29
abr

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Exercícios abdominais – parte 1

Eu prometi e vou cumprir! A partir de hoje teremos vídeos de atividades físicas aqui no blog!

Eu resolvi começar pelos exercícios abdominais por um único e simples motivo: cadeirantes precisam melhorar o controle de tronco (especialmente quem tem lesão alta, como eu). E não há jeito melhor do que fazendo abdominais! E pra quem segue o blog e não é cadeirante, pode aproveitar pra começar a treinar ou variar seus exercícios.

Eu comecei, lá no Sarah, no ano passado, por incentivo do prof Fred. Eu ria, porque não conseguia elevar o tronco nadinha do chão. Nada mesmo! Vocês notarão no vídeo que eu melhorei bastante, mas ainda não consigo elevar muito. Porém, eu não desisto! Continuo fazendo pra melhorar mais!

Pesquisei bastante pra escrever um trechinho sobre a importância dos abdominais no corpo de qualquer pessoa, seja ela cadeirante ou andante. E a explicação mais fácil de entender que eu encontrei foi do Márcio Atalla, famoso por participar do Medida Certa.

Segundo ele, um abdômen bem trabalhado melhora o equilíbrio postural, dá uma maior sustentação das vísceras (ou seja, melhora nosso pânceps de tetra), aperfeiçoa a respiração, previne contra traumatismo e também evita a diástase (fenômeno que separa as extremidades do músculo abdominal). Além disso, somada à uma boa alimentação e à prática de exercícios aeróbicos, melhora a capacidade de digerir alimentos. Quem garante é a Sociedade de Gastroenterologia da Austrália.

jorginhoEntão, vamos começar! Nesse vídeo eu fui orientada pelo educador físico Jorge Norberto, da Companhia Athletica aqui de Ribeirão. No vídeo eu faço abdominais segurando uma anilha de 5kg. Mas a postura pra quem vai começar o treino sem peso é a mesma. Se você for fazer sem peso, pode colocar as mãos atrás da cabeça. Eu também apoiei um joelho no outro e minhas pernas ficam dobradas. Se não dá pra dobrar as suas, não tem problema! Deixe-as esticadas! Eu faço 3 séries de 15 repetições cada.

https://www.youtube.com/watch?v=41fqn68fKXA

Eu fiquei 3 semanas sem treinar direito e perdi todo o trabalho abdominal que eu tinha conseguido! Agora, voltei a treinar e lanço um desafio! Estou recomeçando! Que tal você começar também?  Assim podemos ter resultados juntos! 😉

25
abr

0

Bolo de banana com grãos e cereais

Galera, fim de semana está aí e dá aquela vontade de comer algo diferente! E por que não comer algo também saudável?  Essa receita  é da minha querida amiga Debs, que tem um blog super legal com seu nome.

bolode banana Debs

 

Você vai precisar:
3 colheres de sopa de farinha de trigo integral
1 xicara de açúcar orgânico
1/2 xicara de leite desnatado
1/2 de óleo de canola
3 ovos
1 colher de sopa de canela
10 castanhas do para, 3 nozes, 4 castanhas de caju e 4 amendoas
6 colheres de sopa de cereal.
4 bananas nanica

Modo de preparo:

Triturar no liquidificador ou processador as castanhas-do-pará, as de caju, a amêndoas, as nozes e 3 colheres do cereal até formar essa farinha.

Pré- aqueça o forno a 180 graus

Bater na batedeira o açúcar, os ovos, o leite, duas bananas cortadinhas em rodelas finas, a canela e o óleo.Qdo virar um creme, misturar a farinha dos grãos e cereal batidos com uma espátula ou colher de pau.
Depois de misturado, coloque as outras 3 colheres de cereal, 1 colher de sopa de fermento e as outras 2 bananas cortadas em rodelas beeem fininhas. Mexe novamente. Ponha na forma. No forno daqui de casa deixei 25 minutos, mas é sempre bom dar uma olhada e enfiar o garfo pra ver se ele sai limpo! E pronto!

A cor dele é essa. E gente… Fica muuuuito bom!!!

23
abr

29

1 ano e meio de lesão, de cadeira de rodas, de vida

Pois é, to publicando esse post dia 23, mas to escrevendo ainda no dia 22! To na calada da noite, quando eu, normalmente, sou mais criativa! E tenho menos sono também.

Na verdade, eu deixei pra escrever à noite porque fiquei o dia todo pensando, se deveria escrever ou não!

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Lá se foi um ano e meio! Como o tempo passou…às vezes os dias foram demorados a passar, às vezes passaram depressa demais, de tão bons! Mas já faz um ano e meio que saí vivinha daquele liquidificador, pra aproveitar a nova chance que Deus me deu. E me pergunto se estou fazendo isso direito. Porque eu não queria só sobreviver. Isso é muito chato! Eu quero viver! E quero!

