26
jun

0

Almôndegas de frango

Gente, quando me disseram “fiz hamburguer de frango”, minha única dificuldade era encontrar um lugar que moesse o frango. Todos os lugares só vendem carne moída. Até que me indicaram um local, onde o kg do frango é mais caro que no supermercado. Mas é limpinho, fresquinho e MOÍDO!

Após essa dificuldade vencida, ela se transformou em única, já que essa receita é muito mega super fácil de fazer.

almondegas de frango

Ingredientes:

Meio kg de frango moído

2 ovos

1 cebola grande ralada

1 cenoura média ralada

mostarda a gosto

curry (coloquei uma tonelada, porque odeio comida sonsa)

pimenta do reino (meia tonelada, pelo mesmo motivo)

orégano e ervas finas

sal a gosto

farinha de aveia até dar o ponto – foi quase meia caixinha (daquelas que compramos no supermercado)

Modo de fazer:

É só misturar tudo, até ficar bem homogêneo. Depois, basta fazer bolinhas com as mãos e colocar no forno, até dourarem. A única diferença dessa para a almôndega de carne, é que a de frango fica beeem mais “mole”, então você precisa colocar mais farinha de aveia. Mas não exagere! Deixei as molinhas bem molengas, pra não ficarem ressecadas após assadas.

Espero que gostem 😉  bjss

26
jun

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Panquecas sem açúcar – Prestígio e Sensação

Oi gente linda! Essa semana fiz as duas panquecas e muita gente pediu as receitas.

Pra não perdermos, resolvi postar aqui. Quem fizer, me manda mensagem dizendo o que achou!

Panqueca Sensação

panqueca sensação

Ingredientes da massa:

1 ovo

2 colheres de tapioca

1 colher de mel

1 colher de achocolatado sem açúcar

1 pitada de canela

1/2 scoop de Whey de chocolate (opcional – já fiz sem e deu certo do  mesmo jeito)

Modo de fazer: Basta misturar bem todos os ingredientes e levar ao fogo, em uma frigideira. Assim que soltar de um lado, vire pra dourar o outro.

Antes de leva-la ao fogo, já deixo a calda pronta, esfriando.

 

Calda de chocolate sem açúcar:

1/3 de xícara de leite

1 colher (cheia) de pudim de chocolate diet

1 colher (rasa) de achocolato em pé sem açúcar

1/2 colher de cacau em pó

1/2 scoop de whey  de chocolate (opcional)

adoçante sucralose ou stevia

Leve ao microondas, numa canela alta, por 30 segundos. Retire, mexa, e vá colocando de 10 em 10 segundos até dar o ponto. (geralmente eu coloco mais 3 vezes)

Assim que tirar a panqueca do fogo, corte metade dela e espalhe metade da calda. Coloque castanhas diversas, picadas (pode ser uma de cada tipo, pra aumentar a variedade de nutrientes) e morangos picados. Coloque a outra metade sobre a já recheada. Repita as camadas de calda, castanhas e morangos.

Panqueca Prestígio

panqueca prestigio

Ingredientes:

2 ovos

2 colheres de farinha de aveia

1 colher de mel

1 colher de achocolato em pó sem açúcar

1 pitada de canela

adoçante sucralose ou stevia

1/2 scoop de whey de chocolate (opcional)

Modo de fazer: Igual à panqueca sensação. Porém, essa gruda mais e demora mais pra cozinhar. Fiquem atentos pra não queimar.

Eu faço a mesma calda da panqueca sensação. Se você faz dieta paleo ou algo do tipo, pode acrescentar uma colher de creme de leite na calda.

Para a montagem, utilize coco ralado sem açúcar. Com nozes picadas, junto ao recheio de coco, fica divina!

 

Aproveitem! Só não exagerem, mesmo na TPM 😉  bjsss

 

15
jun

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It’s Runderful! Mizuno Half Marathon

Verdade seja dita, não sei por onde começar esse post! Quando fiz a inscrição, eu só pensei “Quem sabe desse vez…”. Minha última meia tinha sido a G4 BSB, que eu estava super confiante que baixaria meu tempo, mas a hand quebrou e eu fiquei com meu sub1h30 só nos sonhos mais profundos e distantes.

