01
set

2

Finalmente triatleta!

Essa história começa há alguns anos. Pra ser mais exata, há 3 anos atrás! Pois é, antes do acidente eu já estava treinado pro triathlon. Eu nadei a vida toda. E quando comecei a correr, tinha parado de nadar há poucos meses. Nos últimos treinos de corrida, alguns amigos conseguiam bikes emprestadas pra eu poder treinar depois de correr. E a prova dos sonhos (uma das, porque eu sonho e não tenho miséria com isso) estava se aproximando… Mas eu sofri o acidente um mês antes, e o sonho foi por água abaixo.

Quando eu estava com 6 meses de acidente, já tinha voltado do Sarah e tudo, reunimos alguns amigos e, um deles, o mega triatleta Rafael Falsarella, sentou do meu lado e disse uma única frase que impregnou na minha mente até hoje.

Mais um ano se passou e, já nadando bastante, eu ganhei a handbike dos meus amigos de corrida. E pensei “o sonho não morreu!”. Já em contato com a equipe de Paratriathlon, no ano passado descobri que seria um pouco mais difícil do que eu imaginava, pois não tenho a cadeira de atletismo, necessária para a etapa de corrida. Desanimar? Jamais! Continuei treinando, né?!

Quando o paraciclismo entrou na minha, e eu fui pra equipe de Taubaté, sentei na cadeira de atletismo pela primeira vez na vida (o post da saga da Dani Horácio ta aqui http://daninobile.com.br/123-testando-cadeira-de-atletismo/ ). Aíííí, olha eu sonhando com o triathlon de novo!

Mas, como a minha paciência ta sendo testada, aprimorada, lapidada eeeee trollada depois da cadeira, a primeira prova de 2015 caiu no mesmo dia da Copa Brasil de Paraciclismo. E eu…não pude ir!! Como eu sempre digo, “tem pobrema, não”. Na hora, eu fiquei chateada, mas não era pra ser! Eu não ia dar conta dessa cadeira do mal no fim de um triathlon.20150823_072101

 

Mas, como quem espera sempre alcança, chegou o grande dia! Aaaaaaaaaeeeeeeeeeeeeee!!!!!!! Eu treinei por meses e meses pra nadar e pedalar no mesmo dia, e alguns dias ainda ia no parque tocar a cadeira. Mas nunca era um treino de transição, eram atividades separadas, com descanso, banho, comida (muita! a monstra aqui é boa de boca) no meio. Mas, eu fui com a cara e com a coragem. E começou a saga de “como buscar a cadeira de atletismo em Taubaté e ir, de busão, pra Caraguatatuba, com cadeira de rodas, cadeira de atletismo, handbike e mala..sozinha! Todo mundo sabe que eu sou meio doida e eu resolvi até que ia fazer duas viagens. Mas resolvi pedir ajuda no nosso grupo (santo whatsapp). A galera não mediu esforços e, graças aos contatos do nosso técnico, um triatleta top (que inclusive foi campeão geral da prova), o Guilherme Gil, se prontificou a levar a cadeira pra mim lá pra Caraguá. Graças a Deus e a ele, eu tinha 3 rodas a menos pra carregar!

20150823_073017

Booooooom, chega de enrolar! Vamos pra prova!

Parte 1 – natação: Que gelo aquele marzão! Mas eu estava tão nervosa que 5minutos depois nem lembrava mais. O pessoal do staff leva a gente em cadeiras anfíbias até metade do caminho pra largada. Depois já vamos nadando e ficamos lá esperando. Claaaro que eu sobrei sem cadeira, então um moço me carregou no colo (que chato). Assim que ele me colocou na água (fingindo que eu era levinha), o Tiago, paratleta de Caragua, ja me deu a mão e foi me carregando. Começaram a vir as primeiras ondas e eu lembrei que já estava de óculos (uso lente de pessoa mega míope) e enfiei a cabeça na água. Mew, que medo de só enxergar tudo marrom! Já faz mais de um ano da travessia que eu fiz. Eu sabia, mas nada como enfiar a cabeça na água e ter certeza que você vai enxergar só a sua mão ou nem isso. Vontade de fazer xixi e péééééé….deram a largada.  Deixei a galera top das galáxias ir na frente. Eu faria com calma.

Nadei meio metro e o óculos já embaçou. Eu nem conseguia ver a primeira bóia. Decidi grudar no caiaque, dar aquela lambida básica no óculos e vambora. Ainda perguntei pro moço do caiaque “eu sou a última?” (eu tinha certeza do “sim”) e, pra minha surpresa, ele disse “vocês dois”. Quem me conhece, sabe o que passou na minha cabeça nessa hora. E eu comecei a nadar enlouquecidamente. Mas só até colocar a cabeça pra fora pra respirar e toda a água do oceano Atlântico me entrar guela abaixo. Pára, né! Nada direito, mulher!  Apesar de o mar estar sujo e mexido, era mais raso do que esperava! Então, toda hora que eu perdia a  bóia de vista, era só me erguer ereta que eu não morria afogada. Na verdade, apesar de estarmos uns 500m mar adentro, dava pé!

Nessas horas, já tinham soltado mais uma bateria de atletas. O mar ficou lotado, mas quando fui da segunda pra terceira bóia, ficamos eu e mais duas pessoas. Essa parte foi a mais difícil, porque tínhamos que nadar na diagonal e a correnteza me levava pro outro lado. Mas eu estava tão feliz de estar conseguindo e só ter bebido água uma vez, que eu não sentia nenhum cansaço. Foi tão maravilhoso. E quando eu avistei a chegada da natação, só conseguia pensar “jura mesmo que eu estou aqui, na minha primeira e tão sonhada prova de triathlon?” . E foi com esse pensamento que eu saí  da água, sorrindo e feliz. E eu não fui a última a sair, como eu achava que aconteceria. Na verdade, já deixei minha casa com esse pensamento, pra não me frustrar. Mas fui surpreendida por mim mesma.

IMG-20150824-WA0029

Transição 1: Como era a primeira prova e eu não estava desesperada, demorei. Eu quis colocar tênis. Ainda bem, pois salvou meu pé na parte da bike. E quis prender bem o cabelo, pra não pegar na roda da hand e eu ficar careca na prova. Nisso, todos os meninos saíram da transição da bike. Como eu não tinha handler, apareceu um árbitro pra colocar meu pé no suporte da bike. Mas logo o Rodrigo (técnico de Caragua, que me ajudou muito na prova) veio correndo pra ajudar também. Partiu!

Parte 2 – ciclismo.Eu pensava em fazer os 20km em 1h. A primeira volta não foi fácil, confesso. Eu achei que essa seria a parte mais fácil, porque eu to mais acostumada. Como diria Chaves: ” que burra! Dá zero pra ela”.
Eram 3 voltas. Na primeira, minha perna esquerda deu muito trabalho! Batia no parafuso (igual a Golden Four). Eu não queria ficar roxa de novo, tentava arrumar e ela caía pro lado, pra fora. A faixa da perna chegou a sair 2 vezes.  Eu passei boa parte do tempo pedalando mal, tentando arrumar essa teimosa.

IMG-20150824-WA0005

A segunda volta foi bem melhor que a primeira. Nessa hora, alguns dos meninos cadeirantes  e alguns outros paratletas já estavam na corrida. Fiquei um pouco tensa com meu tempo, mas eu estava ali  pra terminar.

Nessa volta, também já havia algumas bikes convencionais na pista. Eu tentava ficar bem no cantinho pra não atrapalhar o pessoal que buscava pódios no geral. Como a segunda volta foi melhor, achei que a terceira seria molezinha.  Mas, como diz aquele ditado “fui surpreendida novamente”. Na curva do último retorno, não sei porque atá agora, mas eu caí. A curva era pra esquerda e eu caí pra direita, tamanho excesso de coordenação motora que eu tenho! Bati o braço direito no chão, a perna também. A perna esquerda bateu na hand e os pés, se não fossem os tênis, teria raspado no asfalto quente. Veio uma moça pra me levantar e eu ri e falei “calma, moça, sozinha você não consegue me desvirar”  e ri! Veio mais alguém, eles me desviraram, aquele monta de bike passando por mim e ela perguntou “sua perna já estava assim?” Eu olhei e tava tudo sangrando e ralado. Confesso que pensava que minha sensibilidade era melhor. Mas agradeci por não ter sentido dor naquela hora. A moça perguntou “Quer parar e limpar?” Ta doida, é? Ta louca, é? hahahaha  Eu não cantei isso pra ela, mas pensei. Só disse que não, que depois a gente via isso. Eu já tinha perdido tempo demais.

IMG-20150824-WA0007

Tentei terminar essa volta, mas já não estava mais concentrada. Tentava ir mais rápido, por causa do tempo que eu tinha programado. Mas eu fiquei meio mole depois da queda. Fechei o ciclismo 2minutos acima do que eu tinha me programado.

Transição 2: Aqui começou a burrice da criatura= eu. Assim que eu cheguei na transição, o Rodrigo e mais um professor de Caragua estavam lá pra me ajudar a transferir da hand pra cadeira de atletismo. Eu já tinha deixado um gel em cima da cadeira, pra tomar. Mas eu estava tão passada com a queda, que nem água eu beberia (apesar de ter deixado a garrafinha ali) se o Rodrigo não tivesse falado. Pensei em levar a garrafinha pra tomar um gel no percurso, mas ela caiu no chão quando eu fui sair da transição. Nessa hora, a cadeira também não saiu do lugar! O freio ficou preso. Pra minha sorte, o Mais Bonito Fernando Aranha veio, com ferramentas. Ele e o Rodrigo soltaram um pouco o freio e eu falei que iria daquele jeito mesmo. E fui, com freio enganchando, sem água e sem tomar gel.

Parte 3 – Corrida:
Eu sabia que aqui o bicho ia pegar. Mas não imaginei que fosse tanto.
Minha habilidade com essa cadeira é -5. Eu nao consigo respirar direito nessa posição. Eu sabia que já estaria cansada e o sol iria fritar meus miolos.
A primeira volta foi melhor do que eu esperava. Eu conseguia tocar a cadeira, os atletas convencionais e os poucos paratletas que ainda estavam na prova, me gritavam, me animando. As pessoas que assistiam também me gritavam.

