19
mar

0

História Inspiradora

Pessoal, eu fiquei tentando baixar programas  pra editar os vídeos de atividade física que estou filmando pra vocês. Mas, como sou uma pata tecnológica, baixei uns vírus também e, não consigo fazer muita coisa esses dias, enquanto não limpar o computador.

Assim sendo, as postagens novas estão difíceis de sair.

Porém, resolvi deixar aqui uma história inspiradora. Pra mostrar que só não faz quem não quer. Pra motivar quem está parado em casa. Pra ajudar quem precisa encontrar um motivo pra começar ou pra continuar.

É a história de Rick e Dick Hoyt.

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Vocês poderão acessar nesse link http://3zone.com/os-lenderios-dick-e-rick-hoyt-vao-se-aposentar-das-maratonas/

Ou assistir aos vídeos deles no youtube! É ainda mais maravilhoso, pois o pai está narrando os acontecimentos.  https://www.youtube.com/watch?v=lCVBAI28a34

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Espero que gostem!!! bjsss

PS – Por um mundo sem vírus nos computadores!hahaha

 

17
mar

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Minha primeira corrida de cadeira

Sábado foi um dia muito especial pra mim. Foi minha primeira corrida de cadeira! Após 1 ano, 4 meses e 25 dias sem participar de nenhuma prova. Mas deixem-me contar, primeiro, de onde surgiu a ideia de participar dessa corrida.

Desde meu acidente, eu já vinha pensando em participar de corridas com a cadeira. Afinal, muito atletas fazem isso. Porém, pesquisando e conversando com amigos, descobri que as organizações de corrida já não permitem a participação dos cadeirantes com nosso meio de locomoção diário. Sim, nossas cadeiras do dia a dia já não são mais permitidas por motivos de segurança. Agora, só participam de provas as cadeiras de atletismo (muito caras) e as handbikes (mais baratas e permitidas também em provas de ciclismo. Ou seja, meu sonho de consumo “maior do mundo inteiro”). Porém, eu não tenho nem uma, nem a outra. Então, eu evitava até entrar no facebook aos domingos, dia em que meus amigos corredores postam suas fotos de corrida Brasil afora. Ver essas fotos e não poder estar lá ainda me faz chorar, pois era e ainda é a coisa que eu mais gosto de fazer.

Semana passada, um professor da academia, o Eduardo Vicentini, postou um vídeo sobre uma corrida que a academia faria na Hípica aqui de Ribeirão. Conversei com ele e com o Rodrigo Inouye, meu ex-treinador e outro organizador da prova, e permitiram que eu participasse com meu Porsche azul, minha TiLite. Eles ficaram super animados e foi quando eu fui fazer o meu primeiro treino na pracinha. Mas claro que eu não iria contar pra vocês o motivo do treino. Era surpresa!

Pois bem, sábado de manhã, a Dri passou aqui pra me pegar 7h e partimos pra Hípica, rindo e conversando, relembrando vários momentos juntas (a Dri dormia comigo no hospital. Dormiu lá comigo na noite do aniversário dela, inclusive). Chegamos no local da prova e, apesar de contarmos com 90 inscritos e não ser uma prova totalmente de rua, aquele clima todo já me deixou toda feliz. Rever tantos amigos, abraçar, tirar fotos…Meu Deus, que saudade que eu estava disso!

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Na verdade, eu e meus amigos estávamos tão felizes por eu estar ali (fiz surpresa pra muitos), que eu não me continha. Calcei minhas luvinhas, ouvimos as instruções dos organizadores, e partimos pra foto oficial.

1901269_864846146875335_593415425_nTodos posicionados pra largada. Aí vem a minha parte difícil! O trajeto era de 5 ou 10km. Porém, parte da volta de 5km (pra 10 eram duas voltas), era desse cascalho que vocês veem aí na foto, que fica em volta da pista de Polo. O que me restava? Dar duas voltas na pista de asfalto, porque tentamos andar no cascalho e, nem empinada tinha jeito. A certeza era uma só, escorregar, ralar os joelhos e sair dali parecendo o dia que eu caí de bicicleta no paralelepípedo, quando tinha uns 7 anos. Isso se eu não tivesse que ligar pro meu pai, emergencialmente consertar meu sorriso faltando pedaço. Melhor não! Optamos pelas duas voltas no asfalto.

Obviamente que, assim que foi dada a largada, eu fiquei pra trás (olha eu ali no cantinho)! Mesmo o asfalto, tinha muito burado, e era mesmo difícil pegar velocidade com a cadeira. Tudo bem. Fiquei sozinha, mas eu estava ali.539236_614695705275237_1133901974_n

Nessa primeira volta, eu realmente me senti sozinha mesmo. Não tinha nenhum corredor pra trás. E um filme começou a passar na minha cabeça. Várias corridas que eu participei. A primeira delas, com minha amiga Isabela, quando a gente nem sabia se ia terminar. A primeira vez que fui pra SP, correr a dos Bombeiros e conhecer tanta gente que faz parte ativamente da minha vida até hoje, como a Marina, o Michel, o Wlad…e depois deles ainda vieram tantos amigos importantes, a Dri, a Simone, a Ve..Nossa, não dá pra listar todo mundo que passou pela minha cabeça naquela hora. Aí pensei na primeira meia maratona, nas outras 5 que vieram depois, nas viagens pra correr, nos treinos insanos nos finais de semana. Nos pódios. O último pensamento foi, claro, a última prova. Eu, Paty e Carol, correndo desenfreadas por asfalto, areia, grama, o que vinha pela frente. O Gabi com água e gatorade a postos quando chegávamos no carro. A nossa chegada, as 3 juntas, a última medalha. Não vou mentir, não. Chorei muito pensando nisso tudo. Enquanto isso, desviava daquela buraqueira lascada e só tinha uma vontade: levantar daquela cadeira e sair correndo, com o vento batendo no rosto.