Minha prova começou 2 semanas antes, quando publiquei no facebook um post caçando um pouso para minha filha, vulgo handbike, por uma semana. E quero aproveitar para agradecer a tooodos os amigos que ofereceram um cantinho em suas casas pra ela ficar. Não dispenso nenhum, porque eu sempre preciso.  Dessa vez, deixei na casa da Larissa e do Rodrigo, que, inclusive, buscaram a hand na rodoviária lá de SP pra mim, pouco antes de eu pegar o ônibus pra Taubaté. Fiquei em Taubaté uma semana e, no sábado, estava em Campinas, fazendo outras provas (logo eu conto delas. No quesito “preferências” a corrida ganha disparado, né!).

Cheguei em Sampa sábado à noite e, por mil motivos (incluindo metrô e as matracas – eu e Lari – que não paravam de falar), acabei dormindo apenas 2h30 na véspera da prova. Acordei moída, mas já estava a  mil por hora em poucos minutos, afinal, era dia de corrida. Esperei a Carol Spera me buscar. Ela arrumou uma comitiva, incluindo a família dela e um casal de amigos, pra caber hand, cadeira e eu no carro.

Saímos atrasados da casa da Lari, mas com tempo de folga pra chegar ao local da corrida. Porém, havia muitos e muitos quarteirões de congestionamento em volta do local da prova. Faltavam 40minutos pra largada e ainda estávamos dentro carro. 30min. 15 minutos pra largada e ainda estávamos dentro do carro! O desespero bateu! Comecei a pensar e falar “vou perder a largada”, e arrancar ali mesmo a roupa de frio (estava com a roupa da corrida por baixo), colocar as luvas, so faltou o capacete. A turma da Carol decidiu me descer do lado de fora do shopping e estacionar o carro depois. Partimos, eu, o Fabio (marido da Carol) e o Gu (filho dela) para largada. Mas, porém, contudo, todavia, entretantoooo, tinha que subir a ponte pra chegar na largada e…ela estava abarrotada de gente! A largada de deficientes era 7h. E nesse horário eu ainda estava na ponte, gritando “Com licença, por favor”, que virou “Com licença, pelo amor de deus” em poucos segundos. O povo deve ter me achado doida!

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Cheguei na grade 7:05, desesperada, pedindo pro moço deixar eu furar a grade e ir pra largada na contramão. Claro que deixaram, mas falaram pra eu ficar calma, porque a largada ia atrasar mais. Motivo do atraso? Me esperar!hhahahaha  Até parece! O que aconteceu é que TODOS os 8mil corredores tinham que passar em frente ao pórtico pra chegar ao corredor com os setores da largada. Não foi bem pensado estrategicamente, mas foi a minha sorte! Eu cheguei tão apavorada com a ideia de não largar, que preocupei alguns amigos que estavam ali posicionados, incluindo a Dani, a Sueli e o senhor Naor.  Com a ajuda do pessoal eu me posicionei e deu tempo de folga pra acalmar. Deu tempo de dar a mão e desejar boa prova pra vários amigos que passaram ali na largada pra me procurar. Deu até tempo de ver a Adriane Galisteu bem atrás de mim (mas fora do alcance da selfie). Como meus amigos dizem, se tudo dá certinho comigo numa corrida, é porque eu corri nos meus sonhos!

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Com a Dani e a Sueli

 

Enfim, largamos! O senhor Naor, guia da Achilles, a simpatia em pessoa, foi o anjo da minha prova! Eu fui uma besta quadrada e não verifiquei a posição da minha perna esquerda. A culpa foi minha e totalmente minha de não olhar isso com muita atenção. Acabou que comecei a sentir uma dor perto do joelho. Pensei que fosse o local que sempre apoio a perna nos treinos (no rolo fácil de mudar). Mas comecei a arder muito! Estranhei e, quando olhei pra minha perna, já ia começar a sangrar. Estava pegando no pneu e ele estava queimando a pele. Comentei com o senhor Naor, mas optei por só tentar afrouxar a faixa que prende uma perna na outra. Não adiantou. Ainda estávamos no primeiro km. Decidi parar. Ele estava de bike e parou comigo. Me ajudou a afrouxar a faixa do pé esquerdo. Optei por posicionar a perna mais aberta, pra não voltar a encostar de jeito nenhum. E continuamos.