Nesse 1 ano e meio, eu tive que aprender a ter mais paciência (o que nem sempre é fácil! E tem dias – vários – que eu não tenho mesmo!) Não perdi minha vaidade. Continuei me preocupando com a saúde (a minha e a dos outros). Guardei algumas reflexões e sentimentos só pra mim, e compartilhei outros tantos. Continuei amando os esportes e me dedicando à eles.

Eu fiz um montão de amigos novos (alguns só com título de amigo, outros amigos mesmo!)  e reafirmei laços de amizade.

Eu nadei, eu mergulhei, eu lutei esgrima, eu corri de cadeira e até fiz uma meia maratona. Eu velejei. Eu ganhei medalha. Eu amei. Eu sorri. Eu chorei. Eu viajei. Eu dancei. Eu dei altas gargalhadas.Eu li.  Eu comi um monte de salada e um monte de chocolate também. Eu fui à praia, e quando achei que nunca mais eu iria, eu fui de novo! Eu não escalei nem saltei de paraquedas, porque eu tenho medo!

Sim, eu senti medo.  Medo do novo, do inusitado, do desconhecido. Medo de que minha postura diante da nova realidade não fosse a correta a seguir. Senti medo de ficar sozinha. Senti medo de estar tão rodeada de gente que não pudesse ficar sozinha. Senti medo de estar tão cheia dos meus pensamentos que não conseguisse ficar sozinha.

Eu perdi todo o meu cabelo (que está nascendo de novo e eu to parecendo um quiosque) e quebrei todas as minhas unhas (nos jogos de basquete e fora deles). Eu tive um monte de espinhas. E nem por isso eu deixei de me maquiar, de me arrumar e de sair.

Nem de sorrir!

Eu reaprendi a cozinhar. Eu reaprendi a passar pano no chão e a me vestir (nem tudo fica bonito na cadeira de rodas).  Eu engordei 7kg e emagreci 10kg. Eu entrei nas minhas calças jeans. Eu senti dor. Muita dor! E ainda reaprendo todos os dias a lidar com meu corpo e essas dores. Eu tive que aprender a tomar um monte de remédios por dia. Eu fiz um blog. Eu fiz outro blog. Passei a dividir minha vida com pessoas que eu nem conheço, no Instagram. Eu aprendi a tocar a cadeira, mas ainda tenho medo de cair dela quando vou subir ou descer um degrau.

Eu só pensava em voltar a andar. Eu deixei de pensar em voltar a andar. Eu só pensava na Paralimpíada. Eu fiquei dividida entre tentar andar e tentar a medalha. Entre as duas tentativas, eu tive que fazer uma escolha.

Eu sofri. Eu não dormi. Eu não acordei. Eu senti falta das minhas crianças. Eu senti falta de dançar. E sinto! Eu senti muita falta de correr. E sinto!

Eu quis gritar. Eu quis calar.

Ainda não aprendi a dizer não pra tudo que não quero. Ainda sou uma pata tecnológica. Ainda sou péssima dona de casa e boa cozinheira. Ainda confio demais nas pessoas. Ainda tenho um monte de defeitos e ainda estou aprendendo a lidar com eles.

Ainda quero voltar a andar e ainda não consegui (como qualquer um de nós, os amigos cadeirudos desse mundão afora).

Eu voltei a correr, mas não do jeito que eu amo. E não! Não é a mesma coisa!

Passei a ver o mundo por outro ângulo. Outros ângulos.

Eu aprendi a dar valor pra coisas diferentes. Pro sol que eu amo. Pra chuva que eu não amo (e cá entre nós, chuva não combina muito com cadeirante). Pra família. Pros amigos. Pro amor.

Reenxerguei (acho que acabei de inventar essa palavra) que não vale mesmo a pena guardar mágoa nem rancor. E que não vale a pena você dormir “brigado” com outra pessoa. Afinal, você nunca sabe quando vai ser a última vez que você a verá ou falará com ela. E por esse mesmo motivo, você não deve guardar sentimentos bons só pra você. Se você gosta, fale. Se você ama, fale. Se você quer, lute por isso.  E não deixe essas coisas pra amanhã, pois você não sabe o dia de amanhã. Se você vir uma oportunidade, agarre. Se você quer ser feliz, vá atrás da sua felicidade. Faça acontecer! Não fique esperando isso ou aquilo, ou que isso acabe, ou que aquilo comece, ou que o seu mundo esteja perfeito. Porque ele nunca vai estar! E se você esperar pra ser feliz, você não será nunca!

A vida começa todos os dias. E ela tem a cor com a qual você pinta!