Até que olhei pra ela: a subida! Jesus! Precisava de uma subida desse tamanho? Não tinha uma maior, não? O professor que estava marcando o percurso, falou assim: “Quer que eu te empurre?” Nem a pau, Juvenal! Eu só olhei pra ele e disse “Não precisa, não. Eu vim pra fazer sozinha. Mas se precisar, eu te grito.” Enquanto isso eu subia e pensava “eu só posso estar louca!”  E fui, né?!

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Bom, tinha até uma lombada no meio da subida. O professor, veio correndo pra ver se eu precisava de ajuda ali. E depois foi subindo comigo, até o pico do Everest. Ai meus braços. Lá em cima, tinha um senhor. Eu brinquei com ele, se estava me esperando. Ele não tava dando conta de correr. Aí, ele resolveu meu acompanhar. Mas tinha uma descidinha agora. Coitado! Botei o homem pra correr 🙂

Ali sim, o ventinho batendo no rosto, que delícia! Mas, segura peão! Tente descer uma ladeira leve, toda cheia de buracos, pior que queijo suíço. Um descuido pra cantar aquele versinho do funk “Chão, chão, chão.”  Pena que a descida passou rápido. Agora, uma reta, onde eu cantava aquela música (acho que dos Havaianos)  “Vem que vem que vem quicando, vem que vem que vem quicando). E eu bem que tentava ir pelo meio da rua, mas como ali era um condomínio, passava carro toda hora.  E ainda tinha os caminhões de cavalos, pois o torneio de Polo ia começar depois da corrida. Beleza! Cheguei nos cascalhos. Bem ao lado da chegada. Fim! Da primeira volta! Bóra beber água e começar tudo de novo.

Mas agora, tava bem mais legal! Porque o pessoal dos 10km tava correndo ainda! E meus amigos passavam por mim, gritavam, mexiam comigo. Agora sim tava parecendo uma corrida! Tava uma delicinha até chegar…a ladeira do Pelourinho de novo!

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Mas agora, tive um agravante! Já falei que não transpiro, né?! Apesar de grande parte do percurso ser na sombra, tinha sol, estava o calor de Ribeirão Preto e eu, fazendo esforço. Resultado? Comecei a ferver! No meio da subida, freei a cadeira e joguei meio copo de água gelada na minha nuca e nas minhas costas. Continuei subindo feliz e contente, pensando porque mesmo eu estava naquela ladeira de novo. Cheguei no pico do K2 e lá se foi mais meio copo de água em mim. Molhei shorts, almofada..mas esqueci de molhar a cabeça. Tudo bem, dei uma refrescada. Nisso, passam por mim a Dri, a Eliane e as duas Cris. Ah, que delícia fazer uns metrinhos com elas, que foram devagar pra ficar comigo. Mas, não dava! Elas tinham que ir e eu desviar da buraqueira.

Até que, quando eu menos esperava, acabou o asfalto de novo. A chegada ficava no meio dos pedregulhos, então, eu não tenho fotos da chegada.

JW8A5741 Mas tenho essas fotos bonitas, que meu amigo Rafael Cautella tirou de mim. Ele é um fotógrafo super competente e um amigo querido. Olhou pra mim e disse “Você lembra qual foi a última foto que tirei sua andando?” Eu não lembrava, mas ele sim! E o Rafa foi fotografar a Zumba Solidária que a Fer e os meninos fizeram pra mim. E também fotografou vários outros eventos em que eu estive, como a inauguração da academia. Ele sempre tira fotos lindas minhas, e me trata com muito carinho!

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Um momento emocionante foi quando a Paty e a Carol me seguraram em pé, pra gente repetir a foto da última corrida. Mas eu ainda não recebi a foto. Encontrei essa aqui, quando as meninas correram pra sair na foto com a gente enquanto  eu gritava “Vai logo que minha pressão vai cair, gente.” Essas minhas amigas valem ouro!!

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E aí, a corrida acabou. Eu estava toda cheia de endorfina e feliz por estar ali, por reviver um pouco daquela sensação mágica das corridas. Ainda é o que eu mais gosto de fazer na vida e isso não vai mudar nunca! Ainda é o lugar que eu mais gosto de estar e o que mais me deixa feliz. E eu não sei quando poderei participar de novo (porque só ir e olhar ainda me deixa triste.) Se foi a mesma coisa que correr de pé? Claro que não! Nem de longe! Mas foi uma fração daquela coisa maravilhosa que eu tanto sinto falta!

Essa corrida era recreativa. Não tinha chip, não tinha pórtico de chegada. Não tinha medalha de finisher. Mas tinha muita alegria, muitos amigos, muita endorfina, muita saúde, muitos lembranças, muitos sorrisos, muito amor!

12
mar

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A polêmica do suco detox

Há algum tempo, todo mundo está falando do milagroso, do maravilhoso, do mirabolante suco detox, capaz de derreter nossa pochete num passe de mágica. Será? Será que se assim fosse, não bastaria dar suco detox pra todo mundo e não existiriam mais obesos no mundo?