IMG-20150824-WA0025

Porém, fui muito mirim e cometi o erro ridículo de não tomar nenhum gel na corrida. Isso quase me custou a prova! Eu pensava “quando tiver água eu tomo”. A água chegava e eu não tinha tempo de colocar o gel na boca, pegar água e tocar a cadeira. Nessas horas eu queria ser um polvo, mas só tinhas duas mãos. E uma já não é aquelas coisas. Eu pegava a água, bebia metade e jogava metade na cabeça. Eu não transpiro, por causa da lesão, e eu estava fervendo.

Nos últimos 500m eu via tudo preto. Fechei o olho e fui tocando a cadeira. Eu chorava e pensava “Eu vou mesmo terminar minha prova de triathlon?” “Meu sonho está tão perto. Eu vou mesmo conseguir”. Eu estava muito emocionada e isso não deve ter ajudado. Faltando 100m, e depois de novo nos 50m, eu quase desmaiei! Mas eu só pensava: “eu desmaio depois da linha de chegada! Eu vou terminar esse negócio!” Aquelas duas curvas, pelo amor de Deus! Nessa altura, o Hilton já estava do meu lado, ciente do meu estado, me animando. Quando eu avistei a linha de chegada, bem ali na minha frente, eu comecei a chorar de novo e tirei forças sabe deus de onde, pra tocar a cadeira com toda a força que eu ainda tinha e cruzar a linha de chegada!

11949267_1095625913798012_381936412098961205_n

Sim, eu consegui! Realizei meu sonho! Não no tempo que eu gostaria, mas eu fiz! E ao cruzar a linha de chegada, eu senti a mesma coisa do dia que terminei a minha primeira prova de corrida: Eu quero fazer isso pro resto da minha vida!! Posso ter passado mal, por burrice minha, cansei, quase desmaiei, mas só  conseguia pensar o que penso agora: quando é a próxima?

Depois de cruzar a linha de chegada, o Hilton já me levou direto pra tenda, onde eu quase desmaiei de verdade. Já bebi um monte de água gelada, jogaram água na minha cabeça, tomei os 2 sachês de gel que estavam no bolso, colocaram gelo na minha nuca e nos pulsos. Além de ter comido e hidratado, o corpo esfriou na sombra e com o gelo em mim. Em poucos minutos eu estava melhor. Eu só conseguia abraçar o Hilton, o Frango e o Clehomens. Logo a Andrea trouxe minha cadeira e duas bananas. Graças a Deus eu tive ajuda dela e do Wagner pra levar minhas coisas de volta pra pousada (apesar de terem roubado minha touca, deixada na transição. Pelo menos não levaram os óculos de natação).

Logo, já chamaram meu nome pra premiação. E nesse dia, eu me tornei a primeira mulher cadeirante triatleta do Brasil!

11902326_1095673897126547_3336178662199218584_n

Não vou mentir pra vocês que eu estava uma pilha de nervos. E tenho que agradecer imensamente a TODOS  os paratletas que estavam ali e à equipe do Paratri. Ficamos todos na mesma pousada. Sumiu a braçadeira que segura a roda da minha hand (nunca tenho uma prova sem tensão com a minha filha), e o Frango foi caçar bicicletaria na cidade. Os meninos me ajudaram a montar as coisas. Dantas me dando várias dicas de mar. Motorzinho e um outro atleta ficaram até mega tarde, depois do congresso, montando a cadeira de atletismo comigo (que veio desmontada), a linda da Tamiris fez 800 viagens pra levar meus equipamentos pra transição, o mais bonito Aranha parou de almoçar pra buscar chaves pro Gil desmontar a cadeira. Fora o tanto de encorajamento, força, risada que rechearam meu final de semana. Todos da equipe do Paratri foram muito incríveis! Agradeço ao Rodrigo e aos meninos pela ajuda imprescindível nas transições. E a Andrea por me socorrer no final.

Nessa prova, também conheci muita gente legal, fiz várias amizades (até no banheiro do congresso, né Sophia!!), reatei amizades que estavam perdidas e recebi apoio de muita gente! Pessoas que eu conhecia, como  a Márcia, que tirou várias fotos minhas, mas de muitas pessoas que eu não conhecia, mas viam meu nome no número de peito e gritavam, aplaudiam, como que me empurrando no final. Esse apoio todo foi incrível, inesquecível e fundamental pra eu conseguir terminar a prova.

Tenho muito que melhorar, muito que treinar pra baixar meu tempo e muito que batalhar pra conseguir equipamentos melhores. Mas, apesar de todos os perrengues, eu realizei o meu sonho! Curti cada minuto de alegria e de dor. E vou te contar? Se fosse fácil, não teria tanta graça 🙂

 

11891184_1096193003741303_6109734509795186180_n

19
ago

0

Golden Four Asics SP 2015

Demorei, né?! Eu queria que fosse um post tão lindo, tão especial, que nada do que eu pensava ou escrevia eu achava bom! Aí, eu resolvi parar de enrolar e deixar o coração falar. E desde quando o coração fala de corrida? Desde quando esse é o maior amor da minha vida!

Meu dia começou numa madrugada, tipo 4h30 da manhã. Eu gravei um snapchat falando que queria fazer um vídeo maravilhoso, mas eu só sentia sono. Não dormi à noite de ansiedade. Tomei café, me troquei e gravei, no espelho da casa da Vivi, um vídeo idiota, da “dancinha de quem vai correr”, carinhosamente comentado pelos amigos, em todas as redes sociais, com coisas do tipo “Não bate bem”, pra pior! É muito amor! (Se vc não viu, ta lá no instagram, ou aqui https://www.facebook.com/daniellenobileporumavidasaudavelsobrerodas/videos/vb.222842451253982/480201232184768/?type=2&theater  – se for pra zoar, faça na minha cara, pra gente rir junto :p  )

11846515_1009848569026909_5163710865425623819_n

Tem que ser muito amiga, pra chegar no local da prova quase 2h antes, só por causa da handbike, né?! Pois é!  A Vivi fez isso! Ela e o Cadu. Tenho amigos que valem ouro. Aí, veio o Edu, pra me ajudar a regular a hand. O suporte de pé tava desmontado, o velocímetro não tava funcionando… Ele e a Fabi ficaram me ajudando, e logo foram chegando Maurício, Sindo, Marcolinhos, Dani… a turma foi aumentando! Dei várias voltas ali na avenida pra tentar regular o suporte, mas meu joelho esquerdo tava pegando num parafuso do freio. Fizemos da melhor forma, pra pegar só nas curvas fechadas (eu já não aguentava mais tentar…tava uma pilha!).

11825120_1009848722360227_8082270702887438509_n

Alinhamos pra largada, Dani, Mauro, eu e outros deficientes. O pessoal da Iguana veio checar se estava tudo pronto e…lá fomos nós! Já na largada, todo mundo resolveu entrar na minha frente. Quem era cadeirante e quem não era. Quase atropelei um visual e seu guia! Perdi velocidade ali e o coração veio na boca. Mas logo ali na frente, ficamos só eu e o Mauro. Na primeira subida, a surpresa! Minha coroa não queria mudar! Lembram daquela subida que eu falo que é a subida do inferno? Aquela que eu acabei indo de ré na prova de 2014? Foi bem ali! Imagina meu desespero. Pelo menos consegui colocar na coroa do meio e subi morrendo. Nessa hora, eu o Mauro, lado a lado morrendo. E eu vi meus sachês de gel caindo do meu bolso. E não podia fazer nada se eu que tinha colocado metade pra fora, pra ficar mais fácil de puxar… inteligeeeeeente! No meio da subida, um moço (acho que era deficiente de membro superior, porque corria sem guia) nos passou. Depois da subida, troquei a coroa mudando a correndo com a mão. E passamos o atleta. Mas eu também não vi mais o Mauro.

O motoqueiro que ia à nossa frente, me ofereceu um gatorade, mas eu falei pra ele que só ia querer  gel, que entregam lá pelo km12.. Ele me disse “Vou ficar só mais um pouquinho com você.” Ele acompanharia os atletas que fossem à frente. Continuei, eu e o motoqueiro que virou meu anjo da guarda, até lá pelo km 6 ou 7. Acho que é ali que a gente faz a primeira volta e começa a voltar. Só quando eu comecei a voltar, foi que eu vi os primeiros atletas da elite vindo.  Aí eu pensei “vou tentar não deixar eles me passarem até o viaduto”. O viaduto foi a segunda subida. E se eu morri pra ir, eu também ia morrer pra voltar rsrsrs  E quando eu estava chegando perto do viaduto, foi um dos momentos mais legais da corrida. Porque, se eu larguei 10minutos antes e to voltando, quer dizer que a maioria dos corredores está indo! E nessa hora é uma festa! É o momento que eu recebo mais força do pessoal. A turma grita, quem me conhece grita meu nome, batem palma, e eu me encho de ânimo pra continuar a prova. E eu realmente recebi muito carinho nessa hora! Fui chegando perto do viaduto, e comecei aquela subida martírio, sem conseguir colocar a coroa leve. Mas, serviu de comparativo pra mim, pois eu soube que, mesmo demorando muito e minha velocidade caindo pra 5 ou 6km/h, eu dei conta de subir. E a galera me animando!  Mas na hora de descer, foi um sufoco! O meu motoqueiro e mais o que vinha à frente da elite, foram na minha frente, buzinando alucinadamente, porque eu vinha muito rápido, mas a galera que estava no sentido contrário, não respeitava  a faixa e estava subindo pela descida. Ou seja, quase rolaram vários atropelamentos, eu tendo que frear bruscamente pra não passar por cima de ninguém. Tinha gente que subia de cabeça baixa, olhando pro chão e não desviava. Ali virou um pequeno tumulto. Sorte que passou rápido. Mas, na hora de virar à direita pra entrar na USP… um ciclista entrou bem na minha frente, na hora que fiz a curva, e quase causa um acidente. Graças a deus que minha mão não falhou nessa hora e eu consegui frear a tempo!