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17
abr

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Lasanha de abobrinha

Pessoal, creio que haverá exageros nesse feriado (né?! :p )

Então, já anotem essa receita maravilhosa, que minha amiga Valeria Spakauskas (foi ela que me deu o torrone na meia maratona) deixou eu dividir com vocês!

lasanha de abobrinhaCorte duas abobrinhas em rodelas finas, coloque para ferver até amolecer. Escorra. Faça camadas de abobrinha, queijo branco, molho de tomate, e vá intercalando.

Ela coloca uma camada fina de catupiry pra ficar cremoso. Mas eu vou substituir por requeijão light!!

Você pode colocar mozarela no lugar do queijo branco.

Cubra com molho e queijo ralado e enjoy 🙂
Delicioso!!!!!

15
abr

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Entrei na calça 36, mas Engordei! E agora?

Quando eu fiz esse blog, o objetivo não era dizer “Olha como eu estou sempre magra” e “Faço toda e qualquer atividade física perfeitamente”.  Não! Se eu quero incentivar a atividade física e a alimentação saudável (buscando também o emagrecimento) entre os cadeirantes e qualquer pessoa que busque um estilo de vida saudável, eu PRECISO contar a verdade pra vocês e sempre compartilhar o que realmente acontece.

Pois é, engordei! Mas já tracei um plano de ação, junto com o André Facchin, meu nutricionista, e com os professores da Companhia Athletica! Porém, primeiro, vou contar como aconteceu essa tragédia tão comum da vida diária!

Pois bem, aceitei um trabalho, numa feira/congresso, em São Paulo, como cadeirante bilingue. Precisava usar terninho preto e resolvi experimentar minhas 2 calças pretas. Uma 38 e uma 36. A 36 entrou e fechou! Glóóóoóóóriaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!  Mas eu pretendia usar meia calça por baixo da calça (porque ficaria o dia todo no ar condicionado e morreria de frio+dor). Levei as duas! Graças a Deus, porque no segundo dia a 36 não entraria nem passando óleo de peroba e vaselina no corpo!

Sempre amei São Paulo, mas agora tenho minhas reservas pra ir, porque, como sou “turista” e lá não tenho rotina, eu sempre como errado, durmo pouco e não faço atividade física. Ou seja, receita pro desastre! Faço tudo ao contrário do que deveria fazer.

A feira era num hotel, eu entrava super cedo e só saía à noite. Não tinha outra alternativa a não ser comer lá. E cafés da manhã e da tarde em hotel são sinônimo de? Doces, bolos, tortas, pão de queijo, tudo delícia e tudo altamente gorduroso. Como eu estava cansada e via aquilo tudo ao alcance das mãos, enfiei as rodas na jaca e comi mesmo! A calça 36 nem foi trabalhar…

Voltei pra casa me sentindo a pior das piores jaqueiras do mundo. Fui pra academia, tomei o suco verde, voltei linda pra dieta. Chegou domingo. Almoço na vó. Pula essa parte! Comi errado de novo. Pesei. Já tinha engordado 1kg! Isso mesmo, 1kg em 1 semana. Teve gente que disse “1 kg? Nossa, isso não é nada”. Mas quando a gente emagrece 1kg é uma festa sem fim! E se de grão em grão a galinha enche o papo, de kg em kg eu não posso nem pensar em engordar os 10 que eu emagreci em 1 ano! Muita calma! Tudo bem, farei tudo certo essa semana.

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Mentira! Fui pra SP de novo! Quarta, gravei o dia inteiro, comendo certo no almoço, mas juntando com todas as porcarias do mundo que a produtora colocava na nossa frente (porque não tinha outra coisa! e eu aproveitei pra tirar a barriga da miséria…de novo!). Quinta à domingo, Reatech o dia inteiro.

Eu falei, comi tudo errado, dormi pouco e não fiz atividade física. Uma meia maratona não salva os estragos de 2 semanas jacando total! Durante a feira eu já tinha mandado mensagem pro André, pois nossos encontros são à sextas-feiras. Não nos vimos no dia da Reatech e não nos veremos nessa sexta feriado. E eu não podia esperar tudo isso pra atacar a minha banha!

Lembram do cardápio anterior, da dieta? O que mudamos?

Só pra essa semana, e por 3 dias, trocarei o café da manhã por:

– 1 copo de iogurte desnatado com 1 colher de aveia

– 1 fruta

E só pra essa semana, e por 3 dias, trocarei o jantar por sopa de legumes (André me conhece, sabe que com esse tempo de chuva eu não vou comer um balde de salada nem nos sonhos mais profundos dele). Hoje farei a sopa e posto a receita pra vocês depois.

Tomarei 1 copo de suco verde por dia, à tarde e eliminarei os doces! Bem na semana nacional do chocolate liberado e bem na semana de TPM!

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Haja força! Deus me ajude! E vocês também!!