Gente, o percurso era quase totalmente plano, com alguns falsos planos na Marginal, e estava bem tranquilo. Eu fechei os primeiros 10km, com vento a favor, em 30 minutos e bem feliz, apesar da dor do vento batendo no machucado. E numa dessas olhadas na perna, pra ver se tava tudo bem, eu parei de olhar pra frente e atropelei um cone! Eu ria muito porque quase morri do coração com o barulho, já que peguei o cone bem no meio, ele entrou na roda e eu saí arrastando. Seu Naor ja vinha voltando, e eu dando ré na bike com as mãos no chão. Demorei pra pegar

Com o sr Naor, meu anjo da guarda.
Com o sr Naor, meu anjo da guarda.

velocidade de novo, mas mandei brasa nos bracinhos. Aí a gente tinha que voltar. A primeira curva eu tinha feito super bem. Mas essa segunda, era bem depois do sinalizador do chip, aquelas lombadas horrorosas que ficam no chão. Como eu quase vooei de cima da hand quando passei naquilo, eu não consegui abrir tanto a curva e…trombei  e subi na sarjeta do outro lado. Lá vou eu de novo, com o coração saindo pela boca, retomar a velocidade de novo e rindo com o senhor Naor.

Mas a minha velocidade não voltava, porque começou um vento contra e gelaaaado. Tava difícil. Mas meu anjo da guarda ia pegando o Gatorade pra mim (no saquinho! foi demais!) e até a esponja, que eu já grudei na cara e no pescoço, já que eu não transpiro. Como estávamos voltando, mas a galera toda da prova ainda estava indo, eu ouvi muitos “Daniiiii”, “vai Dani”. Algumas vozes e rostos eu até reconheci. Gente, foi bom demais ouvir vocês. Eu me senti motivada e queria dar o meu melhor, pra dar orgulho pra todos que estavam torcendo por mim. Muita gente sabia que eu queria o sub1h30, que ia tentar o sub1h20. E eu recebi muitas mensagens de incentivo durante a semana. Mas nada como um grito de incentivo ali, na hora, quando os braços estão doendo. Muito obrigada a todo mundo mesmo!

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E eu fui feliz da vida (apesar de os meninos com as hands importadas já terem passado voltando quando eu ainda estava indo) até encontrar a galera do revezamento. Sim, havia essa opção na prova, onde 1 da dupla corrida 7,5km pra ir e 7,5 pra voltar e aí trocavam. E quando eu cheguei nessa turma, complicou! Por mais que o senhor Naor fosse na minha frente pedindo passagem,e eu viesse atrás gritando e pedindo “Com licença, por favor”, a galera que corre com os dois fones de ouvido e a música tão alta que eu escutava lá do chão, simplesmente não abriam passagem. Juro que não sei como o pessoal da elite faz nessas horas. Eu desviava, freei várias vezes (cheguei a ir de 22km/h a 9km/h e até a parar totalmente, pra não passar por cima das pessoas). Mas teve uma hora que o pior aconteceu. Eu desviei de um casal, mas um grupo entrou bem na minha frente e a roda de trás da hand pegou numa moça. Quando ela xingou, e a hand bateu nela do lado direito, tombou pro lado esquerdo e minha perna caiu e saiu arrastando, e eu torci o punho direito. Eu fiquei desesperada com a moça e ela comigo. Eu comecei a chorar pedindo desculpas e perguntando se ela machucou. E ela perguntando se eu me machuquei. Seu Naor já tava do meu lado de novo. Ele e as pessoas colocaram meu pé no lugar e me empurraram pra eu ir embora. Eu saí chorando e pedalando, muito chateada e assustada. E aproveito aqui pra pedir desculpas novamente pra moça. Se alguém a conhece, digam que sinto muito e espero que ela não tenha se machucado!

10388101_1020886657922020_4830465175783805304_nDemorei um pouco pra me acalmar. Mas entendi que a prova estava acabando. Quando faltava um km, eu tentei aumentar a velocidade, mas tinha muita gente na minha frente. Deixei pra sprintar quando já estava na grade e faltavam poucos metros, mas não deu. Acho que ninguém que estava na minha frente quis sprintar. Eu tive é que reduzir a velocidade pra não atropelar mais ninguém. E quando eu passei pelo pórtico, e vi meu cronômetro, aí a emoção tomou conta! Tava marcando 1h09. Ainda não saiu o tempo oficial (naquelas fotos que eles publicam no facebook, eu tenho uma marcando 1:12 e outra marcando 1:04. Então ainda to esperando), mas pelo amor de deus!! Eu queria o sub1h20 e conseguiiiiiiiiiii!!!!!!!!  To feliz demais da conta até agora. Já fui lá olhar o cronômetro umas 3 vezes pra ter certeza de que era aquilo mesmo!hahaha