11827214_851032868321640_1146887182_o

 

Entrei na USP e comecei a sofrer um pouco com o asfalto irregular. A handbike ficava quicando sem parar e eu não conseguia pegar velocidade, com medo de virar. Conversei com o Mauro depois da prova, e ele disse que sofreu com a mesma coisa. Passei no tapete dos 10km com 35min. Fiquei feliz demais! Não era meu melhor tempo, porém, em vista das subidas, eu estava dentro do que programei. E pensei que atingir minha meta (entre 1h15 e 1h20) seria fácil e que talvez que conseguisse fazer abaixo disso! aaahhh, bobinha! Gente, do km 10 até o 15, parecia que tinha um elefante nas minhas costas e uma carreta puxando a hand pra trás. Eu simplesmente não rendia e fui ficando muito cansada! Mas ali, eu fui muito bem guardada pelo meu motoqueiro anônimo! Os cones que fechavam o percurso ainda fechavam a rua pros carros não passarem. E eu simplesmente não sabia onde virar, com o sol nos meus olhos e o elefante nas minhas costas. E o moço da moto ia me guiando.  Pegou um saquinho de gatorade pra mim e também avisou o moço do gel que eu ia precisar. O moço já ficou posicionado pra eu passar. Como só tinha eu, deu até pra agradecer quando ele perguntou se eu queria que abrisse o gel pra mim!

Quando comecei a voltar, eu vi a elite vindo. Pensei “será que eu vou conseguir não deixar eles me ultrapassarem?” com aquela sensação de espanto dentro de mim. Mas, meu objetivo era me divertir e fazer o meu tempo! Foi pra isso que eu fui. O que viesse seria lucro! Lá pelo km 15, eu ainda brinquei com o motoqueiro “e você, pensando que ia correr com os quenianos hoje! Nunca pensou que iria abrir caminho pra uma aleijadinha! Ainda mulher!” Nós rimos muito e ele foi me guiando no percurso, até que, finalmente chegar no km16 e o elefante descer das minhas costas! No km 18, a gente já estava na reta, e tive um deja vu quando olhei no relógio que fica na avenida. Eu fiz a mesma coisa no ano passado, e calculei a hora que eu gostaria de passar na chegada. Mas, vou falar uma coisa pra vocês: se eu freasse a hand do nada, eu dormiria ali mesmo, no meio do percurso! Me bateu um cansaço e um sono arrebatadores. Força, muié! No km 19, eu vi o Rodrigo, meu treinador de quando eu andava. Ele estava lesionado e foi acompanhar a nossa turma de Ribeirão. Falei meu tempo pra ele e ele ficou todo feliz, gritando “vai que falta pouco”. E ali na frente, estava a Fer tirando fotos, e me zuando.

E quem me esperava agora? Sim! a descidinha feliz e a subidinha do inferno! A última subida da prova. E claro, obvio, lógico que o casal que estava caminhando ali, me passou sorrindo, porque eu tava a 5km/h morrendo! Mas esqueci da parte do morrendo quando acabou a subida e o motoqueiro falou no rádio “6290, 6290. Ela vai ser a primeira”. Chorei! Chorava e sorria. Sorria e chorava. E foi assim que passei pelas poucas pessoas que já estavam do lado de fora do jockey, que me aplaudiram. E foi assim que eu entrei no jockey, sorrindo e chorando.

E quando faltavam 500m, olhei meu cronômetro 1h14! Ia dar pra fazer o tempo que eu queria! Aquelas tartaruguinhas no chão não me deixaram lutar pra fazer 1h14 alto. Mas eu passei sob o pórtico com 20150802_0811541h15! O tempo que eu tinha programado pra mim! E ouvir o locutor chamar meu nome foi muito incrível! Eu só consegui frear e a hand e chorar. Chorar e chorar, porque eu tinha sido a primeira atleta a cruzar a linha de chegada da prova que eu mais amo! Ali eu atingi uma felicidade que eu não sei descrever! 2 anos. Foi o tempo que eu sonhei com essa prova. E mais um ano depois eu fui a primeira a cruzar a linha de chegada! Eu só tinha que agradecer a Deus por ter ficado viva, por estar ali, por ter ganhado minha hand e ter conseguido correr aquela prova e baixado 37minutos com relação ao tempo do ano passado. Não consigo colocar em palavras o que eu senti e o que estou sentindo agora.

Claro que não sou idiota pra achar que fiz o melhor tempo da prova! Assim que eu saí da hand e, com a ajuda da Chris, passei pra cadeira, os quenianos começaram a chegar. Como os deficientes largam antes, descontando esse tempo, os atletas convencionais fora muuuito mais rápidos que eu. Mas isso importa pra você? Nem pra mim! Eles correm com as pernas, são profissionais, estão ali pra fazer a prova da vida deles do jeito deles! E eu estava ali pra fazer a prova da minha vida, do meu jeito. E fiz! Foi meu melhor tempo em meia maratona? Não! Mas foi a minha melhor meia maratona!

Depois que sIMG-20150802-WA0004aí da hand, consegui receber o carinho de várias pessoas que estavam ali na chegada, tirei muitas fotos, ouvi muitas coisas lindas, conheci muita gente legal e vi muita gente que eu gosto. Conforme o pessoal ia terminando a prova, eu ia revendo meus amigos, conversando e recebendo feedback de muitas pessoas que assistiram minha palestra, no dia anterior. E vou falar uma coisa: não há preço que pague tudo que eu passei ali!

Muita gente veio me falar que, durante a prova e nos momentos de cansaço, lembrava das minhas últimas palavras na palestra: “Quando estiver cansado, seja minhas pernas e corra por mim.” Muita gente dedicou seus RP pra mim naquele dia! Chorei muito de emoção quando ouvi isso! Como irei agradecer a todos vocês por isso? Jamais poderei! Cada abraço, cada palavra, cada conversa, cada foto, cada grito durante a prova, cada aplauso, foram e são muito valiosos e inesquecíveis pra mim!

O que eu trouxe na bagagem pra casa? Um roxo enorme no joelho, uma medalha linda, um troféu lindo, um monte de recordações pra minha colcha de retalhos da vida. E a certeza de que eu estava no lugar certo, debaixo da linha de chegada, fazendo o que eu mais amo na vida: correr!

11806998_851033364988257_1675667728_o

06
ago

3

Expo Golden Four Asics SP 2015

Gente, é taaaanta coisa pra falar, que eu nem sei por onde eu começo! Juro!

11695898_1049197961757556_1303694907299877345_nVou voltar no tempo, pro começo desse ano, quando recebi o convite da organização da Golden Four, pra ser palestrante nesse ano. Eu iria falar sobre a Minha História com a Golden Four Asics. Nem preciso falar que só não pulei de alegria porque não pulo! Mas eu já estava esperando ansiosamente por novas informações, enquanto a corrida não chegava. Fiquei em êxtase total quando saiu o informativo sobre a Expo e meu nome tava lá, bem depois do Dr. Drauzio Varella! Eu já tratei de enfiar meu livro na mala, pra tentar um autógrafo.

Nas duas provas anteriores que fiz em Sampa, eu tinha ficado parada na marginal na ida. Então, por puro e total medo de isso acontecer (e aconteceu! Fiquei 1 hora parada e não fiz nem metade do que eu queria na sexta), decidi sair de casa na sexta-feira. Quando cheguei, o Edu já estava lá pra me buscar, junto com toda a minha tropa: cadeira, minha filha handbike e mala (to conseguindo carregar uma mala cada vez menor, apesar das roupas de frio). Fui direto pra loja da Vivian Bógus, que agora me patrocina com roupas da linha fitness. Já peguei a calça nova e o top que eu usaria na prova. Também escolhemos uma blusa pra eu dar a palestra, porque já faz uns 2 anos que eu não compro roupa “de sair” (mais alguém tem mais roupas de academia do que outra coisa?).

Eu já estava sem dormir há 2 semanas. Imagina se eu dormi naquela noite! No sábado, eu não via a hora de chegar logo na Expo! A Fabi passou pra me buscar e lá fomos nós. Já no estacionamento, comecei a encontrar os amigos. Eu adoro buscar kit de corrida! Assim, eu tenho 2 dias pra ver o pessoal que faz tempo que eu não vejo. Verdade seja dita, pouca gente que eu vi sábado, consegui encontrar domingo, depois da prova. E já na entrada da Expo, estava aquela placa linda dos 21k. E esse ano ela era azul! Ali eu já vi que as coisas seriam maravilhosas no meu final de semana.

Eu e a Fabi rodamos aquela Expo toda, pegando kit, tentando trocar minha camiseta (que veio tamanho vestido, pra mim, que pareço um Minion),vendo algumas coisas, encontrando as pessoas e tirando fotos. Mas eu estava bem preocupada com a palestra. E vou falar pra vocês o motivo. Eu tinha tempo limite pra falar! E todo mundo que quando eu começo a falar, eu não para nunca mais na minha vida! E eu também não queria chorar, porque eu sempre choro quando falo da Golden Four.

Encontrei o Marcelo (de Assis Marques), meu amigo querido, que ia dividir o palco comigo e também contar a história dele. Então, combinamos que ele falaria primeiro, assim eu usaria o tempo que sobrasse. Depois disso, eu e Fabi sentamos num cantinho pra devorar o kit lanche, porque minha pressa era tanta, que eu nem deixei minha amiga almoçar!