Semana que vem, volto pro cardápio normal até sexta. O nutri chega, eu peso, conversamos e veremos o que acontece! Assim que o André sair daqui, eu conto tudo pra vocês. 😉

Torçam por mim e façam a dieta de vocês aí também!!  bjsss

 

14
abr

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Minha Primeira e Sétima Meia Maratona

Essa semana eu to cheia de coisas pra contar pra vocês! Mas a primeira tinha que ser essa!

Todo mundo sabe que eu amo correr, que ta no meu sangue, que ta no meu cérebro, que ta no meu coração, que eu respiro (e gostaria de transpirar também) isso. Mas, não posso correr mais do jeito que eu sempre gostei e gosto! Porém, nem tudo está perdido!

Fui pra São Paulo essa semana, pra participar da Reatech. Eis que sexta à noite, minha mãe japa, Marina Kuriki, me manda um whatsapp assim: “Vai ter a Meia da Corpore domingo. Você não quer ir ver o pessoal? Dá pra fazer os 5km de cadeira.”  A minha cadeira não passa nas portas do apt da Má. Ela acionou outro amigo nosso, o Michel Honda (que me ajuda e me apoia tanto!) e ele imediatamente disse que me hospedaria. Nossa! Que vontade de estar lá na corrida! Porém, no mesmo instante, lembrei que não podia ir com a minha cadeira. Depois de alguns acidentes, as organizações das provas não permitem mais cadeiras do dia a dia em provas. Apenas cadeiras de atletismo e handbikes são permitidas. Além, disso, eu não tinha nem roupa! Só tinha trazido uma legging preta (uniforme oficial das cadeirantes). Mas a Marina disse que ia me emprestar tudo! Camiseta, top, tênis, meia, tudo!

Caramba! Eu tinha 24horas pra conseguir uma handbike! Mandei um post desesperado no sábado de manhã, no facebook, tentando conseguir uma hand emprestada. Alguns amigos indicaram amigos, mas nada de eu conseguir uma. E eu estava na Reatech o dia todinho, caçando gente que poderia ter e que não usaria no domingo. A feira encerrava 19h e nada! Mas, eu tenho um amigo porreta, o Sidney Mayeda, que tem uma hand de passeio. É uma adaptação que ele prende na cadeira de rodas normal, mas ele usa uma esportiva (daquelas de basquete), que é mais leve. Tudo junto, pesa 21kg! Ele usa essa bike pra se exercitar no parque  e estava com ela na Reatech, incentivando a galera a se exercitar também. No mesmo momento que eu pedi, ele disse : “Claro Dani, pode levar.” Meus olhos encheram de lágrimas. Eu nem acreditava que eu ia conseguir! Bom, se eu consegui a hand, eu não ia correr os 5km. Eu ia pros 21km!

A Marina foi me buscar, colocou a hand do Sidão no carro, a minha cadeira, mala e cuia no carro dela, e partimos pra casa do Michel. Aí começou o problema número 1 – começou a cair o maior pé d’água do Brasil. Eu achei que a chuva fosse arrastar o carro na rua. Respira, chegamos no Michel. Jantamos (ele fez um yakissoba caseiro maraviwonderful e pediu pizza), rimos, conversamos. E a chuva não parava nunca mais. A Má foi embora e eu fui pra cama. Mas não conseguia dormir. Problema número 2 – eu estava mortinha de cansada e nada de pregar “uzói”! Mas fiquei orando, pedindo pra Deus (e pra todo mundo que me chamava no whatsapp eu também pedia pra orar) praquela chuva toda parar de chover até de manhã. Fiquei monitorando a chuva até 2h da madruga, agitada. Eu não dormia de jeito nenhum! Estava ansiosa pela prova! Dormi. O despertador tocou 4:40. Ou seja, não dormi nadica de nadéx! Mas, parou de chover! Problema 1 resolvido. Problema 2…deixa pra lá!

Com um olho aberto e outro fechando, abri a bolsa com as roupas da Marina. Coincidentemente, ela me emprestou a camiseta da Maratona de Revezamento Pão de Açucar de 2012. A última prova que eu tinha corrido em SP! E me trouxe um tênis Asics. Eu sempre quis testar um Asics pra ver se era mais confortável que o Mizuno (que eu usava pra correr). Agora estava com um Asics no pé, mas não sabia se era melhor pra correr. Nem saberia, por motivos óbvios! Me troquei, juntei as tralhas. Michel já tinha feito meu café e a Marina já estava lá me esperando. Partimos pra USP. Quando chegamos, meu coração já acelerou, de ver tanta gente ali, pra correr. Lembrei da última vez que estive ali pra uma largada, na Fila Night Run de 2009. E na última vez que passei por ali correndo, quando fiz os 25km na Maratona de SP em 2011.