1625647_600783796678502_1694529425_nA Vanessa mencionou o suco no nosso grupo e um monte de gente ficou desesperada. Todo mundo queria receitas, saber quem toma e quem não toma. Eu recebi dezenas de mensagens perguntando se eu bebo o suco sensation, o que eu acho dele e tudo o mais.

2014-01-25 20.30.48-1Primeiro que o suco, na verdade, chama-se suco verde, por causa da sua corzinha linda (a preferida da minha irmã). Quem olha o copo, torce o nariz. À primeira vista, não é nada atrativo mesmo. Eu pensei duas vezes antes de enfiar guela abaixo. ( olha a foto do meu copo aí) Mas depois, você aprende a gostar. As frutas dão um sabor todo especial pra ele. Mas qual é a real função do suco verde/detox? O que ele faz por nós?

Como eu já disse, eu não sou nutricionista. Então procurei o especialista, meu nutri André Facchin, pra nos explicar isso melhor.

Com a palavra, André: “Os sucos desintoxicantes, conhecidos como detox, tem em sua base, água de coco, couve , gengibre e frutas, dentre as mais usadas estão o melão, a melancia e o limão. Este tipo de suco é rico em fibras, em antioxidantes e ajudam a eliminar toxica. Em relação ao seu poder emagrecedor não há comprovações, porem se toda vez que fossemos comer alguma besteira nos lanches, ingerimos este suco estaremos fazendo uma ótima troca!!! Procure sempre preparar seu suco com ingredientes frescos e bem higienizados.”

detox3Então, minha gente, milagre não existe! O que existe é nossa vontade de cuidar da saúde! Espero que tentem combinações diferentes e que aproveitem os benefícios! 😉

10
mar

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Meu primeiro treino de verdade, na pracinha

Gente, comecei a refletir esses dias e pensei “Acabei de incentivar a galera a tocar a cadeira no parque ou na pracinha, e eu mesma, só to tocando por 3 quarteirões. Tudo bem que é subida, mas…eu to tipo fake! Faça o que eu digo, porque eu não faço.”

Criei vergonha na cara e resolvi mudar isso!  Na sexta, vi no grupo do pessoal da corrida, que havia 3 tipos de percurso para o treino do dia seguinte. Conversei com um dos treinadores, o Eduardo Vicentini, e ele disse pra eu aparecer na praça, que ele ia me ajudar (pra quem conhece Ribeirão, a Praça da Bicicleta, onde a maioria das assessorias de corrida monta suas tendas e leva as turmas pra treinar).

Sábado de manhã, o Rodrigo, o meu ex-treinador de corrida, passou aqui pra me buscar e fomos. Não vou mentir pra vocês. Deu um aperto no coração estar lá, depois de 1 ano e 4 meses. Estar naquele lugar que eu tanto amava, debaixo daquela tenda, onde eu era tão feliz e sabia. Porque era dali que eu saía pra correr e era pra lá que eu voltava, toda suada e endorfinada, quando o treino acabava.

Era dia da mulher! O pessoal da Companhia Athlética tirou a foto da turma e deixou coloridas apenas as meninas da equipe, em forma de homenagem.

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Meu coração de corredora ficou pequeno, vendo tanta gente correndo e eu sentadinha na cadeira. Mas, eu fui pra lá com um objetivo e queria cumpri-lo. Pois bem, o Du me passou o percurso que ele julgou bom pra eu começar. Coincidentemente, era parte do percurso que eu fazia quando corria. Mas, vamos la! Coloquei minhas luvinhas e fui.

No começo, descida. Haja mão pra frear a cadeira! Eu não podia ir pela calçada toda esburacada, então fui pela rua mesmo, bem no cantinho. Quando cheguei na rotatória da Presidente Vargas, onde fica a Cical, resolvi aproveitar a guia rebaixada deles e subir na calçada, porque ali os carros passam voando pela avenida. Lindo, a calçada bonitinha, sem buraco. O problema era? Descer! Porque quem me conhece sabe que eu sou a pata medrosa da cadeira! Eu não sei descer degrau empinada e tenho medo de descer de costas e a cadeira virar. Estava eu, a lutar contra meu próprio pavor, quando passou um casal e ficou atrás de mim pra cadeira não virar. E lá fui eu pela rua de novo, porque as calçadas ali…Socorro! Tem umas rampas que parecem a ladeira do pelourinho, e buraco, reforma de loja…Impossível. Mas no asfalto também..Nada fácil! O asfalto é feito como se fosse um arco, pra água da chuva escoar. Resultado? Próximo ao meio fio, o chão é totalmente inclinado. Duas tocadas na cadeira e seguuuura peão! Ou a cadeira bate no meio feio. Mais duas tocadas e…seguuuura de novo! Meus braços já estavam moídos e eu não estava nem na metade. Foi quando passou por mim um grupo de ciclistas e gritou “É isso aí! Força! Só fica em casa quem quer.” É isso aí! Vai bracinho! Porque eu acordei 6:30 da manhã pra terminar isso aqui.

Eu estava indo pela área reservada pros carros estacionarem. Como era cedo, não havia carros ali. Porém, no último quarteirão do meu trajeto , a área vira terceira faixa da avenida, pra quem vai virar na Fiúsa. Eu não tinha pra onde ir e continuei ali. Os carros pareciam não se importar, pois desviavam de mim, dando bom dia! Muita gente abrindo os vidros, gritando “Bom dia”, “Vai lá”, “É isso mesmo”. E buzinando.