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Assim que acabei a prova, já tinha uma amiga, a Filo, ali pra me abraçar. E assim que passei pra cadeira, já fui com o senhor Naor direto pro posto médico, pra ver a minha perna que doía e ardia (e arde até agora). Ferimento limpo, gelo amarrado, fui buscar minha medalha. E peguei a medalha que me entregaram, a rosa, sem saber que era a medalha errada. Fui descobri quase na hora de ir embora, quando a Sueli me disse que a verde era dos 21km e a rosa do revezamento. Mas ela trocou 10422588_1021519407858745_2596718907887521728_na dela comigo, porque a dela também estava invertida.

Se você teve problemas com a cor da sua medalha, descobri com meu amigo Colucci que dá pra trocar. É só enviar um email para mizunohalfmarathon@ccm.com.br com o nome completo e endereço explicando qual foi a troca que ele enviarão pelo correio as medalhas corretas.

No final, enquanto o Fabio e o Gu guardavam minha hand no carro, eu fiquei ali perto da grade, conversando e tirando fotos com meus amigos que passavam, enquanto eu esperava a Carol terminar. Pra fechar com chave de ouro, quando eu estava indo pro carro, eu encontrei a Ariane Monticeli, pura e simplesmente a ganhadora do IronMan. Eu fiquei caçando ela e o Igor Amorelli a prova inteira! Até vi o Igor correndo. Mas não cruzei com eles depois. Quando vi a Ariane, conversando com a Yara, soltei um “não acredito”. E ela, simpática, linda, humilde, conversou comigo, tirou foto e até comentou nossa foto no meu instagram! Uma fofa mesmo!

Mas, infelizmente, eu desencontrei de muita gente, muitos amigos que eu queria ter encontrado, batido foto e papo. Talvez pela minha fuga até o banheiro adaptado mais próximo, que era dentro do shopping, talvez pelo fato de as pessoas serem direcionadas pra dentro do Parque do Povo no pós-prova e eu não ter entrado la. Fato é que, nem com as amigas que eu combinei de encontrar, eu consegui encontrar. Todo mundo que eu vi, abracei, beijei e tirei foto, eu encontrei por acaso. Ainda bem que logo tem outra corrida! Vamos?

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12
jun

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Wings for Life 2015

Gente do céu, quase 3 meses sem computador.. Socorro!! Quase morri!! Mas consertou e agora eu já posso voltar a dividir tudo com vocês! To devendo uns mil posts, então, bóra começar a colocar o papo em dia!

Vou começar contando sobre a Wings for Life desse ano. Pra quem me acompanha desde o começo, deve lembrar que, no ano passado, eu venci a primeira edição dessa prova linda aqui no Brasil.

Pra quem nunca ouviu falar da Wings for Life, ela é uma corrida mundial, sem linha de chegada. Após 30 minutos do início da prova, um carro perseguidor sai a 30km/h e, assim que o carro te alcançar, você para! Ou seja, você vai correr no seu limite, o mais longe que puder chegar naquele dia. A prova acontece em mais de 30 países ao redor do mundo, simultaneamente. Em cada país a largada é num horário, de acordo com o fuso. Todos os carros perseguidores saem ao mesmo tempo. Em cada país há o ganhador feminino e masculino, mas há também o ganhador mundial. E onde há cadeirantes participando, há os ganhadores masculino e feminino sobre rodas também. A prova é mundialmente patrocinada pela Red Bull. Pra saber mais, tem tudo e mais um pouco aqui no site oficial  http://live.wingsforlifeworldrun.com/pt-BR

Como prêmio por vencer a edição 2014, esse ano eu pude escolher um país para fazer a edição 2015. E como sou meio italiana (e meio espanhola), eu escolhi a Itália! Lá, a prova acontece em Verona, a cidade de Romeu e Julieta  <3

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Quando eu entrei no site pra olhar a prova italiana de 2014, eu vi que a largada era num piso de paralelepípedo. Mas estava lá que apenas alguns metros eram assim. Esqueceram de avisar que apenas 7km eram assim! Eita nóis! Ou seja, nenhum cadeirante ali foi muito longe. A organização me disse que não havia cadeirantes na prova do ano passado. Esse ano éramos poucos.

