20
jun

125

A Copa dos Milagres

Gente, essa semana, uns 80 amigos me marcaram em fotos como essa abaixo, onde cadeirantes “milagrosamente” se levantam durante os jogos da Copa do Mundo.

em pé

Então, eu resolvi escrever sobre isso, pra mostrar as duas faces desse acontecimento mirabolante.

A primeira face é uma vergonha mesmo. Tem gente que se aproveita da situação e finge que é cadeirante pra comprar ingressos e assistir aos jogos. O povo brasileiro, que acha que passa impune e imune a qualquer coisa e não está nem aí mesmo. Aí eu e meus amigos – todos cadeirantes de verdade –  ficamos desesperados, tentando comprar ingressos pra abertura e não conseguimos, enquanto esse povo “biito”, uma gracinhas de educação, vão lá, compram nossos ingressos e foram à abertura no nosso lugar. Dá vontade de soltar os cachorros, mas eu sou uma lady e não farei isso fora dos meus pensamentos.

Uma amiga cadeirante chegou a entrar numa página de venda de ingressos, onde existia o seguinte anúncio: “vendo brasil x méxico R$ 400,00 cadeirante. E se precisar vendo cadeira de roda tbm por R$150,00. E ainda com laudo da deficiência .” Esse anúncio não é pra acabar com o piqui do Goiás. É pra acabar com o piqui do mundo inteiro, meu deus do céu. Mais pensamentos pra você, querida pessoa criativa que escreveu isso.

cadeirante-fica-de-pe-em-jogo-no-maracana-e-imagem-repercute-na-internet

Agora, eu vou falar do outro lado. E me usarei de exemplo, pra ninguém mais ser atacado com críticas.

Existe SIM cadeirante que fica em pé. Eu fico! Pode olhar no meu facebook, no meu instagram, na fan page, na academia e no jogo da Copa das Confederações do ano passado.  Eu preciso me apoiar em algum lugar (na grade, por exemplo) ou em alguém. E consigo me sustentar em pé por menos de 2 minutos. Ou seja, eu não vou conseguir me levantar rápido pra ver o lance que vai levar ao gol. Eu não consigo me levantar rápido se alguma coisa for cair na minha cabeça. Eu não consigo ficar em pé filmando ou fotografando o campo ou o jogo. Mas eu consigo ficar em pé sim! Aliás, eu preciso ficar em pé várias vezes durante o dia, pra aliviar a dor gigantesca na minha lombar. Eu tenho 1 ano e 8 meses de lesão (que completarei dia 22) e estou há 1 ano e 8 meses batalhando pra conseguir ficar em pé!  Então, eu vou ficar em pé no intervalo do jogo sim! E quero ver quem vai tirar minha foto e colocar nas redes sociais falando que sou cadeirante fake.

empe e sentada

Eu não consigo andar. Não consigo me locomover, se não for em cadeira de rodas. Mas isso não quer dizer que eu passe 24 horas do dia sentada ou deitada. Apesar de representar uma pequena maioria entre os lesados medulares (sim, existe mais gente como eu, mas não quero citar nomes, pra proteger os meus amigos), existem lesados medulares que conseguem se manter em pé por segundos ou minutos, com ou sem apoio. E existem pessoas que são monoplégicas, existem pessoas com mobilidade reduzida, outros que usam prótese (como a moça loira da primeira foto). A variedade de “cadeirantes” é imensa.

Outro dia uma pessoa me disse “Você nem é cadeirante de verdade. Suas pernas não são tão finas.” Oi? Eu tenho espasmo! E muito! Vocês sabem o quanto isso dói e pode atrapalhar a minha vida? E eu tenho alguns movimentos de uma perna e eu nunca escondi isso de ninguém (por isso uma perna é mais grossa que a outra).

Uma ex-aluna, e hoje minha amiga, a Ana Carolina de Mello,  disse o seguinte sobre esse assunto: “Penso que para que alguém estar/usar este recurso, os motivos podem ser os mais variados, pode ser o pé quebrado, pode ser plegia com lesão medular a depender muito da lesão, pode ser uma dor e pode também ser uma atitude de má fé. Mas fiquei pensando nestes estereótipos que as pessoas fazem, principalmente quem não é/está/foi cadeirante, usando alguns recursos do senso comum e generalizando, algo como: “quem usa cadeira de rodas não se mexe, não fica em pé e não torce? Não vai ao jogo?” Fico pensando neste olhar assistencialista que estamos habituados a ter: ou temos pena ou julgamos. Poxa! Enquanto cidadãos e em especial enquanto Terapeuta Ocupacional, fico pensando neste espaço que “permitimos” que o outro habite, a partir do nosso julgamento e olhar, muitas vezes preenchidos de conceitos sem maiores críticas e aproximações com a realidade. Claro que podem ter pessoas usando disso para furar filas, ter espaços adaptados – pensando que ele não tem aquela necessidade, pois penso na equidade sempre. Não adianta distribuir óculos para toda população brasileira se nem todos precisamos deles não é?”

Assim sendo, não podemos julgar ninguém, nem falar nada sem antes conhecermos a verdade! Enquanto muitos estão realmente agindo de má fé, outros estão ali, como eu estarei, por direito adquirido (e não pense que foi gostoso adquirir esse direito). Estarei cantando, torcendo, gritando, vaiando, vibrando, em pé e sentada.  Vai me ver em pé no intervalo do jogo e me criticar? Senta aqui na minha cadeira, no meu lugar! Quer trocar? :p

13
jun

12

Exoesqueleto

Bom, vamos lá! Eu ia me abster de mais comentários, além do que já publiquei ontem à noite, no Instagram e no Facebook.

Porém, estou recebendo muitas mensagens, inbox, etc, etc, questionando mais palavras acerca das minhas percepções. Principalmente após sair a matéria do meu querido Jairo Marques, sobre o  assunto, antes da aparição relâmpago do exoesqueleto. (Pra quem não leu, aqui vai o link  http://http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2014/06/11/1824/ )

Vejam bem, eu não sou contra a ciência, pelo amor de Deus! Pelo contrário! Eu espero, desejo, anseio que as pesquisas avancem para que eu e todos os outros cadeirantes possamos andar e recobrar outras funções, “bagunçadas” pela lesão medular. Afinal, não é só não andar. E eu já falei muito sobre isso em posts passados. São dores, funções neurológicas perdidas, e muito mais.

Porém, não acredito que o exoesqueleto vá fazer algum de nós voltar a andar. Muito menos ter a sensibilidade reestabelecida (pra não se queimar na areia quente ou no chuveiro quente, nem congelar no mar gelado, nem sentar em algo que nos machuque e  cause feridas de pressão).Sem pensar em nossos nervos, tendões, articulações, ossos, músculos e tudo mais envolvido no simples ato de andar. Não é uma coisa motora apenas.