O moço nos guiou para o local dos cadeirantes estacionarem. Só handbikes top de competição. Descemos do carro, a Má montou a hand do Sidão. Quando desci do carro, um senhor de aproximou, perguntando quantos km eu iria fazer. A Má disse que eram 21. Ele respondeu “Se é a primeira vez dela, e com essa bike, melhor ir pros 5km.” Mas ele não me conhece! Perguntei o nome dele, pois estava com a camiseta da Achilles. Era o senhor Rollo, com quem eu tento falar desde que a Dri, minha amiga corredora aqui de Ribeirão, me falou da Achilles. Ele lamentou não termos conseguido falar antes, me deu um cartão e ofereceu suporte durante a prova. Também me deu um número de peito, pois eu não tinha (ia usar o da Marina e ela ia correr de pipoca).

Partimos pra tenda e, começamos a ver os amigos. Que delícia estar ali, no meio dos amigos. Vi a Drika (cabeça), a Claudinha ( a “papa-pódios” rs), que eu só tinha visto em Maresias, na minha última prova “andando”.E vi mais um monte de gente legal, que eu só conhecia pelo face.

Fomos pra largada, pois a dos cadeirantes seria 15minutos antes. Notei que no km 13, passaríamos por ali. Pensei “Se eu estiver morrendo, eu paro no 13.” Mas isso não estava muito nos planos.  Seria só no caso de eu estar desmaiando, tendo um colapso, tendo disreflexia, ou morrendo mesmo.

1011796_780081265335895_6683714393625711_nLá estava eu, na largada com a galera da handbike. Eu estava morrendo de vergonha, pois eu era uma estranha no ninho. E também era a única com uma handbike de passeio.  E sem nenhum equipamento também! Mas tudo bem. Eu sabia que iria demorar muito mais pra completar a prova (estava com uma bike que pesava 21kg e eles com bikes que pesam menos de 14kg). Comentei com a Marina sobre isso e ela disse algo que me fez chorar: “O que importa é que você está aqui, no seu lugar! Aqui é seu lugar! E do nosso lado.” Sim, ali era meu lugar: numa corrida! E eu não estava ali pra competir, mas pra completar a prova.  A Claudia, mãe da Bia, uma querida,  se ofereceu pra me ajudar e disse que a turma dela, da Klabhia Running, me ajudaria também! Apareceram também voluntários da Corpore.

Largamos! A turma da handbike sumiu em 2 minutos! A Marina do meu lado, a Claudia e a Bia também, além da Laila e da família dela. Primeiro, a Má e o Roberto Itimura começaram a me ajudar, porque a hand era muito pesada! No segundo km, o pai da Laila engatou um guarda-chuvas atrás da minha cadeira, pra facilitar pra galera me dar uma força e não acabarem com as costas. Mas…ai meu bumbum! Tive que ficar a prova inteira indo um pouquinho pra cá e um pouquinho pra lá, com medo de que o guarda-chuvas fizesse pressão e abrisse uma escara.

No primeiro km, algumas pessoas começaram a gritar “vai” , “isso mesmo”. E eu toda distraída, conversando. Até que a Má e meus amigos começaram a responder. Aí eu saquei que aquilo era pra mim! Que bestinha! O povo deve ter achado que eu sou grossa, porque não respondi.

Bom, se eu contar tudo que aconteceu, km por km, vocês vão enjoar. Então, vou tentar resumir, gente! Lá pelo km 3 ou 4, eu acho, a Má foi descansar um pouco! Afinal, semana passada ela fez 42km de montanha, na Maratona do Fim do Mundo.

No km 5, eu pensei “bom, sem ajuda da galera, eu teria que parar aqui. Mas vambora! Não to sozinha. ”

No km 10, assim que passamos a placa, eu dei uma chorada. Mas ninguém viu! Ainda bem…10252114_540776776040302_1872685984668690283_nrs  Foi aqui também que começou meu maior problema na prova! Eu sabia que eu não conseguiria parar durante a prova pra ir ao banheiro. Então, eu estava regulando a água ao máximo, pra não sentir vontade de fazer xixi. Estava bebendo pouco mesmo! Tinha pontos de água que eu nem dava um golinho. Mas, todo km 10 numa meia maratona, vira meu km do mal! Quando eu corria, era aqui que meu joelho acordava e começava a doer. Mas, aqui, minha bexiga começou a dar sinais de que precisaria ser esvaziada. Além disso, eu não forço o joelho. Mas o trapézio! Corpo, você não me dá uma folga, hein?! Fala sério! Ta querendo me boicotar?