Virei na Fiúsa e resolvi continuar pela rua, pois não havia como subir na calçada. E era uma calçada tão lisinha…  Lá fui eu, duas tocadas na cadeira e segura. Aí o pessoal começou a passar por mim correndo. Verdade seja dita, chorei. Chorei um pouco, relembrando quantas vezes passei por ali correndo, cantando sozinha loucamente, ou enquanto conversava com a Paty, ou com o Léo, ou com a mãe (a mãe do treinador), ou com outros tantos amigos, ou cruzando com outros corredores conhecidos, de outras assessorias, que vinham no sentido contrário. Engole o choro, mulher!

Umas boas tocadas de cadeira depois, a Aninha passa por mim (meia Aninha. Emagreceu muuito! Tá um arraso). Ela e outra corredora me colocam na calçada. Ô, ô, ô, alegria! alegria! (é assim a música, né?!). Meus braços felizes tocaram a cadeira por dois quarteirões enormes, mas com calçadas lindas que me permitiram avançar.

No final, encontrei a Dani e o marido dela, que me ajudaram a descer o meio fio do Colégio Santa Úrsula, que não tem rampa, mas tem uma calçada tão alta que me senti descendo o abismo. Agora, subida da pracinha. Pensei “ui”. Mas foi tão tranquilo que me admirei.

1904109_761934267150595_1593141522_nA filha da Dani, a Ananda, queria andar de patinete na praça (olha nós duas com cara de sono, quando chegamos). Ainda dei várias voltas com ela na pracinha, fazendo a subidinha feliz da vida. A Fer passou por mim numa dessas subidas e disse “Nossa, os músculos das suas costas estão muito legais quando você está fazendo esforço”. Yes!!!

Tomei uns duzentos litros de água quando terminei. E estava tão animada que ainda fui pra academia malhar. Linda ideia! Uau! Sou o Incrível Huck, estou disposta, forte. Uhum…Só de manhã. Porque à tarde e à noite meus braços, costas, tudo doía incrivelmente muito! Bíceps, tríceps, trapézio, ombros, costas, lombar, todas as partes de mim gritavam. Eu descobri todos os músculos superiores que temos. Os conhecidos e os desconhecidos pelos médicos. Tudo que eu queria era uma cartela inteira de Dorflex. Mas eu não tinha. Tomei um chá Estiquei os braços na cama, e dormi. Satisfeita. Dolorida. Feliz.

06
mar

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Na praça ou no parque – parte 1

Sabe aquela música “Carnaval…não mata, não engorda e não faz mal”? Então, quem escreveu isso tava doidão! Carnaval engorda sim! Se você comeu tudo errado e, pior ainda, ficou sentadão no sofá vendo tudo pela TV…..vixi! Engordou! Certeza!

Então, já que o ano “começou”, se você ainda não começou a se exercitar, aqui vai mais uma dica, dessa vez, pra te tirar do sofá e de casa, de uma vez por todas.

A primeira parte da ideia é: tocar a cadeira na rua! Isso mesmo! Eu estou tentando e, pra falar a verdade, to morrendo de dor no braço! Como boa tetra, minha força ainda é pequena e qualquer subidinha me mata. Mas eu to tentando. Conversando com meu ex-treinador de corrida, o preparador físico Rodrigo Inoye, fui despertada para os benefícios de fazer isso. Aumento de massa muscular, aumento de força, perda de gordura, aumento da capacidade cardiorespiratória. Além de ser um exercício super funcional, pois trabalha os músculos que usamos para nos movimentar no dia-a-dia. Você não gasta nenhum centavo pra se exercitar e ganha muita saúde!

Mas se você ta vendo as subidas como se fosse o Chupa-Cabra, pode começar tocando a cadeira num parque ou na pracinha perto da sua casa. Com certeza encontrará um terreno mais plano. Sobre essa atividade física e seus benefícios, conversei com dois amigos que já estão mais do que craques na “modalidade”.

fabiolaA Fabíola Pedroso é uma das amigas que está no projeto Por Uma Vida Saudável Sobre Rodas. Ela mora em São Paulo e há 2 meses começou a tocar a cadeira num parque perto da casa dela. “Escolhi essa atividade pela praticidade de ir e por não precisar pagar nada.No começo dava uma volta e cansava. Fazia bolha na mão. Hoje dou duas voltas. Senti muitas melhoras físicas. Melhora muito o intestino. Estou com os braços muito mais fortes! Além de queimar umas gordurinhas, claro! E emagrecer fez com que as transferências ficassem mais fáceis.”   A Fabi, com dieta e atividade física, já emagreceu 7kg! Tá um arraso!

Também conversei com o Yugo Rodrigues, que mora em Brasília. Ele já toca a cadeira no parque há um tempão. 1982298_632444290161631_219338437_n “Inicialmente o treino de tocar a cadeira no parque surgiu para melhorar o meu condicionamento físico somado ao lazer e prazer.  Comecei por convite de um amigo que queria dar um passeio e precisava de companhia. Fui algumas vezes só pra acompanha-lo e com o tempo fui aumentando o ritmo. Fazendo 6km, 8km, 10km, 12km…Os benefícios são muitos: o condicionamento físico facilita as transferências da cadeira pro carro, da cadeira para assentos mais baixos ou mais altos, cadeira de banho, trocar de roupa e outras funções que fazem parte da nossa rotina. O  simples fato de tocar a cadeira em distâncias mais longas ajuda na parte respiratória, pressão arterial, articulações” Estão vendo? Tudinho que o preparador físico Rodrigo me falou! O Yugo está mais adiantado que eu…rs

E o Yugo ainda acrescentou algo muito importante! “Como qualquer atividade física, tem que começar aos poucos, pra não haver nenhuma lesão muscular. Cada um com seu limite.”  Não vão querer sair pelo parque ou pela pracinha achando que são o Ayrton Senna da cadeira de rodas. Comecem devagar! Eu comecei com 2 quarteirões de subida. No plano é mais fácil, mas não vão querer tirar o atraso de um ano em um dia.