E vamos e convenhamos, Fifa, Dilma, Copa do Mundo e seja la quem mais for o responsável pela aparição do exoesqueleto na abertura da Copa. Foram R$33 milhões de dinheiro público gastos  na pesquisa, milhares de cadeirantes, familiares e pessoas ao redor do mundo, esperando os 25metros que o cadeirante iria andar, e esperando o chute inicial da Copa. Fomos reduzidos a 2 segundos de aparição, quando o Juliano Alves encostou na bola, no canto do gramado, enquanto a tela era dividida com o ônibus da Seleção chegando. Falta de respeito e consideração com todos nós e com a pesquisa! Pra depois o Galvão Bueno falar aquele monte de coisas que eu denomino como “sem comentários”, porque tenho classe e não quero escrever aqui tudo que eu pensei na hora!Galvão, então…Ninguém ta preso, não! Cadeira de rodas não é cadeia! exosesqueleto

Disseram que o exoesqueleto era muito pesado e iria estragar a grama do jogo…uhum! E aquela bola psicodélica/pseudo-palco pesa quanto? 20kg? Até o derrière segurado de J-lo pesa menos que nosso robocop! Mas a gente podia ficar lá no cantinho! Em entrevista à TV, Nicolelis, falou sobre o tempo reservado pra eles: “A Fifa nos informou que nós teríamos 29 segundos para realizar um experimento dificílimo. Nunca ninguém fez uma demonstração em exoesqueleto229
segundos de robótica. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Foi um esforço dramático de todas essas pessoas que estão aqui. E nós realizamos em 16. Pelo visto, a Fifa não estava preparada para filmar um experimento que vai ser histórico”. Dos 16 segundos, só apareceram 2 na TV. Apesar do peso todo, ele foi mais rápido que o The Flash.

Li um comentário na Internet (porque ontem esse trem bombou e eu que estou atrasada escrevendo só hoje, porque precisava me acalmar), e concordo plenamente com a pessoa que disse que quando seu filho ficar doente e precisar de vacina, são os cientistas e as pesquisas que começaram ha anos atrás, que desenvolveram o remédio e a vacina que ele vai tomar pra ficar bom, não os jogadores que ganham milhões (com todo respeito aos meninos)

exoesqueleto1Eu estava bem descrente do exoesqueleto (o “estava” não quer dizer que mudei de ideia e to apaixonada por ele) Vi uns vídeos que Nicolelis publicou ontem na página dele no Facebook. O pessoal suspenso pelo elevador, sendo segurado pelas mãos por outros cientistas, com os pés mal tocando o chão. Tentei falar com o Juliano Alves, nosso amigo cadeirante que fez a demonstração ontem. Mas eu mandei mensagem em cima da hora. Queria saber a sensação de carregar aquele trem todo. Será que dói o bumbum pra sentar e descansar (minha pressão vai la no dedão do pé quando eu levanto. Eu preciso sentar e descansar)? E, convenhamos, como você entra com aquilo no carro? Se tem cadeira de rodas que não passa na porta do banheiro, como eu entro (e uso) o banheiro com aquele trem todo? Apostar corrida ta fora de cogitação, né?

Conversei com o Gustavo Pamplona, um amigo meu (eu nem ia colocar o sobrenome aqui. Queria preservar o sossego do menino)  Pesquisador da USP, na área de Neurociências (Física aplicada à Medicina). Ele comparou o exoesqueleto a um computador. O primeiro computador é de 1946  e pesava 3 toneladas. Ele fazia apenas o que uma calculadora comum faz hoje (daquelas do 1,99). Quase 70 anos depois, carregamos nosso computador na palma da mão. A pesquisa do Nicolelis é um protótipo. Especulando, com o passar do tempo pode ficar menor, mais leve. Muita pesquisa pode ser feita, o processamento dos sinais do cérebro e a comunicação com a parte metálica, poderá ser melhor e mais rápida. É uma questão de tempo e pesquisa.  Na opinião dele, é uma pesquisa promissora e original. Ele me pediu um pouco mais de paciência.

Sem dúvidas, o Nicolelis deu a cara pro mundo bater. Pelo menos ele é corajoso.

Claro que esse Homem de Ferro que não voa (que pena!) vai demorar anos pra sair do laboratório. Será que nós estaremos vivos a ponto de ver isso? A ponto de ver um Robocop funcional e funcionando, nos auxiliando nas tarefas do dia a dia? Outras pesquisas tem sido feitas (e foram divulgadas na internet semanas atrás), como o uso de eletrodos. E ainda tem as células-tronco.  A tecnologia avança. Muito mais rápido hoje do que há anos atrás. Talvez juntando uma descoberta de um, com a tecnologia do outros as coisas melhorem pro lado dos malacabados e realmente avancem na solução do problema como um todo, não em partes dele.

O fato é que eu não quero ser um Robocop. E você? Espero que a gente não precise optar por isso. Ser ou não ser? Essa é sempre a questão!

08
jun

0

Matéria no G1 sobre a falta de rampas

Galera cadeirante, estamos começando a ser ouvidos!

Essa semana, publiquei uma foto no Instagram e no Facebook, sobre um problema que enfrentei ao tentar acesso às Lojas Renner. A foto é essa e a legenda que eu usei, reproduzi abaixo.

renner

Parabéns Lojas Renner do Ribeirão Shopping! A parte de esportes é embaixo, o caixa é em cima e a rampa é invisível!  #cadeirante  #wheelchair #acessibilidade #fail#LojasRenner #Renner #notazero

Alguém viu! E publicaram uma matéria no G1! É um “passinho” pequeno (com o perdão do trocadilho). Mas, se de grão em grão a galinha enche o papo, talvez de rodadinha em rodadinha, consigamos melhorar as coisas pras nossa vida sobre rodas.

O link da reportagem tá abaixo:

http://http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/06/cadeirante-reclama-de-falta-de-rampas-em-loja-da-renner-em-ribeirao-preto.html

23
abr

29

1 ano e meio de lesão, de cadeira de rodas, de vida

Pois é, to publicando esse post dia 23, mas to escrevendo ainda no dia 22! To na calada da noite, quando eu, normalmente, sou mais criativa! E tenho menos sono também.

Na verdade, eu deixei pra escrever à noite porque fiquei o dia todo pensando, se deveria escrever ou não!

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Lá se foi um ano e meio! Como o tempo passou…às vezes os dias foram demorados a passar, às vezes passaram depressa demais, de tão bons! Mas já faz um ano e meio que saí vivinha daquele liquidificador, pra aproveitar a nova chance que Deus me deu. E me pergunto se estou fazendo isso direito. Porque eu não queria só sobreviver. Isso é muito chato! Eu quero viver! E quero!

Nesse 1 ano e meio, eu tive que aprender a ter mais paciência (o que nem sempre é fácil! E tem dias – vários – que eu não tenho mesmo!) Não perdi minha vaidade. Continuei me preocupando com a saúde (a minha e a dos outros). Guardei algumas reflexões e sentimentos só pra mim, e compartilhei outros tantos. Continuei amando os esportes e me dedicando à eles.

Eu fiz um montão de amigos novos (alguns só com título de amigo, outros amigos mesmo!)  e reafirmei laços de amizade.

Eu nadei, eu mergulhei, eu lutei esgrima, eu corri de cadeira e até fiz uma meia maratona. Eu velejei. Eu ganhei medalha. Eu amei. Eu sorri. Eu chorei. Eu viajei. Eu dancei. Eu dei altas gargalhadas.Eu li.  Eu comi um monte de salada e um monte de chocolate também. Eu fui à praia, e quando achei que nunca mais eu iria, eu fui de novo! Eu não escalei nem saltei de paraquedas, porque eu tenho medo!