Logo, começou a palestra do Drauzio Varella. Como o pessoal disse lá, ele parece nosso avô (e realmente tem a idade do meu). Calmo, tranquilo. Muito engraçado. Falou várias verdades sobre saúde, necessidade de fazer atividade física e que, essa história de que correr faz mal é tudo balela. Na minha opinião, é lorota pra vender mais remédio ao invés de vender tênis! A única coisa que ele disse, e que incomodou alguns corredores,é que ninguém gosta de levantar super cedo pra treinar. E tem muita gente que gosta sim, porque rende mais de manhã do que à noite. Mas eu sou do time que dorme mais um pouquinho e rende mais depois das 18h rsrs

10462898_1134861323195961_1675042327587713181_n

Gente, a palestra dele foi uma muvuca de tanta gente! Todo mundo juntinho, apertadinho, pra tentar ouvi-lo falar. E ele também levou a Adriana Aparecida, medalha de prata no Pan de Toronto. Quando ela estava terminando de falar, eu já estava explodindo de vontade de ir ao banheiro (e todo mundo sabe que lesado medular não consegue segurar). Eu só pensava que se não fosse naquela hora, não conseguiria ir antes da minha palestra. Aí veio a notícia de que o Drauzio não esperava tantas pessoas e percebeu que não daria tempo de autografar os livros, visto que ele tinha outro compromisso. Mas e meu livro? O Edu já tirou o livro da minha mão e eu fugi pro banheiro. Sorte a minha, pois quando saí, tinha uma fiiiiila pra entrar. Soube que meu livro desapareceu com o pessoal da Iguana Sports, lá pra dentro do camarim do Drauzio. E voltou autografado, cheio de carinho! <3

Ta. Nossa vez de subir. Minha e do Marcelo. Enquanto todo mundo tietava a Adriana, eu aproveitei e também fui. Ela é muita linda e me disse “Segura a medalha”. Coração da gente dispara, né! Desci, e fomos, Marcelo e eu, na mesa de som. Maaas, cadê nossas apresentações? Esperamos 10 minutos pra descobrirem quem estava tomando conta delas com a vida. Mentira, só tava num pen drive. Mas, foram 10 minutos que duraram 10 séculos. Eu só pensava que não ia ter sentido falar, falar, sem mostrar fotos. Sorte que a Adriana estava lá, no palco, enquanto o pen drive chegava.

Eu subi crente que o Marcelo ia falar primeiro. Mas deram dois microfones pra nós. Eu só dei uma olhadinha pros banquinhos e vi apenas nossos amigos (meus e dele) e mais algumas pessoas. Aí, na televisão bem na minha frente, aparece minha foto! Gelei! Assim, a sangue frio, sem avisar, sem preliminar? O moço me entregou o passador de slides, e eu comecei a falar. Percebi que quando eu disse assim “vocês devem estar se perguntando o que uma pessoa na cadeira de rodas veio falar sobre corridas”, um monte de gente que estava nas filas virou o rosto e começou a olhar pra mim. E assim que eu comecei, foi vindo gente, vindo gente, e mais gente pra me ouvir.

11813246_1009523452392754_8810697641036666750_n

Eu tentava não parecer uma metralhadora, mas também não podia ficar totalmente zen, pra contar meus 3 anos de história com a Golden Four. Era muita história pra pouco minuto. Mas eu fui contando, contando… Tinha gente rindo, tinha gente chorando, a Dani tirando foto (mas na verdade estava filmando, ainda bem que só me contou depois). Umas duas vezes me deu vontade de chorar, mas eu engoli o choro, pra não passar vergonha bem ali.

Eu não ensaiei falar nada. Coloquei as fotos da história pra serem meu guia e fui contando. Depois que eu desci, pensava “poxa, não falei isso”, “eu devia ter falado aquilo”. Mas em nenhuma palestra minha eu faço diferente do que fiz ali. Eu simplesmente falo da minha cabeça, que é onde a história e as emoções estão guardadas. Engraçado que, várias vezes, enquanto eu falava, eu via as situações na minha frente. Eu, sentada na cama do hospital, vendo as fotos da Golden Four 2012 no facebook. Vários amigos dedicando as medalhas pra mim. E eu ali, digitando igual cata-milho, porque nem os dedos funcionavam direito (não que hoje eu não apague 200 vezes as letras que eu aperto trocadas sem querer. Mas em quase 3 anos, melhorou muito!). Depois, 2013, eu vendo, de novo, as fotos, enquanto eu pensava em como eu poderia estar la. E que só ir pra assistir ia ser sofrimento demais.

11822266_851032461655014_1356667038_o

Depois eu comecei a falar sobre as etapas do ano passado. E parecia que via, ali na minha frente, aquela subida dos infernos, e a hand dando ré, na minha estréia. E ouvia a galera me passando e eu ouvindo os passos de cada um no asfalto. Lembrei até das sombras das árvores no caminho. E aí a minha chegada, e a minha alegria em pegar a medalha. Eu nem acreditava. (a etapa SP 2014, eu contei aqui http://daninobile.com.br/golden-four-uma-das-maiores-emocoes-da-minha-vida/ )

Depois, parece que eu via Ivone atrás de mim, me empurrando, enquanto a Gi e o Vandi traziam a hand desesperados. A Márcia parando a van e nos resgatar. Eu também vi o chão quando eu caí de cara na largada. E ouvia a voz do Gustavo, meu ciclista anjo, falando pra eu me acalmar, enquanto o gel estourava na minha blusa, a hand quebrada e eu chorando sem parar. E depois a busca por ele, pra agradecer! (a etapa BSB 2014, eu contei aqui http://daninobile.com.br/2-anos-depois-golden-four-asics-brasilia/).

Eu fui lembrando e falando o que vinha na minha memória e no meu coração. Todas aqueles momentos, que eu resumi em 25 minutos. Pois é, passei do tempo! Só soube depois, que a Dani me falou! E enquanto eu falava, eu via os amigos e amigas chegando pra me ouvir, me dando tchauzinho, me mandando beijinho. E a reação das pessoas. Aí, no final, todo mundo bateu palma. Acho que quando batem palma é porque não foi tão ruim assim hahahahaha

11847434_851032804988313_1024811110_o

 

Quando o Marcelo começou a dar a palestra dele, eu já estava tão relaxada, que só curti. E até consegui fazer pose pra foto e piadinhas quando as pessoas tinham perguntas. Mas a surpresa maior ainda foi o pós-palestra. O feedback dos outros atletas foi muito incrível! Muita gente vindo conversar comigo, tirar fotos. E eu também recebi muitas mensagens lindas nas redes sociais! Eu não tenho nem como agradecer a cada pessoa que esteve ali presente, e cada palavra de carinho que eu recebi. Vocês tornaram o meu dia incrível!

Depois disso, eu destruí o lanche que a Dani levou pra mim (quem contou pra ela que eu sou uma draga, eu não sei. Mas ela sabia que eu ia descer do palco morrendo de fome). Finalmente fui personalizar minha camiseta e fui a última a subir na maca pra fazer a massagem. Ouvi do senhor que me atendeu que eu tava com as costas podres. Mas o mais legal foi ouvir do pessoal da massagem “Nossa, eu amei sua palestra. A gente estava trabalhando, mas ouvindo tudo que você falava aqui do fundo”.

Não preciso nem dizer que eu estava mega master radiante. Cheguei na casa da Vivi, abri meu tênis lindo que ganhei da Asics, arrumei tudo pra corrida e…. não dormia nem pagando mil reais!!

Quer saber como foi a prova? Amanhã eu conto! Esse post já ficou gigante demais!rsrs

11824964_1009523609059405_5705147592844988450_n

 

 

 

22
jul

1

Athenas 16k e Pernas de Aluguel

Gente, é muita emoção pra um post só! Mas vou segurar as lágrimas e contar pra vcs como foi minha corrida Athenas 16k com o Pernas de Aluguel.

Pra quem acompanha o blog sabe que essa história começou ha 1 ano atrás, laaaa na Golden Four SP. No pós prova o Edu Godoy me parou pra perguntar se eu usava minha cadeira de uso diário pra correr. Eu expliquei que essas cadeiras não são  permitidas pelas organizações de prova, por motivos de segurança, mas que eu uso a handbike, que ele nunca tinha visto. Mostrei pra ele e expliquei como funciona. Mas ele me disse que uma hand nao daria pra ser usada no caso dele. O Edu é voluntário na Instituição Rainha da Paz e, inspirado na história de Dick e Rick Hoyt,  gostaria de levar as crianças do Rainha pras corridas. Mas elas precisariam ser empurradas. Então falei pra ele dos triciclos. Apresentei o Edu pra Fer Balster, falei do Itimura e da empresa que fez a minha hand e que faz os triciclos que ele precisava.

Pronto! A partir desse dia, o Pernas de Aluguel entrou definitivamente na minha vida!

Minha alegria ficou gigante quando, em outubro, o Pernas conseguiu fazer sua primeira prova. Infelizmente eu não pude pernas-de-aluguel-4estar la, mas publiquei aqui no blog uma entrevista com  o primeiro atleta cadeirante do Pernas, com a família e a equipe do Rainha. (Quer ler? Clique aqui  http://daninobile.com.br/pernas-de-aluguel/ ).

O tempo foi passando, o Pernas foi crescendo, mas eu nunca conseguia ir em nenhuma prova com eles. É logística e grana demais sair de Ribeirão com a hand pra fazer uma prova de 10km em SP. E nas provas longas deles, eu estava competindo.

Há 1 mês e meio atrás eu comecei a batalhar minha inscrição da Athenas 16k, pra poder estar com o Pernas e dar uma treinadinha pra Golden Four. Mas, eu não consegui me inscrever… Porém, nos 45 do segundo tempo, a família Pernas me presenteou com a inscrição! Isso foi na quarta-feira, pra prova ser no domingo. Pergunta se eu ia faltar. Nem morta!

E la fui eu, no sabadão, toda ansiosa pra reencontrar o Edu na rodoviária, após 1 ano! Pois é! Nos falamos todas as semanas nesse tempão, e cresceu uma amizade verdadeira nesse período. Mas só fomos nos ver nesse dia tããão especial. Eu chorei muito quando ele me disse que era o Pernas que me deu a inscrição.. Cachoeira aberta mode on já começou aqui.

De la, partimos pra casa da Vivi Bogus, que não só me hospedou, como aceitou carregar essa mala de rodinhas que voz fala, mais a minha filha gigante (a hand) pra prova. Nem preciso dizer que não dormi de ansiedade. Mais de meia noite e a doida, que tinha que acordar 4:40, tava fazendo snapchat kkkkkkk

Enfim, chegou o grande dia. E a emoção começou a vucuvuzear em mim assim que chegamos na área das tendas e vi aquele mundaréu de gente, com a blusa do Pernas. Ali no meio, ja tinha um monte de amigos meus. Itimura, Pri, Sindo e mais um montão de queridos.