1781871_632444306828296_308451678_nAh, e lembram da luvinha de academia que eu mencionei no outro post? Eu uso, o Yugo também usa! Custa baratinho e salva nossas mãos, tão preciosas para o nosso dia-a-dia!

Se você não quer ir sozinho, chame um amigo, ou alguém da família com quem você curta conversar. Ou convide aquela pessoa que também está sedentária e precisa perder a pochete. Você se ajuda e,de quebra, ajuda outra pessoa também!

Pessoal, espero que coloquem essa ideia em prática e que comecem a curtir os benefícios da atividade aeróbica. Endorfina correndo solta no corpo, também ajuda a afastar as tristezas. Quanto mais exercícios você fizer, mais saudável e feliz ficará! Isso é tudo que a gente quer!

Semana que vem postarei outra dica do que fazer na praça ou no parque. bjss

26
fev

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Receita – A Primeira de muitas!!

Pessoal, como parte do nosso projeto conjunto por uma vida saudável, hoje começo postando receitas pra nos ajudar nesse processo! Xô banha! Bem vindo corpo saudável e sequinho!uhuu

A receita de hoje é rápida, prática e leve! Para um lanche à tarde, proteico e delicioso! Você gasta pouco tempo pra fazer e pode levar facilmente, pra qualquer lugar. Eu sempre levei pro trabalho.

PATÊ DE ATUM LIGHT

Ingredientes:

1 potinho de creme de ricota light

1 lata de atum

salsinha a gosto

Basta misturar tudo e está pronto!!! Nessa rapidez.

2014-02-26 10.21.59 Aqui na foto eu coloquei as marcas que costumo usar, pra ajudar vocês! Eu como com torradas. Gente, não é pra comer o patê todo de uma vez!rs  Guarde num potinho com tampa, na geladeira.  Espero que gostem!! 😉 bjsss

24
fev

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Minha primeira travessia

Dia 22 de fevereiro eu completei 1 ano e 4 meses de lesão. Pra comemorar, eu resolvi dar um tchibum e fazer minha primeira travessia.

A decisão foi tomada em cima da hora. Estava esperando um voo e vi uma notícia sobre a travessia, na quarta-feira. Na quinta, cheguei em casa e resolvi dar uma olhada melhor. Era o último dia pra inscrição, pra prova que seria em 9 dias. Eu estava precisando de algo que me fizesse sair da areia movediça e que também me levasse de volta às piscinas. Apesar de estar há 4 meses sem treinar, fiz a inscrição. E seja o que Deus quiser!

Treinei 5 dias e descansei na véspera. Na noite da prova, fui deitar cedo. Acordei de madrugada pra ir ao banheiro e…meu celular desligou e não ligava mais! Ai jisuisis! Fiquei uma hora tentando religá-lo e “o resto das horas que me restavam” de sono, vigiando o celular pra ver se não ia desligar e me fazer perder a hora. Saí da cama 4h! Esperei a turma passar aqui pra me buscar e lá fomos nós. No caminho, de Ribeirão à Campinas, tentei descansar, mas não rolou. Chegamos lá, tudo é festa. Adrenalina a mil.

1969319_10203440773126280_1251823860_n 1002650_10203440775966351_59321459_nA Ju foi “pintar”  meu braço (ela usou outro termo. Acho que foi tatuar..Mas como boa iniciante, eu não me lembro!).Eu e a Amanda, minha amigona, também iniciante em travessia, bem animadinhas, posando com nossos números. E eu tava doidinha pra entrar na água. No meio daquela galera toda, vi alguns malacabados. Tinha cadeirante, amputado, deficiente visual, gente como a gente, de todo tipo.

1622260_10203440777446388_447690483_nMinutos antes da largada, alguns de nós nos reunimos no píer, pra esperar ajuda. Sim, pois a largada era no meio do barranco de terra. Depois da chegada, tinha uma escada. Como nossas cadeiras e muletas precisavam ficar na chegada, eles nos desciam pelas escadas e, depois, nos subiam. Mas o pessoal da organização estava preparado pra isso. Na hora de descer, o moço perguntou meu peso. Quando eu disse, ele riu “Levinha, tipo um saco de cimento.” Fiquei esperando ele me jogar no ombro, mas ufa! Não aconteceu!

Minha prova era às 8:30. A do Rodrigo e da Ju era 10:30. Eu ria e pensava “Tenho 2horas pra completar. Beleza.” Bóra, entrar na água!1970612_10203440780846473_279375328_n

Nadávamos até a largada e esperávamos por ali. A largada da nossa turma era junto com o juvenil. Uma garota cadeirante me perguntou se eu ia largar no meio da muvuca. Lóóógico que não. Deixa o povo ir. Eu vim pra completar! To sem pressa. Apitaram! A primeira coisa que eu pensei foi: “O que é que eu to fazendo aqui mesmo?”.