Sim, eu senti medo.  Medo do novo, do inusitado, do desconhecido. Medo de que minha postura diante da nova realidade não fosse a correta a seguir. Senti medo de ficar sozinha. Senti medo de estar tão rodeada de gente que não pudesse ficar sozinha. Senti medo de estar tão cheia dos meus pensamentos que não conseguisse ficar sozinha.

Eu perdi todo o meu cabelo (que está nascendo de novo e eu to parecendo um quiosque) e quebrei todas as minhas unhas (nos jogos de basquete e fora deles). Eu tive um monte de espinhas. E nem por isso eu deixei de me maquiar, de me arrumar e de sair.

Nem de sorrir!

Eu reaprendi a cozinhar. Eu reaprendi a passar pano no chão e a me vestir (nem tudo fica bonito na cadeira de rodas).  Eu engordei 7kg e emagreci 10kg. Eu entrei nas minhas calças jeans. Eu senti dor. Muita dor! E ainda reaprendo todos os dias a lidar com meu corpo e essas dores. Eu tive que aprender a tomar um monte de remédios por dia. Eu fiz um blog. Eu fiz outro blog. Passei a dividir minha vida com pessoas que eu nem conheço, no Instagram. Eu aprendi a tocar a cadeira, mas ainda tenho medo de cair dela quando vou subir ou descer um degrau.

Eu só pensava em voltar a andar. Eu deixei de pensar em voltar a andar. Eu só pensava na Paralimpíada. Eu fiquei dividida entre tentar andar e tentar a medalha. Entre as duas tentativas, eu tive que fazer uma escolha.

Eu sofri. Eu não dormi. Eu não acordei. Eu senti falta das minhas crianças. Eu senti falta de dançar. E sinto! Eu senti muita falta de correr. E sinto!

Eu quis gritar. Eu quis calar.

Ainda não aprendi a dizer não pra tudo que não quero. Ainda sou uma pata tecnológica. Ainda sou péssima dona de casa e boa cozinheira. Ainda confio demais nas pessoas. Ainda tenho um monte de defeitos e ainda estou aprendendo a lidar com eles.

Ainda quero voltar a andar e ainda não consegui (como qualquer um de nós, os amigos cadeirudos desse mundão afora).

Eu voltei a correr, mas não do jeito que eu amo. E não! Não é a mesma coisa!

Passei a ver o mundo por outro ângulo. Outros ângulos.

Eu aprendi a dar valor pra coisas diferentes. Pro sol que eu amo. Pra chuva que eu não amo (e cá entre nós, chuva não combina muito com cadeirante). Pra família. Pros amigos. Pro amor.

Reenxerguei (acho que acabei de inventar essa palavra) que não vale mesmo a pena guardar mágoa nem rancor. E que não vale a pena você dormir “brigado” com outra pessoa. Afinal, você nunca sabe quando vai ser a última vez que você a verá ou falará com ela. E por esse mesmo motivo, você não deve guardar sentimentos bons só pra você. Se você gosta, fale. Se você ama, fale. Se você quer, lute por isso.  E não deixe essas coisas pra amanhã, pois você não sabe o dia de amanhã. Se você vir uma oportunidade, agarre. Se você quer ser feliz, vá atrás da sua felicidade. Faça acontecer! Não fique esperando isso ou aquilo, ou que isso acabe, ou que aquilo comece, ou que o seu mundo esteja perfeito. Porque ele nunca vai estar! E se você esperar pra ser feliz, você não será nunca!

A vida começa todos os dias. E ela tem a cor com a qual você pinta!

26158_b

15
abr

0

Entrei na calça 36, mas Engordei! E agora?

Quando eu fiz esse blog, o objetivo não era dizer “Olha como eu estou sempre magra” e “Faço toda e qualquer atividade física perfeitamente”.  Não! Se eu quero incentivar a atividade física e a alimentação saudável (buscando também o emagrecimento) entre os cadeirantes e qualquer pessoa que busque um estilo de vida saudável, eu PRECISO contar a verdade pra vocês e sempre compartilhar o que realmente acontece.

Pois é, engordei! Mas já tracei um plano de ação, junto com o André Facchin, meu nutricionista, e com os professores da Companhia Athletica! Porém, primeiro, vou contar como aconteceu essa tragédia tão comum da vida diária!

Pois bem, aceitei um trabalho, numa feira/congresso, em São Paulo, como cadeirante bilingue. Precisava usar terninho preto e resolvi experimentar minhas 2 calças pretas. Uma 38 e uma 36. A 36 entrou e fechou! Glóóóoóóóriaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!  Mas eu pretendia usar meia calça por baixo da calça (porque ficaria o dia todo no ar condicionado e morreria de frio+dor). Levei as duas! Graças a Deus, porque no segundo dia a 36 não entraria nem passando óleo de peroba e vaselina no corpo!

Sempre amei São Paulo, mas agora tenho minhas reservas pra ir, porque, como sou “turista” e lá não tenho rotina, eu sempre como errado, durmo pouco e não faço atividade física. Ou seja, receita pro desastre! Faço tudo ao contrário do que deveria fazer.

A feira era num hotel, eu entrava super cedo e só saía à noite. Não tinha outra alternativa a não ser comer lá. E cafés da manhã e da tarde em hotel são sinônimo de? Doces, bolos, tortas, pão de queijo, tudo delícia e tudo altamente gorduroso. Como eu estava cansada e via aquilo tudo ao alcance das mãos, enfiei as rodas na jaca e comi mesmo! A calça 36 nem foi trabalhar…

Voltei pra casa me sentindo a pior das piores jaqueiras do mundo. Fui pra academia, tomei o suco verde, voltei linda pra dieta. Chegou domingo. Almoço na vó. Pula essa parte! Comi errado de novo. Pesei. Já tinha engordado 1kg! Isso mesmo, 1kg em 1 semana. Teve gente que disse “1 kg? Nossa, isso não é nada”. Mas quando a gente emagrece 1kg é uma festa sem fim! E se de grão em grão a galinha enche o papo, de kg em kg eu não posso nem pensar em engordar os 10 que eu emagreci em 1 ano! Muita calma! Tudo bem, farei tudo certo essa semana.

1517501_614676811913290_1637747280_n

Mentira! Fui pra SP de novo! Quarta, gravei o dia inteiro, comendo certo no almoço, mas juntando com todas as porcarias do mundo que a produtora colocava na nossa frente (porque não tinha outra coisa! e eu aproveitei pra tirar a barriga da miséria…de novo!). Quinta à domingo, Reatech o dia inteiro.

Eu falei, comi tudo errado, dormi pouco e não fiz atividade física. Uma meia maratona não salva os estragos de 2 semanas jacando total! Durante a feira eu já tinha mandado mensagem pro André, pois nossos encontros são à sextas-feiras. Não nos vimos no dia da Reatech e não nos veremos nessa sexta feriado. E eu não podia esperar tudo isso pra atacar a minha banha!

Lembram do cardápio anterior, da dieta? O que mudamos?