11709597_648179128652965_2422676538535985599_n

Depois da reunião que o Edu faz pre-prova, três voluntários,  Marcelo e Andréa Calil  e o Daniel Arita, foram comigo e com a hand até a largada. Maaaas, porem, contudo, entretanto, todavia.. todo mundo sabe que eu não consigo fazer uma única corrida  sem emoção! Apesar de estar na tenda 45min antes da  largada, eu cheguei na largada faltando 1 min! O suporte de pé da hand tava desregulado. Só percebi quando sentei nela e minha perna pegou no pneu (de novo!!). A organização tentou atrasar a largada, mas não puderam esperar mais. Ao invés de eu la11696024_10207141146950747_2309325696470379553_nrgar na frente, eu larguei quase 4min depois! Imagina meu desespero! Os meninos ainda tentaram correr na minha frente, abrindo caminho. e tava bem devagar, porque realmente tinha muita gente e pouco espaço. Mas alguns corredores do fone de ouvido no último volume, não nos ouviam.

Depois de 1km, consegui atravessar a pista e comecei a ir do lado de quem tava voltando, bem encostadinha na fita. Logo, a elite me alcançou, mas como eu estava na contramão, eu não bati em ninguém. Desviei de volta pra pista da ida, pra passar no tapete de cronometragem e voltei pra contramão. Quando o fluxo diminuiu, porque o pessoal dos 8k começou a voltar, eu entrei na pista certa e ja havia bem pouca gente na minha frente.

Verdade seja dita, eu tive que parar uma vez pra puxar a mangueirinha do camelback, que ficara presa. E parei mais duas vezes pra arrumar meu pé, que caiu quando passei em buraco. Numa dessas vezes, o staff veio correndo pra ver se eu estava bem. Por isso eu adoro provas da Iguana! Eles realmente tem um staff excelente!

Comecei a voltar. O percurso é bem tranquilo. Poucas e leves subidas e vários falsos planos. Eu fui pra fazer tempo, mas a largada não me permitiu fazer como eu queria. Mas pula essa parte, gente! Na volta, eu já comecei a procurar o pelotão do Pernas, que estava indo. O combinado era eu fazer a minha prova e voltar pra terminar a deles com eles. Minha emoção foi gigantesca, quando vi aquele enorme grupo de corredores (mais de 50) e 7 cadeirantes, que estavam num posto de hidratação, me gritando e me aplaudindo. Nossa, chorei muito naquela hora!

Também tive apoio de muuuitos corredores, amigos e desconhecidos, que me gritavam, batiam palma. Eu amo demais a corrida! Os últimos 4km foram tensos, pois encontrei novamente a multidão dos 8k. E novamente, eu comecei a correr por fora da fita, na contramão de quem ia (mais ninguém!), pra não correr o risco de atropelar nenhum atleta. Engraçado é que, antes de eu passar pro outro lado da fita, tinha um atleta correndo muuuuito. Fizemos uns 2 km juntos. Quando chegou uma subidinha, eu diminuí, e ele ia na minha frente, pedindo passagem pras pessoas que estavam andando. Acredita que fomos xingados?! Juro! Quase surtei!

ath16k-sp-69

Quando terminei os 16k, em 52minutos (tempo oficial no site da prova), tive que passar pela dispersão.  Fui a primeira cadeirante a terminar a prova, mas não tece pódio pra nós! Peguei minha medalha e voltei pra largada, por fora. O pessoal da organização pediu pra eu aguardar um pouco, pois havia muita gente chegando e eles não queriam ver nenhum acidente. Passados 40min, me liberaram pra voltar e encontrar o Pernas. Assim, fui na contramão de quem ia terminar a prova. Vários corredores me gritavam ” mas vai fazer de novo?”  rsrsrs

De repente, lá pelo km 4, eis que eu me debulho em lágrimas, vendo aquele grupo enorme vindo na minha direção! Mais de 50 atletas, 7 cadeirantes e um carrinho de bebê com nossa mascotinha Lully gritando “Vai Pernas”. Gente, foi demais! Pensar que há menos de um ano atrás, era só um sonho do Edu! Passei por trás deles pra fazer a curva e retornar. E comecei a acompanhá-los, cada hora ao lado de uma pessoa diferente, conversando com todo mundo e vendo a alegria dos cadeirantes. Foram momentos mágicos!

11742714_648175925319952_6711737884673802090_n

No último km, a tradição é parar pra tirar uma foto. E pra juntar todo mundo ali?  Fechamos a marginal! Depois, partimos pro último km, todos se ajudando, dividindo água e isotônico. Os batedores iam à frente, pra avisar sobre buracos na pista e avisar os demais corredores que lá vínhamos nós.

11165225_915629005170725_2417092837237912170_nFaltando 50m pra chegada, as palmas altas começaram, e alguns cadeirantes, que conseguem caminhar com apoio, levantaram de seus triciclos e começaram a dar passos lentos, porém firmes e alegres, pra cruzar a linha de chegada. E eu de trás, olhando tudo da hand. Olhando a emoção dos pais, a emoção de quem assistia, a emoção do staff nos vendo chegar. Gente, foi lindo demais. É nessa hora que os ninjas invisíveis começam a descascar cebolas perto dos nossos olhos.  Espero, um dia, poder cruzar a linha de chegada assim com eles!

Terminada a prova e a emocionante entrega de medalhas, rola uma força tarefa pra atravessar a marginal e ir pra tenda da AP academia, que acolhe e ajuda o Pernas em todas as provas. Lá, ia ter outra surpresa! O Marco é pai do Marquinhos. Eles tem ido à várias provas com o Pernas, usando triciclos emprestados. E após a Athenas 21k, foi dia de o Pernas de Aluguel presentear pai e filho com o próprio triciclo deles! Aí foi emoção que não acabava mais! Veio ninja, veio samurai, veio China, Japão e Coreia inteiros descascar cebola perto dos nossos olhos.

Eu e o Edu nos emocionamos muito após a prova, por finalmente podermos correr todos juntos, pela primeira vez. Foi muito incrível! Indescritível! É assim uma corrida com o Pernas de Aluguel. Muita festa, muita risada, superação, amor, companheirismo, cuidado com o próximo. O Pernas já virou uma família. E eu sinto muito orgulho por fazer parte dela!

Se você quiser alugar suas pernas, ou doar para a aquisição de novos triciclos e pro transporte dos cadeirantes até as corridas, entre no site do Pernas e cadastre-se! http://pernasdealuguel.com.br/

 

22021_648178188653059_2313267118819273156_n10336604_648178205319724_4272319410937894467_n

10403077_648178535319691_2309836573121494001_n

11709597_648179128652965_2422676538535985599_n11737857_648179221986289_4594640768563873810_n11738022_915629211837371_7612498107460651465_n11738046_1040349169309102_9068706620120348422_n11745409_1039326896077996_4566212227500032229_n11737964_648178871986324_8412889937905796718_n11745474_648178648653013_741866001063506435_n11745632_1038816452795707_5839551829059184357_n11750658_915628925170733_4487726387949950113_n11751438_648178985319646_4170349543596154070_n11752397_1040349229309096_6620106238248617626_n11753680_648177035319841_6053483962218246306_n11753680_648177038653174_4271032977416535307_n11755137_1040349092642443_1984393092783729049_n11755827_1040349195975766_72399939484458111_n11760133_904490056288861_3153686205915729217_n11755734_648272475310297_4574729541534326985_n11760105_648178888652989_7643754207738399034_n

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11014954_915629428504016_6986103263745239529_n11057646_648179385319606_9043219728681099450_n10513456_648178715319673_6626725305860506148_n

 

11143177_1040349302642422_235250472692121094_n11227906_648178768653001_2279653327931372745_n11694122_1040349422642410_4508151905022774058_n

 

 

 

 

 

26
jun

0

Almôndegas de frango

Gente, quando me disseram “fiz hamburguer de frango”, minha única dificuldade era encontrar um lugar que moesse o frango. Todos os lugares só vendem carne moída. Até que me indicaram um local, onde o kg do frango é mais caro que no supermercado. Mas é limpinho, fresquinho e MOÍDO!

Após essa dificuldade vencida, ela se transformou em única, já que essa receita é muito mega super fácil de fazer.

almondegas de frango

Ingredientes:

Meio kg de frango moído

2 ovos

1 cebola grande ralada

1 cenoura média ralada

mostarda a gosto

curry (coloquei uma tonelada, porque odeio comida sonsa)

pimenta do reino (meia tonelada, pelo mesmo motivo)

orégano e ervas finas

sal a gosto

farinha de aveia até dar o ponto – foi quase meia caixinha (daquelas que compramos no supermercado)

Modo de fazer:

É só misturar tudo, até ficar bem homogêneo. Depois, basta fazer bolinhas com as mãos e colocar no forno, até dourarem. A única diferença dessa para a almôndega de carne, é que a de frango fica beeem mais “mole”, então você precisa colocar mais farinha de aveia. Mas não exagere! Deixei as molinhas bem molengas, pra não ficarem ressecadas após assadas.

Espero que gostem 😉  bjss

26
jun

0

Panquecas sem açúcar – Prestígio e Sensação

Oi gente linda! Essa semana fiz as duas panquecas e muita gente pediu as receitas.

Pra não perdermos, resolvi postar aqui. Quem fizer, me manda mensagem dizendo o que achou!

Panqueca Sensação

panqueca sensação

Ingredientes da massa:

1 ovo

2 colheres de tapioca

1 colher de mel

1 colher de achocolatado sem açúcar

1 pitada de canela

1/2 scoop de Whey de chocolate (opcional – já fiz sem e deu certo do  mesmo jeito)

Modo de fazer: Basta misturar bem todos os ingredientes e levar ao fogo, em uma frigideira. Assim que soltar de um lado, vire pra dourar o outro.

Antes de leva-la ao fogo, já deixo a calda pronta, esfriando.

 

Calda de chocolate sem açúcar:

1/3 de xícara de leite

1 colher (cheia) de pudim de chocolate diet

1 colher (rasa) de achocolato em pé sem açúcar

1/2 colher de cacau em pó

1/2 scoop de whey  de chocolate (opcional)

adoçante sucralose ou stevia

Leve ao microondas, numa canela alta, por 30 segundos. Retire, mexa, e vá colocando de 10 em 10 segundos até dar o ponto. (geralmente eu coloco mais 3 vezes)

Assim que tirar a panqueca do fogo, corte metade dela e espalhe metade da calda. Coloque castanhas diversas, picadas (pode ser uma de cada tipo, pra aumentar a variedade de nutrientes) e morangos picados. Coloque a outra metade sobre a já recheada. Repita as camadas de calda, castanhas e morangos.

