenida. Lindo, a calçada bonitinha, sem buraco. O problema era? Descer! Porque quem me conhece sabe que eu sou a pata medrosa da cadeira! Eu não sei descer degrau empinada e tenho medo de descer de costas e a cadeira virar. Estava eu, a lutar contra meu próprio pavor, quando passou um casal e ficou atrás de mim pra cadeira não virar. E lá fui eu pela rua de novo, porque as calçadas ali…Socorro! Tem umas rampas que parecem a ladeira do pelourinho, e buraco, reforma de loja…Impossível. Mas no asfalto também..Nada fácil! O asfalto é feito como se fosse um arco, pra água da chuva escoar. Resultado? Próximo ao meio fio, o chão é totalmente inclinado. Duas tocadas na cadeira e seguuuura peão! Ou a cadeira bate no meio feio. Mais duas tocadas e…seguuuura de novo! Meus braços já estavam moídos e eu não estava nem na metade. Foi quando passou por mim um grupo de ciclistas e gritou “É isso aí! Força! Só fica em casa quem quer.” É isso aí! Vai bracinho! Porque eu acordei 6:30 da manhã pra terminar isso aqui.

Eu estava indo pela área reservada pros carros estacionarem. Como era cedo, não havia carros ali. Porém, no último quarteirão do meu trajeto , a área vira terceira faixa da avenida, pra quem vai virar na Fiúsa. Eu não tinha pra onde ir e continuei ali. Os carros pareciam não se importar, pois desviavam de mim, dando bom dia! Muita gente abrindo os vidros, gritando “Bom dia”, “Vai lá”, “É isso mesmo”. E buzinando.

Virei na Fiúsa e resolvi continuar pela rua, pois não havia como subir na calçada. E era uma calçada tão lisinha…  Lá fui eu, duas tocadas na cadeira e segura. Aí o pessoal começou a passar por mim correndo. Verdade seja dita, chorei. Chorei um pouco, relembrando quantas vezes passei por ali correndo, cantando sozinha loucamente, ou enquanto conversava com a Paty, ou com o Léo, ou com a mãe (a mãe do treinador), ou com outros tantos amigos, ou cruzando com outros corredores conhecidos, de outras assessorias, que vinham no sentido contrário. Engole o choro, mulher!

Umas boas tocadas de cadeira depois, a Aninha passa por mim (meia Aninha. Emagreceu muuito! Tá um arraso). Ela e outra corredora me colocam na calçada. Ô, ô, ô, alegria! alegria! (é assim a música, né?!). Meus braços felizes tocaram a cadeira por dois quarteirões enormes, mas com calçadas lindas que me permitiram avançar.

No final, encontrei a Dani e o marido dela, que me ajudaram a descer o meio fio do Colégio Santa Úrsula, que não tem rampa, mas tem uma calçada tão alta que me senti descendo o abismo. Agora, subida da pracinha. Pensei “ui”. Mas foi tão tranquilo que me admirei.

1904109_761934267150595_1593141522_nA filha da Dani, a Ananda, queria andar de patinete na praça (olha nós duas com cara de sono, quando chegamos). Ainda dei várias voltas com ela na pracinha, fazendo a subidinha feliz da vida. A Fer passou por mim numa dessas subidas e disse “Nossa, os músculos das suas costas estão muito legais quando você está fazendo esforço”. Yes!!!

Tomei uns duzentos litros de água quando terminei. E estava tão animada que ainda fui pra academia malhar. Linda ideia! Uau! Sou o Incrível Huck, estou disposta, forte. Uhum…Só de manhã. Porque à tarde e à noite meus braços, costas, tudo doía incrivelmente muito! Bíceps, tríceps, trapézio, ombros, costas, lombar, todas as partes de mim gritavam. Eu descobri todos os músculos superiores que temos. Os conhecidos e os desconhecidos pelos médicos. Tudo que eu queria era uma cartela inteira de Dorflex. Mas eu não tinha. Tomei um chá Estiquei os braços na cama, e dormi. Satisfeita. Dolorida. Feliz.

06
mar

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Na praça ou no parque – parte 1

Sabe aquela música “Carnaval…não mata, não engorda e não faz mal”? Então, quem escreveu isso tava doidão! Carnaval engorda sim! Se você comeu tudo errado e, pior ainda, ficou sentadão no sofá vendo tudo pela TV…..vixi! Engordou! Certeza!