1970581_10203440784006552_1415179959_n Beleza, olhei pra um lado, olhei pro outro. A maioria já foi. Agora eu vou. Dei umas dez braçadas e ganhei uma pesada na cara, de um menininho. Ah, que sensação  indescritível do pré-afogamento a uns 5 metros da largada. Beleza. Cabeça pra fora, dei uma olhada, se eu fosse mais pra direita, eu saía do meio do povo. Não adiantou muito, tinha tanto pé na minha frente, que eu fiquei meio atrapalhada e perdi aquele pique do começo. Mas tudo bem. Lá fui eu.

A primeira bóia parecia que não chegava nunca. Eu parei pra descansar umas duas vezes, boiando, mas continuava nadando de costas. Até que, depois de uma eternidade, que parecia meia hora (mas depois descobri que foram apenas alguns minutos), eu cheguei na primeira bóia. E quem disse que eu enxergava a segunda? Sol na cara, ansiosa, o fluxo de nadadores na minha frente diminuiu e meu óculos cheio de gotículas. O moço do caiaque chegou perto. Eu segurei nele, tirei o óculos e enxerguei a bóia. Ele olhou pra mim e disse: “Se você não estiver bem, você me chama que o barco vem e te leva de volta.” E eu disse:”Moço, você ta maluco? Eu vim pra terminar, não importa em quanto tempo.”  Olhei em volta e disse pra ele: “Eu to ficando muito pra trás. Que vergonha.” E ele olhou bem pra mim e falou uma coisa, que era o que eu sempre disse, mas o cansaço não me deixou raciocinar na hora: “Vergonha seria se você tivesse ficado em casa, no sofá.”

Lá fui eu, mirei a segunda bóia e bóra. Juro, juro pra vocês que eu delirava tanto, que eu achava que enxergava o fundo, bem pertinho de mim. Que doidera. Aí eu percebi que o “meu fundo” seguia um padrão, como se tivesse uma pedrinha a cada 10 respirações. Devia ser alucinação, falta de água bebível , sol na cabeça, sei la. Beleza. Mirei a próxima bóia, mas ninguém estava indo pra ela. Fui perguntar pros moços dos botes/caiaques..E vi que não tinha ninguém por perto. Fui nadando. Um tempão depois surge um moço, fazendo uma marola pra quase me afogar. Ele disse que era pra passar à esquerda daquela bóia e mirar a chegada. Vixi! A chegada ta longe pra caramba. O moço do caiaque tinha dito que a volta era mais fácil, porque a correnteza ajudava. Que correnteza? Acho que na minha vez ela cansou de trabalhar!

Então, depois de já ter parado pra descansar um total de  5 ou 6 vezes na prova, decidi ir até o fim sem parar. Não sabia como fazer isso, porque faltava cerca de 1/4 da prova (eu acho! Veja bem, eu já tinha tomado muito sol na cabeça e achava que já estava nadando há mais de 1hora, quando não devia fazer nem 20 minutos, de acordo com meu tempo final. Então, não dá pra confiar muito na minha noção de distância).

Quanto mais perto da chegada eu chegava, menos vontade de parar eu sentia, mas também tava cansada pra burro. Quando começou a ter bastante gente na margem, eu só conseguia ouvir gritos animados : “Vai Dani” “Força Dani” “Vamo Dani”. Era a Ju. Ela nem sabe o tanto que me ajudou naquele momento.

1780622_10203440786606617_895058504_nAté que enfim, depois do que eu achei que fossem as tais 2horas depois, mas não era nem meia hora, eu cheguei! Morrendo, olha a cara da pessoa! Mas eu consegui a sensação que eu tanto buscava. Aquela sensação, de apesar de estar passando por um momento complicado na minha vida, ter conseguido superar mais um desafio. A sensação de transpor mais um limite. A sensação de realizar um sonho, do qual eu vinha falando desde que eu estava no Sarah no ano passado. A sensação de estar cada vez mais perto do triathlon. Aquela adrenalina e toda  a endorfina, correndo no corpo inteiro. E não vou negar. Quando me sentaram na cadeira, e o Rodrigo e a mãe da Ju vieram me dar os parabéns e me ajudar, eu só conseguia chorar e repetir “Eu consegui! Eu não acredito que eu consegui!”

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19
fev

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A importância da musculação na nossa vida

Todo mundo que me acompanha já percebeu que eu adoro esportes e atividades físicas de modo geral. Além de ser algo que gosto, virou um estilo de vida antes da cadeira, que eu procurei manter após a vida de rodinhas. Mas a questão não é só o gosto pessoal! Quando adotei esse estilo de vida saudável, há quase 10 anos, fiz essa escolha por observar a saúde dos meus pais começar a ficar comprometida devido à falta de atividade física e alimentação inadequada (e eles ainda eram bem novos quando começou a acontecer). Comecei a cuidar mais da alimentação e praticar atividade física com muito mais regularidade.

Mas qual a importância de continuar fazendo atividade física depois que virei cadeiruda?

Não é segredo que fazer atividades físicas, no nosso caso, não é fácil. Academias e profissionais sem informações ou acesso pra nos atender é o que não falta! É difícil chegar aos parques, clubes, ou às próprias academias, devido à falta de acessibilidade nas ruas. Mas muitos cadeirudos vem driblando tudo isso, porque estão seriamente preocupados com a saúde. Agora e no futuro.