Só pra essa semana, e por 3 dias, trocarei o café da manhã por:

– 1 copo de iogurte desnatado com 1 colher de aveia

– 1 fruta

E só pra essa semana, e por 3 dias, trocarei o jantar por sopa de legumes (André me conhece, sabe que com esse tempo de chuva eu não vou comer um balde de salada nem nos sonhos mais profundos dele). Hoje farei a sopa e posto a receita pra vocês depois.

Tomarei 1 copo de suco verde por dia, à tarde e eliminarei os doces! Bem na semana nacional do chocolate liberado e bem na semana de TPM!

Sim-estou-procurando-o-brócolis

 

Haja força! Deus me ajude! E vocês também!!

Semana que vem, volto pro cardápio normal até sexta. O nutri chega, eu peso, conversamos e veremos o que acontece! Assim que o André sair daqui, eu conto tudo pra vocês. 😉

Torçam por mim e façam a dieta de vocês aí também!!  bjsss

 

26
mar

11

Minha dieta

Gatinhas do meu Brasil, tenho recebido muuuuitas mensagens,perguntando qual é a minha dieta, o que eu como, porque muitas meninas querem comer também. E as perguntas são bem diretas mesmo: “Qual é a sua dieta? Eu quero fazer igual a você.”

Primeiro, amigas, eu quero dizer que o resultado não veio da noite pro dia! Eu fiz o blog há pouco tempo, mas quem já é meu amigo em redes sociais, sabe que eu retomei a rotina e disciplina de dieta e atividade física, há quase 1 ano, assim que voltei do Sarah. Não foi fácil, não foi de uma hora pra outra. Já se foram 10kg, mas eu fiz sacrifícios, eu também escorreguei algumas vezes e eu tive muitas dificuldades. Assim que voltei do Sarah eu parecia uma cigana, morando na casa de amigos, cada hora na casa de um, até conseguir me estabelecer. Assim, cada casa é um hábito e uma dieta diferente, e não era fácil seguir a minha quando os cardápios não combinavam. Eu só agradecia a Deus por ter uma caminha pra dormir e amigos tão carinhosos, e comia o que tinha. Por isso eu demorei tanto pra emagrecer esses quilos (Um dia eu prometo me aprofundar no assunto, se for do interesse de vocês).

Mas fucem aí noMP_Dietas arquivos de textos antigos do blog que vocês vão encontrar um diário da dieta lá no ano passado. Lá pra maio ou junho, eu acho. Ao lado está a foto que coloquei no post.

Agora, vamos lá. Falemos da minha dieta atual! Eu não sou nutricionista e não posso “passar um cardápio” pra ninguém! Isso seria muito errado! Uma menina disse que sou egoísta, que eu emagreci e não quero passar o segredo… O segredo é um só: atividade física e dieta personalizada pra você! Não adianta você ir ao nutricionista do convênio e ele tirar um cardápio pronto da gaveta! Ainda mais se ele acabou de dar esse cardápio pra moça que anda e acabou de sair do consultório antes de você entrar.

Quer me ver querer morrer? Estavam fazendo escova no nosso cabelo, no dia da mulher, na academia. Uma colega disse “nossa, você secou, amiga! tá de parabéns.” Vira a escovista e pergunta: “o que você tomou?”.. eu? Vergonha na cara! Pra me disciplinar a malhar e cuidar da alimentação! Não tentem shakes mirabolantes, nem dietas restritivas, muito menos ficar sem comer ou tentar emagrecer com remédio! (Mas eu não falei isso pra ela! Fiz cara de paisagem e só expliquei algumas mudanças)

Outra coisa errada seria mandar todas vocês comerem o que como! Imaginem só! Eu nado (to meio em falta com isso), faço pilates, ando de andador, vou pra academia fazer musculação e algumas aulas TODOS OS DIAS! Eu limpo a casa, eu toco a cadeira na rua, eu faço um monte de esportes. Tenho lesão C7, mas me viro bem. E tenho um cardápio pra isso! Aí vem uma moça que trabalha num escritório o dia inteiro, toca a cadeira só ali dentro (pouco), não faz atividade física, chega em casa e liga a TV. Vai adiantar ela comer a mesma coisa que eu? Ou vai adiantar eu comer a mesma coisa que uma atleta profissional da natação, por exemplo, que passa a manhã inteira treinando, enquanto eu to aqui passando pano no chão ou escrevendo pra vocês? Também não!

O meu conselho é vocês procurarem um bom nutricionista (posso passar o contato do meu) e começarem a mexer os corpinhos. Não adianta dar desculpas e falar que não tem academia perto, porque eu já falei disso aqui no blog!

Mas, pra vocês não me odiarem, eu vou passar algumas dicas, ok?

copo-com-aguaBeba um porre de água por dia – Não é porque você trabalha no ar condicionado do escritório, que não precisa de água. Eu não transpiro. Quer dizer que se eu perco pouca água, posso tomar pouca? Claro que não! Beba 8 a 10 copos de água por dia!

Coma de 3 em 3 horas –  Mas Daaaani, eu trabalho no escritório! Não posso levantar (mesmo porque não levantamos) a cada 3 horas pra comer algo. Coma sentada, oras bolas (piadinha). Tenha na sua gaveta ou na bolsa coisas que não vão estragar, como mix de castanhas, frutas desidratadas (eu adoro abacaxi e manga), barras de cereais e barras de frutas. Na geladeira do escritório, deixe uma fruta e um iogurte.

Coma integrais –  Arroz branco é uma delícia! Eu adoro! Pão francês, então, nem se fala! Mas se vocês trocá-los por integrais, vai ficar mais tempo saciada e mais saudável! Ficando saciada por mais tempo, não vai morrer de fome ou de gula tão cedo!rs

Frutas-y-verdurasFrutas, legumes e afins – Gente, precisa comer! Nosso intestino já é mais lento que bicho preguiça no calor. Se você não comer isso, todo o resto vai ficando dentro de você, poluindo seu organismo, inchando sua barriga. Faltarão vitaminas no seu corpo, você pode se sentir fraca, o risco de doenças é maior.

Coma proteína – carne, ovo, peixe, frango. Precisamos de todos eles na dieta.

Tem muito mais coisas pra falar, mas eu to no embalo de escrever aqui…Conforme eu lembrar, eu posto de novo!

Agora, vamos ao que eu como no meu dia inteiro. Gente, eu como o básico!

Café da manhã: eu como pão integral com presunto (enjoei do peito de peru! jesus!), ou atum. Às vezes até ovo! E tomo leite ou iogurte.

Lanche da manhã: fruta

Almoço: arroz integral (ou macarrão, ou batata), carne. Um mundo de salada e algum legume. Não como feijão porque não ligo pra ele. Meu nutricionista adequou meu cardápio pra não me fazer falta.

Lanche da tarde: Frutas

Jantar: pode ser comida, pode ser um sanduíche, depende do meu estado de espírito e do meu cansaço após a academia. E ainda tem a ceia também.

Tá, falei, falei. Até aí pareceu óbvio? Mas é! Só que não vou falar as quantidades pra vocês, porque isso varia de pessoa pra pessoa, do seu gasto calórico, da sua rotina, etc. Por isso eu disse que procurar um profissional é essencial.