Panqueca Prestígio

panqueca prestigio

Ingredientes:

2 ovos

2 colheres de farinha de aveia

1 colher de mel

1 colher de achocolato em pó sem açúcar

1 pitada de canela

adoçante sucralose ou stevia

1/2 scoop de whey de chocolate (opcional)

Modo de fazer: Igual à panqueca sensação. Porém, essa gruda mais e demora mais pra cozinhar. Fiquem atentos pra não queimar.

Eu faço a mesma calda da panqueca sensação. Se você faz dieta paleo ou algo do tipo, pode acrescentar uma colher de creme de leite na calda.

Para a montagem, utilize coco ralado sem açúcar. Com nozes picadas, junto ao recheio de coco, fica divina!

 

Aproveitem! Só não exagerem, mesmo na TPM 😉  bjsss

 

15
jun

2

It’s Runderful! Mizuno Half Marathon

Verdade seja dita, não sei por onde começar esse post! Quando fiz a inscrição, eu só pensei “Quem sabe desse vez…”. Minha última meia tinha sido a G4 BSB, que eu estava super confiante que baixaria meu tempo, mas a hand quebrou e eu fiquei com meu sub1h30 só nos sonhos mais profundos e distantes.

Minha prova começou 2 semanas antes, quando publiquei no facebook um post caçando um pouso para minha filha, vulgo handbike, por uma semana. E quero aproveitar para agradecer a tooodos os amigos que ofereceram um cantinho em suas casas pra ela ficar. Não dispenso nenhum, porque eu sempre preciso.  Dessa vez, deixei na casa da Larissa e do Rodrigo, que, inclusive, buscaram a hand na rodoviária lá de SP pra mim, pouco antes de eu pegar o ônibus pra Taubaté. Fiquei em Taubaté uma semana e, no sábado, estava em Campinas, fazendo outras provas (logo eu conto delas. No quesito “preferências” a corrida ganha disparado, né!).

Cheguei em Sampa sábado à noite e, por mil motivos (incluindo metrô e as matracas – eu e Lari – que não paravam de falar), acabei dormindo apenas 2h30 na véspera da prova. Acordei moída, mas já estava a  mil por hora em poucos minutos, afinal, era dia de corrida. Esperei a Carol Spera me buscar. Ela arrumou uma comitiva, incluindo a família dela e um casal de amigos, pra caber hand, cadeira e eu no carro.

Saímos atrasados da casa da Lari, mas com tempo de folga pra chegar ao local da corrida. Porém, havia muitos e muitos quarteirões de congestionamento em volta do local da prova. Faltavam 40minutos pra largada e ainda estávamos dentro carro. 30min. 15 minutos pra largada e ainda estávamos dentro do carro! O desespero bateu! Comecei a pensar e falar “vou perder a largada”, e arrancar ali mesmo a roupa de frio (estava com a roupa da corrida por baixo), colocar as luvas, so faltou o capacete. A turma da Carol decidiu me descer do lado de fora do shopping e estacionar o carro depois. Partimos, eu, o Fabio (marido da Carol) e o Gu (filho dela) para largada. Mas, porém, contudo, todavia, entretantoooo, tinha que subir a ponte pra chegar na largada e…ela estava abarrotada de gente! A largada de deficientes era 7h. E nesse horário eu ainda estava na ponte, gritando “Com licença, por favor”, que virou “Com licença, pelo amor de deus” em poucos segundos. O povo deve ter me achado doida!

11535871_1021562361187783_318366093633316798_n

Cheguei na grade 7:05, desesperada, pedindo pro moço deixar eu furar a grade e ir pra largada na contramão. Claro que deixaram, mas falaram pra eu ficar calma, porque a largada ia atrasar mais. Motivo do atraso? Me esperar!hhahahaha  Até parece! O que aconteceu é que TODOS os 8mil corredores tinham que passar em frente ao pórtico pra chegar ao corredor com os setores da largada. Não foi bem pensado estrategicamente, mas foi a minha sorte! Eu cheguei tão apavorada com a ideia de não largar, que preocupei alguns amigos que estavam ali posicionados, incluindo a Dani, a Sueli e o senhor Naor.  Com a ajuda do pessoal eu me posicionei e deu tempo de folga pra acalmar. Deu tempo de dar a mão e desejar boa prova pra vários amigos que passaram ali na largada pra me procurar. Deu até tempo de ver a Adriane Galisteu bem atrás de mim (mas fora do alcance da selfie). Como meus amigos dizem, se tudo dá certinho comigo numa corrida, é porque eu corri nos meus sonhos!

10600390_983458824999217_5117819355927008945_n
Com a Dani e a Sueli

 

Enfim, largamos! O senhor Naor, guia da Achilles, a simpatia em pessoa, foi o anjo da minha prova! Eu fui uma besta quadrada e não verifiquei a posição da minha perna esquerda. A culpa foi minha e totalmente minha de não olhar isso com muita atenção. Acabou que comecei a sentir uma dor perto do joelho. Pensei que fosse o local que sempre apoio a perna nos treinos (no rolo fácil de mudar). Mas comecei a arder muito! Estranhei e, quando olhei pra minha perna, já ia começar a sangrar. Estava pegando no pneu e ele estava queimando a pele. Comentei com o senhor Naor, mas optei por só tentar afrouxar a faixa que prende uma perna na outra. Não adiantou. Ainda estávamos no primeiro km. Decidi parar. Ele estava de bike e parou comigo. Me ajudou a afrouxar a faixa do pé esquerdo. Optei por posicionar a perna mais aberta, pra não voltar a encostar de jeito nenhum. E continuamos.

Gente, o percurso era quase totalmente plano, com alguns falsos planos na Marginal, e estava bem tranquilo. Eu fechei os primeiros 10km, com vento a favor, em 30 minutos e bem feliz, apesar da dor do vento batendo no machucado. E numa dessas olhadas na perna, pra ver se tava tudo bem, eu parei de olhar pra frente e atropelei um cone! Eu ria muito porque quase morri do coração com o barulho, já que peguei o cone bem no meio, ele entrou na roda e eu saí arrastando. Seu Naor ja vinha voltando, e eu dando ré na bike com as mãos no chão. Demorei pra pegar

Com o sr Naor, meu anjo da guarda.
Com o sr Naor, meu anjo da guarda.

velocidade de novo, mas mandei brasa nos bracinhos. Aí a gente tinha que voltar. A primeira curva eu tinha feito super bem. Mas essa segunda, era bem depois do sinalizador do chip, aquelas lombadas horrorosas que ficam no chão. Como eu quase vooei de cima da hand quando passei naquilo, eu não consegui abrir tanto a curva e…trombei  e subi na sarjeta do outro lado. Lá vou eu de novo, com o coração saindo pela boca, retomar a velocidade de novo e rindo com o senhor Naor.

Mas a minha velocidade não voltava, porque começou um vento contra e gelaaaado. Tava difícil. Mas meu anjo da guarda ia pegando o Gatorade pra mim (no saquinho! foi demais!) e até a esponja, que eu já grudei na cara e no pescoço, já que eu não transpiro. Como estávamos voltando, mas a galera toda da prova ainda estava indo, eu ouvi muitos “Daniiiii”, “vai Dani”. Algumas vozes e rostos eu até reconheci. Gente, foi bom demais ouvir vocês. Eu me senti motivada e queria dar o meu melhor, pra dar orgulho pra todos que estavam torcendo por mim. Muita gente sabia que eu queria o sub1h30, que ia tentar o sub1h20. E eu recebi muitas mensagens de incentivo durante a semana. Mas nada como um grito de incentivo ali, na hora, quando os braços estão doendo. Muito obrigada a todo mundo mesmo!

10931077_1021249664552386_5958461866716716815_n

E eu fui feliz da vida (apesar de os meninos com as hands importadas já terem passado voltando quando eu ainda estava indo) até encontrar a galera do revezamento. Sim, havia essa opção na prova, onde 1 da dupla corrida 7,5km pra ir e 7,5 pra voltar e aí trocavam. E quando eu cheguei nessa turma, complicou! Por mais que o senhor Naor fosse na minha frente pedindo passagem,e eu viesse atrás gritando e pedindo “Com licença, por favor”, a galera que corre com os dois fones de ouvido e a música tão alta que eu escutava lá do chão, simplesmente não abriam passagem. Juro que não sei como o pessoal da elite faz nessas horas. Eu desviava, freei várias vezes (cheguei a ir de 22km/h a 9km/h e até a parar totalmente, pra não passar por cima das pessoas). Mas teve uma hora que o pior aconteceu. Eu desviei de um casal, mas um grupo entrou bem na minha frente e a roda de trás da hand pegou numa moça. Quando ela xingou, e a hand bateu nela do lado direito, tombou pro lado esquerdo e minha perna caiu e saiu arrastando, e eu torci o punho direito. Eu fiquei desesperada com a moça e ela comigo. Eu comecei a chorar pedindo desculpas e perguntando se ela machucou. E ela perguntando se eu me machuquei. Seu Naor já tava do meu lado de novo. Ele e as pessoas colocaram meu pé no lugar e me empurraram pra eu ir embora. Eu saí chorando e pedalando, muito chateada e assustada. E aproveito aqui pra pedir desculpas novamente pra moça. Se alguém a conhece, digam que sinto muito e espero que ela não tenha se machucado!