Bom, vamos lá. O percurso é liiindo maravilhoso. Largamos no centro histórico, bem em frente ao Teatro Romano, onde também foi a retirada do kit. O percurso passa por praticamente todos os pontos turísticos, incluindo uma vista deslumbrante do Castel Vecchio.

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Durante todo o percurso na cidade (porque os corredores que vão mais longe terminam a prova numa estrada rural, coisa mais linda do mundo), os italianos aplaudem a gente sem parar… e os turistas também! Acabamos passando por ruas bem estreitas, onde quem não está correndo fica limitado à calçada e nós dentro da faixa, na rua. Isso faz com que todos fiquem muito próximos e crie um clima muito legal durante a prova.

20150503_131447Bem no início eu conheci 2 pessoas maravilhosas: Niko e Giggio. O Niko é o cadeirante e Giggio o pai maravilhoso que empurrou o filho durante a prova toda. E, não sei como, queria me empurrar também! Pai super herói.  Até fizemos um trenzinho pra tirar a foto, mas não deu muito certo rsrs Acabei ficando bem próxima deles durante boa parte da prova, então pudemos conversar no máximo que meu italiano ia e o inglês deles vinha.

 

Bom, a corrida foi avançando e eu resolvi filmar o melhor piso em que corremos, pra vocês verem (o pior: sabe aquelas tartarugas que colocam no asfalto em locais onde não podemos mais estacionar? Imaginem uma do tamanho da sua mão. Agora imaginem uma rua inteira feita disso. Era quase igual).

A legenda do vídeo no instagram foi “Se vc for cadeirante e ganhou a Wings For Life, escuta a tia Dani: não escolha Italia pra correr! O país é lindo, Verona é linda, mas até o km7, esse é o melhor piso do percurso (imagine o pior! Tanto que eu preferi ir pela calçada na hora do pior!!). Não é a toa que eu caí. Não uma, mas duas vezes. E nao foi um tombinho qualquer. Foi de joelho e cara no chao! Kkkkkkkkk Ainda bem que eu estava de luvas!! E vieram um moooonte de italianos lindos me ajudar a sentar de novo :p “

É, gente.. eu caí! Não tem aquele vídeo que todo mundo compartilhou “bota a cara no sol, mona..bota a cara no sol”.. eu entendi “bota a cara no chão” e obedeci hahahaha

Pois é, gente. E com isso, eu perdi tempo. Por mais que as pessoas tenham sido mega solícitas, foram tanto e exageradamente cuidadosas que demoraram tempo demais pra me colocar de volta na cadeira e catar água que voou prum lado, celular pro outro.. aí a menina que estava uns 100m na minha frente desapareceu da minha vista.  Também, seria pretensão demais querer ganhar de novo rsrs20150503_140458

Bom, depois que eu caí, uma moça me ajudou na subida, enquanto eu avaliava os ralados (ainda bem que eu estava de luvas, senão “adeus pele das mãos”) e bebia água. Chegamos ao posto de água, ela ficou la pra se hidratar e eu mandei bala embora… Infelizmente, um pouco depois da ponte do Castel Vecchio, o carro perseguidor me alcançou, antes mesmo de eu aproveitar o asfalto pra dar um gás na prova.

Conheci um grupo de austríacas que foi pra correr a prova. Esperamos juntas pelo ônibus que nos levaria até a largada de novo..mas nada de ônibus. Peguei o mapa da cidade, que estava na minha mochila, e decidimos voltar por nossa conta,20150503_150228 conversando e apreciando a cidade.

Assim que chegamos ao local da largada e eu fui direto pra massagem. Estava tensa por ter esfregado a cara no chão e feito exposição da figura na prova. Ali, conheci o Giuseppe, um cadeirante muito legal e engraçado, que estava com uma turma de amigos. Tiramos fotos e trocamos moedas dos nossos países, apesar de eu já ter euros e dizer ao moço que era um péssimo negócio me dar um euro e levar um real, mas ele disse que seriam nossas moedas da sorte.

Logo, a Fer chegou e nós decidimos sentar ali, no meio da praça, onde tantas e tantas pessoas também estavam em frente ao telão, acompanhando a prova. E foi emocionante torcer, pois a Itália se manteve entre as finalistas mundias. Todo mundo gritando, aplaudindo..foi lindo demais e inesquecível!

E a prova no Brasil? Bom, eu não tava aqui pra ver, né?! Então eu mandei os correspondentes hahahaha  Enviados especiais cadeirudos, pra nos contar tudão.