Sabemos que usamos os braços para toda e qualquer atividade que realizamos, desde tocar a cadeira, até nos transferir, praticar um esporte, realizar uma atividade do dia a dia. A sobrecarga causada nos músculos dos membros superiores pode ocasionar dores e lesões, caso os músculos não estejam preparados para serem usados. E se não fortalecidos, com o tempo, esses mesmos músculos podem te deixar “na mão” e você vai precisar da ajuda das pessoas pra fazer qualquer coisa. Já dizia o Capital Inicial, procuramos independência. Então, nada de esperar chegar a esse ponto. Mexa-se!

Pra preparar esses músculos, nada melhor que? Musculação! Lá vamos nós, viciados num treino, ratos de academia, doidos pra levantar um peso.Uhuuu

2014-02-01 15.29.40 Sim! Mas saibam que não é só na prevenção de lesões que somos beneficiados.

Segundo o Prof. MSc Fred Ribeiro (sim, ele mesmo, nosso querido Fred, do Sarah), “aumentando a força e massa muscular, melhora o condicionamento físico aeróbio e diminui os riscos cardiovasculares!!! Importante, pois o Treinamento de Força (Musculação) é uma das atividades físicas mais acessíveis para a população usuária em cadeira de rodas. Existem máquinas (como por exemplo o cross over) em que não é preciso qualquer transferência para poder treinar boa parte da musculatura preservada pós lesão. E existe força pós lesão medular!?!? Sim, e MUITA!!! Basta treinar de forma adequada. Artigos científicos mostrando ganhos de força nos diversos níveis de lesão medular não faltam (quem tiver interesse, basta me pedir). Exemplos de pessoas com ganhos significativos de força, melhorando saúde e independência funcional, é mais fácil ainda de achar!!!”

E eu achei um monte de exemplos! Um deles é o Paulo César, que tem 33 anos. A lesão dele é T5 e T6. “Bom, eu sempre treinei mesmo antes do meu acidente que foi por arma de fogo, logo após minha reabilitação a primeira coisa que fiz foi procurar uma academia. Não era adaptada, mas era sem barreiras arquitetônicas. então dava para treinar tranquilo. Daí me matriculei e fui treinar, pois já fazia um ano que não praticava a modalidade. No começo me ajudou demais, pois melhorou minha postura e controle de tronco, que é o que mais nos deixa inseguros nas atividades diárias, como as transferências e tudo mais. Enfim foi a melhor escolha que fiz, pois pratico até hoje e não pretendo parar tão cedo. Abraços e bons treinos!”

paulo depois

Além desses benefícios, o Prof. Fred tocou num assunto delicado, no artigo que ele escreveu sobre nós cadeirudos. Vocês sabiam que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte na população com lesão medula? Pois é. Por isso eu disse que o caso não é só melhorar a vida agora, mas pensar no futuro também.

Pra quem não está conseguindo ir pra academia, dois professores porretas da Companhia Athletica Ribeirão Preto e eu, estamos montando uma série de exercícios em vídeo pra ajudar quem ta em casa a começar. Enquanto isso, vão criando coragem de mostrar essas rodinhas pro mundo e encarar a academia na cara e na coragem. (Se você tá mais parado que poste, sentadão no sofá, pensando por onde começar,  já pode dar um start com os exercícios que postei semana passada. http://daninobile.wordpress.com/2014/02/15/bora-mexer-esses-corpinhos-primeira-sugestao-de-atividade-fisica/ )

Mas é só a musculação que ajuda, nesses casos? Não! Aí que entram as atividades aeróbicas e os esportes! Mas esse é assunto para os próximos posts (que eu já estou preparando!) 😉

17
fev

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Ser saudável x adversidades da vida

As redes sociais estão repletas de felicidade. Parece que as pessoas só são felizes o tempo todo. Diante do meu atual estado de espírito (coração apertadinho) comecei a pensar que, apesar de as pessoas não propagarem aos sete ventos (já que nem só os amigos estão de olho), todo mundo passa por reveses na vida. Pode ser coração partido, perda de emprego,  um animalzinho de estimação perdido, um ente querido que se foi… Todo mundo fica triste que só, em algum momento. E se manter saudável nessas horas, é muito difícil.

Eu que o diga! Em uma semana,  me alimentando mal e malhando quase nada, cadê meus músculos? Não tenho nem um pouco de orgulho disso… Mas não adianta esconder as coisas de vocês!

Como sei que todo mundo vai passar por algum momento assim algum dia, pensei no que não podemos deixar de ingerir, mesmo que a vontade seja de não comer nada! Conversei com o nutricionista André Facchin também. Aí vai a lista:

Água.  copo-com-aguaÉ óbvio que não podemos ficar sem. Eu sei! Mas verdade seja dita, nessas horas não dá vontade nem de beber água (e tem gente que não bebe nem quando está feliz da vida). Porém, o organismo, recebendo pouca água, fica desidratado. Cansaço, indisposição, pele seca, cabelos secos (ninguém ta ligando pra beleza agora, mas daqui uns dias você vai ligar), dores de cabeça, problemas digestivos, inflamações, cistites, formação de cálculos (pedras), alterações da pressão arterial, da circulação, do sistema hormonal, irritabilidade, insônia, são alguns exemplos do que pode acontecer para quem bebe pouca água.  Além disso, ficam retidas dentro do corpo substâncias tóxicas, prejudiciais, contribuindo para o aparecimento das mais variadas doenças.  Já não chega o tanto de “pendenga” que temos, por causa de lesão medular. Não vá querer aumentar isso!Tome um porre de água todo dia!

frutas-e-vitaminasFrutas. São alimentos de grande valor nutricional e devem estar presentes diariamente na nossa dieta. Elas são fontes de água, vitaminas, fibras e compostos bioativos. O consumo diário de frutas contribui para o bom funcionamento do intestino, fortalece o sistema imunológico, protege o corpo contra certos tipos de cânceres, doenças cardiovasculares e ajuda na redução dos níveis de colesterol e açúcar do sangue. E segundo  André, elas ajudam a diminuir muito a ansiedade! Não vão te dar trabalho pra ficar cozinhando, preperando, porque quando o bicho ta pegando, a gente não quer fazer nada disso. A fruta é só lavar e comer. Rápido e eficaz.