10388101_1020886657922020_4830465175783805304_nDemorei um pouco pra me acalmar. Mas entendi que a prova estava acabando. Quando faltava um km, eu tentei aumentar a velocidade, mas tinha muita gente na minha frente. Deixei pra sprintar quando já estava na grade e faltavam poucos metros, mas não deu. Acho que ninguém que estava na minha frente quis sprintar. Eu tive é que reduzir a velocidade pra não atropelar mais ninguém. E quando eu passei pelo pórtico, e vi meu cronômetro, aí a emoção tomou conta! Tava marcando 1h09. Ainda não saiu o tempo oficial (naquelas fotos que eles publicam no facebook, eu tenho uma marcando 1:12 e outra marcando 1:04. Então ainda to esperando), mas pelo amor de deus!! Eu queria o sub1h20 e conseguiiiiiiiiiii!!!!!!!!  To feliz demais da conta até agora. Já fui lá olhar o cronômetro umas 3 vezes pra ter certeza de que era aquilo mesmo!hahaha

11229692_1021150961228923_5095266005772808172_n

Assim que acabei a prova, já tinha uma amiga, a Filo, ali pra me abraçar. E assim que passei pra cadeira, já fui com o senhor Naor direto pro posto médico, pra ver a minha perna que doía e ardia (e arde até agora). Ferimento limpo, gelo amarrado, fui buscar minha medalha. E peguei a medalha que me entregaram, a rosa, sem saber que era a medalha errada. Fui descobri quase na hora de ir embora, quando a Sueli me disse que a verde era dos 21km e a rosa do revezamento. Mas ela trocou 10422588_1021519407858745_2596718907887521728_na dela comigo, porque a dela também estava invertida.

Se você teve problemas com a cor da sua medalha, descobri com meu amigo Colucci que dá pra trocar. É só enviar um email para mizunohalfmarathon@ccm.com.br com o nome completo e endereço explicando qual foi a troca que ele enviarão pelo correio as medalhas corretas.

No final, enquanto o Fabio e o Gu guardavam minha hand no carro, eu fiquei ali perto da grade, conversando e tirando fotos com meus amigos que passavam, enquanto eu esperava a Carol terminar. Pra fechar com chave de ouro, quando eu estava indo pro carro, eu encontrei a Ariane Monticeli, pura e simplesmente a ganhadora do IronMan. Eu fiquei caçando ela e o Igor Amorelli a prova inteira! Até vi o Igor correndo. Mas não cruzei com eles depois. Quando vi a Ariane, conversando com a Yara, soltei um “não acredito”. E ela, simpática, linda, humilde, conversou comigo, tirou foto e até comentou nossa foto no meu instagram! Uma fofa mesmo!

Mas, infelizmente, eu desencontrei de muita gente, muitos amigos que eu queria ter encontrado, batido foto e papo. Talvez pela minha fuga até o banheiro adaptado mais próximo, que era dentro do shopping, talvez pelo fato de as pessoas serem direcionadas pra dentro do Parque do Povo no pós-prova e eu não ter entrado la. Fato é que, nem com as amigas que eu combinei de encontrar, eu consegui encontrar. Todo mundo que eu vi, abracei, beijei e tirei foto, eu encontrei por acaso. Ainda bem que logo tem outra corrida! Vamos?

10537045_1021560621187957_6984965289083417994_n

 

12
jun

0

Wings for Life 2015

Gente do céu, quase 3 meses sem computador.. Socorro!! Quase morri!! Mas consertou e agora eu já posso voltar a dividir tudo com vocês! To devendo uns mil posts, então, bóra começar a colocar o papo em dia!

Vou começar contando sobre a Wings for Life desse ano. Pra quem me acompanha desde o começo, deve lembrar que, no ano passado, eu venci a primeira edição dessa prova linda aqui no Brasil.

Pra quem nunca ouviu falar da Wings for Life, ela é uma corrida mundial, sem linha de chegada. Após 30 minutos do início da prova, um carro perseguidor sai a 30km/h e, assim que o carro te alcançar, você para! Ou seja, você vai correr no seu limite, o mais longe que puder chegar naquele dia. A prova acontece em mais de 30 países ao redor do mundo, simultaneamente. Em cada país a largada é num horário, de acordo com o fuso. Todos os carros perseguidores saem ao mesmo tempo. Em cada país há o ganhador feminino e masculino, mas há também o ganhador mundial. E onde há cadeirantes participando, há os ganhadores masculino e feminino sobre rodas também. A prova é mundialmente patrocinada pela Red Bull. Pra saber mais, tem tudo e mais um pouco aqui no site oficial  http://live.wingsforlifeworldrun.com/pt-BR

Como prêmio por vencer a edição 2014, esse ano eu pude escolher um país para fazer a edição 2015. E como sou meio italiana (e meio espanhola), eu escolhi a Itália! Lá, a prova acontece em Verona, a cidade de Romeu e Julieta  <3

20150502_141310

Quando eu entrei no site pra olhar a prova italiana de 2014, eu vi que a largada era num piso de paralelepípedo. Mas estava lá que apenas alguns metros eram assim. Esqueceram de avisar que apenas 7km eram assim! Eita nóis! Ou seja, nenhum cadeirante ali foi muito longe. A organização me disse que não havia cadeirantes na prova do ano passado. Esse ano éramos poucos.

Bom, vamos lá. O percurso é liiindo maravilhoso. Largamos no centro histórico, bem em frente ao Teatro Romano, onde também foi a retirada do kit. O percurso passa por praticamente todos os pontos turísticos, incluindo uma vista deslumbrante do Castel Vecchio.

11403471_1019962001347819_4178468836092133954_n

Durante todo o percurso na cidade (porque os corredores que vão mais longe terminam a prova numa estrada rural, coisa mais linda do mundo), os italianos aplaudem a gente sem parar… e os turistas também! Acabamos passando por ruas bem estreitas, onde quem não está correndo fica limitado à calçada e nós dentro da faixa, na rua. Isso faz com que todos fiquem muito próximos e crie um clima muito legal durante a prova.

20150503_131447Bem no início eu conheci 2 pessoas maravilhosas: Niko e Giggio. O Niko é o cadeirante e Giggio o pai maravilhoso que empurrou o filho durante a prova toda. E, não sei como, queria me empurrar também! Pai super herói.  Até fizemos um trenzinho pra tirar a foto, mas não deu muito certo rsrs Acabei ficando bem próxima deles durante boa parte da prova, então pudemos conversar no máximo que meu italiano ia e o inglês deles vinha.

 

Bom, a corrida foi avançando e eu resolvi filmar o melhor piso em que corremos, pra vocês verem (o pior: sabe aquelas tartarugas que colocam no asfalto em locais onde não podemos mais estacionar? Imaginem uma do tamanho da sua mão. Agora imaginem uma rua inteira feita disso. Era quase igual).

A legenda do vídeo no instagram foi “Se vc for cadeirante e ganhou a Wings For Life, escuta a tia Dani: não escolha Italia pra correr! O país é lindo, Verona é linda, mas até o km7, esse é o melhor piso do percurso (imagine o pior! Tanto que eu preferi ir pela calçada na hora do pior!!). Não é a toa que eu caí. Não uma, mas duas vezes. E nao foi um tombinho qualquer. Foi de joelho e cara no chao! Kkkkkkkkk Ainda bem que eu estava de luvas!! E vieram um moooonte de italianos lindos me ajudar a sentar de novo :p “

É, gente.. eu caí! Não tem aquele vídeo que todo mundo compartilhou “bota a cara no sol, mona..bota a cara no sol”.. eu entendi “bota a cara no chão” e obedeci hahahaha

Pois é, gente. E com isso, eu perdi tempo. Por mais que as pessoas tenham sido mega solícitas, foram tanto e exageradamente cuidadosas que demoraram tempo demais pra me colocar de volta na cadeira e catar água que voou prum lado, celular pro outro.. aí a menina que estava uns 100m na minha frente desapareceu da minha vista.  Também, seria pretensão demais querer ganhar de novo rsrs20150503_140458

Bom, depois que eu caí, uma moça me ajudou na subida, enquanto eu avaliava os ralados (ainda bem que eu estava de luvas, senão “adeus pele das mãos”) e bebia água. Chegamos ao posto de água, ela ficou la pra se hidratar e eu mandei bala embora… Infelizmente, um pouco depois da ponte do Castel Vecchio, o carro perseguidor me alcançou, antes mesmo de eu aproveitar o asfalto pra dar um gás na prova.

Conheci um grupo de austríacas que foi pra correr a prova. Esperamos juntas pelo ônibus que nos levaria até a largada de novo..mas nada de ônibus. Peguei o mapa da cidade, que estava na minha mochila, e decidimos voltar por nossa conta,20150503_150228 conversando e apreciando a cidade.

Assim que chegamos ao local da largada e eu fui direto pra massagem. Estava tensa por ter esfregado a cara no chão e feito exposição da figura na prova. Ali, conheci o Giuseppe, um cadeirante muito legal e engraçado, que estava com uma turma de amigos. Tiramos fotos e trocamos moedas dos nossos países, apesar de eu já ter euros e dizer ao moço que era um péssimo negócio me dar um euro e levar um real, mas ele disse que seriam nossas moedas da sorte.

Logo, a Fer chegou e nós decidimos sentar ali, no meio da praça, onde tantas e tantas pessoas também estavam em frente ao telão, acompanhando a prova. E foi emocionante torcer, pois a Itália se manteve entre as finalistas mundias. Todo mundo gritando, aplaudindo..foi lindo demais e inesquecível!

E a prova no Brasil? Bom, eu não tava aqui pra ver, né?! Então eu mandei os correspondentes hahahaha  Enviados especiais cadeirudos, pra nos contar tudão.

 

 

 

fabiulaA Fabiula Silpin é de Brasília, e conta como foi: “Sobre a corrida de hoje: Cheguei atrasada 10 mim (Quase desisti de correr) rsrs mas decidi ir mesmo sendo uma das últimas. Decidi ir devagarinho, mas sinceramente pensei que faria um percurso de uns 5 minutos, rsrs. Mas graças a ajuda da minha amiga Alana e outras 2 pessoas que não me lembro o nome que encontrei no caminho que tive que pedir ajuda pois me machuquei as mãos, consegui percorrer um longo caminho que não faço a mínima idéia de quantos km foi kkkkkkk. Mas sei que fui muito além do que eu mesma esperava, mesmo sem treino algum e muito menos com condicionamento físico. Mas valeu muito a pena, agora é se preparar pra ano que vem novamente, já que será aqui em Brasília de novo. Dia 8 de maio, galera”.