Fui controlando a água durante a prova. As pessoas que passavam, me davam muita força! Teve um moço (lindo maravilhoso), correndo com um amigo, que passou por mim lá pelo km 16 e disse “Quando estamos cansados e pensamos em desistir, a gente vê uma menina dessa e sente vergonha”. Não moço! Não sinta vergonha! Corra mais rápido, já que eu não consigo. As pessoas davam bom dia, batiam palma, elogiavam, conversavam um pouquinho. Foi muito legal! O staff de prova também sempre gritava! Isso dava um ânimo pros meus bíceps não desistirem!

Tomei meu gel (presente da Má, ja que eu caí de paraquedas na prova e não levei nada) no km11, com pouca água. A Má apareceu bem nessa hora. Tirou foto e revezou um pouquinho com o Pestana, na ajuda à minha pessoa. Parou no 13km pra descansar de novo, quando chegamos nas tendas. Nessa hora, o pessoal dos 5km e das tendas, gritava muito pra me incentivar. E meus dedos, não aguentavam mais segurar o guidão da bike! Eu tenho lesão alta e meus dedos são fracos. Eles começaram a tremer aqui, enquanto eu passava pela galera da handbike que já tinha terminado a prova. Perguntei pro Pestana quanto tempo tínhamos de prova. Fiz as contas. Se continuássemos nessa média de velocidade, eu acabaria minha primeira Meia na cadeira com o mesmo tempo da minha primeira Meia andando. Vai bracinho, vai bracinho!

No km 15, dei mais uma choradinha. Lembrei da minha primeira Meia, no Rio, quando eu passei debaixo dessa placa. Aliás, todas as minhas outras 6 meias maratonas, foram passando como um filme. E vários treinos também. E as dores nos joelhos, os sacos de gelo, os amigos, as medalhas, as tentativas de baixar o tempo. E agora, eu tinha é que terminar essa meia. Esse desafio. Aqui meus trapézios já estavam adormecidos. Meus bíceps também. Eu nem sentia mais dor. Só nos dedos (agora está difícil pra digitar).

10178001_431206043690481_7887651010500666323_nNas subidas da prova eu sofria. E o Pestana também, pra me empurrar. Nas descidas, eu tinha que frear muito, ou capotava. E capotamentos não me trazem muita sorte!rsrs  Melhor não!

No km 18, meu xixi do mal queria sair. Até pensei em fazer ali mesmo. Tantos corredores fazem no meio da prova. Mas eu iria molhar o forro da almofada. E da corrida, eu iria pra Reatech. Daria tempo de lavar o forro, mas ele não iria secar. Ainda mais num dia sem sol! Eu teria que segurar. Comecei a ter disreflexia, muitos espasmos por estar segurando o xixi. Queria tomar mais água, mas isso me daria mais vontade de fazer xixi. E as pontas dos meus dedos já estavam adormecidas de segurar o guidão. Mas se eu soltasse, seria tombo na certa!

Eu fui a prova inteira com o pessoal da Klabhia (às vezes eu dava uma adiantadinha, às vezes elas me passavam, às vezes íamos juntas) a prova inteira! E eu tenho muito a agradecer a esse time e grupo de amigos! Especialmente depois do km 18, quando eu já estava no pau da goiaba e eles ali do meu lado. – agora tem foto!!! – Klabhia

 

O Marcos Pestana foi meu anjo durante a prova inteira. Eu pedalei os 21km na bike de 21kg, mas ele me empurrou 90% do percurso! Sem ele, eu não teria conseguido! Ele é voluntário da Corpore. Algumas pessoas, também me empurraram, pra revezar com ele. Gente que eu nem conheço! E que sem eles eu não teria conseguido!

No km 19 apareceu a Má! Eu disse que estava com dor e passando mal por causa do xixi, mas que iria terminar, e ela comigo ali, me dando força. Vi a placa do km 20 e com ela, vários amigos que passaram por mim durante a prova e eu disse “Me espera na chegada”, mas como disse a Eliane Lilika “Viemos te buscar”. Ela levou o filho, a Ilzinha…Como é bom ter amigos, que foram aparecendo nesse final. E a placa do km 20 me deu uma força fora do normal! Só faltava 1!

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O Pestana falou “Vamos dar um sprint”. Nem sei de onde ele e eu tiramos forças! E meus amigos juntos com a gente. Foi quando a Lilika disse “Dani, olha o pórtico de chegada”. Eu vi! E eu fui! Quando faltavam alguns metros, já comecei a chorar!

10264933_640129632725966_6523103347251352394_nAs fotos da chegada não tem glamour, só umas caretas de choro sem fim. Eu nem acreditava que isso estava acontecendo! Eu só conseguia chorar e abraçar a Marina. Eu chorava muito! A ideia de participar da corrida foi dela! E quando eu falei de fazer os 21km, ela não tentou me dissuadir em nenhum momento. Pelo contrário. Cansada da maratona da montanha, ela só tentava encontrar alguém pra me ajudar. E apareceu o Pestana, que eu só abraçava e agradecia, porque eu chorava tanto que não conseguia falar.