E também não vai ajudar muito você fazer uma dieta linda, e ficar babando no sofá assistindo jornal. Você precisa queimar essa gordura que já está aí acumulado, esse pneu “sexy”, essa pochete maravilhosa. Queimar a barriga de tetra ta difícil! Mas vamos chegar lá! Pra queimar o toicinho que já temos, precisamos nos movimentar. Não tem outro jeito.

1902944_440712969393267_102419283_n

Eu não falei ainda, mas eu evito frituras ao máximo, evito açúcar. Isso não quer dizer que eu não coma chocolate. Eu sou chocólatra, passo até mal sem comer doce. Mas eu me controlo, me engano com gelatina light. E quando como, já mando um chocolate, que é o que eu mais gosto mesmo. Mas eu consegui diminuir as quantidades (justamente por lutar pra ficar sem) e, obviamente, não como todos os dias! Evitar frituras, também não quer dizer que sou a chata, meus amigos sentam no barzinho e pedem batata frita e eu não vou comer. Mas eu como bem pouca mesmo! Eu não sou neurótica, chata, mala que janta antes de sair de casa pra não comer nada. Eu janto porque não posso ficar muitas horas sem comer, devido aos problemas de pressão baixa que a lesão medular me trouxe.receita-creme-chocolate-marshmallow Mas eu gosto de viver! E se isso significar sair pra tomar um sorvete com a turma, eu saio sim e ainda coloca marshmallow!hahahahaha

A reeducação alimentar não pode pregar seu sacrifício todo santo dia! Senão, vai chegar uma hora que você não vai aguentar mais, vai chutar o pau da barraca (ou empurrar, no nosso caso), mandar o atum, alface e o arroz integral praquele lugar e engordar tudo de novo! Eu tento me controlar e dosar as coisas. Eu passo vontade sim! Sem sacrifício, você não chega a lugar algum. Mas eu também me permito! O equilíbrio é o mais importante!

Meninas, espero ter ajudado e respondido algumas perguntas! bjsss 😉 <3

 

24
mar

0

Os quês e porquês

Sabadão eu completei 1 ano e 5 meses de lesão. E estava me preparando pra falar sobre isso, com um poeminha especial pra dor, que eu criei pra ver se ela tem dó de mim e vai embora ( :p ), e com um texto que um amigo cadeirudo compartilhou no nosso grupo.

Porém, ontem à noite, uma polêmica, sobre a recuperação do lesado medular, foi levantada. Foi ao ar uma reportagem sobre a Laís Souza, atleta brasileira que sofreu uma grave lesão na medula.

Imediatamente fomos todos para o Facebook  e demais redes sociais, expressar nossas opiniões a respeito. Algumas, inclusive a minha opinião (não precisam concordar, porque é minha!rs), compartilharei aqui. Não citarei nomes completos dos amigos, pois não pedi autorização à eles.

superimagem-megacurioso-787462688005967241Escrevi sim, e uma amiga também escreveu, que sentimos inveja da Laís, por poder receber células tronco logo no início da lesão medular. Isso pode ser decisivo nos resultados do tratamento. Vejam bem, PODE! Não quer dizer que será. Isso porque os resultados do tratamento com células tronco ainda não foram comprovados. Como bem disse uma amiga, a reportagem só serve para encher nossa cabeça com “e se”. Sim, e seu eu tivesse tido a oportunidade de receber as células tronco logo no início do tratamento? Seria um ratinho de laboratório, sim, uma cobaia nos estudos. Mas será que eu não estaria melhor? No meu caso, estar melhor não significa necessariamente estar andando. Eu penso, será que eu já conseguiria abrir garrafas de água mineral? Será que a cebola, a carne e a faca não escapariam da minha mão quando eu vou cozinhar e os pedaços não ficariam tão grandes? Será que eu não sentiria tanta dor, todo santo dia, e não precisaria de tantos remédios pra suportar? Será que minhas pernas não seriam tão geladas? E quais seriam os efeitos colaterais do uso de células tronco, a longo prazo? Eles existem? É…um montão de “e se”….

Enquanto isso, Laís recebe tratamento de ponta, com todos os recursos e oportunidades que todos nós desejamos ter recebido no início da lesão (e sonhamos até hoje, por que não?). E não está gastando nada por isso! Mesmo porque, com salário de atleta no Brasil, ela não conseguiria custear o próprio tratamento. E, apesar de ter sofrido o acidente quando estava a serviço do Comitê Olímpico, em treinamento pras Olimpíadas de Inverno, o governo faz vaquinha pra que nós paguemos o tratamento dela. Fala sério? É isso mesmo?

coluna vertebral 61Ontem, Laís deu entrevista e, quando perguntaram à ela “E se a sua recuperação não for como você sonha?”, ela fez cara de pavor e disse que tem medo. Dá medo mesmo, dá pavor mesmo. Mas ela podia ter dado um sorriso e dizer que vai participar de esportes paralímpicos. (Gente, essa é a minha opinião). Quando eu estava com o mesmo tempo de lesão que ela está hoje, eu já tinha o plano A (voltar a andar) e o plano B (caso andar não rolasse, como ainda não rolou). Será que não está faltando alguém sentar com ela e conversar francamente sobre as possibilidades?

A Cris (só vou usar essa parte do nome), disse algo muito legal na nossa discussão: “… eu imaginei que a emissora iria prestar esse desserviço a nós, e fazer milhares de lesionados medular irem dormir com a sensação de “e se”. Ao invés de mostrar a nossa realidade, de que há vida após uma lesão, pow vc mesmo acabou de passar por tudo isso e está aí, recuperou acima das expectativas e está vivendo. Pq não mostrar isso? Mas escolhem sempre mostrar como se uma pessoa com lesão está condenada, e se não for 100% curada será infeliz. Isso me incomoda, pq não ajuda em nada. (…) Com tratamento ultra mega blaster avançado ou não a verdade é uma só. Laís (assim como qualquer um de nós) só volta andar se acontecer um milagre. É uma dura realidade? Sim, é. Mas eu considero melhor viver com fé e ir se virando como dá, do que viver iludido se frustrando a cada tentativa fracassada. Bóra tocar a cadeira e pronto. rsrs”

Aparentemente, os médico só falam pra Laís sobre o tratamento (Não sei, não to lá pra ver. Mas é o que parece!). Mas alguém contou pra ela sobre Fernando Fernandes, Tabata Contri, Carla Maia, Edênia Garcia, Jairo Marques, Carolina Ignarra, Cris Côrrea, Billy Saga, Marcelo Yuka, Mara Gabrili, e tantos outros cadeirantes famosos em suas áreas de atuação, seja no esporte, no trabalho, na música? Alguém? Alguém contou pra ela que existe muita vida, amor, amizade, sexo, casamento, filhos, carreira, esporte, lazer e muito mais, mesmo estando na cadeira de rodas?

Há 10 anos atrás, meus amigos que sofreram com lesão medular, paralisia, mielo e tudo o mais, não tinham a internet à disposição, com tantas informações e tanta gente pra conhecer e com quem aprender. Mas hoje tem, né?!