Então, já que o ano “começou”, se você ainda não começou a se exercitar, aqui vai mais uma dica, dessa vez, pra te tirar do sofá e de casa, de uma vez por todas.

A primeira parte da ideia é: tocar a cadeira na rua! Isso mesmo! Eu estou tentando e, pra falar a verdade, to morrendo de dor no braço! Como boa tetra, minha força ainda é pequena e qualquer subidinha me mata. Mas eu to tentando. Conversando com meu ex-treinador de corrida, o preparador físico Rodrigo Inoye, fui despertada para os benefícios de fazer isso. Aumento de massa muscular, aumento de força, perda de gordura, aumento da capacidade cardiorespiratória. Além de ser um exercício super funcional, pois trabalha os músculos que usamos para nos movimentar no dia-a-dia. Você não gasta nenhum centavo pra se exercitar e ganha muita saúde!

Mas se você ta vendo as subidas como se fosse o Chupa-Cabra, pode começar tocando a cadeira num parque ou na pracinha perto da sua casa. Com certeza encontrará um terreno mais plano. Sobre essa atividade física e seus benefícios, conversei com dois amigos que já estão mais do que craques na “modalidade”.

fabiolaA Fabíola Pedroso é uma das amigas que está no projeto Por Uma Vida Saudável Sobre Rodas. Ela mora em São Paulo e há 2 meses começou a tocar a cadeira num parque perto da casa dela. “Escolhi essa atividade pela praticidade de ir e por não precisar pagar nada.No começo dava uma volta e cansava. Fazia bolha na mão. Hoje dou duas voltas. Senti muitas melhoras físicas. Melhora muito o intestino. Estou com os braços muito mais fortes! Além de queimar umas gordurinhas, claro! E emagrecer fez com que as transferências ficassem mais fáceis.”   A Fabi, com dieta e atividade física, já emagreceu 7kg! Tá um arraso!

Também conversei com o Yugo Rodrigues, que mora em Brasília. Ele já toca a cadeira no parque há um tempão. 1982298_632444290161631_219338437_n “Inicialmente o treino de tocar a cadeira no parque surgiu para melhorar o meu condicionamento físico somado ao lazer e prazer.  Comecei por convite de um amigo que queria dar um passeio e precisava de companhia. Fui algumas vezes só pra acompanha-lo e com o tempo fui aumentando o ritmo. Fazendo 6km, 8km, 10km, 12km…Os benefícios são muitos: o condicionamento físico facilita as transferências da cadeira pro carro, da cadeira para assentos mais baixos ou mais altos, cadeira de banho, trocar de roupa e outras funções que fazem parte da nossa rotina. O  simples fato de tocar a cadeira em distâncias mais longas ajuda na parte respiratória, pressão arterial, articulações” Estão vendo? Tudinho que o preparador físico Rodrigo me falou! O Yugo está mais adiantado que eu…rs

E o Yugo ainda acrescentou algo muito importante! “Como qualquer atividade física, tem que começar aos poucos, pra não haver nenhuma lesão muscular. Cada um com seu limite.”  Não vão querer sair pelo parque ou pela pracinha achando que são o Ayrton Senna da cadeira de rodas. Comecem devagar! Eu comecei com 2 quarteirões de subida. No plano é mais fácil, mas não vão querer tirar o atraso de um ano em um dia.

1781871_632444306828296_308451678_nAh, e lembram da luvinha de academia que eu mencionei no outro post? Eu uso, o Yugo também usa! Custa baratinho e salva nossas mãos, tão preciosas para o nosso dia-a-dia!

Se você não quer ir sozinho, chame um amigo, ou alguém da família com quem você curta conversar. Ou convide aquela pessoa que também está sedentária e precisa perder a pochete. Você se ajuda e,de quebra, ajuda outra pessoa também!

Pessoal, espero que coloquem essa ideia em prática e que comecem a curtir os benefícios da atividade aeróbica. Endorfina correndo solta no corpo, também ajuda a afastar as tristezas. Quanto mais exercícios você fizer, mais saudável e feliz ficará! Isso é tudo que a gente quer!

Semana que vem postarei outra dica do que fazer na praça ou no parque. bjss