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Quem falou foi minha bexiga! Atrás dos enfermeiros da chegada, a Má viu um banheiro. Desmontaram a hand.  A galera me carregou pra porta do banheiro químico, a Ma limpou e forrou o banheiro e eu…desabei! Pouca água, pouca reposição durante a prova, poucas horas de sono à noite e muita emoção = minha pressão caiu! Eu não desmaiei, mas foi por pouco! Eu parei na hora que percebi o trem feder. Aí eu bebi 200litros de água e isotônico.  E comia feito um dragão. O Pestana me deu mel, a marina uma barrinha de frutas. Eu disse que queria o torrone e alguém (foi uma amiga, eu tava bem pra lá de Bagdá. Não lembro quem foi) me deu um pequenininho. Um enfermeiro veio com uns aparelhos e disse que os batimentos e a saturação estavam boas, mas depois do banheiro, era pra me levar até ele. Sim gente, eu sou tão glamurosa, que tudo aconteceu na porta do banheiro químico, com o vaso todo forrado de papel! Um arraso! Melhorei e, ao contrário do que eu pensava (que de segurar tanto o xixi, eu ia demorar mil anos pra uretra e a bexiga pararem de contrair de espasmos), eu não demorei nem 5segundos.

Ali fora, já tinha vários amigos pra me cumprimentar. Saí do banheiro, o enfermeiro veio e eu disse que já estava bem. Todo mundo perguntou se eu precisava de algo e eu disse “Sim! Eu quero a minha medalha.” Todo mundo riu do ser quase tendo um treco e só pensar na medalha.

Mas, eu não tinha chip! Quando a moça da medalha perguntou, eu disse que perdi. O Pestana disse que dava a dele pra mim, mas a moça disse “de jeito nenhum!! Pode levar!” Moça gracinha! <3  Perguntei pro Pestana o tempo: fizemos 2 minutos abaixo na minha primeira Meia.

Lá fomos nós, tirar mil fotos com tantos amigos que apareceram, o José Munhoz, a Fernanda Balster, tanta gente! E com meus anjos Marina e Pestana! obrigada ao Sidão que m10171661_607948799296716_6976369982651109352_ne emprestou a bike e me permitiu realizar esse sonho! E aos poucos que contei que ia fazer essa maluquice, e que me apoiaram incondicionalmente! Obrigada a todos que me empurraram, quem gritou e me incentivou durante a prova!

 

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Quando as pessoas me perguntam do acidente e eu digo que corria, eu sempre falei que era Meia Maratonista. Agora não! Agora eu SOU, de novo, Meia Maratonista!

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07
abr

2

Receita: Tempero sem sal para frango

Gente, estou preparando vários posts pra vocês,  inclusive com receitas.

tagliariEntão, me deparei com essa receita do meu amigo Robson Tagliari.  Pra quem não o conhece, ele é maratonista e maromba. O cara é tão grande quanto o Neca do Street Fighter, e  parece que corre tão rápido quanto o Flecha dos Incríveis.

O  importante da receita do tempero pro frango é que não vai sal. E daí? Essa coisa de evitar sal não é só pros marombas que querem ficar “rasgados”? Não, povos e povas.

A verdade é que recebi muitas mensagens de gente de rodinhas que está com problemas de retenção de líquidos. E evitar o sal pode nos ajudar a lidar com isso e até prevenir problemas maiores.

Assim sendo, aí vai a receita do tempero, rapidinho de fazer:

Ingredientes: Limão, alho, manjericão, salsinha, cebolinha e jalapeno (pimenta). Robson coloca tudo por cima do frango dentro de uma tupperware.

A foto do tempero dele taí.

1509277_644410408929522_1717211298_nAproveitem e deliciem-se!!!

receitas-de-file-de-frango-grelhado-4

04
abr

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Cadeirante na academia

Galera, muita gente tem me mandado mensagem (meninas e meninos) perguntando como eu faço pra treinar na academia. As perguntas são variadas. “Como você passa pros aparelhos?”, “A academia é adaptada?”, “Quais os exercícios que você faz?”.

Na verdade, talvez esse post seja esclarecedor pra muita gente, mas muitos também vão me odiar! rsrs  Isso porque muita gente me diz assim “Mas não tem academia adaptada perto da minha casa.”.

Olha só, pessoal. Academia adaptada não existe! O que existe é uma academia que permita que você entre (não tenha degraus, por exemplo) e que tenha um banheiro com a porta grande o suficiente pra gente entrar.  E olha que eu já vi gente sendo carregada nos dois ou três degraus de entrada, tudo pra poder ir malhar.