Stefanny

 

Minha amiga Stéfanny Fernandes, foi pela primeira vez em um corrida! Eu amei a novidade! Nós internamos juntas no Sarah e eu to doida pra arrastar essa mulher pro esporte. Apesar de ter começado a prova com 15 minutos de atraso, conseguiu fazer 3km sozinha, sem ajuda e sem condicionamento físico. “Foi maravilhoso participar. Ver todas aquelas pessoas correndo por nós, foi emocionante! Me senti livre e com as esperanças renovadas!” Ela me prometeu que vai tentar fazer mais provas. Vamos cobrar!

 

 

 

10846164_1019961891347830_5588227109763291989_nTambém estava lá meu amigo Diego Coelho. To feliz da vida por ele, pois o Diego ganhou a prova masculina! Fez 21km sem ajuda. O cara é monstrão! Diego me contou que começou a prova tranquilo, mas lá pelo km15 estava muito cansado. Pelo que ele me contou, na linguagem de corredor, ele ia quebrar jaja. Mas tinha um corredor experiente alinhado com ele há alguns km, que deu um gel de carbo (nosso famoso e adorado gelzinho) pro Diego experimentar. Aí ele se sentiu com aquele gás pra correr mais um pouco. E foi isso que o levou a ganhar a prova. Ele disse que, inicialmente, ficou um pouco chateado, pois a organização não confirmou imediatamente sua vitória. Algumas horas depois da corrida foi que o Monstrão recebeu um email com a confirmação, e foi retirar seu prêmio la na RedBull.

 

 

Também tive um enviado especial na Holanda. Meu amigo Bruno correu em Breda . Foram 14km debaixo de chuva, mas ele curtiu demais! Mas olha a foto que ele me enviou no dia da retirada do kit. Não dava pra imaginar que ia chover. Ele conta que, assim que o carro os alcançou, ele, mais um cadeirante e mais três atletas tiveram que se refugiar numa estábulo (sim, já estavam numa estrada que cortava fazendas) pra não congelarem enquanto esperavam o ônibus que os levaria de volta pra largada. Totalmente diferente do nosso calorão brasileiro! rsrs

largada breda

Se você perdeu essa prova tão especial, que ocorre uma vez por ano, não perca a corrida no ano que vem. É sempre no primeiro domingo de maio. Corra pra se inscrever! Em 2016 vai ser em Brasília de novo. Espero vocês lá 😉

 Sthéfanie Louise Déa, Fernando Fernandes e Walquiria Coimbra
Sthéfanie Louise Déa, Fernando Fernandes e Walquiria Coimbra
Diego Coelho e Suzi
Diego Coelho e Suzi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11195329_10206888249312809_1350023468_n
foto da organização da prova, que o pessoal da Itália me enviou 🙂
Roberta Lys, Francisco Xavier Fontenele Júnior, Felipe Costa, Renato Guimarães, Cida Fontenele e Fernanda Fontenele
Roberta Lys, Francisco Xavier Fontenele Júnior, Felipe Costa, Renato Guimarães, Cida Fontenele e Fernanda Fontenele
Kauana Araujo (centro) e amigas
Kauana Araujo (centro) e amigas
Biel e seu pai Rodrigo, com os amigos
Biel e seu pai Rodrigo, com os amigos
Leo Carvalho, Beta CB e a galera na largada
Leo Carvalho, Beta CB e a galera na largada
Morgana de Oliveira
Morgana de Oliveira
Paula Narvaez, Debs Aquino e seus respectivos rsrs
Paula Narvaez, Debs Aquino e seus respectivos rsrs

28
maio

1

Almôndegas e Bolinho de Caneca

Oi gente! A pedidos, vou colocar aqui as receitas que postei essa semana no Instagram.

Tem almoço e lanche da tarde! Só não vale comer o bolinho de sobremesa rsrs

Vamos começar com as almôndegas delícia, receita da linda Larissa Conte.

almondegas

ALMÔNDEGAS DE CARNE MOÍDA COM AVEIA

– 500g de patinho moído

– 8 colheres de sopa de aveia em flocos finos (na minha eu preferi colocar farinha de aveia. E como já to acostumada, coloco “a olho” . Bem displicente!)

– 1 cebola

– 2 tomates (nem sempre eu coloco rsrs)

– 1 ovo (sem tomate eu coloco 2)

– 1 colher de sopa rasa de orégano

– 1 colher de sopa rasa de chimichurri

– 1 colher de sopa cheia de salsinha picada

Dica da Dani: eu ralo um pouquinho de noz moscada e fica uma loucura!

Modo de preparo: Retirar a semente e a casca do tomate, picar bem o tomate e a salsinha. Para a cebola, utilizar o ralador. Logo após, misturar todos os ingredientes juntos, fazer as bolinhas com a mão.

Dica da Dani 2: Se eu faço bolinhas maiores, eu coloco uma colher (de café) de creme de ricota light como recheio. Deixa a carne super molhadinha. Porque eu não gosto de comida ressecada rsrs. Com as bolinhas pequenas não precisa 😉

Levar a forno pré aquecido por 25 minutos.

….

Agora, vamos pra delícia do lanche da tarde “xô TPM”

bolo de caneca

BOLINHO DE CANECA

– 1 ovo

– 1 colher de leite desnatado (não é em pó!)

– 1 colher de farinha de aveia

– 1 colher de cacau em pó + adoçante Stevia (você pode substituir por achocolatado sem açúcar, tipo Gold ou Linea)

– 1/2 colher de fermento em pó

Bata tudo na própria caneca, usando um garfo. Leve ao microondas. No meu foi 2min30. Com uma colher eu tirei o bolinho da caneca e coloquei no prato. Cortei em 3 partes. Recheei uma com pasta de amendoim e outra com geleia sem  açúcar (já usei de frutas vermelhas e de morango). Você pode também rechear com frutas cortadas, como morangos ou banana.

Para a cobertura, há dois tipos de calda. Ou você utiliza 2 colheres de leite desnatado e cacau em pó, levando ao microondas pra aquecer (cuidado para não derramar), ou pode utilizar duas colheres de leite condensado light e 1 de cacau, levando ao microondas por 30 segundos. Coloquei uma colher da cobertura no prato, as camadas do bolinho, e outra colher por cima.

Espero que gostem! 😉

 

24
maio

0

Te amo e sempre te amarei…

Há 7 anos a gente começou aquele flerte. A esteira me apresentou você. Começamos devagar, como todo relacionamento deve ser. A gente se via todos os dias, mesmo que rapidinho.

Meses se passaram, até que resolvemos dar um passo adiante na nossa relação. E veio a primeira inscrição de corrida! Chegou o dia e eu pensei que seria só mais um dia da minha vida. Mas acabou sendo um dos mais importantes. Nosso amor se concretizou ali, naqueles 5km. E quando eu cruzei a linha de chegada eu sabia que nada abalaria esse amor. E que eu queria você pra sempre! Era isso que eu queria pro resto da minha vida!

Um mês após o outro, a gente começou a se ver por mais tempo. Começamos a ficar mais rápidas juntas. E a querer ir mais longe. Veio nosso primeiro tênis de corrida. E mais uma inscrição. E outra. Até chegarem as provas de 10km.

Você não queria que eu te amasse egoistamente. Queria que eu dividisse esse sentimento com outras pessoas. Vieram os Loucos por Corrida. Depois os Viciados. Depois os Amantes. Você encheu a minha vida de gente. Gente de toda idade, de toda raça, de todo lugar, gente de todo tipo. Você me encheu de amigos!

Um ano depois eu já não aguentava mais te ver tão pouco. Os 10km viraram 12. Depois 15 e depois 17, até eu chegar nos 21. Você me apresentou a meia maratona. E ali eu me encontrei. Uma, duas, três… foram 6 ou 7? Nem me lembro mais!

Nos pés, as bolhas apareciam sempre. As pernas pesavam. Os joelhos doíam todo dia. Mas não importava!Você encheu minha parede de medalhas e alguns troféus. Você encheu minha vida de alegria, meus olhos de brilho, meu rosto de mais sorrisos.

 E a cada dia que passava, eu te amava mais e você retribuía. Comecei até a te carregar no pescoço, porque no coração já não cabia mais. 21, 23, 25, 29… E eu queria mais! Eu queria 42!

Aí eu entrei no liquidificador. Eu mal tinha saído de lá e só pensava em você! E dizia pro bombeiro: “Eu quero correr!” E ele disse “Calma!”.

Eu só pensava em você! Dia e noite naquela UTI. Dia e noite no quarto do hospital. Dia e noite até hoje. Por 2 anos e meio você me sustenta e me ampara, você segura minha mão.

Lembro como se fosse hoje, quando eu estava desesperada, pensando “e agora?”, você me disse “Calma! Nunca vamos nos separar! Daremos um jeito! Você sempre deu, em todos esses anos.”

E dei! Hoje calço os tênis, mas meus pés ficam amarrados. As bolhas estão nas mãos. São os braços que pesam. Bíceps, deltóides e trapézios que doem.

21 ainda é meu número da sorte. Ainda é onde me encontro. Quantas vezes já estivemos ali, juntas, de novo? Não sei… O tamanho do meu sonho? Ainda é 42!

Ainda sonho com o dia em que vou calçar os tênis pra desgastá-los. Sabe ali, bem na parte interna do calcanhar? Ali sempre foi o lugarzinho que desgastava primeiro!

E pensar que eu reclamava em passar as tardes pós-longão com aquelas malditas bolsas de gel congeladas, amarradas no meu joelho, cronometrando o tempo de tira-e-poe. Como eu sinto falta disso!

Sinto falta daquele bronzeado lindo: umas 3 marcas de tops diferentes e umas duas de shorts…

Se eu desisti? Jamais! Você nunca me abandonou e eu nunca vou te abandonar! Você não me deixou enlouquecer. E eu pensava e penso em você todo dia!

Que bom que você não me rejeitou, não me jogou fora. Que bom que você sempre me aceitou de todo  e qualquer jeito. Que bom que você me aceitou de volta e me aceitou assim!

Te amo no asfalto, na grama, na terra, na areia, na pista…Te amo e sempre te amarei, minha querida CORRIDA!

PhotoGrid_1432435264746

Page 4 of 13