 

 

 

fabiulaA Fabiula Silpin é de Brasília, e conta como foi: “Sobre a corrida de hoje: Cheguei atrasada 10 mim (Quase desisti de correr) rsrs mas decidi ir mesmo sendo uma das últimas. Decidi ir devagarinho, mas sinceramente pensei que faria um percurso de uns 5 minutos, rsrs. Mas graças a ajuda da minha amiga Alana e outras 2 pessoas que não me lembro o nome que encontrei no caminho que tive que pedir ajuda pois me machuquei as mãos, consegui percorrer um longo caminho que não faço a mínima idéia de quantos km foi kkkkkkk. Mas sei que fui muito além do que eu mesma esperava, mesmo sem treino algum e muito menos com condicionamento físico. Mas valeu muito a pena, agora é se preparar pra ano que vem novamente, já que será aqui em Brasília de novo. Dia 8 de maio, galera”.

Stefanny

 

Minha amiga Stéfanny Fernandes, foi pela primeira vez em um corrida! Eu amei a novidade! Nós internamos juntas no Sarah e eu to doida pra arrastar essa mulher pro esporte. Apesar de ter começado a prova com 15 minutos de atraso, conseguiu fazer 3km sozinha, sem ajuda e sem condicionamento físico. “Foi maravilhoso participar. Ver todas aquelas pessoas correndo por nós, foi emocionante! Me senti livre e com as esperanças renovadas!” Ela me prometeu que vai tentar fazer mais provas. Vamos cobrar!

 

 

 

10846164_1019961891347830_5588227109763291989_nTambém estava lá meu amigo Diego Coelho. To feliz da vida por ele, pois o Diego ganhou a prova masculina! Fez 21km sem ajuda. O cara é monstrão! Diego me contou que começou a prova tranquilo, mas lá pelo km15 estava muito cansado. Pelo que ele me contou, na linguagem de corredor, ele ia quebrar jaja. Mas tinha um corredor experiente alinhado com ele há alguns km, que deu um gel de carbo (nosso famoso e adorado gelzinho) pro Diego experimentar. Aí ele se sentiu com aquele gás pra correr mais um pouco. E foi isso que o levou a ganhar a prova. Ele disse que, inicialmente, ficou um pouco chateado, pois a organização não confirmou imediatamente sua vitória. Algumas horas depois da corrida foi que o Monstrão recebeu um email com a confirmação, e foi retirar seu prêmio la na RedBull.

 

 

Também tive um enviado especial na Holanda. Meu amigo Bruno correu em Breda . Foram 14km debaixo de chuva, mas ele curtiu demais! Mas olha a foto que ele me enviou no dia da retirada do kit. Não dava pra imaginar que ia chover. Ele conta que, assim que o carro os alcançou, ele, mais um cadeirante e mais três atletas tiveram que se refugiar numa estábulo (sim, já estavam numa estrada que cortava fazendas) pra não congelarem enquanto esperavam o ônibus que os levaria de volta pra largada. Totalmente diferente do nosso calorão brasileiro! rsrs

largada breda

Se você perdeu essa prova tão especial, que ocorre uma vez por ano, não perca a corrida no ano que vem. É sempre no primeiro domingo de maio. Corra pra se inscrever! Em 2016 vai ser em Brasília de novo. Espero vocês lá 😉

 Sthéfanie Louise Déa, Fernando Fernandes e Walquiria Coimbra
Sthéfanie Louise Déa, Fernando Fernandes e Walquiria Coimbra
Diego Coelho e Suzi
Diego Coelho e Suzi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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foto da organização da prova, que o pessoal da Itália me enviou 🙂
Roberta Lys, Francisco Xavier Fontenele Júnior, Felipe Costa, Renato Guimarães, Cida Fontenele e Fernanda Fontenele
Roberta Lys, Francisco Xavier Fontenele Júnior, Felipe Costa, Renato Guimarães, Cida Fontenele e Fernanda Fontenele
Kauana Araujo (centro) e amigas
Kauana Araujo (centro) e amigas
Biel e seu pai Rodrigo, com os amigos
Biel e seu pai Rodrigo, com os amigos
Leo Carvalho, Beta CB e a galera na largada
Leo Carvalho, Beta CB e a galera na largada
Morgana de Oliveira
Morgana de Oliveira
Paula Narvaez, Debs Aquino e seus respectivos rsrs
Paula Narvaez, Debs Aquino e seus respectivos rsrs