Eu entendo que cada um tem seu tempo de aceitação. Realmente não é fácil. Tem dias que dá vontade de jogar a cadeira na parede e sair correndo (acho que já falei isso antes). Mas quando não enxergamos sozinhos as possibilidades, talvez precisemos de ajuda pra que isso aconteça.

Torço, do fundo do coração pra que o tratamento da Laís seja o mais eficaz possível. Mesmo porque isso abriria portas pra mim e pra tantos outros que desejam voltar a andar e buscam meios pra isso. Porém, se  não acontecer, vem pra cá, Laís! Como bem disse um amigo cheio de razão, tem um bando de quebrados malacabados, prontinhos pra te ajudar e te ensinar a viver feliz e saudável sobre rodas!

17
mar

11

Minha primeira corrida de cadeira

Sábado foi um dia muito especial pra mim. Foi minha primeira corrida de cadeira! Após 1 ano, 4 meses e 25 dias sem participar de nenhuma prova. Mas deixem-me contar, primeiro, de onde surgiu a ideia de participar dessa corrida.

Desde meu acidente, eu já vinha pensando em participar de corridas com a cadeira. Afinal, muito atletas fazem isso. Porém, pesquisando e conversando com amigos, descobri que as organizações de corrida já não permitem a participação dos cadeirantes com nosso meio de locomoção diário. Sim, nossas cadeiras do dia a dia já não são mais permitidas por motivos de segurança. Agora, só participam de provas as cadeiras de atletismo (muito caras) e as handbikes (mais baratas e permitidas também em provas de ciclismo. Ou seja, meu sonho de consumo “maior do mundo inteiro”). Porém, eu não tenho nem uma, nem a outra. Então, eu evitava até entrar no facebook aos domingos, dia em que meus amigos corredores postam suas fotos de corrida Brasil afora. Ver essas fotos e não poder estar lá ainda me faz chorar, pois era e ainda é a coisa que eu mais gosto de fazer.

Semana passada, um professor da academia, o Eduardo Vicentini, postou um vídeo sobre uma corrida que a academia faria na Hípica aqui de Ribeirão. Conversei com ele e com o Rodrigo Inouye, meu ex-treinador e outro organizador da prova, e permitiram que eu participasse com meu Porsche azul, minha TiLite. Eles ficaram super animados e foi quando eu fui fazer o meu primeiro treino na pracinha. Mas claro que eu não iria contar pra vocês o motivo do treino. Era surpresa!

Pois bem, sábado de manhã, a Dri passou aqui pra me pegar 7h e partimos pra Hípica, rindo e conversando, relembrando vários momentos juntas (a Dri dormia comigo no hospital. Dormiu lá comigo na noite do aniversário dela, inclusive). Chegamos no local da prova e, apesar de contarmos com 90 inscritos e não ser uma prova totalmente de rua, aquele clima todo já me deixou toda feliz. Rever tantos amigos, abraçar, tirar fotos…Meu Deus, que saudade que eu estava disso!

1901937_864844660208817_581241029_n524554_673106842745729_858434563_n

1970697_574590292636447_1020438533_n

Na verdade, eu e meus amigos estávamos tão felizes por eu estar ali (fiz surpresa pra muitos), que eu não me continha. Calcei minhas luvinhas, ouvimos as instruções dos organizadores, e partimos pra foto oficial.

1901269_864846146875335_593415425_nTodos posicionados pra largada. Aí vem a minha parte difícil! O trajeto era de 5 ou 10km. Porém, parte da volta de 5km (pra 10 eram duas voltas), era desse cascalho que vocês veem aí na foto, que fica em volta da pista de Polo. O que me restava? Dar duas voltas na pista de asfalto, porque tentamos andar no cascalho e, nem empinada tinha jeito. A certeza era uma só, escorregar, ralar os joelhos e sair dali parecendo o dia que eu caí de bicicleta no paralelepípedo, quando tinha uns 7 anos. Isso se eu não tivesse que ligar pro meu pai, emergencialmente consertar meu sorriso faltando pedaço. Melhor não! Optamos pelas duas voltas no asfalto.

Obviamente que, assim que foi dada a largada, eu fiquei pra trás (olha eu ali no cantinho)! Mesmo o asfalto, tinha muito burado, e era mesmo difícil pegar velocidade com a cadeira. Tudo bem. Fiquei sozinha, mas eu estava ali.539236_614695705275237_1133901974_n

Nessa primeira volta, eu realmente me senti sozinha mesmo. Não tinha nenhum corredor pra trás. E um filme começou a passar na minha cabeça. Várias corridas que eu participei. A primeira delas, com minha amiga Isabela, quando a gente nem sabia se ia terminar. A primeira vez que fui pra SP, correr a dos Bombeiros e conhecer tanta gente que faz parte ativamente da minha vida até hoje, como a Marina, o Michel, o Wlad…e depois deles ainda vieram tantos amigos importantes, a Dri, a Simone, a Ve..Nossa, não dá pra listar todo mundo que passou pela minha cabeça naquela hora. Aí pensei na primeira meia maratona, nas outras 5 que vieram depois, nas viagens pra correr, nos treinos insanos nos finais de semana. Nos pódios. O último pensamento foi, claro, a última prova. Eu, Paty e Carol, correndo desenfreadas por asfalto, areia, grama, o que vinha pela frente. O Gabi com água e gatorade a postos quando chegávamos no carro. A nossa chegada, as 3 juntas, a última medalha. Não vou mentir, não. Chorei muito pensando nisso tudo. Enquanto isso, desviava daquela buraqueira lascada e só tinha uma vontade: levantar daquela cadeira e sair correndo, com o vento batendo no rosto.

Até que olhei pra ela: a subida! Jesus! Precisava de uma subida desse tamanho? Não tinha uma maior, não? O professor que estava marcando o percurso, falou assim: “Quer que eu te empurre?” Nem a pau, Juvenal! Eu só olhei pra ele e disse “Não precisa, não. Eu vim pra fazer sozinha. Mas se precisar, eu te grito.” Enquanto isso eu subia e pensava “eu só posso estar louca!”  E fui, né?!

1899948_766431106700911_649272929_n

Bom, tinha até uma lombada no meio da subida. O professor, veio correndo pra ver se eu precisava de ajuda ali. E depois foi subindo comigo, até o pico do Everest. Ai meus braços. Lá em cima, tinha um senhor. Eu brinquei com ele, se estava me esperando. Ele não tava dando conta de correr. Aí, ele resolveu meu acompanhar. Mas tinha uma descidinha agora. Coitado! Botei o homem pra correr 🙂

Ali sim, o ventinho batendo no rosto, que delícia! Mas, segura peão! Tente descer uma ladeira leve, toda cheia de buracos, pior que queijo suíço. Um descuido pra cantar aquele versinho do funk “Chão, chão, chão.”  Pena que a descida passou rápido. Agora, uma reta, onde eu cantava aquela música (acho que dos Havaianos)  “Vem que vem que vem quicando, vem que vem que vem quicando). E eu bem que tentava ir pelo meio da rua, mas como ali era um condomínio, passava carro toda hora.  E ainda tinha os caminhões de cavalos, pois o torneio de Polo ia começar depois da corrida. Beleza! Cheguei nos cascalhos. Bem ao lado da chegada. Fim! Da primeira volta! Bóra beber água e começar tudo de novo.