936573_609714165705940_1262672650_nOutra coisa que muitos me perguntam e que não existe são aparelhos adaptados pra cadeirante. O pessoal fala “ah, mas na academia aqui perto de casa não tem aparelho pra cadeirante.” Claro que não! Esses aparelhos não existem! Exceto aqueles aparelhos que imitam uma handbike, o resto é tudo aparelho normal, que qualquer pessoa pode usar! Mas e os aparelhos do Sarah? Eles são iguais a quaisquer outros, de qualquer academia. Mas lá há algumas adaptações, como as garrinhas, que podemos encontrar em academias “normais” também.

Então, o que podemos fazer?

cadeirantes-arturPrimeiro, você precisa querer ir! Precisa querer muito! Precisa sair do sofá, sentar na sua cadeira e ir até lá.  Depois, você precisa estar disposto a adaptar-se e procurar meios de adaptar os exercícios. Chegando lá, você precisa não ter vergonha de pedir ajuda, sorrir para o instrutor e dizer que você precisa dele.  Então, você e o educador físico encontrarão formas de transferir você pros aparelhos e de adaptar alguns exercícios para você e seu tipo de lesão. Aí, você vai estacionar a sua cadeira nos aparelhos, ou se transferir pros que tem banquinho, e fazer os exercícios!

Se você é tetra, e precisa das garrinhas, você pode comprar pela internet e levar com você, caso a academia não tenha. Você também pode levar uma faixa com velcro e pedir pro professor amarrar suas mãos nos aparelhos (assim não gasta dinheiro com as garrinhas).

Mas, pessoal, não adianta dar desculpas que a academia não é adaptada, porque você não vai encontrar nenhuma no mundo que seja feito sob medida para você e para o seu tipo de deficiência. Você precisa adaptar-se ao meio, ou seja, ao mundo. Sempre fazemos isso. Por que não fazer pra ir pra academia também?

core-360c2b0-para-cadeirantes-c3a9-um-treinamento-personalizado-visando-a-melhora-da-capacidade-funcional-do-indivc3adduoO que encontramos também são professores que não sabem o que fazer com a gente! Podem rir, mas é verdade! Eles olham pra gente, pra cadeira e não sabem por onde começar! Além dos exercícios que eu e alguns educadores físicos adaptamos, e dos convencionais, que eu já faço, estou pesquisando muito pra melhorar os meus treinos. E vou começar a dividir tudo com vocês. Não tenho celular top, nem câmera de alta resolução. Não esperem imagens de TV! Mas vai dar pra ver, eu prometo!

Agora, se você está com vergonha, porque está gordinho e não quer chegar sedentário na academia, ou se você não tem mesmo dinheiro para pagar uma mensalidade, ou ainda, se você mora em cidade pequena e não tem academia aí, calma! Seus problemas acabaram! Mentira!hahahaha  Mas eu prometo ajudar também, dividindo com vocês alguns exercícios que podem ser feitos em casa.

Antes de tudo, você precisa querer! Precisa parar de dar desculpas e encontrar justificativas pra ficar em casa. Pra ficar em casa é fácil. Tem dias que eu também quero ficar (tem dias que eu realmente fico, por estar cansada). Não pensem que eu sou um poço sem fundo de animação e que não tenho problemas, pois isso não é verdade! Mas,  se eu ficar só pensando besteira, eu vou pegar uma barra de chocolates por dia, sentar na frente da TV e ficar vendo filme o dia inteiro, ao invés de ir cuidar da minha saúde! Pense nos benefícios que você terá daqui um tempo e comece logo! Não deixe pra segunda-feira, pra semana que vem, pro mês que vem…Comece hoje!

 

03
abr

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Receita – suco verde

Gente, voltei! Tinha sumido porque meu computador estava surtado e não queria trabalhar. Fiquei quase uma semana sem ele, agora pude voltar pra cá!

como-desenhar-um-porquinhoCheguei de viagem de madrugada. Fui pra SP domingo e voltei essa noite. Trabalhei num congresso e, vou falar a verdade: comi muito errado! Café da manhã e almoço foram ok. Mas os lanches da manhã, da tarde, e a janta…Bom, lanchinhos de hotel! Imagina só o estrago no meu corpinho!

Hoje, resolvi fazer um suco verde, pra desintoxicar. Das receitas que meu nutri tinha passado, eu só tinha a água de coco e a couve, na geladeira. Então, eu criei uma receita! Se vocês já viram essa receita na internet, em algum lugar, perdoem-me! Mas eu nunca vi. Por isso disse que é minha :p

Lá vai:suco-verde-1024x671

– 250 ml de água de coco

-1 folha de couve

-suco de 1 laranja

-suco de 1 limão

-1 pedacinho de gengibre

Espero que gostem! bjsss