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Castanhas. Rápidas e práticas,  possuem vitaminas e minerais aos montes, além  da gordura boa que nosso organismo precisa. Também podem ajudar na questão da ansiedade, devido ao tantão de coisa boa que elas tem. Só não vale pegar o pacotinho de 1kg de castanha de caju, sentar no sofá e afogar as mágoas, pensando “a Dani disse que pode”. Pelo amor de Deus! Na foto está a quantidade recomendada.

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beneficios-carne-saudeCarne vermelha. Uma grande preocupação nessas horas, é prolongar o chororô por muitas semanas e ficar com anemia! Uma amiga minha emagreceu 10kg por causa do fim de um namoro. Mas esse emagrecimento não foi nada saudável! E nosso objetivo é manter a saúde, não mandar alguém parecido com um cabide pras passarelas da moda. Se já está a fim de cozinhar ou alguém cozinha pra você, prefira a carne vermelha nesse momento. Ela é rica em vitaminas, minerais e proteínas. Também pesquisei e, segundo um especialista em medicina ortomolecular e nutrologia, a carne vermelha é superior ao frango e ao peixe como alimento antidepressivo, devido à alta concentração de fenilalanina que apresenta. Como ajuda a manter a glicemia mais estável, o consumo de carne vermelha diminui alterações de humor e compulsão alimentar (que é outra situação pela qual podemos passar.) Ingira as porções adequadas, recomendadas pelo seu nutricionista. E evite comer a carne frita!

Espero ter ajudado, pessoal! Bjsss e até o próximo post 😉  

15
fev

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Bóra mexer esses corpinhos – Primeira sugestão de atividade física

Pessoal, tenho recebido várias mensagens de gente como a gente, que está tentando emagrecer, ficar feliz e saudável e parar de brigar com a balança e com os exames médicos.

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Tem muita gente me perguntando, além de dicas de dieta e alimentação, quais os exercícios que eu faço na academia e o que fazer caso a academia ainda seja um objeto mais desejado que o doce Camaro Amarelo.  Sim, pois muitas academias não estão preparadas pra receber um cadeirante. E muitos amigos das rodinhas também estão tímidos demais pra chegar lá, na cara e na coragem, perguntando se pode “puxar uns ferros”.

Já que um dos objetivos do Blog é esse, vamos partir de uma atividade bem simples. Dá pra fazer em casa. Tudo que você vai precisar é: um cabo de vassoura. Não precisa nem comprar, porque todo mundo tem em casa. Conseguir um só será complexo se for hora da faxina. =p

Vamos ao exercício. Um deles foi sugerido pela Tabata, que aprendeu com um educador físico. Outra variação foi sugerida pela nossa amiga Andrea Schutte, cadeirante e educadora física que busca alternativas para si própria ( e que eu vou copiar tudão pra nós, com autorização dela, claro. Afinal, ela também está no nosso projeto “Por Uma Vida Saudável Sobre Rodas”.). Outra opção eu mesma pensei, procurando imagens para ilustrar essa matéria. Na falta de fotos do Google, tive que pagar mico. Também to aqui pra isso. Tentei fazer aquela cara de paisagem das fotos de revista, mas não rolou. Agradecimentos à fotógrafa Mamis, que não gosta nem sabe tirar fotos, mas se esforçou bravamente.

A primeira opção é simples. Basta segurar o cabo de vassoura e girar os braços, como se você estivesse pedalando.

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Na segunda opção, você segura o cabo da vassoura e gira o corpo pros lados. (Se você conseguir esticar os braços mais do que eu consigo, melhor!)

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Na terceira opção, segura o cabo da vassoura. Levante e abaixe os braços. (PS – to tortinha na foto pq tenho lesão alta e meu lado esquerdo é mais fraco que o direito. Eu costumo “pender pro lado”. Estou trabalhando nisso.)

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Pra quem não tem apreensão das mãos suficiente para segurar o cabo, você pode tentar colar velcro nas pontas do cabo e na parte interna de uma luvinha (daquelas de academia).

Segundo Andrea, “São exercícios que trabalham bastante a força abdominal (todos os músculos abdominais) e isso ajuda bastante no equilíbrio de tronco. Além de trabalhar outros músculos.” Que músculos? De forma bem simples, ombros, braços e costas.

Não se preocupe com o número de repetições, ou por quanto tempo está fazendo o movimento de pedalar. Talvez seja cansativo nos primeiros dias, mas com o tempo, seu desempenho irá melhorar muito! Não esqueça de beber água (ainda mais nesse calor. Depois virão reclamar que suaram – que inveja de quem transpira –  e ficaram esturricados) e tentar alongar-se após a atividade (peça ajuda se for preciso). Bóra tentar?

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