Mas agora, tava bem mais legal! Porque o pessoal dos 10km tava correndo ainda! E meus amigos passavam por mim, gritavam, mexiam comigo. Agora sim tava parecendo uma corrida! Tava uma delicinha até chegar…a ladeira do Pelourinho de novo!

1911696_766430646700957_773196738_n1970444_766431560034199_483405458_n

Mas agora, tive um agravante! Já falei que não transpiro, né?! Apesar de grande parte do percurso ser na sombra, tinha sol, estava o calor de Ribeirão Preto e eu, fazendo esforço. Resultado? Comecei a ferver! No meio da subida, freei a cadeira e joguei meio copo de água gelada na minha nuca e nas minhas costas. Continuei subindo feliz e contente, pensando porque mesmo eu estava naquela ladeira de novo. Cheguei no pico do K2 e lá se foi mais meio copo de água em mim. Molhei shorts, almofada..mas esqueci de molhar a cabeça. Tudo bem, dei uma refrescada. Nisso, passam por mim a Dri, a Eliane e as duas Cris. Ah, que delícia fazer uns metrinhos com elas, que foram devagar pra ficar comigo. Mas, não dava! Elas tinham que ir e eu desviar da buraqueira.

Até que, quando eu menos esperava, acabou o asfalto de novo. A chegada ficava no meio dos pedregulhos, então, eu não tenho fotos da chegada.

JW8A5741 Mas tenho essas fotos bonitas, que meu amigo Rafael Cautella tirou de mim. Ele é um fotógrafo super competente e um amigo querido. Olhou pra mim e disse “Você lembra qual foi a última foto que tirei sua andando?” Eu não lembrava, mas ele sim! E o Rafa foi fotografar a Zumba Solidária que a Fer e os meninos fizeram pra mim. E também fotografou vários outros eventos em que eu estive, como a inauguração da academia. Ele sempre tira fotos lindas minhas, e me trata com muito carinho!

JW8A5742JW8A5743

Um momento emocionante foi quando a Paty e a Carol me seguraram em pé, pra gente repetir a foto da última corrida. Mas eu ainda não recebi a foto. Encontrei essa aqui, quando as meninas correram pra sair na foto com a gente enquanto  eu gritava “Vai logo que minha pressão vai cair, gente.” Essas minhas amigas valem ouro!!

1926846_614696755275132_1980856418_n

E aí, a corrida acabou. Eu estava toda cheia de endorfina e feliz por estar ali, por reviver um pouco daquela sensação mágica das corridas. Ainda é o que eu mais gosto de fazer na vida e isso não vai mudar nunca! Ainda é o lugar que eu mais gosto de estar e o que mais me deixa feliz. E eu não sei quando poderei participar de novo (porque só ir e olhar ainda me deixa triste.) Se foi a mesma coisa que correr de pé? Claro que não! Nem de longe! Mas foi uma fração daquela coisa maravilhosa que eu tanto sinto falta!

Essa corrida era recreativa. Não tinha chip, não tinha pórtico de chegada. Não tinha medalha de finisher. Mas tinha muita alegria, muitos amigos, muita endorfina, muita saúde, muitos lembranças, muitos sorrisos, muito amor!

17
fev

0

Ser saudável x adversidades da vida

As redes sociais estão repletas de felicidade. Parece que as pessoas só são felizes o tempo todo. Diante do meu atual estado de espírito (coração apertadinho) comecei a pensar que, apesar de as pessoas não propagarem aos sete ventos (já que nem só os amigos estão de olho), todo mundo passa por reveses na vida. Pode ser coração partido, perda de emprego,  um animalzinho de estimação perdido, um ente querido que se foi… Todo mundo fica triste que só, em algum momento. E se manter saudável nessas horas, é muito difícil.

Eu que o diga! Em uma semana,  me alimentando mal e malhando quase nada, cadê meus músculos? Não tenho nem um pouco de orgulho disso… Mas não adianta esconder as coisas de vocês!

Como sei que todo mundo vai passar por algum momento assim algum dia, pensei no que não podemos deixar de ingerir, mesmo que a vontade seja de não comer nada! Conversei com o nutricionista André Facchin também. Aí vai a lista:

Água.  copo-com-aguaÉ óbvio que não podemos ficar sem. Eu sei! Mas verdade seja dita, nessas horas não dá vontade nem de beber água (e tem gente que não bebe nem quando está feliz da vida). Porém, o organismo, recebendo pouca água, fica desidratado. Cansaço, indisposição, pele seca, cabelos secos (ninguém ta ligando pra beleza agora, mas daqui uns dias você vai ligar), dores de cabeça, problemas digestivos, inflamações, cistites, formação de cálculos (pedras), alterações da pressão arterial, da circulação, do sistema hormonal, irritabilidade, insônia, são alguns exemplos do que pode acontecer para quem bebe pouca água.  Além disso, ficam retidas dentro do corpo substâncias tóxicas, prejudiciais, contribuindo para o aparecimento das mais variadas doenças.  Já não chega o tanto de “pendenga” que temos, por causa de lesão medular. Não vá querer aumentar isso!Tome um porre de água todo dia!

frutas-e-vitaminasFrutas. São alimentos de grande valor nutricional e devem estar presentes diariamente na nossa dieta. Elas são fontes de água, vitaminas, fibras e compostos bioativos. O consumo diário de frutas contribui para o bom funcionamento do intestino, fortalece o sistema imunológico, protege o corpo contra certos tipos de cânceres, doenças cardiovasculares e ajuda na redução dos níveis de colesterol e açúcar do sangue. E segundo  André, elas ajudam a diminuir muito a ansiedade! Não vão te dar trabalho pra ficar cozinhando, preperando, porque quando o bicho ta pegando, a gente não quer fazer nada disso. A fruta é só lavar e comer. Rápido e eficaz.

castanhas

Castanhas. Rápidas e práticas,  possuem vitaminas e minerais aos montes, além  da gordura boa que nosso organismo precisa. Também podem ajudar na questão da ansiedade, devido ao tantão de coisa boa que elas tem. Só não vale pegar o pacotinho de 1kg de castanha de caju, sentar no sofá e afogar as mágoas, pensando “a Dani disse que pode”. Pelo amor de Deus! Na foto está a quantidade recomendada.

.

 

beneficios-carne-saudeCarne vermelha. Uma grande preocupação nessas horas, é prolongar o chororô por muitas semanas e ficar com anemia! Uma amiga minha emagreceu 10kg por causa do fim de um namoro. Mas esse emagrecimento não foi nada saudável! E nosso objetivo é manter a saúde, não mandar alguém parecido com um cabide pras passarelas da moda. Se já está a fim de cozinhar ou alguém cozinha pra você, prefira a carne vermelha nesse momento. Ela é rica em vitaminas, minerais e proteínas. Também pesquisei e, segundo um especialista em medicina ortomolecular e nutrologia, a carne vermelha é superior ao frango e ao peixe como alimento antidepressivo, devido à alta concentração de fenilalanina que apresenta. Como ajuda a manter a glicemia mais estável, o consumo de carne vermelha diminui alterações de humor e compulsão alimentar (que é outra situação pela qual podemos passar.) Ingira as porções adequadas, recomendadas pelo seu nutricionista. E evite comer a carne frita!

Espero ter ajudado, pessoal! Bjsss e até o próximo post 😉  

10
fev

0

O Sarah (de novo) e minha dieta

Gente, desculpem minha ausência esses dias. Fui pro Sarah (de novo) e não conseguia escrever pra atualizar vocês.

Todo mundo sabe, logo que escrevi o primeiro texto da nossa ” campanha” Por Uma Vida Mais Saudável Sobre Rodas, que tudo começou no ano passado, assim que voltei do Sarah, em maio de 2013.  Tracei um plano de ação e mandei bala na minha dieta “seca pneu, toucinho,pochete”.

Pois bem, chegou o grande dia, o dia de fazer meu retorno de um ano, para exames. E lá fui eu, toda preocupada com a dieta, outra vez. Quem foi há pouco tempo e conseguiu parar pra prestar atenção, notou que, no café da manhã não há outra escolha de proteína além do leite integral. É pão com manteiga pra quem tá internado e geleia, como opção, pra quem está de paciente dia, no Sarah Lago Norte.

Então, eu fiz um diário de tudo que aconteceu, de segunda a sexta, enquanto eu estive lá.

Segunda-feira: Já comecei errado, porque acordei 3h30 da manhã e tomei café. Tomei certinho, mas era cedo demais. Deu fome cedo também.  Fui de avião até SP e mal tive tempo de respirar, pois saí de um avião e entrei no outro. Fugi dos salgadinhos do avião. A minha avó fez um lanchinho  pra mim, pão com presunto e requeijão. Foi o que eu consegui comer. Cheguei em Brasília e ganhei uma carona de um amigo que morou em Ribeirão, mas agora mora lá. Ele me levou pra almoçar num restaurante muito legal. Tem uma salada, igual macarrão ao vivo,  onde há vários ingredientes e você escolhe o que colocar. É uma delícia! Não sei como ninguém teve essa ideia maravilhosa antes. Quem abrir um restaurante assim, fica rico em qualquer cidade! E além dessa salada maraviwonderful (copiei esse termo do amigo Jairo Marques), você ainda tem as opções de pratos quentes e frios como em qualquer restaurante. Gamei no trem.  Cheguei no Sarah e morri quando a enfermeira me pesou! 1kg a mais. Socorro socorrinho,  já mandei mensagem pro André e decidimos cortar o carboidrato à noite, por uns dias. À tarde, comi abacaxi no Sarah e jantei omelete.

Terça-feira: Tomei café da manhã normal, mas mais tarde, pois só tinha consulta no Sarah após o almoço. Ganhei uma carona pra ir pro Sarah Lago e cheguei lá nos 47 do segundo tempo. Tinha 20 minutos pra almoçar e ir pra fisioterapia. Salada, arroz integral e carne. A sobremesa do dia? Pavê de chocolate. Olhei pra ele, ele olhou pra mim, rolou um flerte. Mas resolvi não levar a paquera adiante. Fugi daquele pavê do mal. Levei um iogurte e comi com a salada de frutas que estavam servindo como lanche da tarde. Na janta, minha amiga (onde eu estava hospedada), quis comer tapioca. Comi a minha sem manteiga, com recheio de peito de peru e só. Era bem pequena, feita em casa.

Quarta-feira: Exames em jejum. Resultado? Café da manhã foi pro beleléu. Tomei um suco de caixinha 9h e um mundo de água (quase 1 litro). Fome sem fim. 9h30 comi um mini pão francês integral com geleia, um copo de chá e uma banana. Velejei, fiz fisioterapia. Cheguei pra almoçar tarde, a carne tinha acabado. Entre as opções que sobraram, escolhi torta de frango (tirei as azeitonas e sobrou pouco frango) com um balde de salada. Me perdi no verde e sairia de lá feliz, não fosse a sobremesa…pavê de chocolate do mal, o retorno da tentação. O senhor sentado na minha frente comia dois. A esposa dele, mais dois. E eu? Não levantei e saí por motivos óbvios. Então, eu só saí. Lanche da tarde foi um mini pão sírio com peito de peru e queijo branco. Também  tinha goiaba, mas eu não gosto. Na janta, deu meio que tudo errado e tudo certo. Imprevistos acontecem, né?! Minha amiga, que me daria carona pra casa, sairia do trabalho 20h30. Fui pro Sarah Centro às 17h pra ver a Tuka (se você não conhece essa celebridade é porque nunca se internou no Sarah Centro). Estou lá, colocando meia fofoca de um ano em dia (a outra meia colocamos na segunda-feira) quando minha amiga manda mensagem: “Sairei do trabalho depois das 22h30. Pega a chave de casa com a minha mãe e vai pra lá.” Cacei um carona pra fazer isso. Achei. Demoraria 1hora. E eu, sem comer desde 16h40. A Tuka conseguiu uma marmita-janta pra mim. Comi só a salada, acelga refogada e o filé de frango. Não vou mentir, dei umas 4 garfadas no arroz com cenoura. Ninguém é de ferro.

Quinta-feira: Café da manhã ok. Lanche da manhã ok. Almoço, fiz um prato lindo, mas não consegui comer tudo. Estava sem fome. Lanche da tarde foi uma delícia. Tinha mamão, que eu finjo que gosto porque é necessário, e um bolo simples. Eu estava morrendo de fome (Fiz canoagem, remando a canoa sozinha, porque os dois meninos eram inciantes e cansaram em 5 minutos de uma aula de 1hora. E depois ainda teve basquete. Pra quem lembra, eu não alcançava a cesta. Continuo não alcançando. Então, tenho que compensar isso com marcação cerrada no time adversário).  Jantar, eu cozinhei na minha amiga, fiz um frango gostoso e fiquei firme na dieta, comendo pouquinho, apesar de estar com vontade de comer a tigela inteira com arroz.

IMG-20140208-WA0001

 

 

Sexta-feira: café da manhã, ok. Lanche da manhã foi uma pera. Almoço, foi o prato da foto. Chamei a tal da “força,foco e fé”, né?! A opção de carne era? Feijoada! Eu olhei pra ela, ela olhou pra mim, toda quentinha e cheirosa.  Feijoada metida! Fingi que não vi e mirei no filé de frango. Aconteceu de novo. Olho maior que a barriga e eu não dei conta de comer tudo. Mas deixei menos no prato, dessa vez. Lanche da tarde foi salada de frutas e um pãozinho com creme de cenoura (que eu não comi inteiro, com dor na consciência, mas não tanta dor, porque a senhora que remou comigo não gosta desse “passeio” que é a aula de canoagem. Ficou cansada logo e…acho que não preciso terminar, né?!). Na casa da minha amiga, comi um iogurte desnatado e parti pro aeroporto.

IMG-20140208-WA0002

 

Foi difícil resistir a algumas delícias, verdade. Mas a recompensa veio depois, quando eu vi que o 1kg a mais, já era de menos de novo!

Agora não tenho mais tanto medo de engordar no Sarah. É só comer com sabedoria e não carregar pra lá uma trufa de sobremesa por dia, como eu fiz da outra vez… Trauma da banha do Sarah? To fora!

Page 5 of 6